Apostila gratuita · 19 páginas

Coledocolitíase e colangite aguda: tríade de Charcot, Tokyo e CPRE

Coledocolitíase primária e secundária, estratificação de risco ASGE 2019, colangiorressonância e CPRE. Na colangite, tríade de Charcot, pêntade de Reynolds, critérios e graus do Tokyo 2018 e tempo de drenagem. Questões UNIFESP 2021 e FAMERP 2024 comentadas.

PDF de 4,6 MB. Gratuito.

Capa da apostila Coledocolitíase e colangite aguda: do cálculo à sepse biliar em um tablet
Formato
Apostila · 19 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Fígado e vias biliares
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de vias biliares cobre

Do cálculo que migra para o colédoco à sepse biliar, na sequência de raciocínio que a prova cobra.

  • ASGE 2019 em três faixas de risco

    Alto risco (acima de 50%) vai direto para CPRE; risco intermediário (10% a 50%) pede colangiorressonância antes; baixo risco (abaixo de 10%) segue para colecistectomia sem investigar o colédoco.

  • Charcot, Reynolds e Tokyo 2018

    A tríade de Charcot, a pêntade de Reynolds, os três pilares do diagnóstico e os critérios dos graus I, II e III, com o tempo de drenagem de cada grau.

  • Duas questões comentadas

    UNIFESP 2021 (momento da colecistectomia após a CPRE) e FAMERP 2024 (classificação de Tokyo), com análise de cada alternativa e uma prescrição de colangite aguda.

Sumário

O que tem dentro das 19 páginas

Da pedra no colédoco à drenagem de emergência, na ordem da apostila.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades (ASGE e Tokyo)
  2. 02Coledocolitíase primária, secundária, residual e recorrente
  3. 03Quadro clínico: icterícia flutuante, colúria, acolia e prurido
  4. 04O algoritmo ASGE 2019: alto, médio e baixo risco
  5. 05Diagnóstico por imagem: USG, colangiorressonância e CPRE
  6. 06Questão estratégica: conduta no alto risco
  7. 07Colangite aguda: fisiopatologia e microbiologia
  8. 08Tríade de Charcot e pêntade de Reynolds
  9. 09Tokyo 2018: critérios diagnósticos
  10. 10Tokyo 2018: classificação de gravidade
  11. 11Manejo inicial: suporte, antibiótico e drenagem da via biliar
  12. 12CPRE, drenagem transhepática percutânea e cirurgia
  13. 13Colecistectomia na mesma internação
  14. 14Questão estratégica: classificação de Tokyo
  15. 15Revisão final e resumo em 1 minuto
  16. 16Prescrição na prática: colangite aguda
Página interna da apostila sobre Coledocolitíase e colangite aguda: do cálculo à sepse biliar
Página da apostila: abertura do capítulo de colangite aguda, com a tríade da fisiopatologia, a microbiologia e a tríade de Charcot.

O que é a tríade de Charcot e a pêntade de Reynolds?

A tríade de Charcot é a apresentação clássica da colangite aguda: febre, com ou sem calafrios, icterícia e dor abdominal no hipocôndrio direito. Aparece em 50% a 75% dos pacientes e indica infecção local. A pêntade de Reynolds soma hipotensão e confusão mental, sinais de choque séptico e de colangite grave.

A tríade de Charcot sugere colangite, mas o diagnóstico formal segue o Tokyo 2018: um item de cada pilar. Inflamação sistêmica (febre acima de 38 °C, calafrios, leucócitos acima de 10.000 ou abaixo de 4.000/mm³, PCR ≥ 1 mg/dL), colestase (bilirrubinas acima de 2 ou enzimas hepáticas alteradas) e imagem (dilatação da via biliar ou etiologia visível). Dois de três pilares definem suspeita.

A colangite nasce de três passos: obstrução da via biliar, geralmente por coledocolitíase, aumento da pressão intraluminal e translocação e proliferação bacteriana. Predominam Gram-negativos entéricos, com Escherichia coli como principal, seguida de Klebsiella e Enterobacter. Enterococcus e anaeróbios, como Bacteroides, aparecem em idosos e em infecções graves.

