Apostila gratuita · 52 páginas

Intoxicações agudas: abordagem inicial, toxíndromes, antídotos e as intoxicações mais cobradas

ABCDE adaptado ao paciente intoxicado, carvão ativado e o mnemônico PHAILS, irrigação intestinal, alcalinização urinária e hemodiálise, as toxíndromes simpaticomimética, anticolinérgica, opioide, colinérgica e sedativo-hipnótica, síndrome serotoninérgica e neuroléptica maligna, metanol e etilenoglicol, chumbo, mercúrio, arsênico, monóxido de carbono, cianeto, naftalina, paracetamol, lítio e anestésicos locais. Questões comentadas, entre elas UNESP 2021 e SES/PE 2021.

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Formato
Apostila · 52 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Toxicologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de intoxicações agudas cobre

Da estabilização do paciente intoxicado ao antídoto certo, com as correlações que a banca cobra.

  • Toxíndromes pela pupila e pele

    Midríase com pele suada é simpaticomimética e com pele seca, anticolinérgica; miose com paciente seco é opioide e com paciente molhado, colinérgica.

  • O antídoto de cada agente

    N-acetilcisteína no paracetamol, naloxona nos opioides, atropina e pralidoxima nos organofosforados, hidroxocobalamina no cianeto, azul de metileno na meta-hemoglobinemia e emulsão lipídica a 20% nos anestésicos locais.

  • Questões comentadas com gabarito

    UNESP 2021, sobre a indicação do carvão ativado, e SES/PE 2021, sobre intoxicação por lítio depois de uma gastroenterite, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 52 páginas

Da abordagem inicial às intoxicações medicamentosas, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01Abordagem inicial: o que mais cai em prova
  2. 02Contexto clínico e a medicina investigativa
  3. 03Estabilização inicial: o ABCDE do paciente intoxicado
  4. 04Descontaminação: carvão ativado, irrigação intestinal e lavagem gástrica
  5. 05Os principais antídotos da emergência
  6. 06Eliminação acelerada: alcalinização urinária, hemodiálise e hemoperfusão
  7. 07Resumo em 1 minuto da abordagem inicial
  8. 08As grandes síndromes tóxicas: o quadro das toxíndromes
  9. 09Simpaticomimética e anticolinérgica: o segredo está na pele
  10. 10Antidepressivos tricíclicos e o ECG
  11. 11Síndrome opioide e naloxona
  12. 12Síndrome colinérgica: atropina e pralidoxima
  13. 13Toxíndrome sedativo-hipnótica: benzodiazepínicos, flumazenil e etanol
  14. 14Metanol e etilenoglicol
  15. 15Síndrome serotoninérgica e síndrome neuroléptica maligna
  16. 16Resumo em 1 minuto das toxíndromes
  17. 17Intoxicações fora das toxíndromes: chumbo e mercúrio
  18. 18Monóxido de carbono e cianeto
  19. 19Arsênico, o rei dos venenos, e gás arsina
  20. 20Naftalina e meta-hemoglobinemia
  21. 21Intoxicações medicamentosas: paracetamol, lítio e anestésicos locais
  22. 22Resumo em 1 minuto das intoxicações específicas
Página interna da apostila sobre Intoxicações agudas
Página da apostila: os principais antídotos da emergência, em tabela com o agente tóxico, o antídoto ou a intervenção de escolha e a dica de prova.

O que é intoxicação exógena?

Intoxicação exógena é o quadro causado por uma substância vinda de fora do organismo, como medicamentos, drogas de abuso, praguicidas, álcoois tóxicos, metais e gases. Na forma aguda, a abordagem prioriza a estabilização sobre a identificação do agente, com um ABCDE adaptado à toxicologia: o foco é o paciente, antes do veneno.

No paciente intoxicado, o Glasgow isolado não decide a intubação: quem protege a via aérea e usou depressor de ação curta, ou agente com antídoto rápido, pode ser monitorado de perto. Se intubar, rocurônio na suspeita de organofosforado. A glicemia capilar é sinal vital em todo paciente rebaixado, e o oxímetro de pulso pode dar leitura falsamente normal no monóxido de carbono.

Como a história costuma ser precária, o exame físico procura as toxíndromes, conjuntos de sinais que revelam a classe do agente. Pupila e pele resolvem boa parte: midríase com pele suada sugere simpaticomimético, midríase com pele seca, anticolinérgico, miose com paciente seco, opioide, e miose com paciente molhado, colinérgico.

Reconhecida a classe, entra o antídoto ou o método de eliminação certo: naloxona no opioide, atropina e pralidoxima no organofosforado, N-acetilcisteína no paracetamol, hidroxocobalamina no cianeto, bicarbonato de sódio no QRS alargado dos tricíclicos e hemodiálise para lítio, metanol, etilenoglicol e salicilatos graves.

Comparativo

Toxíndromes: pupila, pele e o que fazer em cada uma

Pupila, pele e secreções apontam a classe do agente antes de qualquer exame. A tabela junta os achados à conduta que a apostila indica.

