Apostila gratuita · 38 páginas

Câncer gástrico: classificação de Borrmann e de Lauren, estadiamento, gastrectomia com D2, GIST e linfoma MALT

Fatores de risco e H. pylori, câncer gástrico difuso hereditário, sinais de alarme e de doença avançada, câncer gástrico precoce, Borrmann e Lauren, TC, EcoEDA e laparoscopia diagnóstica, ressecção endoscópica, quimioterapia perioperatória, gastrectomia, linfadenectomia D2, reconstruções, síndromes pós-gastrectomia, GIST e linfoma MALT. Três questões comentadas: PSU MG 2020, USP SP 2020 e uma autoral.

PDF de 3,5 MB. Gratuito.

Capa da apostila Neoplasias gástricas: adenocarcinoma, GIST e linfoma em um tablet
Formato
Apostila · 38 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Aparelho digestivo
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de câncer gástrico cobre

Do adenocarcinoma ao GIST e ao linfoma MALT, com as classificações e os pontos de corte de conduta que mais caem em residência.

  • Borrmann e Lauren lado a lado

    Do tipo I polipoide à linite plástica do tipo IV, e o intestinal, do homem idoso e de disseminação hematogênica, contra o difuso, da mulher jovem e das células em anel de sinete.

  • Conduta pelo T e pelo N

    Critérios de ressecção endoscópica no T1a, gastrectomia upfront no T1b N0 e quimioterapia perioperatória a partir de T2 ou com linfonodo positivo, com D2 e no mínimo 15 linfonodos na peça.

  • Três questões comentadas

    PSU MG 2020, sobre tumor de Krukenberg, USP SP 2020, sobre GIST de 10 cm, e uma questão autoral de estadiamento com EcoEDA, com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 38 páginas

Da lesão precursora ao tratamento de cada neoplasia gástrica, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de temas críticos
  2. 02Contexto clínico e epidemiologia
  3. 03Fatores ambientais, dietéticos e o papel do H. pylori
  4. 04Condições pré-malignas: anemia perniciosa, gastrite atrófica e doença de Ménétrier
  5. 05Câncer gástrico difuso hereditário e a mutação do CDH1
  6. 06Quadro clínico, sinais de alarme e sinais de doença avançada
  7. 07Câncer gástrico precoce
  8. 08Classificação macroscópica de Borrmann
  9. 09Classificação histológica de Lauren: intestinal e difuso
  10. 10Questão estratégica: reconhecimento clínico e classificações
  11. 11Estadiamento: EDA, tomografias e EcoEDA
  12. 12Laparoscopia diagnóstica e TNM simplificado
  13. 13Questão estratégica: estadiamento
  14. 14Critérios de ressecção endoscópica no T1a
  15. 15Gastrectomia upfront no T1b e margens cirúrgicas
  16. 16Quimioterapia perioperatória: quando indicar
  17. 17Gastrectomia total ou subtotal
  18. 18Linfadenectomia D1, D1+, D2 e D3
  19. 19Reconstruções: Billroth I, Billroth II e Y de Roux
  20. 20Síndromes pós-gastrectomia: dumping, gastrite alcalina, alça aferente e eferente
  21. 21GIST: diagnóstico, imuno-histoquímica, cirurgia e imatinibe
  22. 22Questão estratégica: GIST
  23. 23Linfoma MALT e a erradicação do H. pylori
  24. 24Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Neoplasias gástricas: adenocarcinoma, GIST e linfoma
Página da apostila: os critérios de ressecção endoscópica do câncer gástrico precoce, com lesão bem diferenciada, menor que 2 cm, restrita à mucosa, sem ulceração e sem invasão vascular ou linfática.

O que é a classificação de Borrmann?

A classificação de Borrmann descreve o aspecto macroscópico, na endoscopia, do adenocarcinoma gástrico avançado, aquele que já passou da camada submucosa. São quatro tipos: I, polipoide ou vegetante, bem delimitado e sem ulceração importante; II, ulcerado com bordas nítidas; III, ulcerado infiltrativo; IV, infiltrativo difuso, a linite plástica.

O tipo III é o mais comum na prática e nas questões de residência: há uma úlcera, mas as bordas são imprecisas porque o tumor se infiltra pelas camadas do estômago e se mistura à mucosa normal ao redor. No tipo IV não há massa evidente nem úlcera típica; o tumor se espalha pela submucosa e pela muscular e deixa a parede espessa, rígida e sem capacidade de distensão.

O Borrmann IV gera biópsia falso-negativa, porque a pinça morde só o epitélio sadio da superfície. Diante de estômago rígido à insuflação e biópsias repetidamente negativas, a apostila indica EcoEDA para biópsias profundas ou tomografia. Na PSU MG 2020 da apostila, a mulher de 34 anos com estômago de paredes espessadas e não distensíveis, ascite, omental cake e massa ovariana tem como resposta tumor de Krukenberg: linite plástica do tipo difuso de Lauren com metástase transcelômica para o ovário.

Borrmann classifica o que se vê na endoscopia; Lauren classifica o que se vê no microscópio.

