Apostila gratuita · 18 páginas

Retinopatia diabética: fases, edema macular e tratamento

Estadiamento da RDNP pelo ETDRS, de leve a muito grave, com a regra 4:2:1, características de alto risco da RDP, edema macular diabético pelo OCT, panfotocoagulação, anti-VEGF e vitrectomia. Nove questões do CBO comentadas, de 2016 a 2026.

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Formato
Apostila · 18 páginas
Área da prova
Retina e vítreo · Retinopatia diabética
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de retinopatia diabética cobre

Do rastreamento à vitrectomia, com os critérios de classificação e conduta que aparecem nas questões do CBO comentadas no capítulo.

  • Fases do ETDRS com os riscos

    RDNP leve, moderada, grave e muito grave, com o risco de RDP de alto risco em 1 e em 5 anos, a regra 4:2:1 e as três características de alto risco da RDP.

  • Edema macular do OCT ao tratamento

    Envolvimento do centro, edema focal ou difuso, critérios de edema clinicamente significativo do ETDRS, Protocolo T, corticoide, laser e a conduta na cirurgia de catarata.

  • Nove questões do CBO comentadas

    CBO 2016, 2019, 2022, 2023, 2025 e 2026, com gabarito e comentário, e um caso clínico de RDP com edema macular acompanhado no OCT e no OCT-A, do diagnóstico ao tratamento.

Sumário

O que tem dentro das 18 páginas

As seções na ordem do capítulo, da epidemiologia às indicações de vitrectomia.

  1. 01Epidemiologia e fatores de risco
  2. 02Fisiopatologia: de pericitos e microaneurismas ao VEGF
  3. 03Screening no DM tipo 1, no DM tipo 2 e na gestação
  4. 04Clínica da RDNP: lesões à fundoscopia e na AGF
  5. 05Maculopatia diabética isquêmica e não perfusão periférica
  6. 06Classificação da RDNP: leve, moderada, grave e muito grave
  7. 07Novidades oftalmológicas: OCT-A na retinopatia diabética
  8. 08Edema macular diabético: classificação pelo OCT
  9. 09Edema macular clinicamente significativo do ETDRS
  10. 10Tratamento da RDNP: medidas gerais e panfotocoagulação
  11. 11Tratamento do EMD: anti-VEGF, Protocolo T, corticoide, laser e vitrectomia
  12. 12Cirurgia de catarata no paciente com edema macular
  13. 13Aprendendo com questões: CBO 2022, 2023, 2025 e 2026
  14. 14Retinopatia diabética proliferativa: progressão, complicações e caso clínico
  15. 15Características de alto risco e tratamento da RDP: panfotocoagulação e anti-VEGF
  16. 16Vitrectomia na RDP e questões do CBO 2016, 2019 e 2025
Página interna da apostila sobre Retinopatia diabética: classificação, edema macular e tratamento
Página da apostila: tratamento da RDNP e do edema macular, Protocolo T e os critérios de edema macular clinicamente significativo do ETDRS.

Quais são as fases da retinopatia diabética?

A retinopatia diabética tem duas fases: não proliferativa (RDNP) e proliferativa (RDP). Na RDNP, as alterações microvasculares ficam contidas na retina, sem ultrapassar a membrana limitante interna, e o ETDRS a gradua em leve, moderada, grave (regra 4:2:1) e muito grave. Na RDP, neovasos cruzam essa membrana; com características de alto risco, a panfotocoagulação é mandatória.

Pela regra 4:2:1 do ETDRS, a RDNP é grave com qualquer um destes critérios: microaneurismas e/ou hemorragias intrarretinianas graves em 4 quadrantes, ingurgitamento venoso (beading) em pelo menos 2 quadrantes ou IRMA moderada em 1 quadrante. Dois ou mais critérios definem a RDNP muito grave, com 45% de risco de RDP de alto risco em 1 ano, contra 15% na forma grave.

Edema macular, exsudatos duros e manchas algodonosas ficam fora da gradação da RDNP, e a apostila avisa que a prova pode cobrar esse detalhe: na questão do CBO 2016, o edema macular é o item que não pertence aos critérios do ETDRS. A gradação exige protocolo fotográfico de pelo menos 90° da retina posterior; uma retinografia simples do polo posterior não basta para estadiar.

Na RDP, as características de alto risco tornam a panfotocoagulação mandatória: neovasos de disco de qualquer extensão com hemorragia vítrea ou pré-retiniana; neovasos de disco com pelo menos 1/4 da área do disco, com ou sem hemorragia; neovasos de retina com pelo menos 1/2 da área do disco e hemorragia. Na AGF, o neovaso extravasa de forma intensa e precoce, e a IRMA não.

