Apostila gratuita · 28 páginas

Cirurgia bariátrica e metabólica: indicações do CFM, sleeve, bypass, síndrome de dumping e complicações do pós-operatório

Enterormônios, critérios de indicação do CFM, cirurgia metabólica no IMC de 30 a 34,9, contraindicações, balão intragástrico, sleeve, bypass em Y de Roux e duodenal switch, fístula e o sinal da taquicardia, sangramento e TEP, dumping precoce e tardio, hérnia de Petersen, deficiências nutricionais e Wernicke. Questões comentadas, entre elas HSL 2024 e USP 2020.

PDF de 2,7 MB. Gratuito.

Capa da apostila Cirurgia bariátrica e metabólica em um tablet
Formato
Apostila · 28 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Aparelho digestivo
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de cirurgia bariátrica cobre

Da indicação pela resolução do CFM às complicações tardias, com o raciocínio que a banca usa para escolher a técnica.

  • Indicações pela resolução do CFM

    IMC a partir de 40 com indicação direta, de 35 a 39,9 com comorbidade agravada pela obesidade e de 30 a 34,9 na cirurgia metabólica, sempre após falha comprovada do tratamento clínico.

  • Sleeve ou bypass pelo perfil

    O sleeve preserva antro e piloro e derruba a grelina; o bypass é a escolha no DM2 grave e na DRGE severa. Esofagite erosiva grave e esôfago de Barrett contraindicam o sleeve.

  • Questões comentadas de residência

    HSL 2024, sobre a escolha da técnica na paciente com refluxo Los Angeles C e diabetes, e USP 2020, sobre taquicardia no 3º dia de pós-operatório, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 28 páginas

Da fisiologia da obesidade ao seguimento nutricional, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de temas e condutas
  2. 02Definição de obesidade e panorama epidemiológico
  3. 03Enterormônios: grelina, GLP-1 e PYY
  4. 04Critérios de indicação segundo a resolução do CFM
  5. 05Cirurgia metabólica: o paciente com DM2 e IMC menor
  6. 06Contraindicações absolutas e relativas
  7. 07Métodos restritivos: balão intragástrico e gastrectomia vertical (sleeve)
  8. 08Método misto: bypass gástrico em Y de Roux
  9. 09Questão estratégica: seleção da técnica cirúrgica
  10. 10Métodos disabsortivos: duodenal switch e derivação biliopancreática
  11. 11Complicações precoces: fístulas, deiscências e o sinal da taquicardia
  12. 12Questão estratégica: complicações pós-operatórias precoces
  13. 13Sangramento da linha de grampeamento e TEP
  14. 14Síndrome de dumping precoce e tardia
  15. 15Hérnias internas e o espaço de Petersen
  16. 16Deficiências nutricionais e encefalopatia de Wernicke
  17. 17Questão estratégica: complicações nutricionais e metabólicas
  18. 18Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Cirurgia bariátrica e metabólica
Página da apostila: as deficiências de ferro, vitamina B12, cálcio e vitamina D depois da cirurgia e a tríade da encefalopatia de Wernicke por falta de tiamina.

O que é síndrome de dumping?

Síndrome de dumping é o conjunto de sintomas causado pela chegada abrupta de quimo hiperosmolar, rico em carboidratos simples, ao intestino delgado proximal depois de uma cirurgia que altera ou remove o mecanismo pilórico de esvaziamento gástrico. É uma das complicações tardias mais cobradas da cirurgia bariátrica, frequente sobretudo após o bypass gástrico em Y de Roux.

O dumping precoce aparece de 15 a 30 minutos após a refeição. O quimo hiperosmolar puxa líquido do compartimento intravascular para a luz intestinal, distende a alça e libera peptídeos vasoativos, como serotonina e bradicinina. O quadro soma sintomas gastrointestinais, como cólica, náuseas, borborigmos e diarreia explosiva, a sintomas vasomotores: palpitação, taquicardia, rubor facial, sudorese profusa e hipotensão.

O dumping tardio aparece de 1 a 3 horas após comer. A absorção acelerada de glicose gera um pico glicêmico e uma liberação desproporcional de insulina, que continua circulando e provoca hipoglicemia reativa: sudorese fria, tremor, tontura, visão turva, confusão mental e síncope. O tratamento inicial das duas formas é dietético: fracionar as refeições, cortar carboidratos simples e não beber líquidos junto com os sólidos, esperando de 30 a 40 minutos após comer. Nos casos refratários, octreotide.

Cólica e palpitação até 30 minutos depois de comer é dumping precoce; hipoglicemia de 1 a 3 horas depois do doce é dumping tardio.

Página da apostila Cirurgia bariátrica e metabólica

Comparativo

Complicações da cirurgia bariátrica e a pista de cada uma

A banca dá o tempo de pós-operatório e um sinal clínico. A tabela junta as complicações da apostila com a conduta inicial.

