Vergência da luz e a fórmula V = U + D, imagens reais e virtuais em lentes convergentes e divergentes, espelhos planos e esféricos, a córnea como espelho convexo e as aberrações do polinômio de Zernike, com 13 questões do CBO comentadas.
PDF de 6,4 MB. Gratuito.

Para que serve
A base de óptica geométrica cobrada nas provas do CBO, com cálculo resolvido passo a passo e questões comentadas em cada seção.
Natureza, tamanho e posição da imagem para cada posição do objeto em relação ao foco e ao ponto antiprincipal, em lentes convergentes e divergentes e em espelhos côncavos, convexos e planos.
V = 1/d, V = U + D, equação de Gauss e triângulos semelhantes, em exercícios resolvidos sobre acomodação para perto, foco de lentes, sistemas de duas lentes e altura da imagem.
De 2014 a 2025, com gabarito e comentário: lente negativa, anteparo sobre a lente, retrovisor plano, espelho côncavo, ceratoscopia como reflexão em espelho convexo e aberrações de baixa e alta ordem.
Sumário
As quatro seções na ordem do capítulo, da vergência da luz às aberrações ópticas.
Aberrações de alta ordem são as que o polinômio de Zernike classifica a partir da 3ª ordem: coma e trifoil na 3ª, aberração esférica e tetrafoil na 4ª. Óculos e lentes de contato não as corrigem; a cirurgia refrativa personalizada pode corrigi-las. As de baixa ordem, de 2ª ordem, somam 85% das aberrações oculares.
As aberrações de baixa ordem são o defocus, que corresponde à miopia e à hipermetropia, e o astigmatismo regular. São corrigidas com lentes esféricas e esferocilíndricas, lentes de contato ou cirurgia refrativa convencional. O CBO 2014 cobrou essa divisão ao pedir a aberração de baixa ordem entre hipermetropia, trifoil, coma e aberração esférica.
Na aberração esférica, quando os raios de curvatura das zonas apical e periférica são iguais, os raios da periferia convergem mais que os centrais e formam múltiplos pontos focais. A nitidez cai, mas a profundidade de foco aumenta, como cobrou o CBO 2021. É de 4ª ordem e piora com o aumento do diâmetro pupilar.
A córnea prolata, mais plana na periferia, reduz a aberração esférica positiva e é o formato da maioria das córneas normais. A córnea oblata, mais plana no centro, aumenta a aberração esférica positiva; o exemplo mais comum é a córnea após ablação miópica. A coma, de 3ª ordem, faz a imagem de um ponto lembrar um cometa e aumenta no ceratocone.
Além das monocromáticas, a apostila descreve as aberrações naturais e as de formato. Na difração, quanto maior o comprimento de onda, maior a difração; na cromática, ao entrar num meio mais refringente, a luz violeta se aproxima mais da normal que a vermelha. A curvatura de campo é desejável, compensada pela curvatura da retina; a distorção em barril acompanha lentes negativas de alto poder, e a em almofada, positivas.
Comparativo
Natureza e localização da imagem em cada caso da apostila; o espelho côncavo segue a lente convergente, e o espelho convexo, a divergente.
| Sistema e posição do objeto | Imagem | Onde se forma |
|---|---|---|
| Lente convergente ou espelho côncavo, objeto além do ponto antiprincipal (centro de curvatura) | Real, invertida e menor | Entre o ponto antiprincipal imagem e o foco secundário; no espelho, entre o centro de curvatura e o foco |
| Lente convergente ou espelho côncavo, objeto no ponto antiprincipal (centro de curvatura) | Real, invertida e igual | No ponto antiprincipal imagem; no espelho, no centro de curvatura |
| Lente convergente ou espelho côncavo, objeto entre o ponto antiprincipal e o foco | Real, invertida e maior | Além do ponto antiprincipal imagem; no espelho, além do centro de curvatura, como cobrou o CBO 2018 |
| Lente convergente ou espelho côncavo, objeto no foco primário | Imprópria | No infinito, princípio do farol refletor |
| Lente convergente ou espelho côncavo, objeto entre o foco e a lente ou o vértice | Virtual, direta e maior | Antes da lente; no espelho, atrás dele, como nos espelhos de maquiagem, de barbear e de dentista |
| Lente divergente ou espelho convexo, qualquer posição | Virtual, direta e menor | Antes da lente; no espelho, atrás dele, como no retrovisor e na superfície anterior da córnea |
| Espelho plano | Virtual, direta e igual | Atrás do espelho, à mesma distância do objeto; o espelho não adiciona vergência |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O método da apostila, que dispensa decorar fórmulas: vergência para a posição e regra de 3 para o tamanho.
