Apostila gratuita · 12 páginas

Tipos de abdome agudo: as 5 síndromes em uma tabela de prova

Inflamatório, perfurativo, obstrutivo, vascular e hemorrágico: a apostila separa cada tipo pela clínica típica, pelo gatilho de prova e pela principal causa. Traz também a dor visceral, parietal e referida, os sinais de Blumberg, Murphy e Jobert e a rotina de RX.

PDF de 2,5 MB. Gratuito.

Capa da apostila Abdome agudo em um tablet
Formato
Apostila · 12 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de abdome agudo cobre

Diagnóstico sindrômico, exame físico e radiografia simples. A apostila abre com a tabela do que mais cai em prova.

  • As 5 síndromes em uma tabela

    Clínica típica, achado de prova e principal causa de cada síndrome, lado a lado. A apostila indica essa tabela para quem tem só 2 minutos de revisão.

  • O gatilho de cada síndrome

    Blumberg no inflamatório, RHA metálicos no obstrutivo, abdome em tábua e Jobert no perfurativo, acidose com lactato alto no vascular e hipotensão com taquicardia no hemorrágico.

  • Rotina de RX e 3 achados

    Tórax em PA, abdome em pé e deitado. Pneumoperitônio, obstrução e volvo no filme, com a regra 3-6-9 e o que o RX não mostra.

Sumário

O que tem dentro das 12 páginas

Abre com a tabela do que mais cai, passa pelas 5 síndromes e pela radiografia simples e fecha com o resumo em 1 minuto.

  1. 01O que mais cai em prova nesse tema
  2. 02Definição de abdome agudo
  3. 03A base neurológica: dor visceral, parietal e referida
  4. 04Abdome agudo inflamatório, o mais comum
  5. 05Abdome agudo perfurativo, o mais dramático
  6. 06Abdome agudo obstrutivo, o mecânico
  7. 07Abdome agudo vascular, a armadilha
  8. 08Abdome agudo hemorrágico, a instabilidade
  9. 09A rotina de abdome agudo: quais incidências pedir
  10. 10O que procurar: pneumoperitônio, obstrução e volvo
  11. 11Limitações: o que o RX não vê
  12. 12Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Abdome agudo
Página da apostila: a tabela das 5 síndromes e os alertas de prova sobre o sinal de Jobert e o beta-HCG.

Quais são os 5 tipos de abdome agudo?

Os tipos de abdome agudo são cinco síndromes, cada uma com um gatilho de prova: inflamatório (Blumberg positivo), perfurativo (abdome em tábua e sinal de Jobert), obstrutivo (ruídos hidroaéreos metálicos), vascular (acidose com lactato alto) e hemorrágico (hipotensão com taquicardia). O inflamatório é o mais comum, e a principal causa dele é a apendicite aguda.

O inflamatório tem como principais causas apendicite, colecistite, diverticulite e pancreatite. A dor começa insidiosa e mal localizada (visceral) e fica intensa e localizada (parietal) quando o peritônio inflama: na apendicite, vai da região periumbilical para a fossa ilíaca direita. O sinal de prova é a descompressão brusca dolorosa, o Blumberg na FID. No HCD, o Murphy aponta colecistite.

No perfurativo, a dor é súbita, em facada, difusa desde o início, e o paciente lembra a hora exata em que começou. Ele fica imóvel na maca, com abdome em tábua e sinal de Jobert. A principal causa é a úlcera péptica perfurada, e a apostila traz a dica: uso crônico de AINE com dor súbita, marque úlcera perfurada.

O obstrutivo tem a tríade dor em cólica, distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes. O vômito localiza o nível: precoce e bilioso na obstrução alta, tardio e fecaloide na baixa. No delgado, as principais causas são bridas de cirurgia prévia e hérnias; no cólon, câncer colorretal e volvo de sigmoide.

No vascular, a dor é desproporcional ao exame físico: o paciente grita de dor e o abdome está flácido no início. O perfil é o idoso cardiopata, com fibrilação atrial, valvopatia ou IAM recente. No laboratório, acidose metabólica inexplicada com lactato muito elevado. No hemorrágico, a dor é súbita, com palidez, síncope, taquicardia e hipotensão, e a principal causa é a gravidez ectópica rota.

Página da apostila Abdome agudo

Comparativo

Os 5 tipos de abdome agudo em uma tabela

Clínica típica, achado de prova e principal causa de cada síndrome, na ordem da tabela que abre a apostila.

Diagnóstico sindrômico do abdome agudo pelos achados de prova. Fonte: apostila Med-Review R1, “Abdome agudo”.
SíndromeClínica típicaAchado de provaPrincipal causa
InflamatórioDor progressiva, náuseas, febre baixaIrritação peritoneal (Blumberg positivo)Apendicite aguda
ObstrutivoDor em cólica, distensão, parada de flatos e fezesRuídos hidroaéreos metálicos ou silêncioBridas (aderências)
PerfurativoDor súbita, lancinante, em facadaAbdome em tábua e sinal de JobertÚlcera péptica
VascularDor desproporcional ao exame físicoAcidose metabólica e lactato altoIsquemia mesentérica
HemorrágicoDor súbita com palidez e choqueHipotensão e taquicardiaGravidez ectópica rota

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como separar as 5 síndromes, passo a passo

O raciocínio da apostila, da história da dor até a leitura da radiografia.

