Apostila gratuita · 21 páginas

Regra de Prentice, prismas e óptica dos bifocais

Dioptria prismática, posição de Prentice e prisma oblíquo, efeito prismático das lentes esféricas e cilíndricas, descentração em relação à DIP, salto da imagem e película ideal nos bifocais e lentes progressivas, com 13 questões do CBO comentadas.

PDF de 7,7 MB. Gratuito.

Capa da apostila Prismas, regra de Prentice, bifocais e lentes progressivas em um tablet
Formato
Apostila · 21 páginas
Área da prova
Óptica e refração · Óptica
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de prismas e regra de Prentice cobre

Do desvio da luz no prisma à escolha da película bifocal, com o cálculo que a prova do CBO cobra e questões comentadas em cada seção.

  • Regra de Prentice com cálculo resolvido

    P = d.D com a descentração em centímetros, efeito prismático de base nasal ou temporal pela DIP e a descentração que corrige esotropia, exotropia e insuficiência de convergência.

  • Película bifocal certa para cada lente

    Ultex, Kryptok, Panoptik e Executive pelo poder no meridiano de 90°, salto e deslocamento da imagem, prisma slab-off na anisometropia e erros de montagem das lentes progressivas.

  • Treze questões do CBO comentadas

    CBO 2011, 2013, 2014, 2015, 2021, 2023, 2024 e 2025, com gabarito e comentário, além de exercícios da equipe sobre foria induzida por prismas e efeito prismático na leitura.

Sumário

O que tem dentro das 21 páginas

As três seções na ordem do capítulo, dos prismas às lentes progressivas.

  1. 01Prismas: desvio da luz para a base, imagem virtual deslocada para o ápice e dispersão cromática
  2. 02Dioptria prismática e ângulo de desvio, com CBO 2011, 2023, 2024 e 2025
  3. 03Posição de Prentice, posição frontal e superposição de prismas, com o prisma oblíquo do CBO 2021
  4. 04O que altera o desvio prismático e prismas de Fresnel
  5. 05Efeitos prismáticos das lentes esféricas e cilíndricas
  6. 06Forias induzidas por prismas, correção de forias e tropias e a regra 3M
  7. 07Descentração dos centros ópticos em relação à DIP
  8. 08Regra de Prentice, com CBO 2014, 2015, 2021 e 2023
  9. 09Perguntas e respostas sobre prismas e dispersão cromática das lentes
  10. 10Teste bicromático verde-vermelho
  11. 11Tipos de bifocais: flat top, Executive, Kryptok e Ultex
  12. 12Efeitos prismáticos nos segmentos: salto e deslocamento da imagem
  13. 13Escolha da película ideal em lentes positivas, negativas e cilíndricas
  14. 14Desconforto com bifocais: altura da adição, anisoforia e prisma slab-off
  15. 15Lentes progressivas: hard e soft design, montagem e semiprogressivas, com CBO 2013, 2014 e 2021
Página interna da apostila sobre Prismas, regra de Prentice, bifocais e lentes progressivas
Página da apostila: descentração dos centros ópticos em relação à DIP em lentes convergentes e divergentes, com os esquemas de base nasal e temporal, e a definição da regra de Prentice.

Como calcular o efeito prismático pela regra de Prentice?

Pela regra de Prentice, o efeito prismático, em dioptrias prismáticas, é a distância em centímetros entre o eixo visual e o centro óptico multiplicada pelo poder da lente em dioptrias: P = d.D. Uma lente de +10 D com o eixo visual 10 mm abaixo do centro óptico gera 10 DP; uma de +5 D descentrada 1 cm, 5 DP.

Lentes convergentes funcionam como prismas unidos pela base, e divergentes, como prismas unidos pelo ápice. Com o eixo visual abaixo do centro óptico, a lente convergente dá prisma de base superior, e a divergente, de base inferior; acima, o inverso. Ao deslocar a lente, a imagem anda em sentido contrário na convergente e no mesmo sentido na divergente.

