Apostila gratuita · 11 páginas

Membrana epirretiniana, tração vitreomacular e buraco macular

Membrana epirretiniana, síndrome de tração vitreomacular e buraco macular idiopático: sinais de fundo de olho e OCT, classificação de Gass e por tamanho, indicação de vitrectomia, corantes para MLI e MER e seis questões comentadas do CBO.

PDF de 2,4 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 11 páginas
Área da prova
Retina e vítreo · Interface vitreorretiniana
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de membrana epirretiniana cobre

As três doenças da interface vitreorretiniana com tratamento por vitrectomia via pars plana, do fundo de olho à conduta, com as questões do CBO dentro do capítulo.

  • Fundo de olho e OCT por quadro

    Membrana em celofane, pucker macular, pseudoburaco, adesão e tração vitreomacular focal ou difusa, buraco lamelar e buraco de espessura total, com os sinais de fundo de olho e OCT de cada quadro e o sinal de Watzke-Allen.

  • Gass e tamanho do buraco

    Estágios 1a, 1b, 2, 3 e 4, com o corte de 400 µm entre os estágios 2 e 3 e a posição da hialoide posterior em cada um, mais a classificação por tamanho em pequeno, médio e grande.

  • Seis questões do CBO comentadas

    CBO 2012, 2014, 2015, 2024 e duas de 2023, com gabarito e comentário, incluindo a foto de peeling de MER e o B-scan de OCT de buraco macular cobrados na prova.

Sumário

O que tem dentro das 11 páginas

Da membrana em celofane ao buraco macular estágio 4, com corantes e questões no fim, na ordem do capítulo do livro Retina, vítreo e genética.

  1. 01Membrana epirretiniana: definição, epidemiologia e fisiopatologia
  2. 02Clínica da MER: membrana em celofane e pucker macular
  3. 03Pseudoburaco de mácula, angiofluoresceinografia e OCT
  4. 04Tratamento da MER: observação ou vitrectomia com peeling
  5. 05Questões comentadas: CBO 2014 e CBO 2023
  6. 06Síndrome de tração vitreomacular: adesão e tração focal ou difusa
  7. 07Clínica, exames e tratamento da tração vitreomacular
  8. 08Coleção CBO 2023: ocriplasmina intravítrea
  9. 09Questão CBO 2012: doenças da interface vitreorretiniana
  10. 10Buraco macular idiopático: epidemiologia e sinal de Watzke-Allen
  11. 11Buraco lamelar e risco no olho contralateral
  12. 12Classificação de Gass: estágios 1a, 1b, 2, 3 e 4
  13. 13Coleção CBO 2023: classificação do buraco macular por tamanho
  14. 14Tratamento: vitrectomia, tamponamento com gás e peeling de MLI
  15. 15Notas: corantes para MLI e MER
  16. 16Questões comentadas: CBO 2015, CBO 2024 e CBO 2023
Página interna da apostila sobre Membrana epirretiniana, tração vitreomacular e buraco macular
Página da apostila: questões CBO 2014 e CBO 2023 sobre membrana epirretiniana, com gabarito e comentário.

O que é membrana epirretiniana e como ela aparece no OCT?

A membrana epirretiniana é uma membrana transparente, avascular e fibrocelular que prolifera sobre a membrana limitante interna da retina, no polo posterior, a partir de hialócitos e células gliais. No OCT, aparece em geral como membrana hiperrefletiva pré-retiniana, com pregueamento da retina interna, perda da depressão foveal e espessamento retiniano.

A MER, também grafada membrana epiretiniana, está presente em 2% das pessoas acima de 50 anos e em 20% acima de 75 anos, sem diferença entre os sexos, e é bilateral em 10-20% dos casos. A idade é fator de risco importante da forma idiopática; as secundárias vêm de uveíte, hemorragia vítrea, descolamento de retina, fotocoagulação, crioterapia e retinopatia diabética. O descolamento do vítreo posterior está presente em praticamente todos os olhos com MER.

A membrana começa transparente e brilhante, a membrana em celofane, e com o avanço espessa a fóvea, pode retificar os vasos adjacentes e causar estrias na MLI. Membranas mais agressivas, em geral após cirurgia retiniana, causam distorção vascular importante e opacificação da mácula: o pucker macular. 67% dos pacientes têm acuidade de 20/30 ou melhor, e só 5% ficam em 20/200 ou pior. O paciente pode referir metamorfopsia, por alteração da arquitetura foveal.

