Fontes de êmbolo e placa de Hollenhorst, oclusão de ramo e de ciliorretiniana, PAMM, OACR com mácula em cereja e ERG eletronegativo, oclusão de artéria oftálmica, macroaneurisma e síndrome ocular isquêmica. Três questões do CBO comentadas: 2020, 2024 e 2026.
PDF de 2,3 MB. Gratuito.

Para que serve
Do êmbolo visto na fundoscopia à síndrome ocular isquêmica, com três questões do CBO comentadas no próprio material.
Colesterol da carótida (placa de Hollenhorst), plaquetas e fibrina, cálcio das válvulas cardíacas e as fontes raras: gordura de fratura de ossos longos, endocardite infecciosa e talco. Causas não embólicas: migrânea, anemia falciforme e vasculites sistêmicas.
Ramo arterial, ciliorretiniana, PAMM, OACR, artéria oftálmica, macroaneurisma e síndrome ocular isquêmica, com os sinais de fundoscopia, OCT, angiofluoresceinografia e ERG que a apostila descreve em cada quadro.
CBO 2020 sobre o ERG na OACR, CBO 2024 sobre a conduta sem êmbolo visível e CBO 2026 sobre OVCR, com gabarito e comentário. Inclui o destaque Coleção CBO 2023 sobre anti-VEGF no macroaneurisma.
Sumário
As seções 3 a 5 do capítulo, nas páginas 67 a 74 do livro Retina, vítreo e genética, na ordem em que aparecem no PDF.
A placa de Hollenhorst é um êmbolo de colesterol vindo da carótida que impacta na circulação arterial da retina e pode ser visto à oftalmoscopia. É uma das três principais fontes de êmbolo da oclusão de ramo arterial, ao lado de plaquetas e fibrina e do cálcio valvar. Sua presença sugere embolização a partir da carótida.
A oclusão de ramo arterial responde por cerca de 38% das oclusões arteriais, e 90% delas atingem ramos temporais, talvez por viés, já que as oclusões nasais são menos sintomáticas. A etiologia principal é embólica. Fontes raras são embolia gordurosa de fratura de ossos longos, embolia séptica da endocardite infecciosa e talco de drogas intravenosas. Migrânea abaixo dos 30-40 anos, anemia falciforme e vasculites sistêmicas são causas não embólicas.
Na OACR, a perda visual é súbita e indolor, mais comum após os 60 anos. O edema da camada de fibras nervosas e da camada de células ganglionares deixa a retina opaca no polo posterior. A mácula em cereja aparece porque a fovéola só contém fotorreceptores, irrigados pela coriocapilar. Dois terços dos pacientes ficam com 20/400 ou pior; cerca de 20% mantêm 20/40 ou melhor, em geral com ciliorretiniana patente.
O ERG da OACR é eletronegativo: a onda B cai porque a retina interna perde a circulação retiniana central, e a onda A se mantém porque a coriocapilar segue nutrindo os fotorreceptores. A apostila registra que o CBO cobrou esse conceito em dois anos consecutivos, como na questão CBO 2020. Na síndrome ocular isquêmica, as ondas A e B caem, pelo comprometimento das circulações coroidal e retiniana.
A OACR é uma emergência oftalmológica. Estima-se dano retiniano irreversível em cerca de 90 minutos, e o risco de IAM e AVC é alto nos 7 dias seguintes, por isso o encaminhamento à clínica médica é urgente. Sem êmbolo visível, é mandatório excluir arterite de células gigantes com VHS, PCR e hemograma completo, pelo risco ao olho contralateral. Na suspeita, entra corticoide em altas doses.
Comparativo
Os sete quadros da apostila lado a lado, com a causa, o que se vê no fundo de olho ou no OCT e o dado complementar que o material destaca em cada seção.
| Quadro | Causa ou mecanismo | Fundo de olho e OCT | Dado complementar |
|---|---|---|---|
| Oclusão de ramo arterial | Principalmente embólica: colesterol da carótida (placa de Hollenhorst), plaquetas e fibrina, cálcio valvar | Palidez e edema da retina interna no território do ramo; no quadro crônico, afilamento vascular local | Defeito de campo visual; 90% das oclusões de ramo são temporais |
| Oclusão de artéria ciliorretiniana | Artéria das ciliares posteriores curtas, presente em 15-38% das pessoas; oclusão geralmente associada à OVCR | Palidez bem delimitada ao redor da artéria que entra pela borda temporal do disco óptico | Sem OVCR associada, excluir arterite de células gigantes |
| PAMM | Isquemia seletiva do plexo capilar intermediário/profundo da mácula | Manchas branco-amareladas; no OCT, banda hiperrefletiva na nuclear interna (fase aguda) e afilamento (fase crônica) | Associada a diabetes, oclusões venosas e retinopatia falciforme, ou isolada |
| OACR | Embolização ou trombose ligada à aterosclerose, na lâmina cribriforme; arterite de células gigantes em 1-2% | Retina opaca no polo posterior e mácula em cereja; OCT agudo com edema e hiperrefletividade da retina interna | ERG eletronegativo: onda B reduzida, onda A preservada |
| Oclusão de artéria oftálmica | Dissecção de carótida, mucormicose orbitária, embolização, arterite de células gigantes e preenchedores faciais | No OCT, edema da retina interna e da externa; mácula em cereja geralmente ausente | Visão de percepção luminosa ou ausência de percepção luminosa |
| Macroaneurisma arterial | Dilatação > 200 µm de arteríola de 1ª a 3ª ordem, mais comum em bifurcações; predomina em mulheres idosas com HAS e aterosclerose | Hemorragia em todos os níveis quando se rompe; localização mais comum na arcada temporal superior | Angiofluoresceinografia: hiperfluorescência precoce e staining tardio da parede vascular |
