Fisiopatologia e fenótipos pink puffer e blue bloater, espirometria com VEF1/CVF abaixo de 0,70, estadiamento GOLD 1 a 4, grupos ABE, tratamento inicial e de seguimento, oxigenoterapia e vacinas. Três questões comentadas, entre elas USP-SP 2025 e SES/GO 2026.
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Para que serve
Do diagnóstico espirométrico às medidas que mudam a sobrevida, com os cortes que a banca pede de forma seca.
VEF1/CVF abaixo de 0,70 após broncodilatador confirma a DPOC; o VEF1 define a gravidade: 80% ou mais, 50 a 79%, 30 a 49% e abaixo de 30%.
Quem exacerba é grupo E, e uma internação por exacerbação no último ano basta; sem exacerbação, a dispneia separa o grupo A (mMRC 0 ou 1) do B (mMRC 2 ou mais).
Cessação do tabagismo, oxigênio por pelo menos 15 horas por dia, VNI domiciliar, reabilitação após exacerbação, cirurgia redutora e terapia tripla no exacerbador.
Sumário
Da balança entre proteases e antiproteases ao resumo em 1 minuto.
A classificação GOLD da DPOC tem dois eixos. O espirométrico usa o VEF1 pós-broncodilatador para graduar a obstrução de GOLD 1 a GOLD 4. O clínico, ABE, põe no grupo E o exacerbador, como quem internou por exacerbação no último ano; sem exacerbação, mMRC 0 ou 1 é grupo A, e mMRC 2 ou mais, grupo B.
Sem espirometria não há diagnóstico de DPOC, mesmo em tabagista que tosse há 20 anos. O diagnóstico exige sintomas, fator de risco (tabagismo, biomassa, exposição ocupacional) e VEF1/CVF abaixo de 0,70 após broncodilatador. O GOLD mantém o ponto de corte fixo; o limite inferior da normalidade fica na discussão acadêmica.
Os antigos grupos C e D foram fundidos no grupo E, de exacerbador, porque quem exacerba corre risco independentemente dos sintomas diários. Uma internação por exacerbação no último ano já coloca o paciente no grupo E. Fora dele, quem define o grupo é a dispneia: mMRC 2, andar mais devagar que pessoas da mesma idade ou parar para respirar no plano, já é pelo menos grupo B.
O pilar do tratamento é o broncodilatador. O grupo A recebe qualquer broncodilatador, de preferência de longa ação; os grupos B e E começam com LABA mais LAMA. No grupo E com eosinófilos de 300 células/mm³ ou mais, a terapia tripla (LABA, LAMA e CI) entra desde o início. O corticoide inalatório nunca é usado em monoterapia na DPOC.
No seguimento, o grupo deixa de importar e o alvo passa a ser o traço tratável. Com dispneia persistente, otimizar LABA mais LAMA, checar a técnica inalatória e afastar outra causa. Com exacerbação persistente e eosinófilos de 100 ou mais, acrescentar CI. Com eosinófilos abaixo de 100, azitromicina no ex-tabagista ou roflumilast se VEF1 abaixo de 50% e bronquite crônica.
Comparativo
O grupo define o tratamento inicial; no seguimento, a conduta segue o traço tratável e a contagem de eosinófilos.
| Situação | Critério | Conduta |
|---|---|---|
| Grupo A | Sem exacerbação moderada ou grave; mMRC 0 ou 1 (CAT < 10) | Qualquer broncodilatador, de preferência LABA ou LAMA |
| Grupo B | Sem exacerbação moderada ou grave; mMRC 2 ou mais (CAT de 10 ou mais) | LABA + LAMA |
| Grupo E | Exacerbador: exacerbação no último ano (1 internação basta) | LABA + LAMA |
| Grupo E com eosinofilia | Eosinófilos ≥ 300 células/mm³ | LABA + LAMA + CI (terapia tripla) desde o início |
| Seguimento: segue exacerbando | Eosinófilos ≥ 100 células/mm³ | Adicionar CI; biológico se ≥ 300 e refratário à tripla |
| Seguimento: segue exacerbando | Eosinófilos < 100 células/mm³ | Azitromicina (ex-tabagista) ou roflumilast (VEF1 < 50% + bronquite crônica) |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio na ordem da apostila, da espirometria às medidas que mudam a sobrevida.
Dispneia, tosse crônica e escarro em quem tem fator de risco: tabagismo, fumaça de biomassa ou exposição ocupacional. A deficiência de alfa-1-antitripsina pode causar enfisema grave mesmo em quem fumou pouco ou nada, porque desequilibra a balança entre proteases e antiproteases.