Complicações da cirurgia bariátrica, momento de aparecimento, pista na prova e conduta. Fonte: apostila Med-Review R1, “Cirurgia bariátrica e metabólica”.
ComplicaçãoQuando aparecePista na provaConduta
Fístula ou deiscênciaDo 2º ao 5º diaTaquicardia sustentada acima de 120 bpm, antes da febre e da dor; no sleeve, logo abaixo do ângulo de HisEstável: TC de abdome com duplo contraste; instável ou com peritonite: reoperação
Sangramento da linha de grampeamentoPrimeiras 24 a 48 horasHematêmese ou melena, ou queda de hemoglobina e sangue vivo no drenoEstável: expansão e suspensão temporária da profilaxia antitrombótica; instável: reoperação laparoscópica
TEPPós-operatórioDispneia súbita, dor torácica pleurítica e hipoxemiaAngio-TC de tórax e anticoagulação plena
Dumping tardioDe 1 a 3 horas após comerTontura, sudorese fria e desmaio depois de um doceDieta: fracionar e cortar carboidratos simples
Hérnia interna (Petersen)Meses a anos após o bypassCólica recorrente após comer ou obstrução; sinal do redemoinho na TCCirurgia de emergência e fechamento dos defeitos mesentéricos
Encefalopatia de WernickeApós vômitos refratáriosAtaxia de marcha, confusão mental e alteração da motilidade ocularTiamina EV em altas doses antes de qualquer soro glicosado

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como indicar a cirurgia bariátrica e escolher a técnica, passo a passo

O raciocínio da apostila, da elegibilidade pelo CFM à vigilância do pós-operatório.

  1. Comprove a falha do tratamento clínico

    É o ponto de partida obrigatório: falta de resposta aos protocolos clínicos conduzidos por equipe multidisciplinar, com concordância de que o manejo clínico isolado deixou de ser eficaz para aquela gravidade de doença.

  2. Enquadre o IMC

    IMC a partir de 40 tem indicação direta, com ou sem comorbidade. De 35 a 39,9, exige ao menos uma doença agravada pela obesidade que melhore com a perda de peso. A partir de 60, o paciente é elegível, mas o hospital precisa de estrutura física e equipe preparadas.

  3. Considere a cirurgia metabólica

    Com IMC de 30 a 34,9 e refratariedade clínica, a indicação vem de condições como DM2, doença cardiovascular grave com lesão de órgão-alvo, doença renal crônica precoce com DM2, apneia grave, doença hepática gordurosa (MASLD) com fibrose comprovada, indicação de transplante, DRGE com indicação cirúrgica ou osteoartrose grave.

  4. Confira idade e contraindicações

    A partir de 16 anos valem os critérios do adulto; de 14 a 16 incompletos, só em caráter excepcional, com IMC acima de 40 e risco iminente à vida. Contraindicam: doença ainda controlável clinicamente, abuso ativo de álcool ou drogas, gestação e incapacidade de aderir ao seguimento. Déficit cognitivo não é contraindicação absoluta.

  5. Escolha a técnica pelo perfil

    DRGE grave, esôfago de Barrett ou DM2 grave apontam para o bypass. O sleeve serve a IMC menos elevado, extremos de idade, múltiplas aderências e a quem precisa de vigilância endoscópica futura do estômago e do duodeno. Banda gástrica e cirurgia de Scopinaro não são recomendadas pelo CFM.

  6. Vigie o pós-operatório

    Taquicardia sustentada acima de 120 bpm é fístula até prova em contrário. Toda cirurgia bariátrica exige reposição de vitaminas e minerais por toda a vida, e o paciente com vômitos recebe tiamina antes de soro glicosado.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre cirurgia bariátrica na prova

Qual a diferença entre bypass e gastrectomia vertical?

A gastrectomia vertical, ou sleeve, é restritiva pura: retira a grande curvatura e o fundo, de 70% a 80% do estômago, preserva antro e piloro e não desvia o trânsito. O bypass em Y de Roux é misto: soma um pouch de cerca de 30 ml ao desvio do duodeno e do jejuno proximal, com forte efeito incretínico.

Como funciona a cirurgia bariátrica bypass?

O pouch gástrico pequeno limita a ingestão, a alça alimentar leva o alimento sem contato com as secreções e a alça biliopancreática se junta a ela na anastomose jejunojejunal, onde começa a alça comum. A chegada rápida do quimo ao íleo distal eleva GLP-1 e PYY, e a melhora do DM2 aparece dias após a cirurgia, antes da perda de peso.

O que é anastomose na cirurgia bariátrica?

É a ligação cirúrgica entre dois segmentos do tubo digestivo. No bypass há duas: a gastrojejunal, entre o pouch e a alça alimentar, e a jejunojejunal, entre a alça biliopancreática e a alça alimentar. A gastrojejunal é o ponto crítico das fístulas no bypass; no sleeve, a fístula aparece na linha de grampeamento, logo abaixo do ângulo de His.

Hérnia de Petersen pode matar?

A hérnia interna é uma emergência cirúrgica. Com a perda de peso, some a gordura mesentérica que ocupava os defeitos criados no Y de Roux, e a alça de delgado pode migrar e estrangular. O atraso na conduta impõe risco crítico de necrose extensa de alça e de ressecções intestinais massivas.

Alcoolismo contraindica a cirurgia bariátrica?

Segundo as diretrizes do CFM citadas na apostila, abuso de álcool ou de drogas ilícitas ativo, não tratado ou mal controlado é contraindicação. Entram na mesma lista a gestação em curso, a obesidade ainda controlável com tratamento clínico e a incapacidade do paciente ou da rede de apoio de aderir ao seguimento.

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    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Juliana Lacerda

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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