Mecânica e controle da respiração, VNI e suas indicações, indicações de intubação, ventilação com pressão positiva e PEEP, disparo, limite e ciclagem, PCV, VCV, PSV e modos assisto-controlados, configuração inicial do ventilador, pressão de platô, driving pressure e o modo SIMV, com um resumo em tabela na abertura de cada capítulo.
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Para que serve
Da fisiologia da respiração à leitura das curvas do ventilador, com a lógica que a prova de residência cobra nos modos ventilatórios.
PCV disparada a tempo, limitada à pressão e ciclada a tempo; PSV disparada pelo paciente e ciclada quando o fluxo cai a cerca de 25% do pico; assisto-controlados e SIMV com suas janelas de tempo.
Peso predito pela altura e pelo sexo, PEEP inicial de 5 cmH2O, FiO2 de 100% reduzida para SpO2 entre 92% e 96%, relação I:E de 1:2 ou 1:3, platô até 30 e driving pressure até 15 cmH2O.
Pressão quadrada e fluxo desacelerado na PCV, fluxo quadrado e pressão crescente na VCV e a curva de um paciente em SIMV analisada ciclo a ciclo, do mandatório ao espontâneo com pressão de suporte.
Sumário
Sete capítulos, cada um aberto por um resumo em tabela, na ordem em que a apostila ensina.
Ventilação mecânica é um método de suporte de vida em que uma máquina substitui total ou parcialmente o esforço natural da respiração, fornecendo a energia para mover o ar para dentro e para fora dos pulmões. É invasiva quando exige uma via aérea artificial, como tubo endotraqueal, máscara laríngea ou cânula de traqueostomia, e não invasiva quando usa máscaras nasais, oronasais ou faciais totais.
Na inspiração com pressão positiva, o ventilador cria na abertura da via aérea uma pressão maior que a dos alvéolos e o ar entra. Quando o objetivo programado é atingido, a pressão volta à linha de base e o ar sai de forma passiva, pela elasticidade do pulmão e da caixa torácica. A PEEP mantém uma pressão positiva ao final da expiração e impede que alvéolos e pequenas vias aéreas colapsem.
As indicações de ventilação invasiva se dividem em três grupos: falência na oxigenação, com PaO2 abaixo de 60 mmHg ou SaO2 abaixo de 90% mesmo com FiO2 acima de 0,6; falência na ventilação, como parada iminente, frequência respiratória acima de 40 ou abaixo de 5 irpm, doença neuromuscular descompensada ou obstrução da via aérea; e incapacidade de proteger a via aérea, como no coma e na hipersecreção.
Via aérea artificial e via aérea definitiva são conceitos diferentes. A definitiva pressupõe um balonete insuflado abaixo das cordas vocais, que protege os pulmões contra a aspiração de sangue ou de conteúdo gástrico, como no tubo orotraqueal e na traqueostomia.
Comparativo
Quem dispara a respiração, qual variável é limitada e o que o monitor mostra em cada modo, segundo a apostila.
| Modo | Disparo | Limite | O que observar |
|---|---|---|---|
| PCV (controlada a pressão) | Tempo, pela frequência ajustada | Pressão | Pressão quadrada, fluxo decrescente e volume corrente imprevisível, dependente da complacência e do tempo inspiratório |
| VCV (controlada a volume) | Tempo, pela frequência ajustada | Fluxo | Fluxo quadrado, pressão crescente ao longo da inspiração e o mesmo volume corrente a cada ciclo |
| PSV (pressão de suporte) | Esforço do paciente, por queda de pressão ou mudança de fluxo | Pressão acima da PEEP | Termina quando o fluxo cai a cerca de 25% do pico; na forma clássica, não tem proteção contra apneia |
| A/C-VCV e A/C-PCV | Tempo ou esforço do paciente | O mesmo do modo controlado correspondente | Se o paciente não dispara dentro da janela de tempo, o ventilador entrega uma inspiração mandatória |
| SIMV | Tempo ou esforço dentro da janela de sincronização | Conforme a modalidade, SIMV-VCV ou SIMV-PCV | Mistura ciclos mandatórios, mandatórios sincronizados e espontâneos, com ou sem pressão de suporte |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência da apostila para configurar o ventilador logo após a intubação.
O volume de pulmão aerável depende da altura e do sexo. Por isso o volume corrente é calculado pelo peso predito pela altura e pelo sexo, nunca pelo peso real. Na SDRA, comece com 6 mL/kg de peso predito.
Na VCV, o volume corrente é programado diretamente e o fluxo inspiratório inicial fica entre 30 e 60 L/min. Na PCV, a pressão inspiratória é titulada até produzir o volume desejado, e o ajuste pode ser o valor máximo ou o valor acima da PEEP, conforme o fabricante.
A PEEP inicial costuma ficar entre 3 e 5 cmH2O, geralmente 5, titulada pela oxigenação. Logo após a intubação, use FiO2 de 100% e reduza rapidamente até manter a SpO2 entre 92% e 96%.
Mantenha a relação I:E em torno de 1:2 ou 1:3. A frequência é guiada pelo CO2 arterial, com alvo entre 35 e 45 mmHg. Em asma e DPOC, pode ser preciso reduzir a frequência para 9 a 12 irpm, para dar tempo de exalar todo o ar.
Nos modos assistidos e assisto-controlados, use -1 a -2 cmH2O por pressão ou 2 a 3 L/min por fluxo. Valores muito altos podem exceder a capacidade do paciente, que deixa de conseguir disparar a ventilação.
Faça pausa inspiratória de 0,5 a 2 segundos e mantenha a pressão de platô até 30 cmH2O e a driving pressure, platô menos PEEP, até 15 cmH2O. A pressão de pico deve ficar abaixo de 40 cmH2O, com tolerância até 50 em doença obstrutiva. Cerca de 20 minutos depois, colha uma gasometria arterial.
Perguntas frequentes
Quanto à interface, a ventilação mecânica é não invasiva, com máscaras, ou invasiva, com via aérea artificial. Quanto a quem comanda a respiração, os modos são controlados, em que a máquina define quando e como as inspirações acontecem; assisto-controlados, que garantem um mínimo de ciclos e deixam o paciente disparar outros; e assistidos, que dependem do esforço do paciente.
É a assistência ventilatória sem via aérea artificial, com pressão positiva entregue por máscara nasal, oronasal ou facial total. Reduz o trabalho dos músculos respiratórios e melhora as trocas gasosas. A maior vantagem é evitar complicações da intubação, como trauma de via aérea e pneumonia associada ao ventilador. CPAP e BiPAP são os modos mais conhecidos.
As principais indicações da apostila são DPOC exacerbada com hipercapnia e acidemia, com pH abaixo de 7,35, edema agudo de pulmão cardiogênico e pós-extubação em pacientes de alto risco, como VNI preventiva. Para dar certo, o paciente precisa estar alerta, cooperativo e capaz de proteger a própria via aérea, com tosse e deglutição preservadas.
É a pressão positiva mantida ao final da expiração. Ela impede que alvéolos e pequenas vias aéreas se fechem por completo, a atelectasia, que deixa o pulmão mais rígido e exige pressões altas para reabrir. O ajuste inicial costuma ser 5 cmH2O, e a PEEP vale para todos os modos ventilatórios.
É a ventilação controlada a pressão: o profissional define um alvo de pressão inspiratória e a máquina o mantém constante durante o tempo inspiratório. O disparo é a tempo, pela frequência ajustada, o limite é a pressão e a ciclagem é a tempo. O fluxo é decrescente e o volume corrente varia com a complacência e o tempo inspiratório.
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Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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