Apostila gratuita · 47 páginas

Ventilação mecânica invasiva e não invasiva: indicações, modos ventilatórios e ajuste inicial do ventilador

Mecânica e controle da respiração, VNI e suas indicações, indicações de intubação, ventilação com pressão positiva e PEEP, disparo, limite e ciclagem, PCV, VCV, PSV e modos assisto-controlados, configuração inicial do ventilador, pressão de platô, driving pressure e o modo SIMV, com um resumo em tabela na abertura de cada capítulo.

PDF de 8,2 MB. Gratuito.

Capa da apostila Ventilação mecânica: da respiração espontânea ao SIMV em um tablet
Formato
Apostila · 47 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Medicina intensiva
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de ventilação mecânica cobre

Da fisiologia da respiração à leitura das curvas do ventilador, com a lógica que a prova de residência cobra nos modos ventilatórios.

  • Disparo, limite e ciclagem por modo

    PCV disparada a tempo, limitada à pressão e ciclada a tempo; PSV disparada pelo paciente e ciclada quando o fluxo cai a cerca de 25% do pico; assisto-controlados e SIMV com suas janelas de tempo.

  • Ajuste inicial do ventilador

    Peso predito pela altura e pelo sexo, PEEP inicial de 5 cmH2O, FiO2 de 100% reduzida para SpO2 entre 92% e 96%, relação I:E de 1:2 ou 1:3, platô até 30 e driving pressure até 15 cmH2O.

  • Leitura das curvas do monitor

    Pressão quadrada e fluxo desacelerado na PCV, fluxo quadrado e pressão crescente na VCV e a curva de um paciente em SIMV analisada ciclo a ciclo, do mandatório ao espontâneo com pressão de suporte.

Sumário

O que tem dentro das 47 páginas

Sete capítulos, cada um aberto por um resumo em tabela, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01Respiração espontânea: mecânica, controle neurológico e respiração normal
  2. 02Introdução ao suporte ventilatório: ventilação não invasiva e suas indicações
  3. 03Ventilação mecânica invasiva: indicações e via aérea definitiva
  4. 04Ventilação com pressão positiva e PEEP
  5. 05Modos ventilatórios: controlado, assisto-controlado e assistido
  6. 06Disparo, limite e ciclagem
  7. 07Modos controlados: PCV e VCV
  8. 08Modos assistidos: ventilação por pressão de suporte
  9. 09Modos assisto-controlados e a janela de tempo
  10. 10Configuração inicial do ventilador: peso predito, volume corrente, fluxo, pressões, FiO2, relação I:E e frequência
  11. 11Pressão de platô e driving pressure
  12. 12Gasometria arterial após o ajuste inicial
  13. 13Um modo chamado SIMV: respirações mandatórias, sincronizadas e espontâneas
  14. 14Lendo as curvas do SIMV
Página interna da apostila sobre Ventilação mecânica: da respiração espontânea ao SIMV
Página da apostila: a ventilação controlada a pressão, com a curva de pressão quadrada, o fluxo decrescente e o volume corrente imprevisível.

O que é ventilação mecânica invasiva?

Ventilação mecânica é um método de suporte de vida em que uma máquina substitui total ou parcialmente o esforço natural da respiração, fornecendo a energia para mover o ar para dentro e para fora dos pulmões. É invasiva quando exige uma via aérea artificial, como tubo endotraqueal, máscara laríngea ou cânula de traqueostomia, e não invasiva quando usa máscaras nasais, oronasais ou faciais totais.

Na inspiração com pressão positiva, o ventilador cria na abertura da via aérea uma pressão maior que a dos alvéolos e o ar entra. Quando o objetivo programado é atingido, a pressão volta à linha de base e o ar sai de forma passiva, pela elasticidade do pulmão e da caixa torácica. A PEEP mantém uma pressão positiva ao final da expiração e impede que alvéolos e pequenas vias aéreas colapsem.

As indicações de ventilação invasiva se dividem em três grupos: falência na oxigenação, com PaO2 abaixo de 60 mmHg ou SaO2 abaixo de 90% mesmo com FiO2 acima de 0,6; falência na ventilação, como parada iminente, frequência respiratória acima de 40 ou abaixo de 5 irpm, doença neuromuscular descompensada ou obstrução da via aérea; e incapacidade de proteger a via aérea, como no coma e na hipersecreção.

Via aérea artificial e via aérea definitiva são conceitos diferentes. A definitiva pressupõe um balonete insuflado abaixo das cordas vocais, que protege os pulmões contra a aspiração de sangue ou de conteúdo gástrico, como no tubo orotraqueal e na traqueostomia.

Página da apostila Ventilação mecânica: da respiração espontânea ao SIMV

Comparativo

Os modos ventilatórios lado a lado

Quem dispara a respiração, qual variável é limitada e o que o monitor mostra em cada modo, segundo a apostila.

