Definições da CID-10 e da CID-11, classificação da OMS e do ICO, refração do paciente, notação M, magnificação, regra de Kestenbaum, lupas, telemicroscópios, telescópios de Galileu e Kepler e padrões de perda visual. Vinte e duas questões do CBO comentadas, de 2010 a 2025.
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Para que serve
Da definição pela CID ao auxílio indicado para cada padrão de perda visual, com os cálculos que a prova do CBO cobra.
Categorias 0 a 5 da CID-10, mudanças da CID-11, proposta da OMS e do ICO de 2003, tabela de acuidade com os auxílios de cada grupo e os critérios da legislação brasileira, incluída a visão monocular.
Refração e acuidade em visão subnormal, notação M, MNREAD, contraste e campo visual, magnificação linear e angular, regra de Kestenbaum, lupas manuais e de apoio, telemicroscópios, telescópios e videoampliação.
CBO de 2010 a 2025 sobre refração na visão subnormal, notação M, magnificação, lupas, lentes esferoprismáticas, telescópios e auxílios não ópticos, além de exercícios de cálculo da Oft-Review com gabarito.
Sumário
As seções na ordem do capítulo, dos conceitos gerais aos padrões de perda visual e seus auxílios.
Visão subnormal, pela CID-10, é a acuidade visual corrigida abaixo de 0,3 e igual ou acima de 0,05, ou o campo visual abaixo de 20° e igual ou acima de 10°. Abaixo de 0,05 ou de 10°, o quadro é de cegueira. A CID-11 manteve o corte de 0,3 para a visão subnormal.
Na CID-10, a visão subnormal reúne a categoria 1, deficiência visual moderada (acuidade abaixo de 0,3 e igual ou acima de 0,1), e a categoria 2, grave (abaixo de 0,1 e igual ou acima de 0,05). A cegueira ocupa as categorias 3, 4 e 5: abaixo de 0,05 até 0,002, abaixo de 0,002 com percepção luminosa e ausência de percepção luminosa.
A CID-11 separa a ausência de deficiência visual (acuidade de 0,5 ou mais) da deficiência leve (abaixo de 0,5 e igual ou acima de 0,3) e cria a deficiência visual para perto, testada sempre com os dois olhos. Pela proposta da OMS e do ICO de 2003, incorporada à CID-11, vale a acuidade visual apresentada, e não a corrigida, porque a falta de correção óptica é causa importante de cegueira e de visão subnormal.
A legislação brasileira considera deficiente visual quem tem cegueira (acuidade abaixo de 0,05 no melhor olho, com a melhor correção), baixa visão (abaixo de 0,3 e igual ou acima de 0,05 no melhor olho, com correção), somatório do campo visual dos dois olhos de 60° ou menos, ou essas situações juntas. Desde 2021, a visão monocular, com acuidade abaixo de 20/400 em um olho, também entra.
Em 2008, a OMS estimou 39 milhões de pessoas cegas e 246 milhões com visão subnormal no mundo; o Relatório Mundial sobre a Visão, de 2022, apontou 2,2 bilhões de pessoas com deficiência visual. Erros refracionais não corrigidos (43%) lideram as causas de deficiência visual, e a catarata (51%), as de cegueira. Na avaliação, 15% dos pacientes encaminhados melhoram só com a correção óptica.
Comparativo
Os sete grupos da tabela do ICO e da OMS reproduzida na apostila, com a acuidade em Snellen e em decimal e os auxílios mais indicados para cada um.
| Grupo | Snellen | Decimal | Auxílios indicados |
|---|---|---|---|
| Visão normal | 20/12 a 20/25 | 1,5 a 0,8 | Bifocais comuns |
| Próxima do normal | 20/30 a 20/60 | 0,6 a 0,3 | Bifocais mais fortes e lupas de baixo poder |
| Baixa visão moderada | 20/80 a 20/150 | 0,25 a 0,12 | Lentes esferoprismáticas e lupas mais fortes |
| Baixa visão severa | 20/200 a 20/400 | 0,10 a 0,05 | Lentes asféricas e lupas de mesa de alto poder |
| Baixa visão profunda | 20/500 a 20/1000 | 0,04 a 0,02 | Lupa montada, telescópio, videoampliação, bengala e treinamento de orientação e mobilidade |
| Próximo à cegueira | 20/1200 a 20/2500 | 0,015 a 0,008 | Videoampliação, livros falados, braille, aparelhos de saída de voz, bengala e treinamento de orientação e mobilidade |
| Cegueira total | SPL | SPL | Aparelhos de saída de voz, bengala e treinamento de orientação e mobilidade |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência da apostila, da anamnese ao auxílio indicado para cada padrão de perda visual.
