Apostila gratuita · 39 páginas

Classificação da asma, steps do GINA e crise asmática

Diagnóstico por espirometria e na criança de até 5 anos, controle pelas quatro perguntas do GINA, Track 1 e Track 2 por faixa etária, doses de corticoide inalatório e crise asmática com sulfato de magnésio. Questões IAMSPE 2025, HSL 2025 e SUS-BA 2025.

PDF de 6,5 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 39 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Pneumologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de asma cobre

Da fisiopatologia Th2 ao fluxograma da crise, na ordem em que o GINA organiza o manejo.

  • Controle em quatro perguntas

    Sintomas diurnos, despertar noturno, resgate mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Nenhum sim é bem controlada; 1 a 2, parcialmente; 3 a 4, mal controlada.

  • Steps do GINA por idade

    Track 1 com CI-formoterol e Track 2 com SABA mais CI para maiores de 12 anos, esquemas de 6 a 11 anos e de menores de 6, stepping down e doses de CI.

  • Crise asmática na emergência

    Gravidade pela fala, FR, FC, SpO2 e PFE, salbutamol e ipratrópio na primeira hora, corticoide sistêmico, sulfato de magnésio passo a passo e critérios de alta.

Sumário

O que tem dentro das 39 páginas

Do diagnóstico funcional ao planejamento da alta depois da crise.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela-resumo da asma
  2. 02Contexto clínico e fisiopatologia: inflamação Th2 e remodelamento
  3. 03Diagnóstico: quadro clínico e papel da espirometria
  4. 04Distúrbio obstrutivo e restritivo, critérios de reversibilidade e PFE
  5. 05Questão estratégica: diagnóstico funcional
  6. 06Diagnóstico na criança de até 5 anos
  7. 07Classificação e controle: as quatro perguntas do GINA e o risco futuro
  8. 08Questão estratégica: classificação de controle
  9. 09Conduta: alfabetização em saúde, estratégias não farmacológicas e gatilhos
  10. 10A lógica dos medicamentos: controle, manutenção e reliever anti-inflamatório
  11. 11Dispositivos inalatórios: pó seco, pMDI, espaçador e nebulização
  12. 12Track 1 e Track 2: steps em adultos, crianças de 6 a 11 anos e menores de 6
  13. 13Stepping down e questão estratégica de escalonamento
  14. 14Doses de corticoide inalatório: baixa, média e alta por idade
  15. 15Exacerbação asmática: medicações, gravidade e tratamento
  16. 16Resposta ao tratamento, alta, questão de manejo e fluxograma da crise
Página interna da apostila sobre Asma: classificação, tratamento e crise asmática
Página da apostila: as quatro perguntas do GINA para o controle das últimas 4 semanas e a classificação em bem, parcialmente e mal controlada.

Como é feita a classificação da asma pelo GINA?

A classificação da asma pelo GINA avalia o controle de sintomas nas últimas 4 semanas com quatro perguntas: sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana, despertar noturno, uso de SABA mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Nenhum sim, bem controlada; 1 a 2, parcialmente controlada; 3 a 4, mal controlada.

O controle tem dois domínios independentes: sintomas recentes e risco futuro. Mesmo com quatro respostas não, o paciente pode descompensar se teve 1 ou mais exacerbações graves no último ano, usa mais de 1 frasco de salbutamol por mês, tem técnica ou adesão ruins ou se expõe ao tabagismo. VEF1 abaixo de 60% do previsto é preditor forte e independente de exacerbação.

O diagnóstico exige história clínica e documentação de obstrução variável. A espirometria é o padrão-ouro: em maiores de 12 anos e adultos, aumento de 12% e 200 mL no VEF1 ou na CVF após broncodilatador; em crianças, 12% no VEF1. Sem espirometria, variação do PFE de 20% em adultos ou de 15% em crianças também prova reversibilidade.

O GINA recomenda contra o SABA isolado em maiores de 6 anos, adolescentes e adultos. No Track 1, preferencial para maiores de 12 anos, o resgate é CI-formoterol em dose baixa sob demanda; nos Steps 3 a 5, a mesma bombinha serve de manutenção e resgate (MART). No Track 2, alternativo, o resgate é SABA, sempre acompanhado de CI.

Antes de aumentar a medicação de um paciente mal controlado, a apostila manda checar técnica inalatória, adesão, controle do ambiente e gatilhos. Na questão HSL 2025, criança de 8 anos em CI dose baixa, com VEF1 de 65% e resgate 3 a 4 vezes por semana, está parcialmente controlada no Step 2: o próximo passo é associar LABA ao CI.

Página da apostila Asma: classificação, tratamento e crise asmática

Comparativo

Classificação da gravidade da crise asmática

Para crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos sem sinais de risco à vida. Rebaixamento de sensório, silêncio torácico ou instabilidade hemodinâmica pedem oxigênio e salbutamol imediatos.

Gravidade da exacerbação a partir de 6 anos; abaixo dessa idade a classificação é só clínica. Fonte: apostila Med-Review R1, “Asma: classificação, tratamento e crise asmática”.
ParâmetroLeve ou moderadaGrave
FalaFrases completasEntrecortada
PosiçãoPrefere sentar a deitarSenta-se curvado para a frente
Frequência respiratóriaAumentada> 30 irpm
Músculos acessóriosSem usoEm uso
Frequência cardíaca100 a 120 bpm> 120 bpm
SpO290 a 95%< 90%
PFE> 50% do predito ou do melhor valor≤ 50% do predito ou do melhor valor

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Do diagnóstico à crise, passo a passo

O raciocínio na ordem da apostila: confirmar, classificar o controle, escolher o step e tratar a exacerbação.

