Apostila gratuita · 9 páginas

Esquiascopia: neutralização e cruz de poderes

Desconto da distância de trabalho, movimento a favor e contra, ponto remoto em cada ametropia, neutralização com e sem astigmatismo e montagem da cruz de poderes com cilindro negativo. Dez questões do CBO, de 2012 a 2024, resolvidas passo a passo.

PDF de 4,6 MB. Gratuito.

Capa da apostila Esquiascopia: neutralização, cruz de poderes e astigmatismo em um tablet
Formato
Apostila · 9 páginas
Área da prova
Óptica e refração · Refração
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de esquiascopia cobre

O raciocínio que a prova do CBO cobrou em 2012, 2015, 2018 e em todos os anos de 2021 a 2024, do ponto remoto à prescrição com cilindro negativo.

  • Neutralização e distância de trabalho

    Movimento a favor pede lente positiva e contra pede negativa; na neutralização, o ponto remoto está no orifício do retinoscópio. O desconto é de 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m.

  • Astigmatismo e cruz de poderes

    Como reconhecer o astigmatismo pela largura e pela direção da franja, neutralizar cada meridiano e montar a prescrição com cilindro negativo, com o eixo a 90° do meridiano em que o cilindro atua.

  • Dez questões do CBO resolvidas

    Questões do CBO de 2012, 2015, 2018, 2021, 2022, 2023 e 2024 e um exercício da equipe Oft-Review com meridianos oblíquos, com gabarito comentado e a cruz de poderes desenhada em seis resoluções.

Sumário

O que tem dentro das 9 páginas

As seções na ordem do capítulo, do princípio do exame às questões do CBO de astigmatismo, com os esquemas do trajeto da luz até o retinoscópio.

  1. 01Esquiascopia: método objetivo com o retinoscópio
  2. 02Por que descontar a distância de trabalho
  3. 03Varredura dos meridianos de 180° e de 90°
  4. 04Neutralização dos movimentos e sinais de proximidade
  5. 05Movimento a favor e movimento contra
  6. 06Erro esférico sem astigmatismo: emetropia e hipermetropia
  7. 07Miopia fraca e miopia forte: onde fica o ponto remoto
  8. 08Exemplos de neutralização com o grau final
  9. 09Aprendendo com questões: movimento da faixa e desconto da distância (CBO 2012, 2018, 2021 e 2023)
  10. 10Paciente com astigmatismo: linhas remotas e cruz dos poderes
  11. 11Prescrição com cilindro negativo: esférico, cilindro e eixo
  12. 12Questões de cruz de poderes: CBO 2015, 2018, 2022, 2023 e 2024
  13. 13Como saber se um olho tem astigmatismo: largura e direção da franja
  14. 14Exercício com meridianos oblíquos e CBO 2021 sobre o aspecto da faixa
Página interna da apostila sobre Esquiascopia: neutralização, cruz de poderes e astigmatismo
Página da apostila: ponto remoto e movimento da faixa na emetropia, na hipermetropia e na miopia fraca e forte, com os exemplos de neutralização e desconto da distância de trabalho.

O que é esquiascopia?

Esquiascopia, ou retinoscopia, é o método objetivo para encontrar o erro refracional do olho com o retinoscópio. O examinador varre os meridianos principais com a faixa luminosa e coloca lentes até o foco secundário coincidir com o ponto remoto: a pupila se enche de luz e o movimento cessa. Ao final, desconta a distância de trabalho.

O exame é feito perto do paciente, e a luz do retinoscópio chega à pupila divergindo, com vergência negativa. Parte da lente encontrada na neutralização serve só para anular essa vergência, por isso subtrai-se o inverso da distância de trabalho: 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m. No CBO 2021, a neutralização sem lentes a 1 m indicava miopia de -1 D.

