Apostila gratuita · 11 páginas

Hipermetropia latente, prescrição na criança e miopia

Hipermetropia total, latente, manifesta, facultativa e absoluta com exemplos numéricos, quando prescrever na criança, evolução e correção da miopia, pseudomiopia, atropina e lentes defocus, balanço binocular e foróptero. Doze questões do CBO, de 2012 a 2025.

PDF de 5,2 MB. Gratuito.

Capa da apostila Hipermetropia e miopia: componentes, prescrição e controle da progressão em um tablet
Formato
Apostila · 11 páginas
Área da prova
Óptica e refração · Refração
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de hipermetropia e miopia cobre

Os componentes da hipermetropia, as regras de prescrição na criança e o controle da progressão da miopia, com as questões do CBO comentadas ao longo do capítulo.

  • Componentes da hipermetropia em números

    Total, latente, manifesta, facultativa e absoluta em dois exemplos resolvidos: +8,0 D sob cicloplegia, +7,0 D sem cicloplegia e 5 D de acomodação dão latente de +1,0 D e absoluta de +2,0 D.

  • Quando prescrever na criança

    Limites de normalidade por idade, critérios para não corrigir, correção total na esotropia e na ambliopia, hipocorreção na astenopia e na exotropia e o desconto simétrico só do esférico, de +1,50 a +2,0 DE aos 6 anos.

  • Controle da progressão da miopia

    Atividades ao ar livre, atropina a partir de 0,01%, lentes de óculos com defocus até -9,50 D e de contato a partir de 8 anos, tratamento com progressão de -0,50 D por ano e seguimento com refração e biometria.

Sumário

O que tem dentro das 11 páginas

As seções na ordem do capítulo, da classificação da hipermetropia ao balanço binocular e às lentes auxiliares do foróptero.

  1. 01Hipermetropia: foco atrás da retina e ponto remoto virtual
  2. 02Tipos de hipermetropia: axial e refrativa, de curvatura e de índice
  3. 03Classificação pela acomodação: total, latente, manifesta, facultativa e absoluta
  4. 04Dois exemplos numéricos e a mudança dos componentes com a idade
  5. 05Prescrição da hipermetropia em crianças: limites, esotropia, ambliopia, astenopia e exotropia
  6. 06Aprendendo com questões: CBO 2012, 2021, 2022, 2023 e 2025
  7. 07Miopia: tipo axial e evolução com a idade
  8. 08Quando corrigir a miopia na criança e hipercorreção no adulto
  9. 09Espasmo de acomodação e pseudomiopia
  10. 10Novidades oftalmológicas: prevenção da progressão da miopia
  11. 11Questões de pseudomiopia, acomodação e distância da tabela: CBO 2012, 2013 e 2021
  12. 12Questões de miopia: CBO 2024 e 2025
  13. 13Teste do balanço refratométrico binocular
  14. 14Lentes auxiliares do foróptero: CBO 2021
Página interna da apostila sobre Hipermetropia e miopia: componentes, prescrição e controle da progressão
Página da apostila: tipos e evolução da miopia, quando corrigir na criança, espasmo de acomodação e o quadro de prevenção da progressão da miopia.

O que é hipermetropia latente?

Hipermetropia latente é a parte da hipermetropia total que corresponde ao tônus do músculo ciliar e só aparece no exame sob cicloplegia. Ela é a diferença entre a hipermetropia total, medida com o olho cicloplegiado, e a manifesta, medida sem cicloplegia. Com +8,0 D sob cicloplegia e +7,0 D sem ela, a latente é de +1,0 D.

A hipermetropia manifesta, que aparece mesmo sem cicloplegia, divide-se em facultativa e absoluta. A facultativa pode ser compensada pela acomodação e geralmente não reduz a acuidade visual; a absoluta não pode e geralmente reduz. Assim, total = latente + manifesta, e manifesta = facultativa + absoluta. No exemplo da apostila, acomodar 5 D dos +7,0 D manifestos deixa +2,0 D de absoluta.

No segundo exemplo, a refração sem cicloplegia dá +3,00 D com acuidade 20/20. Com +1,00 D a visão segue 20/20 e com +0,75 cai para 20/25: o paciente compensa +2,00 D, que é a facultativa, e +1,0 D é absoluta. Sob cicloplegia surgem +4,00 D, a hipermetropia total, e o +1,00 D restante é a latente.

