Apostila gratuita · 17 páginas

Astigmatismo a favor da regra, conoide de Sturm e cilindro cruzado

Astigmatismo a favor da regra, contra a regra e oblíquo, tipos simples, composto e misto, conoide de Sturm, equivalente esférico, transposição, cilindro cruzado de Jackson, teste do dial e aniseiconia. Dezessete questões do CBO comentadas, de 2007 a 2025.

PDF de 7,1 MB. Gratuito.

Capa da apostila Astigmatismo e anisometropia: conoide de Sturm, equivalente esférico e cilindro cruzado em um tablet
Formato
Apostila · 17 páginas
Área da prova
Óptica e refração · Refração
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de astigmatismo e anisometropia cobre

Dos cilindros à aniseiconia, com os cálculos que a prova do CBO cobra e a resolução de cada questão na cruz de poderes.

  • Classificação do astigmatismo inteira

    A favor da regra, contra a regra e oblíquo pelo meridiano mais curvo, os tipos miópico, hipermetrópico e misto, simples ou composto, a posição das linhas focais e o cilindro corretor de cada eixo.

  • Conoide de Sturm, EE e transposição

    Intervalo de Sturm, círculo de menor confusão, equivalente esférico para reduzir o cilindro sem tirar o foco da retina, transposição de cilindros e poder do cilindro em meridiano oblíquo.

  • Dezessete questões do CBO comentadas

    CBO de 2007 a 2025 sobre conoide, cilindro cruzado de Jackson, teste do dial, efeito pantoscópico, anisometropia e aniseiconia, além de exercícios de cálculo da Oft-Review com gabarito.

Sumário

O que tem dentro das 17 páginas

As seções na ordem do capítulo, dos recursos do refrator às questões de aniseiconia.

  1. 01Recursos auxiliares do refrator: lente R, prisma, pinhole, polaroide e Maddox
  2. 02Cilindros: linha focal paralela ao eixo e poder a 90° dele
  3. 03Lentes esféricas e esferocilíndricas como soma de cilindros
  4. 04Transposição de lentes, com exercícios
  5. 05Conoide de Sturm, intervalo de Sturm e círculo de menor confusão
  6. 06Aplicação clínica do conoide: cilindros e esferas sobre as linhas focais
  7. 07Equivalente esférico e poder do cilindro em meridiano oblíquo
  8. 08Astigmatismo regular e irregular
  9. 09Prescrição nos astigmatismos, da criança ao adulto
  10. 10Classificação: a favor da regra, contra a regra e oblíquo
  11. 11Tipos miópico, hipermetrópico e misto, simples e composto
  12. 12Cilindro cruzado de Jackson: eixo e poder
  13. 13Teste do dial e cartas astigmáticas
  14. 14Efeito pantoscópico e astigmatismo de incidência oblíqua
  15. 15Anisometropias: classificação, anisoforia e aniseiconia
  16. 16Tamanho da imagem com óculos e lentes de contato e distorções dos óculos
Página interna da apostila sobre Astigmatismo e anisometropia: conoide de Sturm, equivalente esférico e cilindro cruzado
Página da apostila: transposição de cilindros, o conoide de Sturm com as linhas focais e o círculo de menor confusão e a fórmula do equivalente esférico.

O que é astigmatismo a favor da regra?

No astigmatismo a favor da regra, o meridiano vertical da córnea (90° +/- 20°) é o mais curvo e tem maior poder, dado por um cilindro na horizontal. A linha focal horizontal focaliza sempre antes da vertical, e a correção é com cilindro negativo a 180° +/- 20° ou positivo a 90° +/- 20°.

No astigmatismo contra a regra, o meridiano horizontal (180° +/- 20°) é o mais curvo, o poder vem de um cilindro na vertical e a linha focal vertical focaliza antes da horizontal; a correção é com cilindro negativo a 90° +/- 20° ou positivo a 180° +/- 20°. No astigmatismo oblíquo, o meridiano mais curvo fica entre 110° e 160° ou entre 20° e 70°.

