Apostila gratuita · 28 páginas

Hepatites virais em PDF: hepatites A a E e a sorologia da hepatite B

Os cinco vírus pela fisiopatologia: marcadores da hepatite B com a janela imunológica, anti-HCV e HCV-RNA, critérios de hepatite fulminante, imunoglobulina hiperimune e esquemas de DAA. Seis questões comentadas, entre elas UFRJ 2025 e USP-RP 2018.

PDF de 4,9 MB. Gratuito.

Capa da apostila Hepatites virais: hepatites A, B, C, D e E em um tablet
Formato
Apostila · 28 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Gastroenterologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de hepatites virais em PDF cobre

Os cinco vírus lado a lado, com a sorologia e a conduta que mais caem na prova de residência.

  • Sorologia da hepatite B organizada

    HBsAg, anti-HBs, anti-HBc IgM e total, HBeAg e anti-HBe, com os perfis de hepatite aguda, crônica, curada e vacinada e a janela imunológica em que só o anti-HBc IgM é positivo.

  • Quando tratar e quando observar

    Critérios de antiviral na hepatite B aguda, quem tratar na B crônica, tratamento universal da hepatite C com sofosbuvir e as indicações da imunoglobulina hiperimune.

  • Seis questões comentadas

    UFRJ 2025, UFRJ 2016, USP-RP 2018, UESPI 2023, UERN 2022 e uma questão autoral Med-Review 2026, resolvidas dentro do capítulo, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 28 páginas

Da fisiopatologia comum aos cinco vírus até o resumo em 1 minuto.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela das hepatites A a E
  2. 02Introdução: dano imunomediado e fases aguda e crônica
  3. 03Transaminases acima de 1.000 U/L: diagnóstico diferencial
  4. 04Hepatite A: evolução e marcadores anti-HAV IgM e IgG
  5. 05Hepatite fulminante: critérios e manejo
  6. 06Questão estratégica: hepatite A colestática
  7. 07Hepatite B: cccDNA e marcadores sorológicos
  8. 08Janela imunológica, paciente suscetível e não respondedor à vacina
  9. 09Questão estratégica: vacinação ou infecção prévia
  10. 10Perfis sorológicos da hepatite B
  11. 11Tratamento da hepatite B e quem tratar
  12. 12Questão estratégica: hepatite B aguda
  13. 13Imunoglobulina hiperimune: as três indicações
  14. 14Hepatite C: diagnóstico em dois passos, APRI e antivirais de ação direta
  15. 15Hepatite D: coinfecção e superinfecção
  16. 16Hepatite E, questão autoral e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Hepatites virais: hepatites A, B, C, D e E
Página da apostila: os três pares de marcadores da hepatite B (superfície, core e replicação) e o que cada um indica.

Quais são as hepatites virais e o que separa cada uma?

A apostila de hepatites virais em PDF cobre os cinco vírus hepatotróficos: A e E, de RNA e transmissão fecal-oral; B, de DNA, com transmissão sexual, sanguínea e vertical; C, de RNA e transmissão parenteral, que cronifica na maioria dos casos; e D, que só infecta quem tem o HBsAg do vírus B.

HBsAg positivo significa que o vírus está presente; se persiste por mais de 6 meses, a hepatite B é crônica. Anti-HBs indica imunidade, por cura ou por vacina. Anti-HBc marca contato com o vírus selvagem: o IgM indica infecção aguda, e o IgG (ou total) fica positivo para o resto da vida. HBeAg indica alta replicação; anti-HBe, replicação baixa.

A vacina é feita só com o HBsAg recombinante, então o vacinado tem anti-HBs positivo e anti-HBc negativo, como na questão UFRJ 2016 da apostila. Quem curou a infecção tem os dois positivos. Na janela imunológica, o HBsAg já desapareceu e o anti-HBs ainda não subiu: o único marcador positivo pode ser o anti-HBc IgM.

Em adultos imunocompetentes, a hepatite B aguda é benigna em mais de 95% dos casos, e o tratamento é suporte. Antiviral (tenofovir ou entecavir) entra só com critério de gravidade: INR ≥ 1,5 ou encefalopatia, bilirrubina acima de 10 mg/dL ou sintomas por mais de 4 semanas. Imunoglobulina hiperimune é profilaxia pós-exposição e não trata doença instalada.

O anti-HCV indica contato e não separa infecção ativa de cicatriz; quem confirma é o HCV-RNA, e todo paciente com RNA detectável é tratado. Sofosbuvir com velpatasvir serve inclusive para Child B/C; sofosbuvir com daclatasvir fica para casos sem cirrose ou Child A. A cura é a RVS: RNA indetectável 12 semanas após o término.

Página da apostila Hepatites virais: hepatites A, B, C, D e E

Comparativo

Hepatites A a E: o que diferencia cada vírus

Genoma, transmissão, cronificação, marcador de doença ativa e tratamento dos cinco vírus hepatotróficos.

Principais diferenças entre os vírus das hepatites A, B, C, D e E. Fonte: apostila Med-Review R1, “Hepatites virais: hepatites A, B, C, D e E”.
VírusGenoma e transmissãoCronificaçãoMarcador de doença ativaTratamento
Hepatite ARNA; fecal-oralNão cronifica; só forma agudaAnti-HAV IgMSuporte
Hepatite BDNA; sexual, sangue e verticalNa maioria dos casos de transmissão vertical; o adulto elimina o vírus em mais de 95%HBsAg; anti-HBc IgM na fase agudaTenofovir (1ª escolha) ou entecavir, quando há critério
Hepatite CRNA; parenteralNa maioria dos casosHCV-RNA (anti-HCV é só triagem)Universal: sofosbuvir com velpatasvir ou daclatasvir
Hepatite DRNA incompleto; depende do HBsAgCoinfecção: < 5%; superinfecção: cirrose rápidaAnti-HDV total, confirmado por HDV-RNAInterferon peguilado por 48 semanas ou bulevirtida
Hepatite ERNA; fecal-oral ou zoonóticaSó em imunossuprimidosAnti-HEV IgM; HEV-RNA no imunossuprimidoSuporte; ribavirina em casos graves ou crônicos

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como ler a sorologia das hepatites virais, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila apresenta os vírus, do caso agudo ao portador crônico.

