Apostila gratuita · 35 páginas

Via aérea no trauma: jaw-thrust, sequência rápida de intubação, via aérea difícil e cricotireoidostomia cirúrgica e por punção

Sinais de obstrução, proteção cervical com estabilização manual em linha, jaw-thrust, cânulas, máscara laríngea e Combitube, os critérios e as indicações de via aérea definitiva, os 7 Ps da sequência rápida, indutores e bloqueadores no choque, Sellick e BURP, LEMON, Mallampati e Cormack-Lehane, bougie e videolaringoscópio, cricotireoidostomia cirúrgica e por punção, capnografia, DOPE e situações especiais. Três questões comentadas: SUS SP 2024, UNICAMP 2020 e FMABC 2017.

PDF de 5,4 MB. Gratuito.

Capa da apostila Via aérea no trauma: do acesso básico ao cirúrgico em um tablet
Formato
Apostila · 35 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Trauma
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de via aérea no trauma cobre

Do paciente que não responde ao nome até a via cirúrgica, sempre com a coluna cervical protegida.

  • Os quatro critérios de definitiva

    Tubo na traqueia, balonete insuflado, conexão a uma fonte de oxigênio e fixação. Máscara laríngea, Combitube e cricotireoidostomia por punção não são via aérea definitiva; a cricotireoidostomia cirúrgica é.

  • Indutor certo para o chocado

    Etomidato e quetamina preservam a pressão; propofol, midazolam e tiopental derrubam. A succinilcolina age em menos de 1 minuto e o rocurônio não altera o potássio, seguro em queimados e esmagamentos.

  • Três questões comentadas

    SUS SP 2024, sobre falha de intubação, UNICAMP 2020, sobre a droga a evitar no choque hemorrágico, e FMABC 2017, sobre trauma maxilofacial grave, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 35 páginas

Do acesso básico ao cirúrgico, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades
  2. 02O A do ABCDE: sinais de obstrução
  3. 03Proteção da coluna cervical e estabilização manual em linha
  4. 04Manobras manuais: jaw-thrust e chin-lift
  5. 05Cânula de Guedel e cânula nasofaríngea
  6. 06Máscara laríngea e Combitube
  7. 07Questão estratégica: falha de intubação
  8. 08Via aérea definitiva: definição e tipos
  9. 09Indicações de intubação: a tabela do ATLS
  10. 10Sequência rápida de intubação: os 7 Ps
  11. 11Indutores e bloqueadores neuromusculares no trauma
  12. 12Questão estratégica: escolha de drogas
  13. 13Manobras auxiliares: Sellick e BURP
  14. 14Via aérea difícil: LEMON, Mallampati e Cormack-Lehane
  15. 15Estratégias de resgate: bougie e videolaringoscópio
  16. 16Cricotireoidostomia cirúrgica
  17. 17Cricotireoidostomia por punção e a criança abaixo de 12 anos
  18. 18Questão estratégica: indicação de via aérea cirúrgica
  19. 19Confirmação do tubo e o mnemônico DOPE
  20. 20Situações especiais: queimadura, trauma maxilofacial e de laringe
  21. 21Via aérea pediátrica e no idoso
  22. 22Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Via aérea no trauma: do acesso básico ao cirúrgico
Página da apostila: o fim da sequência rápida, do posicionamento com estabilização manual em linha à checagem do tubo, e a tabela de etomidato e quetamina no paciente em choque.

O que é cricotireoidostomia?

Cricotireoidostomia é o acesso à via aérea pela membrana cricotireóidea, entre a cartilagem tireoide, acima, e a cricoide, abaixo, um espaço avascular, superficial e fácil de palpar. Na apostila, é a via final comum do trauma: indicada no cenário “não intubo, não ventilo”, depois da falha da intubação e dos dispositivos de resgate, como a máscara laríngea e o Combitube.

A cricotireoidostomia cirúrgica é feita com incisão na pele e na membrana, dilatação do orifício com o cabo do bisturi ou uma pinça hemostática e inserção de uma cânula de traqueostomia pequena ou de um tubo orotraqueal nº 5 ou 6. Com tubo na traqueia e cuff, ela é via aérea definitiva, ao lado da intubação orotraqueal e da traqueostomia.

A cricotireoidostomia por punção usa um cateter calibroso, 12 ou 14, ligado a oxigênio de alta pressão, a 15 L/min ou em sistema de jato. Ela oxigena, mas o CO2 não sai pelo cateter fino e a hipercapnia progride: é medida temporária, de 30 a 45 minutos, e não é via aérea definitiva.

Na criança abaixo de 12 anos, a membrana é pequena e a cricoide é o único anel completo de sustentação da traqueia. Por isso, a apostila indica a punção para oxigenar e a traqueostomia de urgência em seguida, evitando a cricotireoidostomia cirúrgica pelo risco de estenose subglótica.

Página da apostila Via aérea no trauma: do acesso básico ao cirúrgico

Comparativo

Via aérea definitiva e dispositivos de resgate: o que cada um resolve

A banca pergunta se a via aérea estabelecida é definitiva. A tabela reúne a resposta e o papel de cada dispositivo, como a apostila apresenta.