Registre o tempo de início da doença e da deficiência visual, os tratamentos prévios, os auxílios ópticos já prescritos e a adaptação a eles. No exame, detecte preferência ou dominância de um olho e posições do olhar e da cabeça que melhoram a visão, como as de bloqueio de nistagmo.
Use retinoscópio, régua de retinoscopia e caixa de lentes com armação de prova; o autorrefrator não é confiável e o refrator tipo Greens não serve abaixo de 20/100. Amplie os intervalos testados, 1,50 D para 20/150 e 2,0 D para 20/200, e use cilindro cruzado de +/-1,0 D abaixo de 20/100.
Aproxime a tabela e altere o numerador: na ETDRS, quem lê a linha 20/400 a 2 m tem 10/400. Com a tabela a 1 ou 2 m, some -1/d à prescrição para longe, -0,50 D a 2 m e -1,0 D a 1 m. Na notação M, AV = m/M.
No MNREAD, defina acuidade de leitura, tamanho crítico da letra e velocidade máxima. Escotomas centrais à direita e abaixo da fixação atrapalham a leitura e a adaptação aos auxílios, como no CBO 2021. Complete com sensibilidade ao contraste, glare, perimetria ou Goldmann, microperimetria e visão de cores.
A adição para ler optotipos 1M é o inverso da acuidade para longe: 20/200 pede +10,0 D, com leitura a 10 cm. No CBO 2025, a pseudofácica com 0,25 precisa de +4,00 DE. Em quem acomoda, desconte metade da amplitude de acomodação da adição calculada.
Lentes em armação deixam as mãos livres; binoculares vão até +12,00 DE, com prismas de base nasal a partir de +4 DE, 2 DP acima do grau esférico. Lupas manuais vão com a correção para longe; as de apoio de foco fixo pedem adição ou acomodação; o telemicroscópio dá maior distância de trabalho.
Na perda de transparência dos meios, corrija a ametropia e controle iluminação e contraste; a ampliação em geral não é eficiente. No defeito central, amplie a imagem para usar a região perimacular. No periférico, condense a imagem com telescópio reverso ou lentes negativas e indique treinamento de orientação e mobilidade.
Perguntas frequentes
Pela CID-10, a visão subnormal vai de acuidade corrigida abaixo de 0,3 até 0,05, ou de campo visual abaixo de 20° até 10°, nas categorias 1 e 2. A cegueira começa abaixo de 0,05 ou de 10° e ocupa as categorias 3, 4 e 5, até a ausência de percepção luminosa. Pela legislação brasileira, cegueira é acuidade abaixo de 0,05 no melhor olho, com a melhor correção.
Determina a acomodação ou a adição necessárias para ler optotipos 1M a partir da acuidade visual para longe: A = 1/AV, o inverso da acuidade em notação fracionária ou decimal. Com 20/200, a adição é de +10,0 D e o texto fica a 10 cm do olho. No CBO 2025, a pseudofácica com acuidade de 0,25 precisa de adição de 1/0,25 = +4,00 DE.
Os não ópticos modificam materiais e ambiente: ampliação real das letras, em geral até 2,4 vezes, controle da iluminação, tiposcópio, acetato amarelo, pranchas inclinadas a 45° e auxílios para escrita. Os ópticos ampliam, deslocam, condensam ou filtram a imagem retiniana: lentes positivas em armação, lupas manuais e de apoio, telemicroscópios e telescópios. Os eletrônicos incluem a videoampliação.
É um guia de leitura em material preto, com uma fenda que engloba duas linhas do texto. Reduz o ofuscamento causado pela luz refletida pelo papel branco e aumenta o contraste da linha com o fundo, como cobrou o CBO 2022. O acetato amarelo sobre o texto também reduz a luz refletida e aumenta o contraste.
O de Galileu tem objetiva positiva e ocular negativa, forma imagem virtual e direta e amplia de 2,2 a 4 vezes; o corpo mede a diferença entre as distâncias focais. O de Kepler usa duas lentes positivas, forma imagem real e invertida, corrigida por prismas internos, amplia de 2,5 a 10 vezes e tem corpo igual à soma das distâncias focais.
Pela distância de referência: a 25 cm, A = D/4; a 40 cm, A = D/2,5. Uma lupa de +20 D amplia 5 vezes a 25 cm e 8 vezes a 40 cm. No CBO 2011, com unidade de aumento de 4 D, a lupa de 10 vezes precisa de 40 D. A distância da lupa ao olho define só o campo de visão.
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Quem ensina
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Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

Especialista pelo CBO
Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

Especialista pelo CBO
Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.
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A classificação pela CID e pela OMS, a refração do paciente, a magnificação, a regra de Kestenbaum, lupas, telescópios, auxílios não ópticos e 22 questões do CBO comentadas, em PDF gratuito.
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