Pela posição das linhas focais em relação à retina, cada eixo se divide em miópico simples, miópico composto, misto, hipermetrópico simples e hipermetrópico composto. No misto, um meridiano é miópico e o outro hipermetrópico: uma linha focal fica dentro do olho e a outra atrás dele. No CBO 2023, -0,50 DE +6,00 DC x 135° tem meridianos de -0,50 e +5,50, um astigmatismo misto com equivalente esférico de +2,50 D.

O conoide de Sturm é a figura formada pelos raios de uma lente esferocilíndrica, e o intervalo de Sturm, a distância entre as duas linhas focais, que cresce com a diferença de poder entre os meridianos. O círculo de menor confusão corresponde ao equivalente esférico: EE = grau esférico + metade do grau cilíndrico. Ao prescrever menos cilindro, mantenha o EE da refração original para manter o círculo na retina.

Na prescrição, crianças de até 3 anos não precisam de correção nos astigmatismos de até -2,00 DC; graus maiores se associam a risco de ambliopia e devem ser corrigidos. Em crianças maiores, astigmatismos menores que -0,75 DC dão mais queixas astenopeicas do que baixa de acuidade. O adulto tolera menos a prescrição total, com menor plasticidade cerebral e queixas de distorção espacial nos graus altos.

Página da apostila Astigmatismo e anisometropia: conoide de Sturm, equivalente esférico e cilindro cruzado

Comparativo

Astigmatismo a favor e contra a regra: tipos e linhas focais

O critério de cada eixo e onde ficam as linhas focais horizontal e vertical em cada tipo, como a apostila organiza a classificação.

Classificação do astigmatismo regular pelo meridiano mais curvo da córnea e pela posição das linhas focais em relação à retina; no oblíquo, o meridiano mais curvo fica entre 110° e 160° ou entre 20° e 70°. Fonte: apostila Oft-Review, “Astigmatismo e anisometropia: conoide de Sturm, equivalente esférico e cilindro cruzado”.
TipoMeridianos principaisA favor da regraContra a regra
Critério do eixoMeridiano mais curvo e cilindro corretorVertical (90° +/- 20°) mais curvo; cilindro negativo a 180° +/- 20° ou positivo a 90° +/- 20°Horizontal (180° +/- 20°) mais curvo; cilindro negativo a 90° +/- 20° ou positivo a 180° +/- 20°
Miópico simplesUm miópico e o outro emétropeLinha horizontal dentro do olho; vertical na retinaLinha vertical dentro do olho; horizontal na retina
Miópico compostoOs dois miópicosAs duas linhas dentro do olho, a horizontal focalizando antesAs duas linhas dentro do olho, a vertical focalizando antes
MistoUm miópico e o outro hipermetrópicoLinha horizontal dentro do olho; vertical atrás do olhoLinha vertical dentro do olho; horizontal atrás do olho
Hipermetrópico simplesUm hipermetrópico e o outro emétropeLinha horizontal na retina; vertical atrás do olhoLinha vertical na retina; horizontal atrás do olho
Hipermetrópico compostoOs dois hipermetrópicosAs duas linhas atrás do olho, a horizontal focalizando antesAs duas linhas atrás do olho, a vertical focalizando antes

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como classificar e corrigir o astigmatismo, passo a passo

O raciocínio que a apostila usa nas questões, da cruz de poderes ao refinamento no exame subjetivo.

  1. Monte a cruz de poderes

    Decomponha a refração nos dois meridianos principais: o esférico atua em todos, e o cilindro só a 90° do seu eixo. Em -0,50 DE +6,00 DC x 135°, o meridiano de 135° fica com -0,50 e o de 45°, com +5,50.

  2. Ache o meridiano mais curvo

    Vertical (90° +/- 20°) define o astigmatismo a favor da regra; horizontal (180° +/- 20°), contra a regra; entre 110° e 160° ou entre 20° e 70°, oblíquo. Na refração, o mais curvo é o meridiano que pede mais grau negativo ou menos grau positivo.

  3. Classifique pelos sinais dos meridianos

    Um meridiano miópico e o outro emétrope dão o miópico simples; os dois miópicos, o composto; um miópico e o outro hipermetrópico, o misto. O mesmo vale para o hipermetrópico. Entre os dois olhos, +5,00 DE em um e -1,00 DE no outro é anisometropia antimetrópica, como no CBO 2022.