Dispositivos de via aérea no trauma: se são definitivos, quando usar e o limite de cada um. Fonte: apostila Med-Review R1, “Via aérea no trauma”.
DispositivoÉ definitivaQuando usarLimite
Intubação orotraquealSimVia preferencial, pela sequência rápida, com estabilização manual em linhaNo trauma, toda intubação é via aérea difícil em potencial, pelo colar ou pela estabilização manual
Máscara laríngeaNãoResgate da oxigenação depois da falha da intubaçãoO balão veda a hipofaringe, não a traqueia, e não protege totalmente contra broncoaspiração
CombitubeNãoResgate inserido às cegas, com ventilação pelo lúmen certoPonte para a via aérea definitiva
Cricotireoidostomia cirúrgicaSim“Não intubo, não ventilo” no adulto e acima de 12 anosEvitada na criança abaixo de 12 anos
Cricotireoidostomia por punçãoNãoOxigenação de emergência, preferida abaixo de 12 anosHipercapnia progressiva: 30 a 45 minutos
TraqueostomiaSimCentro cirúrgico; no trauma agudo, exceções como a fratura de laringeDemorada para a sala de emergência

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como garantir a via aérea no trauma, passo a passo

A sequência da apostila, da pergunta pelo nome do paciente à confirmação do tubo.

  1. Pergunte o nome do paciente

    Voz clara e frases completas indicam via aérea pérvia naquele momento. Agitação sugere hipóxia; torpor, hipercapnia. Roncos apontam para sangue, vômito ou queda da língua; estridor, para obstrução alta; rouquidão, para lesão de laringe ou queimadura de via aérea.

  2. Desobstrua sem mexer o pescoço

    Com estabilização manual em linha, abra a parte da frente do colar e use o jaw-thrust, a manobra mais segura para a coluna cervical. Aspire sangue e vômito. A cânula de Guedel só entra no paciente inconsciente; a nasofaríngea é contraindicada na suspeita de fratura de base de crânio.

  3. Decida pela via aérea definitiva

    Glasgow igual ou menor que 8, apneia, trauma maxilofacial grave, risco de aspiração, obstrução iminente por queimadura ou hematoma cervical em expansão, hipóxia refratária e choque grave sem resposta ao volume indicam o tubo. Antes de sedar, preveja a dificuldade com o LEMON.

  4. Faça a sequência rápida

    Prepare o material, pré-oxigene com O2 a 100% por máscara não reinalante por 3 a 5 minutos, faça o indutor seguido do bloqueador neuromuscular e não ventile com ambu enquanto o efeito chega, em 45 a 60 segundos. No choque, etomidato ou quetamina; intube sem estender o pescoço.

  5. Falhou: resgate e via cirúrgica

    No Cormack III, bougie ou videolaringoscópio. Se o paciente dessatura depois da falha, máscara laríngea ou Combitube para oxigenar. No “não intubo, não ventilo”, cricotireoidostomia cirúrgica no adulto e por punção na criança abaixo de 12 anos.

  6. Confirme o tubo e vigie

    A ausculta epigástrica vem primeiro e deve ser silenciosa; depois, a pulmonar, bilateral e simétrica. A capnografia é o padrão-ouro, e o raio X de tórax mostra a altura do tubo, sem diferenciar esôfago de traqueia. Se o intubado dessaturar, desconecte o ventilador, ventile com ambu e aplique o DOPE.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre via aérea no trauma na prova

Quando fazer cricotireoidostomia?

No cenário “não intubo, não ventilo”: a intubação falhou, o dispositivo extraglótico não resolveu e o paciente dessatura. Também quando a intubação é inviável e a nasotraqueal está contraindicada, como no trauma maxilofacial grave da FMABC 2017 comentada na apostila, com deformidade de mandíbula e sangramento intenso pela boca.

Qual a diferença entre traqueostomia e cricotireoidostomia?

A cricotireoidostomia é a via cirúrgica de emergência na sala de trauma, feita pela membrana cricotireóidea, superficial e avascular. A traqueostomia é procedimento eletivo ou de urgência no centro cirúrgico e demora mais; no trauma agudo, fica para exceções como a fratura de laringe e para a criança depois da punção.

Quais são os preditores de via aérea difícil?

O mnemônico LEMON: Look, o aspecto externo; Evaluate, a regra 3-3-2 de abertura bucal, distância mento-hioide e hioide-tireoide; Mallampati, com as classes III e IV como preditores fortes; Obstruction; e Neck mobility. No trauma, todo paciente pontua no N pelo colar ou pela estabilização manual.

Quais drogas usar na intubação do paciente em choque?

Etomidato, que causa mínima alteração na pressão, ou quetamina, que libera catecolaminas e sobe frequência e pressão. Propofol, midazolam e tiopental causam hipotensão e devem ser evitados. Na UNICAMP 2020 da apostila, com pressão de 60 x 38 mmHg após ferimento por arma de fogo, a droga a evitar é o midazolam.

O que é intubação orotraqueal?

É a passagem de um tubo pela boca até a traqueia, a via preferencial de via aérea definitiva quando o balonete é insuflado, o tubo é fixado e conectado a uma fonte de oxigênio. No trauma, é feita por sequência rápida e com estabilização manual em linha, sem a posição olfativa.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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