VEF1/CVF abaixo de 0,70 após broncodilatador confirma a DPOC; sem espirometria, não há diagnóstico. Na asma, a obstrução costuma ser reversível, com variação de 12% e 200 mL no VEF1; na DPOC, é fixa ou só parcialmente reversível.
GOLD 1 (leve) com VEF1 de 80% ou mais do previsto; GOLD 2 (moderada), 50 a 79%; GOLD 3 (grave), 30 a 49%; GOLD 4 (muito grave), abaixo de 30%. A apostila traz a pergunta seca de prova: VEF1 de 45% é GOLD 3.
O histórico de exacerbações no último ano vem primeiro: quem exacerba é grupo E, e uma internação por exacerbação já basta. Sem exacerbação, a dispneia decide: mMRC 0 ou 1 é grupo A; mMRC 2 ou mais, grupo B.
Grupo A: qualquer broncodilatador, de preferência LABA ou LAMA. Grupo B: LABA mais LAMA, como formoterol e tiotrópio. Grupo E: LABA mais LAMA, com CI desde o início se os eosinófilos forem de 300 células/mm³ ou mais.
Com dispneia persistente, otimize LABA mais LAMA, cheque a técnica inalatória e afaste insuficiência cardíaca e TEP. Com exacerbações, acrescente CI se eosinófilos de 100 ou mais; abaixo de 100, azitromicina no ex-tabagista ou roflumilast se VEF1 abaixo de 50% e bronquite crônica.
Cessação do tabagismo, reabilitação após exacerbação, oxigênio por pelo menos 15 horas por dia se PaO2 de 55 mmHg ou menos ou SatO2 de 88% ou menos, VNI domiciliar na hipercapnia grave, cirurgia redutora no enfisema de lobo superior e terapia tripla no exacerbador.
Perguntas frequentes
Pelo VEF1 pós-broncodilatador, depois de confirmar VEF1/CVF abaixo de 0,70: GOLD 1 com 80% ou mais do previsto, GOLD 2 de 50 a 79%, GOLD 3 de 30 a 49% e GOLD 4 abaixo de 30%. Na questão Dante Pazzanese 2025 (adaptada) da apostila, Tiffeneau de 0,49 e VEF1 de 29% fecham DPOC GOLD 4, com cor pulmonale pelo edema e pela estase jugular.
Os grupos C e D foram fundidos no grupo E, de exacerbador. O GOLD entendeu que quem exacerba já tem alto risco de nova crise e de morte, independentemente dos sintomas diários, e por isso merece o tratamento do grupo E. Para A e B, a dispneia pela escala mMRC, ou o CAT, segue definindo o grupo.
Pink puffer, o soprador rosado, é o perfil do enfisema: magro, tórax em tonel, muita dispneia, oxigenação mantida à custa de esforço. Blue bloater, o tossidor azul, é o da bronquite crônica: tosse produtiva, cianose e edema pelo cor pulmonale, porque a hipoxemia crônica causa vasoconstrição pulmonar e sobrecarga do ventrículo direito. Na prática, os fenótipos se misturam.
No grupo E com eosinófilos de 300 células/mm³ ou mais, desde o início. Na questão USP-SP 2025 (adaptada) da apostila, tabagista de 46 anos-maço, internado por exacerbação há 1 mês e com eosinófilos de 320 tem DPOC grupo E: olodaterol, budesonida e tiotrópio (letra D). No seguimento, o exacerbador com eosinófilos de 100 ou mais também recebe CI.
PaO2 de 55 mmHg ou menos ou SatO2 de 88% ou menos em repouso; ou PaO2 de 56 a 59 mmHg ou SatO2 de 89% com cor pulmonale, hipertensão pulmonar ou policitemia (hematócrito acima de 55%). O uso deve ser de pelo menos 15 horas por dia, com alvo de SatO2 de 90% ou mais. É o gabarito da questão SES/GO 2026 da apostila (letra B).
Influenza anual; pneumocócica conjugada PCV20 ou PCV21 em dose única ou, sem elas, PCV15 seguida de PPSV23; COVID-19 conforme a diretriz local; dTpa se não houve vacinação na adolescência; herpes-zóster acima de 50 anos; e VSR acima de 60 anos, ou de 50 a 59 com fatores de risco. É a lista da atualização de 2026 trazida pela apostila.
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Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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Cirurgia Geral
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Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
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Pediatria
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Pediatria
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Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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