O grau de Tokyo define o tempo da drenagem. Grau III (ao menos um critério de disfunção orgânica) exige drenagem de emergência; grau II (ao menos dois critérios de risco) pede drenagem precoce, em 24 a 48h; grau I começa com antibiótico e drena se não houver resposta após 24h ou de forma eletiva. A pêntade de Reynolds corresponde ao grau III.

Sem infecção, a coledocolitíase segue a estratificação da ASGE. Alto risco, acima de 50%: cálculo visível no colédoco ao USG, colangite aguda ou bilirrubina total acima de 4 mg/dL com colédoco dilatado; vai direto para CPRE terapêutica. Risco intermediário pede colangiorressonância, ecoendoscopia ou colangiografia intraoperatória; baixo risco segue para colecistectomia laparoscópica.

Página da apostila Coledocolitíase e colangite aguda: do cálculo à sepse biliar

Comparativo

Da tríade de Charcot ao grau III de Tokyo

O que define cada quadro e a conduta correspondente, da coledocolitíase sem infecção à sepse biliar.

Quadros clínicos e graus de gravidade do Tokyo 2018 com a conduta de cada um. Fonte: apostila Med-Review R1, “Coledocolitíase e colangite aguda: do cálculo à sepse biliar”.
QuadroO que defineConduta
Coledocolitíase sem infecçãoIcterícia flutuante, colúria, acolia fecal e pruridoEstratificação ASGE: CPRE direta, colangiorressonância antes ou colecistectomia
Tríade de CharcotFebre, icterícia e dor em hipocôndrio direito; 50% a 75% dos casosAntibiótico e drenagem da via biliar conforme o grau de Tokyo
Pêntade de ReynoldsCharcot somada a hipotensão e confusão mentalSepse biliar: drenagem de emergência
Tokyo grau I (leve)Não se enquadra em grau II nem IIIAntibiótico; drenagem se não houver resposta em 24h ou eletiva
Tokyo grau II (moderado)Dois ou mais: leucócitos > 12.000 ou < 4.000, febre ≥ 39 °C, bilirrubina > 5, hipoalbuminemia, idade ≥ 75 anosDrenagem precoce, em 24 a 48h
Tokyo grau III (grave)Um ou mais: hipotensão com droga vasoativa, rebaixamento de consciência, PaO2/FiO2 < 300, oligúria ou creatinina > 2,0, RNI > 1,5, plaquetas < 100.000/mm³Drenagem de emergência, assim que houver condições respiratórias e circulatórias mínimas

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Da icterícia à drenagem da via biliar, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, do cálculo no colédoco à colecistectomia.

  1. Reconheça a síndrome colestática

    Icterícia flutuante, colúria e acolia fecal sugerem coledocolitíase. A icterícia oscila porque o cálculo se move ou o edema cede; nas neoplasias ela é progressiva e contínua. Em 90% dos casos a coledocolitíase é secundária, com cálculo vindo da vesícula.

  2. Estratifique o risco pela ASGE 2019

    Alto risco (cálculo visível no colédoco, colangite aguda, ou bilirrubina total acima de 4 mg/dL com colédoco dilatado) vai para CPRE. Alterações de enzimas, idade acima de 55 anos ou via biliar acima de 6 mm definem risco intermediário.

  3. Confirme antes no risco intermediário

    A colangiorressonância é a opção padrão: não invasiva, usa a bile como contraste em T2 e mostra o cálculo como falha de enchimento, com sensibilidade de 95%. Ecoendoscopia e colangiografia intraoperatória são alternativas. No baixo risco, colecistectomia direta.

  4. Procure Charcot e Reynolds

    Febre, icterícia e dor no hipocôndrio direito formam a tríade de Charcot e indicam colangite. Hipotensão e confusão mental somadas formam a pêntade de Reynolds, quadro de choque séptico e emergência de grau III.

  5. Feche o diagnóstico e o grau pelo Tokyo 2018

    Confirme com um item de inflamação sistêmica, um de colestase e um de imagem. Classifique: ao menos um critério de disfunção orgânica faz grau III; ao menos dois critérios de risco, como leucócitos acima de 12.000 e bilirrubina acima de 5, fazem grau II.