  1. Classifique a dor: visceral, parietal ou referida

    Dor visceral é difusa, mal localizada e em geral na linha média. Dor parietal é intensa e bem localizada: o paciente aponta com um dedo. Dor referida no ombro direito sugere vesícula; no ombro esquerdo (Kehr), baço ou diafragma.

  2. Separe a síndrome pelo padrão da dor

    Início insidioso que depois se localiza e piora com tosse sugere inflamatório. Dor súbita em facada, com hora exata e difusa desde o início, sugere perfurativo. Dor em cólica com distensão e parada de flatos e fezes sugere obstrutivo.

  3. Procure o sinal de exame de cada síndrome

    No inflamatório, descompressão brusca dolorosa, com Blumberg na FID; na colecistite, Murphy no HCD. No perfurativo, abdome em tábua e sinal de Jobert. No obstrutivo, RHA de luta no início e silêncio no final, com toque retal obrigatório para fecaloma ou tumor retal.

  4. Desconfie do exame inocente no idoso cardiopata

    Dor desproporcional ao exame, com abdome flácido, em paciente com fibrilação atrial, valvopatia ou IAM recente sugere vascular. O laboratório mostra acidose metabólica inexplicada com lactato muito elevado, e a hipótese é isquemia mesentérica.

  5. Pense em sangue livre no paciente instável

    Dor súbita com palidez, síncope, taquicardia e hipotensão sugere hemorrágico. Em mulher em idade fértil com dor abdominal, peça beta-HCG sempre; jovem com atraso menstrual aponta para gravidez ectópica rota. Homem idoso com massa pulsátil e dor lombar, para ruptura de aneurisma de aorta abdominal.

  6. Peça a rotina de abdome agudo

    Três incidências: tórax em PA, abdome em pé e abdome deitado. O tórax em PA é a mais importante para ver pneumoperitônio e exclui pneumonia de base. Paciente que não fica em pé faz decúbito lateral esquerdo com raios horizontais (Laurell).

  7. Leia o filme sabendo os limites do RX

    Procure pneumoperitônio (sinal da cúpula, Rigler), obstrução (empilhamento de moedas no delgado, haustrações no cólon, regra 3-6-9) e volvo (grão de café). Na apendicite, colecistite, pancreatite e isquemia antes da necrose, o RX costuma ser normal ou inespecífico.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre abdome agudo na prova

Qual a principal causa de abdome agudo perfurativo?

A úlcera péptica perfurada, duodenal ou gástrica. Outras causas são divertículo perfurado, corpo estranho e perfuração tífica por Salmonella. Na prova, paciente com artrite reumatoide em uso crônico de diclofenaco e dor súbita: marque úlcera perfurada. O AINE é a pista do enunciado.

O que o sinal de Jobert indica?

Pneumoperitônio, ar livre na cavidade. É o desaparecimento da macicez hepática à percussão do hipocôndrio direito, com hipertimpanismo no lugar do fígado. Aparece no abdome agudo perfurativo, junto do abdome em tábua. No RX, o pneumoperitônio corresponde ao sinal da cúpula e ao sinal de Rigler (dupla parede).

Como diferenciar abdome agudo obstrutivo alto e baixo?

O vômito localiza o nível. Vômito precoce e bilioso indica obstrução alta, no delgado proximal; vômito tardio e fecaloide indica obstrução baixa, no íleo distal ou cólon. No RX, empilhamento de moedas é típico de delgado; dilatação periférica com haustrações, que não cruzam toda a luz, indica cólon.

Abdome agudo vascular e isquêmico é a mesma coisa?

Sim. O abdome agudo vascular é a isquemia intestinal, o infarto do intestino. As principais causas são embolia da artéria mesentérica superior (50% dos casos, de origem cardíaca), trombose arterial por aterosclerose e isquemia não oclusiva por choque ou vasoconstrição. O RX costuma ser normal até a necrose ou o gás na veia porta.

Quais são as 3 incidências da rotina de abdome agudo?

Tórax em pé (PA), abdome em pé (ortostático) e abdome deitado (decúbito dorsal). O tórax em PA é a mais importante para pneumoperitônio e exclui pneumonia de base. O abdome em pé mostra níveis hidroaéreos; o deitado, a distribuição dos gases e a distensão das alças. Se o paciente não fica em pé, peça decúbito lateral esquerdo com raios horizontais (Laurell).

O que indica o sinal do grão de café no raio X?

Volvo de sigmoide. É o sinal clássico dessa torção, também chamado de U invertido: uma alça gigante dilatada nasce na pelve e sobe até o diafragma, com aspecto de grão de café. Faz parte dos 3 grandes achados da rotina de abdome agudo, junto do pneumoperitônio e da obstrução intestinal.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

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    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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