Acuidade visual em LogMAR, Snellen, ETDRS e testes infantis, pinhole, ponto remoto e ponto próximo, amplitude e tolerância acomodativa por idade e conversão entre óculos e lente de contato pela distância vértice. Nove questões do CBO, de 2011 a 2025, e nove exercícios resolvidos.
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Para que serve
Fórmulas, tabelas e exercícios resolvidos para as questões de refração da prova do CBO, da notação LogMAR ao grau da lente de contato.
Tabela de amplitude de acomodação dos 5 aos 75 anos e de tolerância acomodativa dos 5 aos 45, com a fórmula do ponto próximo para o emétrope, o míope e o hipermétrope sem correção.
Conversão de grau entre óculos e lente de contato pelo ponto remoto, mudança de efetividade d(mm) × D²/1000 e o efeito de afastar ou aproximar lentes positivas, negativas e a LIO.
Nove questões do CBO, de 2011 a 2025, e nove exercícios da equipe Oft-Review, com gabarito e resolução comentada: testes infantis, LogMAR, pinhole, amplitude de acomodação, ponto próximo e distância vértice.
Sumário
As seções na ordem do capítulo, da medida da acuidade visual à efetividade das lentes, com as questões comentadas de cada parte.
Distância vértice é a distância entre a lente corretora e a córnea. A correção exata ficaria no plano principal do olho, 1,5 mm atrás da superfície anterior da córnea; na prática, a lente fica à frente dela. Na lente de contato, a distância vértice é considerada zero, por isso o grau muda entre óculos e lente de contato.
A conversão entre óculos e lente de contato parte do ponto remoto, que não muda de posição: a lente corrige a ametropia quando seu foco secundário coincide com ele. Localize o foco da lente atual, meça a distância da nova lente até esse ponto e calcule D = 1/f. Na miopia, o grau da lente de contato é menor que o dos óculos; na hipermetropia, é maior.
No exercício da apostila, a lente de contato de -5,0 D deixa o ponto remoto a 20 cm da córnea. Com óculos a 15 mm, a distância até o ponto remoto cai para 18,5 cm, e D = 1/0,185 = -5,4 D. No afácico com óculos de +10,0 D a 10 mm, o ponto remoto fica 9 cm atrás da córnea, e a lente de contato passa a +11,11 D.
Para quem prefere fórmula, a mudança de efetividade é d(mm) × D²/1000, em que d é o deslocamento da lente em milímetros e D o grau na posição inicial. A fórmula informa só a variação de poder, não o grau final. Uma lente de +10,0 D levada da armação de provas, a 15 mm, para óculos a 10 mm muda 0,5 D.
Afastar uma lente positiva do olho aumenta seu poder efetivo positivo, como faz o présbita com os óculos de leitura na ponta do nariz; afastar uma negativa reduz o poder efetivo negativo, e o míope aproxima os óculos para ganhar poder. Com a LIO positiva deslocada para frente, no sulco ciliar ou na câmara anterior, a apostila indica reduzir de 0,5 a 1,0 D o poder implantado.
Comparativo
Cada cálculo com o exemplo resolvido no capítulo, do erro refracional pelo ponto remoto à mudança de efetividade.
| Cálculo | Fórmula ou regra | Exemplo da apostila | Resultado |
|---|---|---|---|
| Erro refracional pelo ponto remoto | 1 dividido pela distância do PR à córnea, em metros | PR 50 cm à frente da córnea; PR 20 cm atrás | -2,00 D; +5,00 D |
| Ponto próximo no emétrope | PP = 1/AA | Amplitude de acomodação de +10,0 D | 10 cm |
| Ponto próximo no míope sem correção | PP = 1/(AA - D): a miopia soma à amplitude | Miopia de -2,0 D e amplitude de +10,0 D | 8,3 cm |
| Ponto próximo no hipermétrope sem correção | PP = 1/(AA - D): a hipermetropia consome parte da amplitude | Hipermetropia de +2,0 D e amplitude de +10,0 D | 12,5 cm |
| Lente de contato para óculos | Foco secundário da nova lente sobre o PR: D = 1/f | Lente de contato de -5,0 D; óculos a 15 mm da córnea | -5,4 D |
| Óculos para lente de contato | Distância vértice da lente de contato igual a zero: D = 1/f até o PR | Afácico com óculos de +10,0 D a 10 mm | +11,11 D |
| Mudança de efetividade | d(mm) × D²/1000; dá a variação, não o grau final | Lente de +10,0 D levada de 15 mm para 10 mm | 0,5 D |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência de raciocínio das questões de acomodação e de troca entre óculos e lente de contato, na ordem do capítulo.
