Atendimento inicial ao politraumatizado: a apostila de ATLS para a sua prova
XABCDE completo, da hemorragia exsanguinante até a transferência. Escala de Glasgow, classificação do choque, indicações de via aérea definitiva e duas questões comentadas de UNIFESP e SUS-SP.
PDF de 3,7 MB. Gratuito.
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- Formato
- Apostila · 25 páginas
- Área da prova
- Cirurgia Geral · Trauma
- Produzido por
- Equipe Med-Review R1
- Atualizado em
- Setembro de 2026
- Preço
- Gratuito
Para que serve
Para que serve
Recorte do ATLS pelo que as bancas de residência perguntam. Sem capítulo que não cai.
-
A ordem do XABCDE
X, A, B, C, D e E na ordem de letalidade. Cada letra só libera a próxima depois de resolvida.
-
O quarteto letal virou diamante
Hipotermia, acidose, coagulopatia e hipocalcemia. O cálcio entrou na reanimação do politraumatizado, e material antigo não traz isso.
-
Duas questões comentadas
UNIFESP 2024 e SUS-SP 2022 resolvidas dentro do conteúdo, alternativa por alternativa.
Sumário
O que tem dentro das 25 páginas
Do momento em que o paciente entra na sala vermelha até a decisão de transferir.
- 01Está sem tempo? O resumo em uma página
- 02Introdução ao trauma: o contexto da sala vermelha
- 03A lógica ATLS vs. PHTLS — do ABC para o XABC
- 04A avaliação primária: o XABCDE
- 05X — Hemorragia exsanguinante
- 06A — Via aérea e coluna cervical
- 07B — Respiração e ventilação
- 08Pneumotórax hipertensivo e hemotórax maciço
- 09C — Circulação e controle da hemorragia
- 10Reposição volêmica, TXA e reanimação balanceada
- 11D — Disfunção neurológica e escala de Glasgow
- 12E — Exposição e o diamante da morte
- 13Medidas auxiliares: série trauma e FAST
- 14Avaliação secundária e mnemônico AMPLA
- 15Reavaliação, critérios de transferência e revisão final
O que é o atendimento inicial ao politraumatizado?
O atendimento inicial ao politraumatizado é a sequência padronizada pelo ATLS que avalia e trata o paciente traumatizado por ordem de risco de morte. Primeiro a avaliação primária (XABCDE), que identifica e corrige as ameaças imediatas à vida; depois a avaliação secundária, com exame da cabeça aos pés e história AMPLA.
A regra é tratar primeiro o que mata primeiro. Paciente sangrando não vai para a tomografia, e fratura de fêmur espera até o pulmão estar expandindo. Cada letra só libera a próxima depois de resolvida.
No ABCDE clássico a via aérea vinha primeiro. Hemorragia exsanguinante mata em minutos, então o controle do sangramento externo grave virou o passo zero: compressão direta, torniquete se não ceder. É daí que vem o X.
O quarteto letal ganhou um quarto vértice. Hipotermia, acidose e coagulopatia agora vêm com hipocalcemia, e o cálcio entrou na reanimação do politraumatizado transfundido. Material anterior a essa mudança não traz.
ATLS é intra-hospitalar, PHTLS é pré-hospitalar. Mesmos princípios, cenários diferentes: no pré-hospitalar você não tem sangue, imagem nem centro cirúrgico. A banca cobra essa diferença.
Imagem de contexto (opcional)Cirurgia Geral · WebP 1400×1000
Comparativo
O XABCDE em uma tabela
Avaliação primária completa: o que avaliar, o que procurar e o que fazer em cada letra.
| Letra | O que avalia | Sinal de alerta | Conduta |
|---|---|---|---|
| X | Hemorragia exsanguinante | Sangramento externo em jato | Compressão direta; torniquete se não ceder |
| A | Via aérea e coluna cervical | Glasgow ≤ 8, estridor, trauma de face | Via aérea definitiva com proteção cervical |
| B | Respiração e ventilação | Pneumotórax hipertensivo; hemotórax > 1.500 mL | Descompressão imediata ou drenagem torácica |
| C | Circulação e hemorragia | Hipotensão com taquicardia; resposta transitória | Dois acessos calibrosos, hemoderivados e ácido tranexâmico |
| D | Disfunção neurológica | Glasgow, pupilas e déficit focal | Reavaliar A e B antes de culpar o cérebro |
| E | Exposição e ambiente | Hipotermia | Despir para ver, cobrir para viver |
Arraste a tabela para o lado.
