ABCDE adaptado ao paciente intoxicado, carvão ativado e o mnemônico PHAILS, irrigação intestinal, alcalinização urinária e hemodiálise, as toxíndromes simpaticomimética, anticolinérgica, opioide, colinérgica e sedativo-hipnótica, síndrome serotoninérgica e neuroléptica maligna, metanol e etilenoglicol, chumbo, mercúrio, arsênico, monóxido de carbono, cianeto, naftalina, paracetamol, lítio e anestésicos locais. Questões comentadas, entre elas UNESP 2021 e SES/PE 2021.
PDF de 5,0 MB. Gratuito.

Para que serve
Da estabilização do paciente intoxicado ao antídoto certo, com as correlações que a banca cobra.
Midríase com pele suada é simpaticomimética e com pele seca, anticolinérgica; miose com paciente seco é opioide e com paciente molhado, colinérgica.
N-acetilcisteína no paracetamol, naloxona nos opioides, atropina e pralidoxima nos organofosforados, hidroxocobalamina no cianeto, azul de metileno na meta-hemoglobinemia e emulsão lipídica a 20% nos anestésicos locais.
UNESP 2021, sobre a indicação do carvão ativado, e SES/PE 2021, sobre intoxicação por lítio depois de uma gastroenterite, com gabarito e comentário.
Sumário
Da abordagem inicial às intoxicações medicamentosas, na ordem em que a apostila ensina.
Intoxicação exógena é o quadro causado por uma substância vinda de fora do organismo, como medicamentos, drogas de abuso, praguicidas, álcoois tóxicos, metais e gases. Na forma aguda, a abordagem prioriza a estabilização sobre a identificação do agente, com um ABCDE adaptado à toxicologia: o foco é o paciente, antes do veneno.
No paciente intoxicado, o Glasgow isolado não decide a intubação: quem protege a via aérea e usou depressor de ação curta, ou agente com antídoto rápido, pode ser monitorado de perto. Se intubar, rocurônio na suspeita de organofosforado. A glicemia capilar é sinal vital em todo paciente rebaixado, e o oxímetro de pulso pode dar leitura falsamente normal no monóxido de carbono.
Como a história costuma ser precária, o exame físico procura as toxíndromes, conjuntos de sinais que revelam a classe do agente. Pupila e pele resolvem boa parte: midríase com pele suada sugere simpaticomimético, midríase com pele seca, anticolinérgico, miose com paciente seco, opioide, e miose com paciente molhado, colinérgico.
Reconhecida a classe, entra o antídoto ou o método de eliminação certo: naloxona no opioide, atropina e pralidoxima no organofosforado, N-acetilcisteína no paracetamol, hidroxocobalamina no cianeto, bicarbonato de sódio no QRS alargado dos tricíclicos e hemodiálise para lítio, metanol, etilenoglicol e salicilatos graves.
Comparativo
Pupila, pele e secreções apontam a classe do agente antes de qualquer exame. A tabela junta os achados à conduta que a apostila indica.
| Toxíndrome | Pupilas | Pele e secreções | Agentes e conduta |
|---|---|---|---|
| Simpaticomimética | Midríase | Pele suada (diaforese) | Cocaína e anfetaminas; benzodiazepínico e nada de betabloqueador isolado |
| Anticolinérgica | Midríase acentuada | Pele e mucosas secas, pele quente e avermelhada | Atropina, anti-histamínicos e tricíclicos; benzodiazepínico e fisostigmina, nunca nos tricíclicos |
| Opioide | Miose puntiforme | Sem hipersecreção | Morfina, fentanil, metadona e tramadol; naloxona em doses pequenas até ventilação adequada |
| Colinérgica | Miose | Hipersecretiva: broncorreia, salivação, lacrimejamento e sudorese | Organofosforados e carbamatos; atropina, com pralidoxima nos organofosforados |
| Sedativo-hipnótica | Geralmente normais | Geralmente normal | Benzodiazepínicos, barbitúricos e etanol; suporte ventilatório e flumazenil de uso restrito |
| Serotoninérgica | Midríase | Diaforese | ISRS, IMAO e tricíclicos; suspensão dos fármacos, benzodiazepínico e cipro-heptadina |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, da sala de emergência à eliminação do tóxico.