O edema macular diabético é a principal causa de baixa visual na retinopatia diabética e pode aparecer em qualquer estágio; o OCT é o principal exame de diagnóstico e quantificação. A apostila indica tratar quando o edema envolve o centro e reduz a visão, com anti-VEGF intravítreo em primeira linha e corticoide intravítreo em segunda, alternativa no pseudofácico. No edema focal distante da fóvea, como no CBO 2025, o laser focal é opção.

Comparativo

Retinopatia diabética: fases, critérios e risco de progressão

O critério de cada estágio, o risco de evoluir para RDP de alto risco ou a evolução da RDP e a conduta descrita na apostila.

Estadiamento da RDNP pelo ETDRS e características de alto risco da RDP; edema macular, exsudatos duros e manchas algodonosas ficam fora da gradação. Fonte: apostila Oft-Review, “Retinopatia diabética: classificação, edema macular e tratamento”.
FaseO que defineRisco ou evoluçãoConduta na apostila
RDNP leveMicroaneurismas e/ou hemorragias intrarretinianas leves em menos de 4 quadrantes1% de RDP de alto risco em 1 ano; 15% em 5 anosMedidas gerais: controle glicêmico, da HAS e da dislipidemia
RDNP moderadaAchados intermediários entre a forma leve e a grave3% de RDP de alto risco em 1 ano; 27% em 5 anosMedidas gerais: controle glicêmico, da HAS e da dislipidemia
RDNP graveRegra 4:2:1, um critério: hemorragias intrarretinianas e microaneurismas graves em 4 quadrantes, beading venoso em pelo menos 2 ou IRMA moderada em 115% de RDP de alto risco em 1 ano; 56% em 5 anosConsiderar panfotocoagulação, principalmente no DM tipo 2
RDNP muito gravePelo menos 2 critérios da regra 4:2:145% de RDP de alto risco em 1 anoConsiderar fortemente a panfotocoagulação e encurtar o seguimento (a cada três meses na questão do CBO 2025)
RDPNeovasos de disco ou de retina que cruzam a membrana limitante internaProgride em 3 fases, de neovasos finos à proliferação fibrovascular; complica com hemorragia vítrea ou pré-retiniana, descolamento tracional ou misto e glaucoma neovascularPanfotocoagulação como tratamento padrão; anti-VEGF equivalente no Protocolo S
RDP de alto riscoNeovaso de disco com hemorragia vítrea ou pré-retiniana; neovaso de disco de 1/4 da área do disco ou mais; neovaso de retina de 1/2 da área do disco ou mais com hemorragiaDesfecho usado nos riscos da RDNP, nas linhas acimaPanfotocoagulação mandatória

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Na prática

Como estadiar e tratar a retinopatia diabética, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, do rastreamento à vitrectomia.

  1. Rastreie no tempo certo

    No DM tipo 1, o primeiro exame fundoscópico é feito 5 anos após o diagnóstico; no DM tipo 2, logo no diagnóstico. As reavaliações são pelo menos anuais. Na gestante diabética, o exame é no primeiro trimestre, com retornos conforme a presença e a gravidade da retinopatia.

  2. Reconheça as lesões da RDNP

    Microaneurismas são a primeira manifestação e têm hiperfluorescência precoce na AGF; hemorragias intrarretinianas causam bloqueio. Exsudatos duros são lipoproteínas do plasma extravasado dos microaneurismas, e manchas algodonosas são microinfartos na camada de fibras nervosas. IRMA, confinada à membrana limitante interna, e beading venoso entram nos critérios de gravidade.

  3. Gradue pela regra 4:2:1

    Hemorragias e microaneurismas graves em 4 quadrantes, beading venoso em 2 ou IRMA moderada em 1 definem a RDNP grave; dois critérios, a muito grave. A gradação usa protocolo fotográfico de pelo menos 90° e deixa de fora edema macular, exsudatos duros e manchas algodonosas.

  4. Avalie a mácula no OCT

    Classifique o edema pelo envolvimento do centro da fóvea e pela quebra focal ou difusa da barreira hematorretiniana. Extravasamento na AGF sem espessamento retiniano não configura edema. Na maculopatia isquêmica sem edema, como na questão do CBO 2026, não há indicação de tratamento intervencionista.