Movimento a favor, com faixa e reflexo no mesmo sentido, pede lentes positivas: não há cruzamento dos raios entre paciente e examinador, como na emetropia, na hipermetropia e na miopia fraca, cujo ponto remoto fica atrás do examinador. Movimento contra pede lentes negativas: os raios se cruzam no ponto remoto, entre o paciente e o examinador, como cobrou o CBO 2012.

Perto do ponto de neutralização, o reflexo se move mais rápido, fica mais brilhante e mais largo. Na neutralização, toda a pupila é preenchida por um borrão luminoso, sem movimento da faixa, e o ponto remoto foi deslocado para o orifício de observação do retinoscópio. Com a faixa na horizontal (180°), avalia-se o meridiano vertical; com a faixa na vertical (90°), o horizontal.

No astigmatismo, a franja retinoscópica não tem a mesma largura nos diferentes meridianos e assume a direção do meridiano principal da córnea mais próximo da inclinação da faixa. Cada meridiano tem sua linha remota e é neutralizado com uma lente; descontada a distância de trabalho, os dois valores formam a cruz de poderes, base da prescrição com cilindro negativo.

Página da apostila Esquiascopia: neutralização, cruz de poderes e astigmatismo

Comparativo

Esquiascopia: movimento da faixa, ponto remoto e grau final

Onde fica o ponto remoto, como a faixa se move no início do exame e o grau final depois do desconto da distância de trabalho, nos exemplos do capítulo.

Comportamento da faixa retinoscópica e desconto da distância de trabalho em cada ametropia, com os exemplos de neutralização do capítulo. Fonte: apostila Oft-Review, “Esquiascopia: neutralização, cruz de poderes e astigmatismo”.
SituaçãoPonto remotoMovimento inicialExemplo da apostila: lente que neutraliza e grau final
EmetropiaNo infinitoA favor: sem cruzamento dos raios antes do retinoscópio+1,50 a 0,67 m: refração plana
HipermetropiaVirtual, atrás do olhoA favor: a luz sai divergindo+4,0 a 0,67 m: +2,50; +3,0 a 0,50 m: +1,0
Miopia fracaÀ frente da córnea, atrás do examinadorA favor: os raios não se cruzam antes do examinador+1,0 a 0,67 m: -0,50 D; +0,50 a 0,50 m: -1,50 D
Miopia do mesmo valor do descontoNo orifício do retinoscópioNeutralizada sem lenteSem lente a 0,67 m: -1,50 D
Miopia forteEntre o paciente e o examinadorContra: os raios se cruzam no ponto remoto-1,50 a 0,67 m: -3,0 D; -2,0 a 0,50 m: -4,0 D
AstigmatismoUma linha remota por meridianoFranja com largura diferente entre os meridianos+3,75 no horizontal e +0,25 no vertical a 0,5 m: +1,75 DE <> -3,50 DC a 180°

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como fazer a esquiascopia e montar a cruz de poderes, passo a passo

A sequência que resolve as questões do CBO sobre o tema, da escolha da distância de trabalho à transposição do cilindro.

  1. Defina o desconto da distância de trabalho

    O desconto é o inverso da distância entre o retinoscópio e o paciente, em metros: 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m. No CBO 2023, passar de 1 m para 50 cm muda a lente de neutralização em +1,0 D.

  2. Varra os meridianos principais

    Sem astigmatismo, os meridianos principais são o de 180° e o de 90°. Com a faixa na horizontal, avalia-se o poder do meridiano vertical; com a faixa na vertical, o do horizontal. Observe se faixa e reflexo andam no mesmo sentido ou em sentidos contrários.

  3. Leia o movimento e escolha a lente

    Movimento a favor pede lentes positivas, porque não há cruzamento dos raios entre paciente e examinador. Movimento contra pede lentes negativas: os raios se cruzam no ponto remoto, situado entre os dois, como na miopia forte.