  6. Estabilize e comece o antibiótico na primeira hora

    Hidratação venosa vigorosa, monitorização, analgesia e jejum para a endoscopia. O antibiótico entra na primeira hora, com cobertura de Gram-negativos entéricos e anaeróbios, como ceftriaxona com metronidazol ou piperacilina-tazobactam.

  7. Drene pela CPRE e retire a vesícula

    A CPRE com papilotomia é o padrão-ouro de drenagem; se falhar, drenagem transhepática percutânea, e a cirurgia aberta fica por último. Na coledocolitíase secundária, a colecistectomia videolaparoscópica vem na mesma internação, cerca de 24 a 72 horas após a CPRE.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre tríade de Charcot, colangite e coledocolitíase na prova

Quais são os critérios de Tokyo para colangite?

O Tokyo 2018 exige um item de cada pilar: inflamação sistêmica (febre acima de 38 °C, calafrios, leucocitose ou leucopenia, PCR ≥ 1 mg/dL), colestase (bilirrubinas acima de 2 ou enzimas hepáticas alteradas) e imagem (dilatação da via biliar ou etiologia visível). Dois pilares fazem suspeita. A gravidade vai do grau I ao III e define o tempo da drenagem.

Qual a diferença entre colecistite e colangite?

A colecistite é a inflamação da vesícula biliar, tema da apostila Vias biliares I. A colangite aguda é a infecção bacteriana das vias biliares que se instala sobre uma obstrução, geralmente coledocolitíase, e pode evoluir rápido para sepse. Na colangite, a tríade de Charcot (febre, icterícia e dor em hipocôndrio direito) é o quadro clássico, e a drenagem da via biliar é o tratamento definitivo.

Qual o exame padrão-ouro na coledocolitíase e na colangite?

Para diagnosticar coledocolitíase no risco intermediário, a colangiorressonância é o padrão-ouro não invasivo, com sensibilidade de 95%. O USG é o primeiro exame e vê a dilatação acima de 6 mm, mas costuma não ver a pedra por causa dos gases. A CPRE confirma e retira o cálculo e é o padrão-ouro de drenagem na colangite.

Qual bilirrubina aumenta na coledocolitíase?

A bilirrubina direta. A obstrução do colédoco interrompe o fluxo de bile para o duodeno e produz icterícia colestática; a bilirrubina direta no sangue é filtrada pelo rim e escurece a urina (colúria), e a falta de bile no intestino causa acolia fecal. Na questão FAMERP 2024 da apostila, a bilirrubina total era 6,0 mg/dL, com 4,8 de direta.

Quando fazer a colecistectomia depois da CPRE?

Na mesma internação, idealmente 24 a 72 horas após a CPRE, segundo a apostila com base em SAGES e ASGE. Esperar 4 a 6 semanas expõe o paciente a cerca de 20% de eventos biliares recorrentes, como nova cólica, colangite, colecistite ou pancreatite. Esse é o ponto da questão UNIFESP 2021 comentada no material, com gabarito na letra A.

Qual a diferença entre coledocolitíase primária, secundária, residual e recorrente?

A secundária é a mais comum (90% dos casos): o cálculo se forma na vesícula e migra para o colédoco. A primária é rara (1% a 5%), com cálculo pigmentar marrom formado no próprio colédoco. No colecistectomizado, cálculo diagnosticado em menos de 2 anos é residual; depois de 2 anos, é recorrente, formado de novo por estase ou infecção.

O material é gratuito mesmo?

Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.

Preciso ser aluno da Med-Review para baixar?

Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.

Onde aprofundar

Extensive R1: preparatório completo para a residência

Aulas, questões comentadas, flashcards e cronograma por banca no Planner Flow.

Conhecer o Extensive

Quem ensina

Quem vai te guiar para a residência médica

Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Arraste para o lado para ver toda a equipe

Baixe a apostila completa em PDF

19 páginas com a estratificação ASGE, a tríade de Charcot, os critérios e graus do Tokyo 2018, a CPRE e duas questões comentadas, em PDF gratuito.

Rolar para cima