Passo a passo
Como conduzir a avaliação primária, passo a passo
A sequência do ATLS na ordem em que você executa na sala.
-
1
Controle o sangramento visível (X)
Olhe o paciente e o chão antes de encostar na via aérea. Hemorragia externa em jato: compressão direta, torniquete se não ceder. Não pince vaso às cegas — lesa nervo adjacente.
-
2
Garanta a via aérea protegendo a cervical (A)
Fale com o paciente: quem responde com voz clara tem via aérea pérvia. Glasgow 8 merece um tubo, Glasgow 9 você vigia. Nunca hiperestenda o pescoço com suspeita de trauma cervical.
-
3
Confirme que o pulmão está expandindo (B)
Inspecione, palpe, percuta e ausculte os dois hemitórax. Pneumotórax hipertensivo é diagnóstico clínico, não espere o raio-X. Hemotórax maciço é mais de 1.500 mL ou um terço da volemia.
-
4
Reponha volume com critério (C)
Dois acessos periféricos calibrosos, cristaloide aquecido e hemoderivado cedo. Esqueça a regra antiga de litros de soro: a ordem agora é reanimação balanceada, com ácido tranexâmico nas primeiras horas.
-
5
Avalie o neurológico (D)
Escala de Glasgow — abertura ocular, resposta verbal e resposta motora —, pupilas e déficit focal. Piora neurológica súbita manda você voltar para A e B antes de atribuir o quadro ao cérebro.
-
6
Exponha, examine e aqueça (E)
Dispa completamente para não perder lesão em dorso ou períneo, e cubra em seguida. Hipotermia é vértice do diamante da morte: paciente frio coagula mal e sangra mais.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns
O que é o ATLS?
ATLS é a sigla de Advanced Trauma Life Support, o programa do Colégio Americano de Cirurgiões que padronizou o atendimento ao traumatizado. Ele organiza a assistência em avaliação primária (XABCDE), medidas auxiliares e avaliação secundária, tratando primeiro o que mata primeiro.
O que significa XABCDE do trauma?
X de hemorragia exsanguinante, A de via aérea com proteção da coluna cervical, B de respiração e ventilação, C de circulação, D de disfunção neurológica e E de exposição com controle do ambiente. A ordem é de letalidade, não alfabética.
Qual a diferença entre ATLS e PHTLS?
O ATLS é intra-hospitalar, aplicado na sala de emergência com imagem, sangue e centro cirúrgico disponíveis. O PHTLS é pré-hospitalar, onde o foco é estabilizar e transportar. Os princípios são os mesmos; muda o que dá para fazer em cada cenário.
Quando indicar via aérea definitiva no trauma?
Apneia, incapacidade de manter a via aérea pérvia, risco de aspiração ou obstrução, trauma cranioencefálico grave com Glasgow igual ou menor que 8 e falha em manter oxigenação adequada. A apostila detalha cada indicação com o raciocínio por trás.
O que é o diamante da morte no trauma?
É a atualização do antigo quarteto letal. Aos três vértices originais — hipotermia, acidose e coagulopatia — somou-se a hipocalcemia. Os quatro se retroalimentam: o paciente frio e acidótico coagula pior, sangra mais, recebe mais transfusão e fica mais hipocalcêmico.
Esta apostila substitui o livro do ATLS?
Não. É material de revisão para prova de residência, feito para fixar a sequência e reconhecer as pegadinhas de banca. O manual oficial do ATLS continua sendo a referência para a prática e para o curso de certificação.
O material é gratuito mesmo?
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Raquel Khoury
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Diego Luz
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Tiarlles Miller
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Davi Khoury
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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Phellipe Fabrini
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Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Paulo Tonaco
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Stephanie Lahat
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Roberto Guimarães
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Juliana Araújo
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Isabella Zanfra
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Daniel Costa
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Flávio Moura
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Giovani Pacífico
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Victor Sechin
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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