Membranas menos densas sobre a fóvea dão ao fundo de olho a impressão de pseudoburaco de mácula, e o OCT ajuda na diferenciação. A angiofluoresceinografia pode mostrar a distorção dos vasos maculares e a presença ou não de edema macular. No buraco de espessura total, o paciente refere descontinuidade da fenda luminosa no sinal de Watzke-Allen; no pseudoburaco, não.

Casos assintomáticos e com acuidade preservada ficam em observação, com fundoscopia e OCT periódicos; raramente a membrana se separa sozinha da retina. Com acuidade abaixo de 20/40-20/60 e metamorfopsia, indica-se vitrectomia com peeling da MER, em geral associada ao peeling da MLI para reduzir a recorrência. Dois terços melhoram 2 linhas ou mais, e a acuidade final pode levar 6-12 meses.

Página da apostila Membrana epirretiniana, tração vitreomacular e buraco macular

Comparativo

Classificação de Gass do buraco macular, do grau 1 ao grau 4

Sinais, posição da hialoide posterior e conduta em cada estágio, na ordem em que a apostila apresenta.

Estágios de Gass do buraco macular idiopático; por tamanho, o buraco é pequeno até 250 µm, médio entre 250 e 400 µm e grande acima de 400 µm. Fonte: apostila Oft-Review, “Membrana epirretiniana, tração vitreomacular e buraco macular”.
EstágioSinaisHialoide posteriorConduta
1a (buraco iminente)Pseudocisto foveal, descolamento foveolar ou foveosquise; ponto amarelado de até 200 µm no centro da fóvea; no estágio 1, metamorfopsia e acuidade entre 20/25 e 20/60Tração vítrea no centro da fóveaObservação: 50-60% do estágio 1 resolvem espontaneamente, com alívio da tração
1b (buraco iminente)Descontinuidade da retina externa foveal; mancha amarelada de 200-300 µm, com ou sem estrias radiais; em geral, hiperfluorescência por defeito em janela na angiofluoresceinografiaAderida no centro da fóveaObservação; o restante do estágio 1 evolui para o estágio 2
2Buraco de espessura total < 400 µmAinda aderida ao centro da fóveaVitrectomia posterior com tamponamento por gás (C3F8 ou SF6)
3Buraco de espessura total ≥ 400 µm; o OCT pode mostrar opérculo de retina interna preso à hialoideDescolada da fóvea, ainda presa nas margens do discoVitrectomia posterior com gás; o peeling de MLI, rotina para muitos cirurgiões, pesa mais nos buracos maiores
4Buraco de espessura total sem tração nas bordas; acuidade em geral entre 20/80 e 20/200DVP completo, com anel de WeissVitrectomia posterior com gás; com buraco de 1500 µm e acuidade 0,05, o prognóstico visual é muito ruim, como na questão CBO 2015

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Na prática

Como raciocinar na interface vitreorretiniana, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, da membrana em celofane aos corantes usados na vitrectomia.

  1. Reconheça a membrana no fundo de olho

    Brilho em celofane sobre a fóvea, alteração do reflexo foveal, retificação dos vasos e estrias na MLI sugerem MER. Distorção vascular importante com opacificação macular, sobretudo após cirurgia retiniana, caracteriza o pucker macular. Membrana menos densa na fóvea pode simular pseudoburaco.

  2. Confirme e diferencie no OCT

    Linha hiperrefletiva sobre a superfície retiniana, com pregueamento da retina interna, perda da depressão foveal e espessamento, indica MER, padrão cobrado na questão CBO 2014. Pode haver edema cistoide de mácula. O OCT também ajuda a separar a MER do pseudoburaco e do buraco de espessura total.

  3. Indique a cirurgia da MER pela função

    Acuidade abaixo de 20/40-20/60 com metamorfopsia leva a vitrectomia com peeling da membrana e, em geral, da MLI, para reduzir a recorrência. Assintomáticos com visão preservada seguem com fundoscopia e OCT periódicos.

