Apostila gratuita · 37 páginas

Visão subnormal: classificação, magnificação e auxílios ópticos

Definições da CID-10 e da CID-11, classificação da OMS e do ICO, refração do paciente, notação M, magnificação, regra de Kestenbaum, lupas, telemicroscópios, telescópios de Galileu e Kepler e padrões de perda visual. Vinte e duas questões do CBO comentadas, de 2010 a 2025.

PDF de 14,3 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 37 páginas
Área da prova
Óptica e refração · Visão subnormal
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de visão subnormal cobre

Da definição pela CID ao auxílio indicado para cada padrão de perda visual, com os cálculos que a prova do CBO cobra.

  • Classificação pela CID e pela OMS

    Categorias 0 a 5 da CID-10, mudanças da CID-11, proposta da OMS e do ICO de 2003, tabela de acuidade com os auxílios de cada grupo e os critérios da legislação brasileira, incluída a visão monocular.

  • Avaliação, magnificação e auxílios

    Refração e acuidade em visão subnormal, notação M, MNREAD, contraste e campo visual, magnificação linear e angular, regra de Kestenbaum, lupas manuais e de apoio, telemicroscópios, telescópios e videoampliação.

  • Vinte e duas questões do CBO comentadas

    CBO de 2010 a 2025 sobre refração na visão subnormal, notação M, magnificação, lupas, lentes esferoprismáticas, telescópios e auxílios não ópticos, além de exercícios de cálculo da Oft-Review com gabarito.

Sumário

O que tem dentro das 37 páginas

As seções na ordem do capítulo, dos conceitos gerais aos padrões de perda visual e seus auxílios.

  1. 01Definições pela CID-10, pela CID-11 e pela OMS e o ICO
  2. 02Classificação por acuidade com os auxílios de cada grupo e legislação brasileira
  3. 03Epidemiologia e principais causas de deficiência visual e de cegueira
  4. 04Avaliação do paciente: anamnese e refração na visão subnormal
  5. 05Acuidade visual: testes de resolução e de reconhecimento e notação M
  6. 06Tabelas de acuidade para longe e para perto, para alfabetizados ou não
  7. 07Desempenho à leitura: MNREAD e tamanho crítico da letra
  8. 08Sensibilidade ao contraste, glare, campo visual, microperimetria e visão de cores
  9. 09Magnificação linear, axial e angular, com lupas, oftalmoscópios e lentes de fundo de olho
  10. 10Auxílios não ópticos: ampliação, iluminação, tiposcópio, postura e escrita
  11. 11Auxílios ópticos para perto: regra de Kestenbaum e lentes positivas em armação
  12. 12Lupas manuais, lupas de apoio e telemicroscópios
  13. 13Auxílios para longe: telescópios de Galileu e de Kepler
  14. 14Condensação e relocação da imagem: prismas, espelhos, telescópio reverso e lentes negativas
  15. 15Sistemas eletrônicos de videoampliação
  16. 16Padrões de perda visual e auxílios indicados
Página interna da apostila sobre Visão subnormal: classificação, magnificação e auxílios
Página da apostila: auxílios não ópticos na questão do CBO 2022, auxílios ópticos para perto e a regra de Kestenbaum, com exemplos e a questão do CBO 2025 sobre a adição.

O que é visão subnormal?

Visão subnormal, pela CID-10, é a acuidade visual corrigida abaixo de 0,3 e igual ou acima de 0,05, ou o campo visual abaixo de 20° e igual ou acima de 10°. Abaixo de 0,05 ou de 10°, o quadro é de cegueira. A CID-11 manteve o corte de 0,3 para a visão subnormal.

Na CID-10, a visão subnormal reúne a categoria 1, deficiência visual moderada (acuidade abaixo de 0,3 e igual ou acima de 0,1), e a categoria 2, grave (abaixo de 0,1 e igual ou acima de 0,05). A cegueira ocupa as categorias 3, 4 e 5: abaixo de 0,05 até 0,002, abaixo de 0,002 com percepção luminosa e ausência de percepção luminosa.