Na confecção dos óculos, a diferença entre a DIP e a distância entre os centros ópticos induz efeito prismático. Na lente convergente, DIP menor dá base temporal, que exige convergência para longe, e DIP maior dá base nasal, que alivia a convergência para perto; na divergente, o contrário. No CBO 2023, lente de +4 DE, DIP de 60 mm e centros a 65 mm induziram 2 DP de base temporal.

Para corrigir um desvio, o ápice do prisma aponta para ele: exotropia pede base interna, e esotropia, base externa. No CBO 2015, míope de -4,0 D com esotropia de 4 DP corrige com 5 mm de descentração nasal em cada lente, porque o 1 cm total se divide entre os olhos; no CBO 2021, exotropia de 20 DP com -10,00 DE pede 10 mm temporal em cada olho.

Na lente cilíndrica, não há efeito prismático no meridiano do eixo do cilindro. Para o efeito vertical na leitura, conta o poder no meridiano de 90°. No exercício da apostila, com OD +2,50 +1,00 x 90° e OE -1,50 +1,50 x 180°, a leitura 10 mm abaixo do centro óptico induz 2,5 DP de base superior no OD e nenhum efeito no OE.

Página da apostila Prismas, regra de Prentice, bifocais e lentes progressivas

Comparativo

Tipos de bifocal: base prismática, salto da imagem e indicação

Como cada segmento se comporta na posição de leitura e quando a apostila indica cada película.

Em lente cilíndrica, a escolha usa o poder no meridiano de 90°; em lente negativa, a apostila prefere sempre Panoptik ou Executive. Fonte: apostila Oft-Review, “Prismas, regra de Prentice, bifocais e lentes progressivas”.
SegmentoBase prismáticaSalto da imagemIndicação na apostila
Ultex ou BaluxInferior, com o centro óptico na base do segmento, longe do topoMáximoLente positiva com poder para longe maior que a adição; bifocal de menor custo
KryptokCentral, em película circular de índice de refração maior que o da lente de longeIntermediário: maior que no topo reto e menor que no UltexLente positiva com poder para longe igual à adição; boa estética
Flat top ou PanoptikSuperior, com o centro óptico próximo ao topo do segmentoMínimoPoder para longe menor que a adição, lentes negativas, emétropes e graus fracos para longe
ExecutiveSuperior, com o centro óptico no topo do segmentoNenhumMesmas indicações do Panoptik, com menor distância entre os centros ópticos de longe e de perto
Lente progressivaSem segmento; corredor progressivo inclinado nasalmenteNenhumEvitar em anisometropias maiores que 2 D, pelo efeito prismático vertical na leitura

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como resolver questões de regra de Prentice, passo a passo

A sequência que a apostila usa nos comentários das questões, da unidade da descentração à foria induzida.

  1. Converta a descentração para centímetros

    A regra de Prentice usa P = d.D, com d em centímetros e D em dioptrias. O erro clássico é usar milímetros: 10 mm abaixo do centro óptico de uma lente de +10 D são 1 cm, e o efeito é de 10 DP.

  2. Defina o poder no meridiano certo

    O cilindro não tem poder no meridiano do próprio eixo. Para o efeito vertical, use o poder no meridiano de 90°: +4,00 -2,00 x 180° vale +2,00 nesse meridiano; com o cilindro a 90°, só a esférica conta.

  3. Identifique a base pelo tipo de lente

    A lente convergente age como prismas unidos pela base, e a divergente, unidos pelo ápice. Olhando abaixo do centro óptico, a convergente dá base superior e a divergente, base inferior; para os lados, base nasal ou temporal conforme o olho.

  4. Compare a DIP com os centros ópticos

    Na lente convergente, DIP menor que a distância entre os centros ópticos dá base temporal, e DIP maior, base nasal; na divergente, o contrário. No CBO 2023, lente de +4 DE com DIP de 60 mm e centros a 65 mm: 2 DP de base temporal.

