Apostila gratuita · 31 páginas

Etiologia das hepatopatias: hepatite autoimune, colangite biliar primária, colangite esclerosante, hemocromatose, Wilson e Budd-Chiari

O segundo escalão das causas de cirrose, depois de álcool, doença hepática esteatótica metabólica e vírus:hepatite autoimune tipos 1 e 2, colangite biliar primária e AMA, colangite esclerosante primária e retocolite, hemocromatose pelos 6 H's, doença de Wilson e síndrome de Budd-Chiari. Seis questões comentadas, entre elas ENARE 2025, UERJ 2025 e SUS-SP 2024.

PDF de 8,7 MB. Gratuito.

Capa da apostila Etiologia das hepatopatias: mecanismos de lesão e evolução para cirrose em um tablet
Formato
Apostila · 31 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Gastroenterologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de etiologia das hepatopatias cobre

As causas autoimunes, metabólicas e vasculares de cirrose, cada uma com seu perfil, marcador e tratamento.

  • Do padrão laboratorial ao diagnóstico

    Colestase, com FA e GGT altas, aponta para colangite biliar ou esclerosante. Padrão hepatocelular, com AST e ALT altas, aponta para hepatite autoimune, hemocromatose ou Wilson.

  • O marcador de cada etiologia

    FAN e antimúsculo liso ou anti-LKM1 na hepatite autoimune, AMA na colangite biliar primária, p-ANCA e contas de rosário na esclerosante, saturação de transferrina acima de 45% na hemocromatose e ceruloplasmina baixa na Wilson.

  • Questões de ENARE, UERJ e SUS-SP

    ENARE 2025 de colangite biliar primária e de Wilson, UERJ 2019 de hepatite autoimune, SUS-SP 2024 de hemocromatose e UERJ 2025 de Budd-Chiari, todas com comentário e gabarito.

Sumário

O que tem dentro das 31 páginas

Das doenças autoimunes às metabólicas e vasculares, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: marcador e tratamento de cada etiologia
  2. 02O caminho comum para a cirrose
  3. 03Causas autoimunes e metabólicas de cirrose
  4. 04Hepatite autoimune: tipos 1 e 2, autoanticorpos e hepatite de interface
  5. 05Colangite biliar primária: AMA e ácido ursodesoxicólico
  6. 06Colangite esclerosante primária: retocolite e contas de rosário
  7. 07Hemocromatose hereditária: HFE, os 6 H's e flebotomia
  8. 08Doença de Wilson: ATP7B, ceruloplasmina e quelantes de cobre
  9. 09Síndrome de Budd-Chiari: lobo caudado, anticoagulação e TIPS
  10. 10Esquistossomose e a hipertensão portal pré-sinusoidal
  11. 11Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Etiologia das hepatopatias: mecanismos de lesão e evolução para cirrose
Página da apostila: a colangite biliar primária, com a paciente típica, os 2 de 3 critérios diagnósticos, o AMA positivo e o ácido ursodesoxicólico.

O que é colangite biliar primária?

A colangite biliar primária (CBP) é uma doença colestática crônica causada pela destruição autoimune dos pequenos ductos biliares intra-hepáticos, os microscópicos. Como os grandes ductos não são afetados, o ultrassom e a colangiorressonância geralmente são normais. O diagnóstico pede 2 de 3 critérios: fosfatase alcalina acima de 1,5 vez o limite por mais de 6 meses, antimitocôndria (AMA) positivo e colangite destrutiva não supurativa na histologia.

A paciente típica é a mulher de 40 a 60 anos com prurido, pior à noite, e fadiga desproporcional; pode haver xantelasmas pela hipercolesterolemia da colestase. O AMA está presente em 95% dos casos e, com fosfatase alcalina alta, dispensa a biópsia. O tratamento de escolha é o ácido ursodesoxicólico, que retarda a progressão para cirrose e transplante.

A apostila contrapõe a CBP à colangite esclerosante primária. A CEP acomete ductos intra e extra-hepáticos, predomina em homens jovens e se associa a doença inflamatória intestinal, principalmente retocolite ulcerativa, em cerca de 70% a 80% dos casos. A colangiografia mostra estenoses e dilatações alternadas, o aspecto em contas de rosário, e o p-ANCA costuma ser positivo, sem um anticorpo patognomônico como o AMA.

A CBP é uma das causas de cirrose do segundo escalão, ao lado de hepatite autoimune, colangite esclerosante, hemocromatose, doença de Wilson e Budd-Chiari: menos comuns que álcool, doença hepática esteatótica metabólica e hepatites virais, e queridas das bancas por terem marcadores muito específicos.

Página da apostila Etiologia das hepatopatias: mecanismos de lesão e evolução para cirrose

Comparativo

Causas de cirrose além de álcool e vírus: perfil, marcador e tratamento

O reconhecimento de padrões que a apostila ensina para cada etiologia.