A CID-11 separa a ausência de deficiência visual (acuidade de 0,5 ou mais) da deficiência leve (abaixo de 0,5 e igual ou acima de 0,3) e cria a deficiência visual para perto, testada sempre com os dois olhos. Pela proposta da OMS e do ICO de 2003, incorporada à CID-11, vale a acuidade visual apresentada, e não a corrigida, porque a falta de correção óptica é causa importante de cegueira e de visão subnormal.

A legislação brasileira considera deficiente visual quem tem cegueira (acuidade abaixo de 0,05 no melhor olho, com a melhor correção), baixa visão (abaixo de 0,3 e igual ou acima de 0,05 no melhor olho, com correção), somatório do campo visual dos dois olhos de 60° ou menos, ou essas situações juntas. Desde 2021, a visão monocular, com acuidade abaixo de 20/400 em um olho, também entra.

Em 2008, a OMS estimou 39 milhões de pessoas cegas e 246 milhões com visão subnormal no mundo; o Relatório Mundial sobre a Visão, de 2022, apontou 2,2 bilhões de pessoas com deficiência visual. Erros refracionais não corrigidos (43%) lideram as causas de deficiência visual, e a catarata (51%), as de cegueira. Na avaliação, 15% dos pacientes encaminhados melhoram só com a correção óptica.

Página da apostila Visão subnormal: classificação, magnificação e auxílios

Comparativo

Classificação da visão subnormal e auxílios por grupo

Os sete grupos da tabela do ICO e da OMS reproduzida na apostila, com a acuidade em Snellen e em decimal e os auxílios mais indicados para cada um.

Classificação por acuidade visual com os auxílios indicados; a apostila registra que a tabela está no site da Sociedade Brasileira de Visão Subnormal. SPL: sem percepção luminosa. Fonte: apostila Oft-Review, “Visão subnormal: classificação, magnificação e auxílios”.
GrupoSnellenDecimalAuxílios indicados
Visão normal20/12 a 20/251,5 a 0,8Bifocais comuns
Próxima do normal20/30 a 20/600,6 a 0,3Bifocais mais fortes e lupas de baixo poder
Baixa visão moderada20/80 a 20/1500,25 a 0,12Lentes esferoprismáticas e lupas mais fortes
Baixa visão severa20/200 a 20/4000,10 a 0,05Lentes asféricas e lupas de mesa de alto poder
Baixa visão profunda20/500 a 20/10000,04 a 0,02Lupa montada, telescópio, videoampliação, bengala e treinamento de orientação e mobilidade
Próximo à cegueira20/1200 a 20/25000,015 a 0,008Videoampliação, livros falados, braille, aparelhos de saída de voz, bengala e treinamento de orientação e mobilidade
Cegueira totalSPLSPLAparelhos de saída de voz, bengala e treinamento de orientação e mobilidade

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como avaliar o paciente com visão subnormal e escolher o auxílio, passo a passo

A sequência da apostila, da anamnese ao auxílio indicado para cada padrão de perda visual.

  1. Faça a anamnese dirigida

    Registre o tempo de início da doença e da deficiência visual, os tratamentos prévios, os auxílios ópticos já prescritos e a adaptação a eles. No exame, detecte preferência ou dominância de um olho e posições do olhar e da cabeça que melhoram a visão, como as de bloqueio de nistagmo.

  2. Refrate com retinoscópio e armação de prova

    Use retinoscópio, régua de retinoscopia e caixa de lentes com armação de prova; o autorrefrator não é confiável e o refrator tipo Greens não serve abaixo de 20/100. Amplie os intervalos testados, 1,50 D para 20/150 e 2,0 D para 20/200, e use cilindro cruzado de +/-1,0 D abaixo de 20/100.

  3. Meça a acuidade sem conta-dedos

    Aproxime a tabela e altere o numerador: na ETDRS, quem lê a linha 20/400 a 2 m tem 10/400. Com a tabela a 1 ou 2 m, some -1/d à prescrição para longe, -0,50 D a 2 m e -1,0 D a 1 m. Na notação M, AV = m/M.