  1. Classifique a hepatite aguda com transaminases acima de 1.000

    Transaminases acima de 1.000 U/L indicam necrose extensa: hepatite viral aguda (ALT geralmente maior que AST, pródromo antes da icterícia), hepatite isquêmica (LDH muito elevada, história de choque) ou paracetamol (frequentemente acima de 3.500 U/L). Hepatite alcoólica quase nunca passa de 500 U/L.

  2. Feche a hepatite A pelo anti-HAV IgM

    Anti-HAV IgM positivo com icterícia é hepatite A aguda; ele fica detectável por 3 a 6 meses. IgG positivo com IgM negativo é imunidade, por infecção prévia ou vacina. Se o laboratório só dosa anti-HAV total, total positivo com IgM negativo também indica imunidade.

  3. Monte o perfil da hepatite B

    HBsAg e anti-HBc IgM positivos: hepatite B aguda. HBsAg com anti-HBc total positivos: crônica. Anti-HBs e anti-HBc total positivos: cura. Só anti-HBs positivo: vacina. Tudo negativo: suscetível, com vacinação imediata em 3 doses (0, 1 e 6 meses).

  4. Reconheça a hepatite fulminante

    AST e ALT acima de 1.000, INR acima de 1,5 e encefalopatia em paciente sem cirrose prévia definem insuficiência hepática aguda: UTI, contato imediato com centro transplantador e suporte, evitando sedativos. Na hepatite A, o risco aumenta acima de 50 anos e com hepatopatia prévia.

  5. Confirme a hepatite C pelo HCV-RNA

    Anti-HCV é triagem e demora de 2 a 6 meses para positivar. HCV-RNA confirma infecção ativa e aparece 1 a 2 semanas após a exposição. Estadie a fibrose pelo APRI: abaixo de 1, tratamento simplificado na atenção básica; 1 ou mais, encaminhamento ao especialista.

  6. Pesquise o vírus D em todo HBsAg positivo

    Idealmente, todo portador de hepatite B crônica deve ser testado para hepatite D ao menos uma vez, com anti-HDV total e confirmação por HDV-RNA. O anti-HBc IgM separa coinfecção, em que é positivo, de superinfecção, em que a infecção pelo HBV já é crônica.

  7. Peça HEV-RNA no imunossuprimido

    Hepatite aguda não A, não B e não C, gestante com forma grave ou imunossuprimido com enzimas alteradas sugerem hepatite E. No imunossuprimido, o anti-HEV IgM pode ser falso-negativo: peça HEV-RNA no sangue ou nas fezes. Detecção por mais de 6 meses define cronicidade.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre hepatites virais na prova de residência

Quantas hepatites virais existem?

A apostila trata das cinco hepatites causadas por vírus hepatotróficos: A, B, C, D e E. A e E têm transmissão fecal-oral e, em regra, evolução aguda; B, C e D podem cronificar. A hepatite D só existe com o HBsAg presente, porque o vírus D usa o envelope do vírus B. A hepatite E cronifica apenas em imunossuprimidos.

O que significa anti-HBs reagente?

Anti-HBs positivo indica imunidade contra a hepatite B, por cura ou por vacina. Para separar as duas, olhe o anti-HBc: positivo em quem curou, negativo no vacinado, porque a vacina contém só o HBsAg recombinante. Um exame antigo com anti-HBs de 10 mUI/mL ou mais define imunidade permanente, mesmo com o exame atual negativo.

O que indica o HBeAg na hepatite B?

HBeAg positivo indica alta replicação viral e alta infectividade; anti-HBe positivo indica que a replicação baixou. Na hepatite B crônica, idade acima de 30 anos com HBeAg positivo está entre os critérios de tratamento, ao lado de ALT aumentada com carga viral de 2.000 UI/mL ou mais, fibrose avançada ou cirrose, imunossupressão, coinfecção e história familiar de CHC.

Quando tratar a hepatite B aguda com antiviral?

Só com risco de forma fulminante ou evolução arrastada: INR ≥ 1,5 ou encefalopatia, bilirrubina acima de 10 mg/dL ou sintomas por mais de 4 semanas. Fora disso, a conduta é suporte e seguimento clínico, como na questão USP-RP 2018 da apostila, em que o paciente tinha INR de 1,1 e bom estado geral.

Qual o objetivo do tratamento da hepatite C?

Erradicar o vírus. O alvo é a resposta virológica sustentada (RVS), HCV-RNA indetectável 12 semanas após o fim do tratamento, tema da questão UERN 2022 da apostila. Diferente do HBV, o HCV não tem cccDNA no núcleo. Com cirrose prévia, o risco de CHC diminui sem zerar, e o rastreio com USG a cada 6 meses continua.

Qual a diferença entre coinfecção e superinfecção pela hepatite D?

Na coinfecção, o paciente adquire B e D juntos: risco alto de hepatite fulminante, mas cronificação baixa, abaixo de 5%. Na superinfecção, o portador de hepatite B crônica adquire o D, que usa o HBsAg abundante para replicar, com evolução rápida para cirrose. O anti-HBc IgM positivo aponta coinfecção.

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    Clínica Médica

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    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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