  5. Trate a RDNP e o edema macular

    Controle glicêmico, da HAS e da dislipidemia é a base do tratamento. Na RDNP grave ou muito grave, considere a panfotocoagulação. No edema central com baixa visual, o anti-VEGF intravítreo é primeira linha, com vantagem do aflibercept no Protocolo T quando a acuidade é 20/50 ou pior, e o corticoide é segunda linha.

  6. Procure neovasos e trate a RDP

    Neovasos que cruzam a membrana limitante interna definem a RDP e, na AGF, extravasam de forma intensa e precoce, ao contrário da IRMA. Com características de alto risco, a panfotocoagulação é mandatória; o anti-VEGF foi equivalente no Protocolo S. Com edema macular no mesmo olho, comece pelo anti-VEGF, que controla as duas condições.

  7. Reconheça as indicações de vitrectomia

    As principais são descolamento tracional que envolve ou ameaça a fóvea, descolamento misto, hemorragia vítrea que não clareia ou recorrente e hemorragia sub-hialoidea macular densa. DM tipo 1 com hemorragia vítrea densa se beneficia de vitrectomia precoce. O CBO 2016 cobrou o descolamento tracional como indicação clássica.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre retinopatia diabética na prova do CBO

Qual a fisiopatologia da retinopatia diabética?

Retinopatia diabética é o dano microvascular da retina causado pela hiperglicemia crônica: lesão endotelial, espessamento da membrana basal, perda de pericitos e microaneurismas levam a oclusão capilar e não perfusão, nos plexos superficial e profundos. A quebra da barreira hematorretiniana interna causa extravasamento para o interstício retiniano, e a isquemia acentuada eleva o VEGF e induz neovasos de retina e de disco.

O que é a regra 4:2:1 da retinopatia diabética?

É o critério do ETDRS para a RDNP grave: microaneurismas e/ou hemorragias intrarretinianas graves em 4 quadrantes, beading venoso em 2 quadrantes ou IRMA moderada em 1 quadrante. Um critério basta para a forma grave; dois definem a muito grave. Na questão do CBO 2025 da apostila, IRMA e beading venoso em dois quadrantes classificam a RDNP como muito grave, com panfotocoagulação e seguimento a cada três meses.

O que é retinopatia diabética proliferativa?

É a fase em que a isquemia e o VEGF levam a neovasos de disco ou de retina, que cruzam a membrana limitante interna e usam a hialoide posterior como anteparo. A apostila descreve a progressão em 3 fases, de neovasos finos à proliferação fibrovascular. As complicações são hemorragia vítrea ou pré-retiniana, descolamento de retina tracional ou misto e glaucoma neovascular.

O edema macular diabético entra na classificação da retinopatia diabética?

Não. O edema macular diabético resulta da quebra da barreira hematorretiniana interna, pode estar presente em qualquer estágio e fica fora da gradação de gravidade do ETDRS, como cobrou o CBO 2016. O ETDRS definiu como clinicamente significativo o espessamento retiniano, ou exsudatos duros com espessamento adjacente, a até 500 micrômetros do centro da fóvea, ou espessamento de pelo menos uma área de disco a até um diâmetro de disco do centro.

Qual o tratamento do edema macular diabético?

No edema que envolve o centro e reduz a visão, a primeira linha é o anti-VEGF intravítreo; no Protocolo T, com acuidade de 20/50 ou pior, o aflibercept superou o bevacizumab em 1 e 2 anos e o ranibizumab em 1 ano. Corticoide intravítreo é segunda linha, útil no pseudofácico e relativamente contraindicado no glaucoma. No edema focal distante da fóvea, o laser focal é opção, como no CBO 2025.

Quando indicar panfotocoagulação na retinopatia diabética?

Na RDP, a panfotocoagulação é o tratamento padrão e é mandatória nas características de alto risco. Na RDNP grave ou muito grave, deve ser considerada, principalmente no DM tipo 2. Com edema macular associado, comece pelo anti-VEGF: a panfotocoagulação sobre edema não tratado pode piorar a visão. Os parâmetros da apostila são mira de 200 a 500 micrômetros, 0,02 a 0,2 s e 1.200 a 2.000 disparos.

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  • USPDr. Daniel Costa

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Daniel Costa

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

  • USPDr. Bernardo Moraes

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    Dr. Bernardo Moraes

    Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

  • USPUFSCarDra. Ana Letícia Darcie

    Especialista pelo CBO

    Dra. Ana Letícia Darcie

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

  • USPDr. Flávio Moura

    Especialista pelo CBO

    Dr. Flávio Moura

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

    Especialista pelo CBO

    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

    Especialista pelo CBO

    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

  • USPDra. Marianna Hollaender

    Especialista pelo CBO

    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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