Siga o ABCDE sem esperar o diagnóstico toxicológico, com luvas, óculos e avental para proteger a equipe. Monitore o ritmo cardíaco e avalie o ECG com a pressão arterial e o ultrassom à beira do leito; em assistolia ou fibrilação ventricular, siga o suporte avançado de vida.
A glicemia capilar é obrigatória em todo paciente com alteração mental, porque a hipoglicemia simula de agitação a coma. Examine pupilas, pele, secreções, ruídos intestinais e reflexos para encaixar o quadro em uma toxíndrome.
Colete dados com a equipe pré-hospitalar, testemunhas e registros, e peça aos acompanhantes frascos, embalagens, fichas de segurança e listas de prescrições do paciente e das pessoas próximas.
Retire o tóxico de roupas e pele. O carvão ativado, 50 a 100 g no adulto e 1 g/kg na criança, falha nos itens do PHAILS e é contraindicado com via aérea desprotegida, obstrução intestinal ou cáusticos. Irrigação intestinal com polietilenoglicol fica para liberação lenta e body packers; a lavagem gástrica é raramente indicada.
Naloxona em doses pequenas e repetidas no opioide, atropina e pralidoxima no organofosforado, N-acetilcisteína no paracetamol, hidroxocobalamina no cianeto e azul de metileno na meta-hemoglobinemia. A fisostigmina não entra nos tricíclicos, e o flumazenil não entra no coquetel do coma.
Alcalinização urinária com bicarbonato de sódio a 8,4%, 1 a 2 mEq/kg em bolus e depois infusão, para pH urinário acima de 7,5 em salicilatos e fenobarbital. Hemodiálise para lítio, metanol, etilenoglicol e salicilatos graves; hemoperfusão para teofilina e carbamazepina.
Perguntas frequentes
Medicamentos como paracetamol, tricíclicos, benzodiazepínicos, opioides, lítio e anestésicos locais; drogas como cocaína, anfetaminas e etanol; praguicidas organofosforados e carbamatos; álcoois tóxicos, como o metanol de solventes e o etilenoglicol de anticongelantes; metais como chumbo e mercúrio e o metaloide arsênico; o monóxido de carbono e o cianeto; e a naftalina.
É a emergência em que o paciente chega depois da exposição a um tóxico, muitas vezes com informação limitada sobre o agente. A abordagem começa pela estabilização com o ABCDE, segue pela busca da toxíndrome e termina na descontaminação, no antídoto e na eliminação. No lítio, por exemplo, a apostila separa a ingestão de dose elevada da intoxicação do usuário crônico que desidrata.
Na ingestão única, acima de 150 mg/kg, ou 7,5 g no total independentemente do peso, é potencialmente hepatotóxica. Alcoolistas e usuários de indutores enzimáticos, como a isoniazida, têm risco maior. O nível sérico colhido 4 horas após a ingestão vai para o nomograma de Rumack-Matthew.
Nas primeiras 24 horas, o paciente costuma estar assintomático ou com anorexia, náuseas e vômitos. Entre 24 e 72 horas, sobem as transaminases e aparece dor no hipocôndrio direito. No 3º e no 4º dia vem a insuficiência hepática, com icterícia, encefalopatia, coagulopatia, hipoglicemia e acidose metabólica. A N-acetilcisteína repõe a glutationa e é muito eficaz nas primeiras 8 a 10 horas.
Taquicardia, hipertermia, midríase acentuada, pele e mucosas secas, rubor, retenção urinária, ruídos intestinais diminuídos e delírio agitado, resumidos em louco como um chapeleiro, cego como morcego e seco como osso. A pele seca separa o quadro da síndrome simpaticomimética, que sua. O controle da agitação usa benzodiazepínico, e a fisostigmina é contraindicada na intoxicação por tricíclicos.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive R1: preparatório completo para a residência
Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
52 páginas com o ABCDE do intoxicado, descontaminação, antídotos, métodos de eliminação, toxíndromes, álcoois tóxicos, metais, monóxido de carbono, cianeto, paracetamol, lítio, anestésicos locais e questões comentadas, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…