O ponto remoto é a maior distância, a partir da córnea, que o olho relaxado vê nitidamente: no infinito no emétrope, à frente da córnea no míope, virtual e atrás do olho no hipermétrope. O erro refracional é 1/distância do PR em metros: 50 cm à frente dá -2,00 D.
Com PP = 1/(AA - D), o emétrope com amplitude de +10,0 D tem ponto próximo a 10 cm; o míope de -2,0, a 8,3 cm, porque a miopia reforça a acomodação; o hipermétrope de +2,0 sem correção, a 12,5 cm, porque gasta parte da amplitude.
Com o paciente corrigido para longe, a amplitude é o inverso, em metros, da menor distância em que ele lê o menor optotipo: 10 cm dão 10 D. No método das lentes negativas, com a leitura a 40 cm, some 2,5 D à lente mais negativa que ainda permite nitidez.
A amplitude cai de 16 D aos 5 anos para 10 D aos 20, 7 D aos 30, 4,5 D aos 40, 2,5 D aos 50 e zero aos 75. A tolerância acomodativa, esforço assintomático, fica em cerca de 4 D aos 5 anos e perde 1 D a cada 10 anos.
Sem tolerância acomodativa, a prescrição soma o grau de leitura à ametropia. No CBO 2022, o hipermétrope de +1,00 DE aos 45 anos que precisa ler a 25 cm acomodaria +4 D; como sua tolerância é zero, a correção é de +5,0 D.
Localize o foco secundário da lente atual, que coincide com o ponto remoto, meça a distância da nova lente até esse ponto, que será sua distância focal, e calcule D = 1/f. A lente de contato tem distância vértice zero; nos óculos, conta a distância da lente à córnea.
A mudança de efetividade é d(mm) × D²/1000 e informa só a variação de poder. Afastar a lente positiva aumenta o poder efetivo positivo; aproximar a negativa aumenta o negativo, como no CBO 2011, em que o pseudofácico aproxima os óculos por estar hipocorrigido.
Perguntas frequentes
É a maior distância, a partir da córnea, que um olho completamente relaxado enxerga nitidamente. Fica no infinito no emétrope, à frente da córnea no míope e atrás do olho no hipermétrope, onde é virtual e só pode ser encontrado sob cicloplegia. O ponto remoto é conjugado com a retina e dá o erro refracional: 1 dividido pela distância à córnea, em metros.
Com o paciente corrigido para longe, a amplitude de acomodação é o inverso do ponto próximo em metros: 10 cm correspondem a 10 D. Sem correção, use PP = 1/(AA - D). No CBO 2025, a míope hipercorrigida em 1,50 DE ficou hipermétrope de +1,50 D; com ponto próximo de 40 cm (2,5 D), a amplitude é 2,50 + 1,50 = 4,00 D.
A tabela da apostila vai de 16 D aos 5 anos a zero aos 75: 14 D aos 10, 12 D aos 15, 10 D aos 20, 8,5 D aos 25, 7 D aos 30, 5,5 D aos 35, 4,5 D aos 40, 3,5 D aos 45, 2,5 D aos 50 e 1 D aos 60. O CBO 2022 cobrou o valor dos 30 anos.
LogMAR é o logaritmo do mínimo ângulo de resolução. A acuidade 1,0, equivalente a 20/20 e a um ângulo de 1 minuto de arco, vale 0; valores positivos indicam acuidade pior e negativos, melhor. No CBO 2025, -0,10 logMAR nos dois olhos significa visão melhor que 20/20. A notação é pouco usada na prática e frequente em estudos clínicos.
Os cartões de acuidade de Teller avaliam a criança pré-verbal pelo olhar preferencial: metade do cartão tem listras pretas e brancas, e a resposta é positiva quando ela fixa essa metade. A frequência espacial aumenta até a criança não diferenciar as metades. As distâncias são 38 cm até 6 meses, 55 cm dos 7 aos 36 meses e 84 cm após os 3 anos.
O orifício estenopeico (pinhole) reduz os círculos de difusão na retina e aumenta a profundidade de foco; se a acuidade melhora, sugere erro refracional não corrigido. O de 1,2 mm neutraliza até 3 D, e orifícios menores pioram a visão por difração. Piora com o pinhole leva a suspeitar de doença macular. O CBO 2022 cobrou esse mecanismo.
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Onde aprofundar
Extensive: preparatório para a prova do CBO
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Quem ensina
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Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

Especialista pelo CBO
Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

Especialista pelo CBO
Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.
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