  1. Documente a obstrução variável

    Tosse seca, sibilância e dispneia que pioram à noite ou ao acordar sugerem asma, e exame normal não a exclui. Confirme na espirometria: VEF1/CVF reduzida e aumento de 12% e 200 mL no VEF1 ou na CVF após broncodilatador; sem espirometria, variação do PFE.

  2. Na criança de até 5 anos, use três pilares

    Sibilância recorrente, com pelo menos 2 episódios no último ano ou 1 episódio com sintomas entre as crises; exclusão de refluxo, fibrose cística, displasia broncopulmonar, coqueluche e malformações; e resposta ao SABA ou ao CI por 2 a 3 meses.

  3. Classifique o controle das últimas 4 semanas

    Pergunte por sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana, despertar noturno, resgate mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Nenhum sim é bem controlada; 1 a 2, parcialmente; 3 a 4, mal controlada. Resgate antes do exercício não conta.

  4. Investigue o risco futuro

    Exacerbação grave no último ano, mais de 1 frasco de salbutamol por mês, técnica ruim, má adesão, tabagismo ou vaper e VEF1 abaixo de 60% elevam o risco de crise mesmo sem sintomas. Eosinófilos de 150/μL ou mais e FeNO elevado em uso de CI em dose média ou alta também.

  5. Escolha o trilho e o step

    Em maiores de 12 anos, o Track 1 usa CI-formoterol em dose baixa como resgate e, nos Steps 3 a 5, como manutenção e resgate. O Track 2, alternativo, usa SABA com CI. Em maiores de 6 anos, nada de SABA isolado.

  6. Reavalie a cada 3 meses

    Antes de subir o step, cheque técnica inalatória, adesão e controle do ambiente e dos gatilhos. Com controle estável após 3 meses, faça o stepping down reduzindo o CI em 25 a 50% a cada 3 meses, sem suspender o LABA de forma abrupta.

  7. Na crise, trate na primeira hora

    Oxigênio para SpO2 de 93 a 95% em adultos e de 94% ou mais em crianças, salbutamol a cada 20 minutos, ipratrópio na crise moderada a grave nas primeiras 3 horas e corticoide sistêmico por via oral. Sem resposta, sulfato de magnésio EV na segunda hora.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre asma e crise asmática na prova

Qual exame confirma o diagnóstico de asma?

A espirometria com prova broncodilatadora, que mostra obstrução (VEF1/CVF reduzida) e reversibilidade: aumento de 12% e 200 mL no VEF1 ou na CVF em maiores de 12 anos e adultos. É o gabarito da questão IAMSPE 2025 da apostila (letra E). Em crianças de até 5 anos o diagnóstico é clínico, e o raio-X serve só para excluir diagnósticos diferenciais.

Qual a diferença entre asma parcialmente controlada e mal controlada?

O número de respostas sim às quatro perguntas do GINA sobre as últimas 4 semanas: sintomas diurnos mais de 2 vezes por semana, despertar noturno, SABA mais de 2 vezes por semana e limitação de atividade. Uma a duas respostas sim, parcialmente controlada; três a quatro, mal controlada. O SABA usado antes do exercício não entra na conta.

O que é a estratégia MART?

É o uso do mesmo inalador de CI-formoterol como manutenção e resgate. No Track 1 do GINA, para maiores de 12 anos e adultos, vale nos Steps 3, 4 e 5; nos Steps 1 e 2, o CI-formoterol em dose baixa é usado só sob demanda. Em crianças de 6 a 11 anos, a MART passa a ser uma das opções preferenciais a partir do Step 3.

Como classificar a gravidade da crise asmática?

Primeiro, procure sinais de risco à vida: rebaixamento de sensório ou letargia, silêncio torácico e instabilidade hemodinâmica. Sem eles, a partir de 6 anos a crise é grave com fala entrecortada, FR acima de 30, FC acima de 120, SpO2 abaixo de 90% ou PFE de 50% ou menos. Abaixo de 6 anos, SpO2 abaixo de 92%, FR acima de 40 e tórax silencioso indicam crise grave.

Quando usar sulfato de magnésio na asma?

Como segunda linha na exacerbação moderada a grave sem resposta ao tratamento inicial, e desde o início no estado de mal asmático. A dose é de 50 mg/kg, com máximo de 2 g, em 20 a 30 minutos e sob monitorização completa; o GINA sugere o uso acima de 2 anos. Na solução a 50%, são no máximo 4 mL, diluídos até concentração final de 10% ou menos.

Qual a dose de corticoide sistêmico na crise asmática?

Prednisolona em crianças e prednisona em adolescentes e adultos, por via oral, 1 a 2 mg/kg, com máximo de 20 mg abaixo de 2 anos, 30 mg de 3 a 5 anos, 40 mg de 6 a 11 anos e 50 mg em adolescentes e adultos. O curso dura 5 a 7 dias acima de 12 anos e 3 a 5 dias em crianças. Sem proteção de via aérea, dexametasona IM.

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    Clínica Médica

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    Juliana Lacerda

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    Davi Khoury

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    Vitor Arienzo

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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