Disparo, variável de limite e comportamento das curvas e do volume corrente nos principais modos ventilatórios. Fonte: apostila Med-Review R1, “Ventilação mecânica”.
ModoDisparoLimiteO que observar
PCV (controlada a pressão)Tempo, pela frequência ajustadaPressãoPressão quadrada, fluxo decrescente e volume corrente imprevisível, dependente da complacência e do tempo inspiratório
VCV (controlada a volume)Tempo, pela frequência ajustadaFluxoFluxo quadrado, pressão crescente ao longo da inspiração e o mesmo volume corrente a cada ciclo
PSV (pressão de suporte)Esforço do paciente, por queda de pressão ou mudança de fluxoPressão acima da PEEPTermina quando o fluxo cai a cerca de 25% do pico; na forma clássica, não tem proteção contra apneia
A/C-VCV e A/C-PCVTempo ou esforço do pacienteO mesmo do modo controlado correspondenteSe o paciente não dispara dentro da janela de tempo, o ventilador entrega uma inspiração mandatória
SIMVTempo ou esforço dentro da janela de sincronizaçãoConforme a modalidade, SIMV-VCV ou SIMV-PCVMistura ciclos mandatórios, mandatórios sincronizados e espontâneos, com ou sem pressão de suporte

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como fazer o ajuste inicial do ventilador, passo a passo

A sequência da apostila para configurar o ventilador logo após a intubação.

  1. Calcule o peso predito

    O volume de pulmão aerável depende da altura e do sexo. Por isso o volume corrente é calculado pelo peso predito pela altura e pelo sexo, nunca pelo peso real. Na SDRA, comece com 6 mL/kg de peso predito.

  2. Defina como o volume será entregue

    Na VCV, o volume corrente é programado diretamente e o fluxo inspiratório inicial fica entre 30 e 60 L/min. Na PCV, a pressão inspiratória é titulada até produzir o volume desejado, e o ajuste pode ser o valor máximo ou o valor acima da PEEP, conforme o fabricante.

  3. Ajuste PEEP e FiO2

    A PEEP inicial costuma ficar entre 3 e 5 cmH2O, geralmente 5, titulada pela oxigenação. Logo após a intubação, use FiO2 de 100% e reduza rapidamente até manter a SpO2 entre 92% e 96%.

  4. Programe relação I:E e frequência

    Mantenha a relação I:E em torno de 1:2 ou 1:3. A frequência é guiada pelo CO2 arterial, com alvo entre 35 e 45 mmHg. Em asma e DPOC, pode ser preciso reduzir a frequência para 9 a 12 irpm, para dar tempo de exalar todo o ar.

  5. Configure a sensibilidade do disparo

    Nos modos assistidos e assisto-controlados, use -1 a -2 cmH2O por pressão ou 2 a 3 L/min por fluxo. Valores muito altos podem exceder a capacidade do paciente, que deixa de conseguir disparar a ventilação.

  6. Meça platô e driving pressure e colha a gasometria

    Faça pausa inspiratória de 0,5 a 2 segundos e mantenha a pressão de platô até 30 cmH2O e a driving pressure, platô menos PEEP, até 15 cmH2O. A pressão de pico deve ficar abaixo de 40 cmH2O, com tolerância até 50 em doença obstrutiva. Cerca de 20 minutos depois, colha uma gasometria arterial.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre ventilação mecânica na prova

Quais são os tipos de ventilação mecânica?

Quanto à interface, a ventilação mecânica é não invasiva, com máscaras, ou invasiva, com via aérea artificial. Quanto a quem comanda a respiração, os modos são controlados, em que a máquina define quando e como as inspirações acontecem; assisto-controlados, que garantem um mínimo de ciclos e deixam o paciente disparar outros; e assistidos, que dependem do esforço do paciente.

O que é a ventilação não invasiva?

É a assistência ventilatória sem via aérea artificial, com pressão positiva entregue por máscara nasal, oronasal ou facial total. Reduz o trabalho dos músculos respiratórios e melhora as trocas gasosas. A maior vantagem é evitar complicações da intubação, como trauma de via aérea e pneumonia associada ao ventilador. CPAP e BiPAP são os modos mais conhecidos.

Quais as indicações de ventilação não invasiva?

As principais indicações da apostila são DPOC exacerbada com hipercapnia e acidemia, com pH abaixo de 7,35, edema agudo de pulmão cardiogênico e pós-extubação em pacientes de alto risco, como VNI preventiva. Para dar certo, o paciente precisa estar alerta, cooperativo e capaz de proteger a própria via aérea, com tosse e deglutição preservadas.

O que é PEEP na ventilação mecânica?

É a pressão positiva mantida ao final da expiração. Ela impede que alvéolos e pequenas vias aéreas se fechem por completo, a atelectasia, que deixa o pulmão mais rígido e exige pressões altas para reabrir. O ajuste inicial costuma ser 5 cmH2O, e a PEEP vale para todos os modos ventilatórios.

O que é PCV na ventilação mecânica?

É a ventilação controlada a pressão: o profissional define um alvo de pressão inspiratória e a máquina o mantém constante durante o tempo inspiratório. O disparo é a tempo, pela frequência ajustada, o limite é a pressão e a ciclagem é a tempo. O fluxo é decrescente e o volume corrente varia com a complacência e o tempo inspiratório.

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    Clínica Médica

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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