XABCDE completo, da hemorragia exsanguinante até a transferência. Escala de Glasgow, classificação do choque, indicações de via aérea definitiva e duas questões comentadas de UNIFESP e SUS-SP.
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Para que serve
Recorte do ATLS pelo que as bancas de residência perguntam. Sem capítulo que não cai.
X, A, B, C, D e E na ordem de letalidade. Cada letra só libera a próxima depois de resolvida.
Hipotermia, acidose, coagulopatia e hipocalcemia. O cálcio entrou na reanimação do politraumatizado, e material antigo não traz isso.
UNIFESP 2024 e SUS-SP 2022 resolvidas dentro do conteúdo, alternativa por alternativa.
Sumário
Do momento em que o paciente entra na sala vermelha até a decisão de transferir.
O atendimento inicial ao politraumatizado é a sequência padronizada pelo ATLS que avalia e trata o paciente traumatizado por ordem de risco de morte. Primeiro a avaliação primária (XABCDE), que identifica e corrige as ameaças imediatas à vida; depois a avaliação secundária, com exame da cabeça aos pés e história AMPLA.
A regra é tratar primeiro o que mata primeiro. Paciente sangrando não vai para a tomografia, e fratura de fêmur espera até o pulmão estar expandindo. Cada letra só libera a próxima depois de resolvida.
No ABCDE clássico a via aérea vinha primeiro. Hemorragia exsanguinante mata em minutos, então o controle do sangramento externo grave virou o passo zero: compressão direta, torniquete se não ceder. É daí que vem o X.
O quarteto letal ganhou um quarto vértice. Hipotermia, acidose e coagulopatia agora vêm com hipocalcemia, e o cálcio entrou na reanimação do politraumatizado transfundido. Material anterior a essa mudança não traz.
ATLS é intra-hospitalar, PHTLS é pré-hospitalar. Mesmos princípios, cenários diferentes: no pré-hospitalar você não tem sangue, imagem nem centro cirúrgico. A banca cobra essa diferença.
Comparativo
Avaliação primária completa: o que avaliar, o que procurar e o que fazer em cada letra.
| Letra | O que avalia | Sinal de alerta | Conduta |
|---|---|---|---|
| X | Hemorragia exsanguinante | Sangramento externo em jato | Compressão direta; torniquete se não ceder |
| A | Via aérea e coluna cervical | Glasgow ≤ 8, estridor, trauma de face | Via aérea definitiva com proteção cervical |
| B | Respiração e ventilação | Pneumotórax hipertensivo; hemotórax > 1.500 mL | Descompressão imediata ou drenagem torácica |
| C | Circulação e hemorragia | Hipotensão com taquicardia; resposta transitória | Dois acessos calibrosos, hemoderivados e ácido tranexâmico |
| D | Disfunção neurológica | Glasgow, pupilas e déficit focal | Reavaliar A e B antes de culpar o cérebro |
| E | Exposição e ambiente | Hipotermia | Despir para ver, cobrir para viver |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência do ATLS na ordem em que você executa na sala.
Olhe o paciente e o chão antes de encostar na via aérea. Hemorragia externa em jato: compressão direta, torniquete se não ceder. Não pince vaso às cegas — lesa nervo adjacente.
Fale com o paciente: quem responde com voz clara tem via aérea pérvia. Glasgow 8 merece um tubo, Glasgow 9 você vigia. Nunca hiperestenda o pescoço com suspeita de trauma cervical.
Inspecione, palpe, percuta e ausculte os dois hemitórax. Pneumotórax hipertensivo é diagnóstico clínico, não espere o raio-X. Hemotórax maciço é mais de 1.500 mL ou um terço da volemia.
Dois acessos periféricos calibrosos, cristaloide aquecido e hemoderivado cedo. Esqueça a regra antiga de litros de soro: a ordem agora é reanimação balanceada, com ácido tranexâmico nas primeiras horas.
Escala de Glasgow — abertura ocular, resposta verbal e resposta motora —, pupilas e déficit focal. Piora neurológica súbita manda você voltar para A e B antes de atribuir o quadro ao cérebro.
Dispa completamente para não perder lesão em dorso ou períneo, e cubra em seguida. Hipotermia é vértice do diamante da morte: paciente frio coagula mal e sangra mais.
Perguntas frequentes
ATLS é a sigla de Advanced Trauma Life Support, o programa do Colégio Americano de Cirurgiões que padronizou o atendimento ao traumatizado. Ele organiza a assistência em avaliação primária (XABCDE), medidas auxiliares e avaliação secundária, tratando primeiro o que mata primeiro.
X de hemorragia exsanguinante, A de via aérea com proteção da coluna cervical, B de respiração e ventilação, C de circulação, D de disfunção neurológica e E de exposição com controle do ambiente. A ordem é de letalidade, não alfabética.
O ATLS é intra-hospitalar, aplicado na sala de emergência com imagem, sangue e centro cirúrgico disponíveis. O PHTLS é pré-hospitalar, onde o foco é estabilizar e transportar. Os princípios são os mesmos; muda o que dá para fazer em cada cenário.
Apneia, incapacidade de manter a via aérea pérvia, risco de aspiração ou obstrução, trauma cranioencefálico grave com Glasgow igual ou menor que 8 e falha em manter oxigenação adequada. A apostila detalha cada indicação com o raciocínio por trás.
É a atualização do antigo quarteto letal. Aos três vértices originais — hipotermia, acidose e coagulopatia — somou-se a hipocalcemia. Os quatro se retroalimentam: o paciente frio e acidótico coagula pior, sangra mais, recebe mais transfusão e fica mais hipocalcêmico.
Não. É material de revisão para prova de residência, feito para fixar a sequência e reconhecer as pegadinhas de banca. O manual oficial do ATLS continua sendo a referência para a prática e para o curso de certificação.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
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Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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