Com a idade, a acomodação diminui, a hipermetropia facultativa cai e a absoluta aumenta; no jovem, toda a manifesta pode ser facultativa. Esse foi o gabarito do CBO 2025, que também lembrou que a prescrição se baseia na refração estática. No CBO 2021, a resposta era a definição de latente como a diferença entre a hipermetropia total e a manifesta.

Na criança, a apostila dispensa a correção quando o erro é pequeno, a acuidade é normal e não há astenopia nem estrabismo. Com esotropia, corrige-se a hipermetropia total da refração sob cicloplegia, e geralmente também na ambliopia; com astenopia ou baixa acuidade, sem estrabismo nem ambliopia, hipocorrige-se, e na exotropia a hipocorreção estimula a acomodação e a convergência.

Página da apostila Hipermetropia e miopia: componentes, prescrição e controle da progressão

Comparativo

Hipermetropia latente, manifesta, facultativa e absoluta: definições e exemplos

Os cinco componentes da classificação pela ação da acomodação, com os dois exemplos numéricos do capítulo.

Componentes da hipermetropia pela ação da acomodação: total = latente + manifesta; manifesta = facultativa + absoluta. Fonte: apostila Oft-Review, “Hipermetropia e miopia: componentes, prescrição e controle da progressão”.
ComponenteDefiniçãoNo exame ou com a idadeExemplo 1 da apostilaExemplo 2 da apostila
TotalLatente + manifestaMedida com o olho cicloplegiado e o músculo ciliar relaxado+8,0 D+4,00 D
LatenteTônus do músculo ciliarSó aparece sob cicloplegia; é a total menos a manifesta+1,0 D+1,00 D
ManifestaFacultativa + absolutaAparece mesmo sem cicloplegia+7,0 D+3,00 D, com acuidade 20/20
FacultativaParte da manifesta compensada pela acomodação; geralmente não reduz a acuidadeDiminui com a idade+5,0 D+2,00 D
AbsolutaParte da manifesta que a acomodação não compensa; geralmente reduz a acuidadeAumenta com a idade+2,0 D+1,0 D

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como prescrever a hipermetropia e a miopia na criança, passo a passo

As regras de prescrição na ordem do capítulo, da refração com e sem cicloplegia ao seguimento da miopia em progressão.

  1. Meça com e sem cicloplegia

    A refração sem cicloplegia dá a hipermetropia manifesta; sob cicloplegia, a total, e a diferença entre as duas é a latente. A prescrição se baseia no que se encontra na refração estática, ponto cobrado no CBO 2025.

  2. Compare com o esperado para a idade

    Cerca de 90% dos olhos de recém-nascidos têm hipermetropia inferior a +5,0 D. Na criança pré-verbal, o limite superior da normalidade é de +3,5 D; ao redor dos 6 anos, no início da idade escolar, toleram-se hipermetropias de até +1,75 D.

  3. Não corrija sem indicação

    Com erro pequeno, acuidade normal, sem astenopia e sem estrabismo, não se corrige. No CBO 2022, a criança de 6 anos com +2,00 DE, acuidade 1,0 e sem desvio não recebe óculos: a tolerância acomodativa nessa idade fica em torno de +4,0 D.

  4. Prescreva o total na esotropia e na ambliopia

    Na esotropia, corrige-se a hipermetropia total da refração sob cicloplegia, para diminuir a demanda acomodativa e, pela sincinesia acomodação-convergência, a convergência. Na ambliopia refracional, a prescrição também é total; com relação CA/A aumentada, considera-se adição.

  5. Hipocorrija na astenopia e na exotropia

    Com astenopia ou baixa acuidade, sem estrabismo nem ambliopia, desconta-se parte da hipermetropia, só do esférico e de forma simétrica entre os olhos: em torno de +1,50 a +2,0 DE aos 6 anos, como no CBO 2023. Na exotropia, a hipocorreção estimula acomodação e convergência.

  6. Corrija a miopia conforme a idade

    Até 2 anos, não se corrige miopia de até -3,0 D; na idade pré-escolar, de até -1,50 D. No escolar, a correção é necessária, e geralmente se prescreve toda a miopia da refração estática sob cicloplegia, porque a acomodação não a compensa.

  7. Trate a progressão a partir de -0,50 D por ano

    Incentive atividades ao ar livre e evite o excesso de atividades de perto. A atropina em baixa concentração começa em 0,01%, independentemente do grau. Há lentes de óculos e de contato com defocus periférico. Acompanhe com refração sob cicloplegia semestral e biometria óptica anual.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre hipermetropia latente e miopia na prova do CBO

Qual a diferença entre hipermetropia facultativa e absoluta?