Use V = 1/d, com a distância em metros. A luz que sai de um objeto tem vergência negativa: a 25 cm, -4,00 D; a 50 cm, -2,00 D; a 100 cm, -1,00 D. Objeto no infinito manda raios paralelos, com vergência zero.
A vergência que deixa a lente é V = U + D: a que chega somada ao poder da lente. Objeto a 1 m de uma lente de +3,00 D: V = -1,00 + 3,00 = +2,00 D. Objeto no infinito diante de +4,0 D: V = +4,00.
Vergência positiva faz os raios convergirem e formarem imagem real, após a lente. Vergência negativa faz os raios divergirem, e a imagem virtual fica antes da lente, localizada pelo prolongamento dos raios. Vergência zero leva a imagem ao infinito.
Com +2,00 D na saída, a imagem forma-se 50 cm após a lente. Objeto a 25 cm de uma lente de +2,00 D: V = -4,00 + 2,00 = -2,00, e a imagem é virtual, 50 cm antes da lente, mais afastada que o objeto.
A imagem da primeira lente vira objeto da segunda, e o processo se repete a cada lente. Na questão da AAO, com lentes de -3,00 e -2,00 D separadas por 25 cm e objeto a 100 cm, a imagem final cai no plano da lente de -3,00 D.
O tamanho do objeto está para o da imagem como as distâncias até a lente: O/I = a/b, na mesma unidade. No CBO 2017, objeto de 10 cm a 20 cm de uma lente de -6,00 D: V = -11 D, imagem virtual a 9 cm e altura de 4,5 cm.
O poder de reflexão é P = 1/f ou P = 2/r, em metros, positivo no côncavo e negativo no convexo. A córnea, com raio de 8 mm, é espelho convexo de -250 D; objeto a 33 cm dá V = -253 D e imagem virtual 3,95 mm atrás dela.
Perguntas frequentes
É o poder da frente de onda luminosa, medido em dioptrias e igual ao inverso da distância, em metros, até o ponto de divergência ou de convergência: V = 1/d. Raios divergentes têm vergência negativa, convergentes, positiva, e paralelos, zero. Fontes naturais sempre emitem raios divergentes: a luz de um objeto a 2 m chega à lente com -0,50 D.
Objetos e imagens reais ficam do mesmo lado de seus raios em relação à lente, e a imagem real pode ser focalizada numa tela. Os virtuais são localizados pelo prolongamento imaginário dos raios, do lado oposto, e a imagem virtual não pode ser projetada. Vergência positiva na saída da lente forma imagem real; negativa, imagem virtual.
Qualquer que seja a distância do objeto, a imagem é virtual, direta e menor, formada pelo prolongamento dos raios antes da lente; o espelho convexo se comporta da mesma forma. O CBO 2016 cobrou o conceito: para um objeto a 1 metro, entre +1,00, +2,00 e -2,00, só a lente negativa forma imagem menor, direta e virtual.
É a aberração monocromática em que os raios periféricos convergem mais que os centrais, formando múltiplos pontos focais. Ocorre na córnea, nas lentes e nos espelhos. Reduz a nitidez, mas aumenta a profundidade de foco, resposta da questão do CBO 2021. No polinômio de Zernike é de 4ª ordem, uma aberração de alta ordem, e piora com a pupila maior.
É a aberração em que a imagem de um ponto lembra um cometa. Ocorre pela posição do objeto fora do eixo óptico principal ou pela inclinação da lente em relação ao eixo visual, e é de 3ª ordem no polinômio de Zernike, ao lado do trifoil. No ceratocone, as aberrações de alta ordem aumentam, sobretudo a coma; o CBO 2025 pediu sua representação tridimensional.
A superfície anterior da córnea reflete a luz como um espelho convexo de cerca de -250 D, pelo P = 2/r com raio de curvatura de 8 mm. A imagem refletida é virtual, direta e menor. O CBO 2022 cobrou a ceratoscopia por discos de Plácido como exemplo de reflexão em espelho convexo, ao contrário dos espelhos de barbear e de dentista, que são côncavos.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a residentes e especializandos em oftalmologia e a oftalmologistas, com ou sem matrícula nos cursos da Oft-Review.
Onde aprofundar
Extensive: preparatório para a prova do CBO
Mais de 150 horas de aulas, mais de 7.000 questões e mais de 5.000 flashcards.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Oft-Review para a prova de título do CBO.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

Especialista pelo CBO
Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

Especialista pelo CBO
Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
20 páginas com vergência, formação de imagens em lentes e espelhos, aberrações de baixa e de alta ordem e 13 questões do CBO comentadas, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…