Perfil típico, marcador ou achado característico e tratamento principal de cada etiologia. Fonte: apostila Med-Review R1, “Etiologia das hepatopatias: mecanismos de lesão e evolução para cirrose”.
DoençaPerfil típicoMarcador ou achadoTratamento principal
Hepatite autoimuneMulher jovem ou de meia-idade (tipo 1); crianças e adolescentes (tipo 2)FAN e antimúsculo liso (tipo 1), anti-LKM1 (tipo 2), IgG alta e hepatite de interfacePrednisona na indução e azatioprina na manutenção
Colangite biliar primáriaMulher de 40 a 60 anos com prurido e fadigaAntimitocôndria (AMA) positivo e fosfatase alcalina altaÁcido ursodesoxicólico
Colangite esclerosante primáriaHomem jovem com retocolite ulcerativap-ANCA e contas de rosário na colangiografiaDilatação endoscópica de estenoses e transplante
Hemocromatose hereditáriaHomem acima de 40 a 50 anosSaturação de transferrina acima de 45%, ferritina alta e mutação C282Y do HFEFlebotomia, mantendo a ferritina entre 50 e 100 ng/mL
Doença de WilsonJovem de 5 a 35 anos com sintomas neuropsiquiátricosCeruloplasmina baixa, cobre urinário alto e anel de Kayser-FleischerD-penicilamina ou trientina, zinco e transplante
Síndrome de Budd-ChiariTrombofilia, anticoncepcional oral ou doença mieloproliferativaDoppler sem fluxo nas veias hepáticas e lobo caudado hipertrofiadoAnticoagulação, TIPS e transplante

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar a etiologia de uma hepatopatia, passo a passo

O raciocínio da apostila, da enzima alterada ao tratamento específico.

  1. Exclua primeiro as grandes causas

    Diante de enzimas hepáticas alteradas, pergunte por etilismo, obesidade, diabetes, dislipidemia e vírus. Só com tudo isso negativo a investigação segue para as causas autoimunes, metabólicas e vasculares.

  2. Defina o padrão laboratorial

    Fosfatase alcalina e GGT dominando o quadro indicam colestase; AST e ALT proporcionalmente mais altas indicam lesão hepatocelular.

  3. Na colestase, olhe a via biliar

    Vias biliares normais com AMA positivo em mulher de meia-idade fecham colangite biliar primária. Estenoses e dilatações em contas de rosário em homem com retocolite apontam para colangite esclerosante; com retocolite associada, a colonoscopia passa a ser anual pelo risco de câncer colorretal.

  4. No padrão hepatocelular, peça os marcadores

    FAN e antimúsculo liso ou anti-LKM1 com hipergamaglobulinemia IgG sugerem hepatite autoimune. Saturação de transferrina acima de 45% e ferritina alta sugerem hemocromatose. Ceruloplasmina abaixo de 20 mg/dL, cobre urinário acima de 100 mcg em 24 horas e anel de Kayser-Fleischer sugerem Wilson.

  5. Na ascite com proteína alta, pense em Budd-Chiari

    Dor abdominal, ascite volumosa e hepatomegalia dolorosa formam a tríade da forma aguda. O líquido ascítico costuma ter proteína acima de 2,5 g/dL e GASA acima de 1,1. O Doppler mostra ausência de fluxo nas veias hepáticas, e a tomografia, o lobo caudado hipertrofiado.

  6. Trate conforme a etiologia

    Prednisona e azatioprina na hepatite autoimune, ácido ursodesoxicólico na colangite biliar primária, flebotomia na hemocromatose e quelante de cobre com zinco na Wilson. No Budd-Chiari, anticoagulação por tempo indefinido, TIPS se não houver resposta e transplante na falência.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre etiologia das hepatopatias na prova

Quais são os sintomas da colangite biliar primária?

Prurido, pior à noite, e fadiga desproporcional são os sintomas clássicos de apresentação, em geral numa mulher de meia-idade. Pode haver xantelasmas pela hipercolesterolemia associada à colestase. Na doença avançada aparecem icterícia e sinais de hipertensão portal, como a plaquetopenia.

O que é a doença de Wilson?

É uma doença genética autossômica recessiva por mutação do gene ATP7B, que deixa de excretar o cobre na bile e de ligá-lo à ceruloplasmina. O cobre livre se deposita no fígado, nos gânglios da base e na córnea. A ceruloplasmina baixa funciona como marcador; a toxicidade vem do cobre livre, não ligado à ceruloplasmina.

Como a doença de Wilson aparece nos olhos?

Pelo anel de Kayser-Fleischer, depósito de cobre na córnea pesquisado com lâmpada de fenda. Ele integra a tríade da doença com a hepatopatia e as manifestações neuropsiquiátricas. Parkinsonismo em jovem, ou hemólise com Coombs negativo em hepatopata, deve levar a investigar Wilson.

Qual o tratamento da doença de Wilson?

Quelantes de cobre, D-penicilamina ou trientina, que é menos tóxica, aumentam a excreção urinária do cobre. A D-penicilamina pede reposição de piridoxina. Os sais de zinco reduzem a absorção intestinal e servem para manutenção, e o transplante hepático é curativo porque o defeito genético está no hepatócito.

Qual o medicamento para hepatite autoimune?

O esquema padrão é a indução com corticoide, como a prednisona, seguida de azatioprina para manutenção e para poupar corticoide. A hepatite autoimune responde muito bem à imunossupressão, e o prognóstico é excelente quando tratada antes da cirrose descompensada. O ácido ursodesoxicólico é a droga da colangite biliar primária, não da hepatite autoimune.

Como diagnosticar hepatite autoimune?

Exclua vírus, álcool e medicamentos e procure três peças: autoanticorpos, com FAN e/ou antimúsculo liso no tipo 1 e anti-LKM1 no tipo 2; hipergamaglobulinemia policlonal IgG; e hepatite de interface na biópsia. O tipo 1, de mulheres jovens ou de meia-idade, responde por quase 80% dos casos.

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    Vitor Arienzo

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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