| Síndrome ocular isquêmica | Obstrução de pelo menos 90% da carótida ipsilateral ou obstrução da artéria oftálmica, sobretudo por aterosclerose | Hemorragias arredondadas e profundas na média periferia; veias dilatadas sem tortuosidade importante | ERG com ondas A e B reduzidas; atraso no enchimento da coroide em 60% dos olhos |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, do território vascular acometido à síndrome ocular isquêmica.
A artéria central da retina nutre as camadas internas; a ciliorretiniana, quando existe, vem das ciliares posteriores e perfunde parte da mácula. Oclusão de arteríola periférica pode ser assintomática, e a de artéria oftálmica leva à baixa visual profunda, por comprometer coriocapilar e artéria central ao mesmo tempo.
Na oclusão de ramo, a causa principal é embólica: placa de Hollenhorst vinda da carótida, plaquetas e fibrina da aterosclerose de grandes vasos e cálcio valvar. A fase aguda tem palidez e edema da retina interna no território do ramo; a crônica, afilamento vascular local.
Perda visual súbita e indolor, retina opaca no polo posterior e mácula em cereja. O OCT agudo mostra edema e hiperrefletividade da retina interna e, nos casos mais graves, descolamento da MLI; depois vem a atrofia. O ERG é eletronegativo, com onda B reduzida e onda A preservada.
O risco de IAM e AVC é alto nos 7 dias seguintes. Sem êmbolo visível, dose VHS, PCR e hemograma e, na suspeita de arterite de células gigantes, inicie corticoide em altas doses. Redução da PIO pode ser tentada; neovascularização de íris, em até 18%, pede panfotocoagulação.
A isquemia atinge circulação retiniana e coriocapilar ao mesmo tempo: visão de percepção luminosa ou pior, edema da retina interna e externa no OCT e, em geral, sem mácula em cereja. Entre as causas estão dissecção de carótida, mucormicose orbitária e preenchedores faciais, sobretudo na glabela.
Na maior parte das vezes o macroaneurisma sofre trombose espontânea e as hemorragias regridem. Laser está indicado no edema macular central com baixa visual, nas áreas de vazamento, poupando o suprimento arterial da mácula. Anti-VEGF pode ser adjuvante na exsudação macular e primeira escolha em lesão muito próxima à fóvea.
Neovascularização do segmento anterior com PIO normal aponta SOI. As hemorragias são arredondadas e na média periferia, sem a tortuosidade venosa da OVCR, e há atraso no enchimento da coroide em 60% dos olhos. Endarterectomia ou stent cabem na obstrução subtotal e são ineficazes com 100% do lúmen ocluído.
Perguntas frequentes
Indica embolização a partir da carótida: é um êmbolo de colesterol que impacta na circulação arterial da retina e pode ser visto à oftalmoscopia. Segundo nota da apostila, sua presença é indicativa da realização de endarterectomia. O paciente com oclusão de ramo arterial tem risco de morte por AVC e IAM e precisa de avaliação clínica e neurológica urgente.
As camadas internas da retina ficam edemaciadas e opacas, sobretudo no polo posterior, enquanto a circulação coroidal é preservada. A fovéola só contém fotorreceptores, irrigados pela coriocapilar, por isso a região foveal aparece como mácula em cereja. Na oclusão de artéria oftálmica, que também atinge a coriocapilar, a mácula em cereja geralmente não está presente.
Eletronegativo: redução importante da onda B e preservação da onda A, porque a retina interna perde a circulação retiniana e os fotorreceptores seguem nutridos pela coriocapilar. É o gabarito C da questão CBO 2020 comentada na apostila, conceito cobrado em dois anos consecutivos. Na síndrome ocular isquêmica, as ondas A e B ficam reduzidas.
Encaminhar para investigação clínica de urgência, gabarito da questão CBO 2024 comentada na apostila. Sem êmbolo, é mandatório excluir arterite de células gigantes com VHS, PCR e hemograma completo, e introduzir corticoide em altas doses na suspeita. Anti-VEGF não tem benefício na OACR, e a panfotocoagulação não traz benefício na fase aguda.
Na SOI, as hemorragias são arredondadas, profundas e mais abundantes na média periferia, e as veias ficam dilatadas sem tortuosidade importante. Na OVCR, as hemorragias são em chama de vela, na camada de fibras nervosas, e as veias ficam dilatadas e tortuosas. A SOI tem baixa pressão de perfusão na artéria central e atraso no enchimento da coroide em 60% dos olhos.
É a perda visual transitória por isquemia retiniana transitória e reversível. Segundo a apostila, pode ser causada por embolização no território da carótida interna, que também pode causar ataques isquêmicos transitórios encefálicos. O tema aparece na seção de OACR, cujas principais causas são embolização ou trombose ligadas à aterosclerose, no nível da lâmina cribriforme.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a residentes e especializandos em oftalmologia e a oftalmologistas, com ou sem matrícula nos cursos da Oft-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive: preparatório para a prova do CBO
Mais de 150 horas de aulas, mais de 7.000 questões e mais de 5.000 flashcards.
Para ir além no tema: Retina 360° · retina e vítreo em cinco módulos, de Bases a Tumores.
Conhecer o Retina 360°Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Oft-Review para a prova de título do CBO.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

Especialista pelo CBO
Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

Especialista pelo CBO
Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
Placa de Hollenhorst, OACR, PAMM, oclusão de artéria oftálmica, macroaneurisma e síndrome ocular isquêmica, com três questões do CBO comentadas. PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…