Pupilas, pele e secreções, agentes comuns e conduta de cada toxíndrome. Fonte: apostila Med-Review R1, “Intoxicações agudas”.
ToxíndromePupilasPele e secreçõesAgentes e conduta
SimpaticomiméticaMidríasePele suada (diaforese)Cocaína e anfetaminas; benzodiazepínico e nada de betabloqueador isolado
AnticolinérgicaMidríase acentuadaPele e mucosas secas, pele quente e avermelhadaAtropina, anti-histamínicos e tricíclicos; benzodiazepínico e fisostigmina, nunca nos tricíclicos
OpioideMiose puntiformeSem hipersecreçãoMorfina, fentanil, metadona e tramadol; naloxona em doses pequenas até ventilação adequada
ColinérgicaMioseHipersecretiva: broncorreia, salivação, lacrimejamento e sudoreseOrganofosforados e carbamatos; atropina, com pralidoxima nos organofosforados
Sedativo-hipnóticaGeralmente normaisGeralmente normalBenzodiazepínicos, barbitúricos e etanol; suporte ventilatório e flumazenil de uso restrito
SerotoninérgicaMidríaseDiaforeseISRS, IMAO e tricíclicos; suspensão dos fármacos, benzodiazepínico e cipro-heptadina

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como abordar o paciente intoxicado, passo a passo

O raciocínio da apostila, da sala de emergência à eliminação do tóxico.

  1. Estabilize antes de investigar

    Siga o ABCDE sem esperar o diagnóstico toxicológico, com luvas, óculos e avental para proteger a equipe. Monitore o ritmo cardíaco e avalie o ECG com a pressão arterial e o ultrassom à beira do leito; em assistolia ou fibrilação ventricular, siga o suporte avançado de vida.

  2. Meça a glicemia e examine

    A glicemia capilar é obrigatória em todo paciente com alteração mental, porque a hipoglicemia simula de agitação a coma. Examine pupilas, pele, secreções, ruídos intestinais e reflexos para encaixar o quadro em uma toxíndrome.

  3. Investigue como detetive

    Colete dados com a equipe pré-hospitalar, testemunhas e registros, e peça aos acompanhantes frascos, embalagens, fichas de segurança e listas de prescrições do paciente e das pessoas próximas.

  4. Descontamine com critério

    Retire o tóxico de roupas e pele. O carvão ativado, 50 a 100 g no adulto e 1 g/kg na criança, falha nos itens do PHAILS e é contraindicado com via aérea desprotegida, obstrução intestinal ou cáusticos. Irrigação intestinal com polietilenoglicol fica para liberação lenta e body packers; a lavagem gástrica é raramente indicada.

  5. Dê o antídoto certo

    Naloxona em doses pequenas e repetidas no opioide, atropina e pralidoxima no organofosforado, N-acetilcisteína no paracetamol, hidroxocobalamina no cianeto e azul de metileno na meta-hemoglobinemia. A fisostigmina não entra nos tricíclicos, e o flumazenil não entra no coquetel do coma.

  6. Acelere a eliminação

    Alcalinização urinária com bicarbonato de sódio a 8,4%, 1 a 2 mEq/kg em bolus e depois infusão, para pH urinário acima de 7,5 em salicilatos e fenobarbital. Hemodiálise para lítio, metanol, etilenoglicol e salicilatos graves; hemoperfusão para teofilina e carbamazepina.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre intoxicação exógena na prova

Quais são exemplos de intoxicação exógena?

Medicamentos como paracetamol, tricíclicos, benzodiazepínicos, opioides, lítio e anestésicos locais; drogas como cocaína, anfetaminas e etanol; praguicidas organofosforados e carbamatos; álcoois tóxicos, como o metanol de solventes e o etilenoglicol de anticongelantes; metais como chumbo e mercúrio e o metaloide arsênico; o monóxido de carbono e o cianeto; e a naftalina.

O que é intoxicação aguda?

É a emergência em que o paciente chega depois da exposição a um tóxico, muitas vezes com informação limitada sobre o agente. A abordagem começa pela estabilização com o ABCDE, segue pela busca da toxíndrome e termina na descontaminação, no antídoto e na eliminação. No lítio, por exemplo, a apostila separa a ingestão de dose elevada da intoxicação do usuário crônico que desidrata.

Qual a dose tóxica do paracetamol?

Na ingestão única, acima de 150 mg/kg, ou 7,5 g no total independentemente do peso, é potencialmente hepatotóxica. Alcoolistas e usuários de indutores enzimáticos, como a isoniazida, têm risco maior. O nível sérico colhido 4 horas após a ingestão vai para o nomograma de Rumack-Matthew.

Quais os sintomas da intoxicação por paracetamol?

Nas primeiras 24 horas, o paciente costuma estar assintomático ou com anorexia, náuseas e vômitos. Entre 24 e 72 horas, sobem as transaminases e aparece dor no hipocôndrio direito. No 3º e no 4º dia vem a insuficiência hepática, com icterícia, encefalopatia, coagulopatia, hipoglicemia e acidose metabólica. A N-acetilcisteína repõe a glutationa e é muito eficaz nas primeiras 8 a 10 horas.

Como reconhecer a síndrome anticolinérgica?

Taquicardia, hipertermia, midríase acentuada, pele e mucosas secas, rubor, retenção urinária, ruídos intestinais diminuídos e delírio agitado, resumidos em louco como um chapeleiro, cego como morcego e seco como osso. A pele seca separa o quadro da síndrome simpaticomimética, que sua. O controle da agitação usa benzodiazepínico, e a fisostigmina é contraindicada na intoxicação por tricíclicos.

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    Clínica Médica

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    Davi Khoury

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    Vitor Arienzo

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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