  4. Reconheça a neutralização

    Perto dela, o reflexo fica mais rápido, mais brilhante e mais largo. Na neutralização, a pupila se enche de luz, a faixa deixa de se mover e o ponto remoto está no orifício de observação do retinoscópio.

  5. Desconte a distância de cada meridiano

    Subtraia o desconto de cada lente encontrada. No CBO 2018, +2,0 D a 0,5 m nos meridianos vertical e horizontal resulta em zero, sem erro refracional a corrigir; no CBO 2021, neutralizar sem lentes a 1 m indica miopia de -1 D.

  6. Monte a cruz de poderes

    Com cilindro negativo, o esférico é o poder do meridiano mais positivo, o cilindro é a diferença entre os meridianos e o eixo fica a 90° do meridiano em que o cilindro atua. No CBO 2023, +4,00 e +2,00 a 0,5 m viram +2,00 e plano: +2,00 DE <> -2,00 DC a 90°.

  7. Transponha quando a resposta vier em cilindro positivo

    Com cilindro positivo, o esférico é o meridiano mais negativo e o cilindro, a diferença positiva. No CBO 2024, a 0,67 m, os meridianos de -5,50 e -0,50 D davam -0,50 DE -5,00 DC × 90°, ausente nas alternativas; a resposta era -5,50 DE +5,00 DC × 180°.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre esquiascopia e retinoscopia na prova do CBO

Esquiascopia e retinoscopia são a mesma coisa?

Sim. Os dois nomes designam o método objetivo para encontrar o erro refracional do olho com o retinoscópio, e as questões do capítulo usam os dois termos. O examinador varre os meridianos principais com a faixa luminosa e busca a lente cujo foco secundário coincide com o ponto remoto do olho.

O que significa movimento a favor e movimento contra na retinoscopia?

A favor é quando faixa e reflexo andam no mesmo sentido: não há cruzamento dos raios entre paciente e examinador, e o exame segue com lentes positivas. Ocorre na emetropia, na hipermetropia e na miopia fraca. Contra é o sentido oposto: os raios se cruzam no ponto remoto, entre paciente e examinador, e o exame segue com lentes negativas.

Por que descontar a distância de trabalho na esquiascopia?

Porque o exame é feito perto do paciente, e a luz do retinoscópio chega à pupila divergindo, com vergência negativa; parte da lente da neutralização só anula essa vergência. O desconto é o inverso da distância em metros: 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m. Neutralizar sem lentes a 0,67 m indica miopia de -1,50 D.

Como montar a cruz de poderes na esquiascopia?

Neutralize cada meridiano principal, desconte a distância de trabalho e anote os dois valores na cruz. Com cilindro negativo, o esférico é o meridiano mais positivo, o cilindro é a diferença entre eles e o eixo fica a 90° de onde o cilindro atua. A 0,5 m, +3,75 no horizontal e +0,25 no vertical dão +1,75 DE <> -3,50 DC a 180°.

Como saber se o olho tem astigmatismo na retinoscopia?

No astigmatismo, a franja retinoscópica não tem a mesma largura nos diferentes meridianos e assume a direção do meridiano principal da córnea mais próximo da inclinação da faixa; esse meridiano e o perpendicular a ele são os principais. Sem astigmatismo, a franja tem a mesma largura e segue a direção da faixa, e os meridianos de 180° e 90° são neutralizados com a mesma lente.

Como a esquiascopia é cobrada na prova do CBO?

O capítulo traz dez questões do CBO, de 2012 a 2024: duas sobre o movimento da faixa, três sobre o desconto da distância de trabalho e cinco de cruz de poderes com astigmatismo, uma delas com resposta em cilindro positivo. Há questões de todos os anos de 2021 a 2024, além de um exercício da equipe com meridianos oblíquos.

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    Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

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    Dr. Flávio Moura

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  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

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    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

    Especialista pelo CBO

    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

  • USPDra. Marianna Hollaender

    Especialista pelo CBO

    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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