  4. Avalie leitura, contraste e campo

    No MNREAD, defina acuidade de leitura, tamanho crítico da letra e velocidade máxima. Escotomas centrais à direita e abaixo da fixação atrapalham a leitura e a adaptação aos auxílios, como no CBO 2021. Complete com sensibilidade ao contraste, glare, perimetria ou Goldmann, microperimetria e visão de cores.

  5. Calcule a adição pela regra de Kestenbaum

    A adição para ler optotipos 1M é o inverso da acuidade para longe: 20/200 pede +10,0 D, com leitura a 10 cm. No CBO 2025, a pseudofácica com 0,25 precisa de +4,00 DE. Em quem acomoda, desconte metade da amplitude de acomodação da adição calculada.

  6. Escolha o auxílio para perto

    Lentes em armação deixam as mãos livres; binoculares vão até +12,00 DE, com prismas de base nasal a partir de +4 DE, 2 DP acima do grau esférico. Lupas manuais vão com a correção para longe; as de apoio de foco fixo pedem adição ou acomodação; o telemicroscópio dá maior distância de trabalho.

  7. Ajuste ao padrão de perda visual

    Na perda de transparência dos meios, corrija a ametropia e controle iluminação e contraste; a ampliação em geral não é eficiente. No defeito central, amplie a imagem para usar a região perimacular. No periférico, condense a imagem com telescópio reverso ou lentes negativas e indique treinamento de orientação e mobilidade.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre visão subnormal na prova do CBO

Qual a diferença entre visão subnormal e cegueira?

Pela CID-10, a visão subnormal vai de acuidade corrigida abaixo de 0,3 até 0,05, ou de campo visual abaixo de 20° até 10°, nas categorias 1 e 2. A cegueira começa abaixo de 0,05 ou de 10° e ocupa as categorias 3, 4 e 5, até a ausência de percepção luminosa. Pela legislação brasileira, cegueira é acuidade abaixo de 0,05 no melhor olho, com a melhor correção.

O que é a regra de Kestenbaum?

Determina a acomodação ou a adição necessárias para ler optotipos 1M a partir da acuidade visual para longe: A = 1/AV, o inverso da acuidade em notação fracionária ou decimal. Com 20/200, a adição é de +10,0 D e o texto fica a 10 cm do olho. No CBO 2025, a pseudofácica com acuidade de 0,25 precisa de adição de 1/0,25 = +4,00 DE.

Quais são os auxílios ópticos e não ópticos para baixa visão?

Os não ópticos modificam materiais e ambiente: ampliação real das letras, em geral até 2,4 vezes, controle da iluminação, tiposcópio, acetato amarelo, pranchas inclinadas a 45° e auxílios para escrita. Os ópticos ampliam, deslocam, condensam ou filtram a imagem retiniana: lentes positivas em armação, lupas manuais e de apoio, telemicroscópios e telescópios. Os eletrônicos incluem a videoampliação.

O que é tiposcópio?

É um guia de leitura em material preto, com uma fenda que engloba duas linhas do texto. Reduz o ofuscamento causado pela luz refletida pelo papel branco e aumenta o contraste da linha com o fundo, como cobrou o CBO 2022. O acetato amarelo sobre o texto também reduz a luz refletida e aumenta o contraste.

Qual a diferença entre os telescópios de Galileu e de Kepler?

O de Galileu tem objetiva positiva e ocular negativa, forma imagem virtual e direta e amplia de 2,2 a 4 vezes; o corpo mede a diferença entre as distâncias focais. O de Kepler usa duas lentes positivas, forma imagem real e invertida, corrigida por prismas internos, amplia de 2,5 a 10 vezes e tem corpo igual à soma das distâncias focais.

Como calcular a ampliação de uma lupa?

Pela distância de referência: a 25 cm, A = D/4; a 40 cm, A = D/2,5. Uma lupa de +20 D amplia 5 vezes a 25 cm e 8 vezes a 40 cm. No CBO 2011, com unidade de aumento de 4 D, a lupa de 10 vezes precisa de 40 D. A distância da lupa ao olho define só o campo de visão.

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    Dr. Iago Bastos

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  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

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    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

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    Dr. João Lucas Libório

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    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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