  5. Aponte o ápice para o desvio

    Exotropia pede base nasal, e esotropia, base temporal; descentre a lente para obter essa base. No CBO 2014, a insuficiência de convergência de 4 DP com lente de +5 D pediu 8 mm de descentração nasal; no CBO 2015, a esotropia de 4 DP foi dividida entre os olhos, 5 mm em cada lente.

  6. Some ou subtraia entre os olhos

    Prismas que apontam em direções opostas somam a foria induzida; na mesma direção, subtraem. Base externa de 1 DP no OD e de 2 DP no OE induz 3 DP de exoforia; base superior de 10 DP no OD e de 7 DP no OE, hiperforia direita de 3 DP.

  7. Confira o efeito dos óculos na medida

    Lentes positivas diminuem o desvio medido, e negativas aumentam, pela regra 3M (minus measures more). Na anisometropia, a diferença vertical entre os olhos causa anisoforia na leitura: óculos separados para longe e perto ou prisma slab-off na lente mais negativa.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre prismas e regra de Prentice na prova do CBO

O que é dioptria prismática?

É a unidade do poder do prisma: o deslocamento, em centímetros, de um raio de luz medido a 100 cm do prisma. Um prisma de 15 DP desloca o raio 15 cm a essa distância. Para ângulos menores que 45°, cada grau de desvio vale cerca de 2 DP; 45° correspondem a 100 DP, como no CBO 2025, e acima disso a relação não vale.

Para onde o prisma desvia a luz e a imagem?

O prisma desvia a luz em direção à base, sem alterar a vergência dos raios. A imagem de um objeto real é virtual e se desloca para o ápice, resposta do CBO 2011; imagens reais, como as formadas por lentes convergentes, deslocam-se para a base. Na dispersão cromática, a luz violeta sai mais próxima da base, e a vermelha, mais distante.

O que é prisma de Fresnel?

São pequenas tiras de prisma colocadas lado a lado, que podem ser acopladas às lentes dos óculos. A vantagem sobre o prisma convencional é o peso menor; a desvantagem é a difração da luz na interface, que reduz a acuidade. Na superposição, prismas de mesma base num olho somam mais que a soma aritmética, e acima de 50 DP prefere-se dividir entre os olhos.

Qual a diferença óptica entre lente bifocal e lente progressiva?

O bifocal tem um segmento de perto cujo poder prismático surge de repente no topo e produz o salto da imagem, máximo no Ultex, mínimo no flat top e ausente no Executive. A progressiva, ou multifocal, tem corredor de potência progressiva e não tem salto, mas tem aberrações por astigmatismo irregular nas laterais, cobradas no CBO 2013, maiores nos quadrantes inferiores interno e externo.

Como escolher a película do bifocal?

Em lente positiva, compare o poder da lente de longe no meridiano de 90° com a adição: maior, Ultex; igual, Kryptok; menor, Panoptik ou Executive. Em lente negativa, a apostila prefere sempre as de base superior e topo reto, Panoptik ou Executive. No CBO 2021, o paciente com grau para longe menor que a adição recebeu película de base superior.

Quais erros de montagem causam desconforto com lentes progressivas?

A distância vértice deve ficar em torno de 12 mm e a inclinação pantoscópica entre 10 e 15°. Montagem alta prejudica a visão de longe, e baixa, a de perto; descentração horizontal dos centros ópticos borra a visão por efeito prismático. No CBO 2021, o paciente que abaixava os óculos para ver de longe tinha a cruz de montagem deslocada para cima.

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  • USPDr. Daniel Costa

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Daniel Costa

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

  • USPDr. Bernardo Moraes

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Bernardo Moraes

    Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

  • USPUFSCarDra. Ana Letícia Darcie

    Especialista pelo CBO

    Dra. Ana Letícia Darcie

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

  • USPDr. Flávio Moura

    Especialista pelo CBO

    Dr. Flávio Moura

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

    Especialista pelo CBO

    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

    Especialista pelo CBO

    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

  • USPDra. Marianna Hollaender

    Especialista pelo CBO

    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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