  4. Calcule o equivalente esférico

    Some ao esférico metade do cilindro, com o sinal dele: -5,00 DE +5,00 DC x 180° dá -2,50 D. O EE localiza o círculo de menor confusão; em +8,00 DE -6,00 DC x 180°, o EE de +5,00 D põe o círculo a 20 cm da lente, como no CBO 2023.

  5. Reduza o cilindro sem tirar o foco

    Para prescrever menos cilindro, mantenha o EE da refração original: em +2,00 DE +3,00 DC x 180° (EE de +3,50 D), reduzir 1 D de cilindro leva a +2,50 DE +2,00 DC x 180°. Na transposição, some esférico e cilindro, inverta o sinal do cilindro e gire o eixo em 90°.

  6. Refine eixo e poder com o cilindro cruzado

    Monocular e sem miopização, comece pelo eixo: cabo paralelo ao eixo do cilindro do refrator, que gira em direção ao cilindro negativo até o paciente não notar diferença. No poder, o cilindro negativo do cruzado coincide com o eixo; se o paciente prefere essa face, aumente 0,25 D.

  7. Use o teste do dial com miopização

    O dial é monocular e exige o paciente miopizado. A linha de maior nitidez corresponde ao meridiano astigmático, e o eixo do cilindro negativo corretor é posicionado perpendicular a ela, como na alternativa correta do CBO 2021 sobre testes subjetivos.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre astigmatismo e anisometropia na prova do CBO

Como calcular o equivalente esférico?

Some ao grau esférico metade do grau cilíndrico, com o sinal do cilindro; a regra vale para cilindro positivo ou negativo. Em +0,75 DE +2,00 DC x 90°, o EE é +1,75 D. No CBO 2013, +2,00 DE -2,00 DC x 90° tem EE de +1,00 D, e o círculo de menor confusão fica a 1 m da lente.

O que é o conoide de Sturm?

É a figura geométrica formada pelos raios de uma lente esferocilíndrica. O intervalo de Sturm é a distância entre as duas linhas focais e aumenta com a diferença de poder entre os meridianos; na lente esférica, ele não existe. Quando o astigmata acomoda, o conoide inteiro se desloca para frente sem alterar o intervalo, e lentes esféricas também movem o conoide sem mudá-lo.

O que é astigmatismo misto?

É o astigmatismo com um meridiano miópico e o outro hipermetrópico: uma linha focal fica dentro do olho e a outra atrás dele. No a favor da regra, a horizontal fica dentro do olho; no contra a regra, a vertical. O cilindro cruzado diante de um olho emétrope forma um astigmatismo misto simétrico, e no CBO 2018 o olho com -2,50 DE +5,00 DC x 110° era misto.

Como fazer o cilindro cruzado de Jackson passo a passo?

O teste é monocular e sem miopização. Para o eixo, o cabo fica paralelo ao eixo do cilindro do refrator, com os eixos do cruzado a 45° dele; alterne as faces e gire o cilindro do refrator em direção ao negativo até o paciente não notar diferença. Para o poder, gire 45° até o cilindro negativo coincidir com o eixo e ajuste de 0,25 em 0,25 D.

O que é anisometropia e quando ela é significativa?

É a diferença entre os estados refrativos dos dois olhos, em um ou nos dois meridianos principais, significativa quando passa de 1 D. As dificuldades ópticas vêm da anisoforia, da aniseiconia e da diferença de demanda acomodativa. Para medi-la, use o equivalente esférico de cada olho: no CBO 2022, -3,00 DE contra +1,00 DE -2,00 DC x 90°, de EE plano, dá 3 D.

Como calcular a aniseiconia na anisometropia?

Corrigida com óculos, a anisometropia axial gera 1% de diferença no tamanho das imagens por dioptria, e a refringencial, de 1,5 a 2%. No CBO 2025, a axial de 5 D dá 5%; no CBO 2024, a de índice de 4 D dá 8%. Até 1% é assintomático, de 3 a 5% compromete a binocularidade e acima de 5% ela fica ausente.

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  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

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    Dr. Iago Bastos

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    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

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  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

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  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

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    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

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    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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