Página da apostila Neoplasias gástricas: adenocarcinoma, GIST e linfoma

Comparativo

Classificação de Lauren: tipo intestinal e tipo difuso

A banca descreve o paciente e a biópsia e pede o tipo histológico. A tabela junta as variáveis que a apostila confronta.

Tipo intestinal e tipo difuso de Lauren por característica. Fonte: apostila Med-Review R1, “Neoplasias gástricas: adenocarcinoma, GIST e linfoma”.
CaracterísticaTipo intestinalTipo difuso
ArquiteturaBem diferenciado, forma estruturas glandulares organizadasIndiferenciado, células isoladas ou em pequenos blocos, sem coesão
Achado da biópsiaCélulas que mimetizam o epitélio do cólonCélulas em anel de sinete
Perfil do pacienteHomens idosos, acima de 60 anosMulheres e pacientes jovens
AssociaçãoFatores ambientais, dieta com nitrosaminas e H. pyloriPerda de coesão celular ligada à E-caderina (gene CDH1); sem relação com gastrite crônica
DisseminaçãoHematogênica, com metástases hepáticas comunsLinfática e por implantes no peritônio

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como estadiar e tratar o adenocarcinoma gástrico, passo a passo

O raciocínio da apostila, da dispepsia com sinal de alarme à extensão da gastrectomia.

  1. Peça EDA com biópsia no sinal de alarme

    Paciente acima de 45 a 50 anos com dispepsia nova, ou com perda de peso, anemia, disfagia, vômitos persistentes, saciedade precoce ou massa epigástrica, faz EDA com biópsia. IBP empírico nesses casos é erro.

  2. Procure doença à distância

    TC de tórax, abdome e pelve com contraste. A pelve é obrigatória para flagrar tumor de Krukenberg e prateleira de Blumer. Linfonodo de Virchow, de Irish, nódulo da Irmã Maria José, Blumer e Krukenberg significam M1, sem cirurgia com intuito curativo.

  3. Refine o T e o N com EcoEDA

    A TC falha na profundidade da invasão e nos linfonodos perigástricos pequenos. A EcoEDA separa as cinco camadas da parede, é o exame de referência para o T e o N e decide entre ressecção endoscópica e gastrectomia.

  4. Faça laparoscopia antes de operar o avançado

    Implantes peritoneais menores que 5 mm não aparecem na TC. Por isso, o paciente com linfonodo positivo faz laparoscopia diagnóstica antes de qualquer tratamento; citologia do lavado positiva reclassifica como M1.

  5. Trate pelo T e pelo N

    T1a que cumpre os critérios vai para mucosectomia ou ESD. T1b N0 vai para gastrectomia upfront. A partir de T2 ou com N positivo, quimioterapia perioperatória, comumente FLOT; a exceção é a urgência, como perfuração ou hemorragia incoercível.

  6. Defina a extensão e a linfadenectomia

    Tumor de antro ou piloro vai para gastrectomia subtotal; terço médio proximal, fundo, cárdia e linite plástica vão para gastrectomia total. A linfadenectomia padrão é a D2, com no mínimo 15 linfonodos na peça, e o Y de Roux é a reconstrução padrão após a gastrectomia total.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre câncer gástrico na prova

O que é GIST gástrico?

É o tumor estromal gastrointestinal, a neoplasia mesenquimal mais comum do trato digestivo, originada nas células intersticiais de Cajal; o estômago concentra cerca de 60% dos casos. Aparece como lesão subepitelial de mucosa lisa, é c-KIT (CD117) positivo em mais de 95% dos casos e DOG1 positivo. Abaixo de 2 cm e sem sinais de risco, observação; a partir de 2 cm, ressecção em cunha com margem livre, sem linfadenectomia.

O que é Borrmann III?

É o adenocarcinoma gástrico avançado de aspecto ulcerado infiltrativo: há úlcera, mas as bordas não são nítidas, porque o tumor se infiltra pelas camadas da parede. É o tipo mais comum na prática e nas questões. A conduta sai do estadiamento, com TC, EcoEDA e laparoscopia; no tipo IV, a linite plástica, a gastrectomia é total.

O que é a cascata do câncer gástrico?

É a progressão que a apostila chama de Cascata de Correa: a inflamação crônica pelo H. pylori, carcinógeno do Grupo 1 da OMS, altera a mucosa até o adenocarcinoma do tipo intestinal. Gastrite atrófica e anemia perniciosa aceleram a cascata, e erradicar a bactéria nas fases iniciais, como na gastrite crônica, interrompe o estímulo inflamatório.

Linfoma MALT tem cura?

No linfoma MALT gástrico localizado, estádios I e II, o tratamento de primeira linha é só a erradicação do H. pylori, com antibióticos e IBP, e induz remissão completa em até 75% a 80% dos casos. A regressão é acompanhada com endoscopias e biópsias seriadas. A gastrectomia fica restrita a complicações graves, como perfuração ou sangramento maciço.

Quais os sintomas do linfoma MALT?

O caso típico da apostila é de azia e queimação de longa data sem melhora com antiácidos. Na endoscopia, a mucosa infiltrada com erosões superficiais imita gastrite ou úlcera péptica, e só a biópsia com imuno-histoquímica fecha o diagnóstico. A evolução é indolente e localizada.

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    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

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    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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