As duas formam a hipermetropia manifesta. A facultativa pode ser compensada pela acomodação e geralmente não reduz a acuidade visual; a absoluta não pode e geralmente reduz. Com a idade, a capacidade de acomodação cai, a facultativa diminui e a absoluta aumenta, como cobrou o CBO 2025. No jovem, toda a hipermetropia manifesta pode ser facultativa.

Como calcular a hipermetropia latente?

Hipermetropia latente é a hipermetropia total menos a manifesta, gabarito do CBO 2021. A total vem da refração sob cicloplegia; a manifesta, da refração sem cicloplegia. No segundo exemplo da apostila, +4,00 D sob cicloplegia e +3,00 D sem ela dão latente de +1,00 D, que corresponde ao tônus do músculo ciliar.

Quando prescrever a hipermetropia na criança?

Corrige-se a hipermetropia total da refração sob cicloplegia na esotropia e, geralmente, na ambliopia. Com astenopia ou redução da acuidade, sem estrabismo nem ambliopia, hipocorrige-se. Sem queixas, com acuidade normal e erro pequeno, não se prescreve: no CBO 2012, a criança de 4 anos com +3,50 DE sem queixas não recebe correção, e a de 6 anos com +5,00 DE e esotropia recebe a refração estática.

O que é pseudomiopia por espasmo de acomodação?

Ocorre pelo excesso de esforço acomodativo para perto, como no uso de computador, celular e leitura. O paciente refere borramento para longe, flutuação visual, astenopia, cefaleia e aproximação do ponto próximo, e pode ter miose pela sincinesia acomodação-convergência-miose. É míope na refração dinâmica e emétrope ou hipermétrope na estática, como no CBO 2013. O tratamento combina descanso visual, prescrição da hipermetropia e, em alguns casos, colírio cicloplégico noturno.

Qual a concentração de atropina no controle da progressão da miopia?

A atropina diluída de uso diário, de 0,01 a 0,05%, reduz a progressão da miopia em até 30 a 60%, com efeitos adversos toleráveis e menor rebote após a suspensão. O tratamento começa em 0,01%, independentemente do grau, e o aumento da concentração é avaliado se a progressão persistir; 0,05% teve muitos efeitos colaterais, e 0,025% parece bem tolerada. O CBO 2025 cobrou o tema.

Por que adicionar -0,25 D quando a tabela fica a 4 metros?

A 4 m, os raios dos optotipos chegam ao olho com vergência de -0,25 D, e a refração encontrada fica com +0,25 DE em excesso. Ao final da refração, adiciona-se -1/d, em que d é a distância em metros entre a tabela e o refrator: -1/4 = -0,25 D. O tema caiu no CBO 2012 e no CBO 2021, e o raciocínio é análogo ao desconto da distância de trabalho na esquiascopia.

O material é gratuito mesmo?

Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.

Preciso ser aluno da Oft-Review para baixar?

Não. A biblioteca é aberta a residentes e especializandos em oftalmologia e a oftalmologistas, com ou sem matrícula nos cursos da Oft-Review.

Onde aprofundar

Extensive: preparatório para a prova do CBO

Mais de 150 horas de aulas, mais de 7.000 questões e mais de 5.000 flashcards.

Conhecer o Extensive

Quem ensina

Quem vai te guiar para a prova de título de oftalmologia

Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Oft-Review para a prova de título do CBO.

  • USPDr. Daniel Costa

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Daniel Costa

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

  • USPDr. Bernardo Moraes

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Bernardo Moraes

    Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

  • USPUFSCarDra. Ana Letícia Darcie

    Especialista pelo CBO

    Dra. Ana Letícia Darcie

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

  • USPDr. Flávio Moura

    Especialista pelo CBO

    Dr. Flávio Moura

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

    Especialista pelo CBO

    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

    Especialista pelo CBO

    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

  • USPDra. Marianna Hollaender

    Especialista pelo CBO

    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

Arraste para o lado para ver toda a equipe

Baixe a apostila de hipermetropia e miopia em PDF

11 páginas com os componentes da hipermetropia, a prescrição na criança, a pseudomiopia, o controle da progressão da miopia e o balanço binocular, com doze questões do CBO comentadas, em PDF gratuito.

Rolar para cima