  4. Separe adesão de síndrome de tração

    A adesão vitreomacular é assintomática; a síndrome de tração vitreomacular causa metamorfopsia e baixa visão. As duas são focais abaixo de 1500 µm e difusas acima. Metade dos casos resolve com a separação da hialoide, o que fica mais raro na adesão difusa e com MER associada. Com sintomas, vitrectomia posterior com peeling de MLI.

  5. Teste o buraco e avalie o outro olho

    No sinal de Watzke-Allen, a descontinuidade da fenda luminosa indica buraco de espessura total, o que não ocorre no pseudoburaco. O buraco lamelar tem descontinuidade da retina interna com retina externa íntegra. Com vítreo aderido no olho contralateral, o risco de buraco nele é de cerca de 10%; com DVP completo, praticamente não há risco.

  6. Estadie por Gass e indique a vitrectomia

    O estágio 1 tem cerca de 50% de resolução espontânea e fica em observação. O corte de 400 µm separa os estágios 2 e 3, e no estágio 4 há DVP completo. Do estágio 2 em diante, vitrectomia posterior com gás (C3F8 ou SF6), com sucesso acima de 90%, sobretudo abaixo de 500 µm.

  7. Escolha o corante pela estrutura

    Para a MER, o principal é o azul de trypan. Para a MLI, azul brilhante, indocianina verde, que tem iodo, ou infracianina verde, sem iodo. A triancinolona não cora: seus cristais se depositam sobre a MLI e a MER e facilitam a remoção.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre membrana epirretiniana, tração e buraco macular

Quando indicar cirurgia na membrana epirretiniana?

A apostila indica vitrectomia com peeling da MER quando há redução de acuidade visual abaixo de 20/40-20/60 com metamorfopsia. O peeling da MLI costuma ser associado para reduzir a recorrência. Dois terços dos pacientes ganham 2 linhas ou mais, com acuidade final em 6-12 meses. Casos assintomáticos e com visão preservada seguem em observação com fundoscopia e OCT.

A membrana epirretiniana pode regredir espontaneamente?

Raramente. A MER pode se separar espontaneamente da retina, com melhora da metamorfopsia e da acuidade visual, mas é exceção. O caso assintomático com visão preservada segue com fundoscopia e OCT periódicos; com acuidade abaixo de 20/40-20/60 e metamorfopsia, indica-se vitrectomia com peeling. A resolução espontânea em 50% dos casos é da tração vitreomacular, não da MER.

O que é síndrome de tração vitreomacular?

É o descolamento parcial do vítreo posterior com aderência persistente na mácula, que traciona a fóvea e causa distorção foveal, edema cistoide e, nos casos graves, descolamento da fóvea. Diferencia-se da adesão vitreomacular pelos sintomas: metamorfopsia e baixa de acuidade. As duas são focais abaixo de 1500 µm e difusas acima. Com sintomas, o tratamento principal é vitrectomia posterior com peeling de MLI.

O que define o buraco macular grau 4?

No estágio 4 de Gass, o buraco de espessura total vem com descolamento completo do vítreo posterior, evidenciado pelo anel de Weiss, sem tração nas bordas. A acuidade costuma ficar entre 20/80 e 20/200. Na questão CBO 2023 da apostila, estava incorreta a alternativa de tração vítrea residual nas bordas no grau 4, assim como a de maior incidência em homens: o buraco é 2 vezes mais frequente em mulheres.

Em que estágio o buraco macular tem resolução espontânea?

No estágio 1, o buraco macular iminente: de 50% a 60% dos casos resolvem com o alívio da tração, e o restante evolui para o estágio 2. Por isso o estágio 1 fica em observação, e a vitrectomia com gás entra a partir do estágio 2. A questão CBO 2024 usa esse ponto para descartar a resolução espontânea em um buraco de no mínimo estágio 3.

Como diferenciar buraco macular de pseudoburaco?

Pelo sinal de Watzke-Allen e pelo OCT. No sinal, um feixe fino de luz da lâmpada de fenda é projetado sobre a lesão: no buraco de espessura total o paciente refere descontinuidade da fenda, o que não ocorre no pseudoburaco. O pseudoburaco vem de uma MER menos densa sobre a fóvea. A apostila registra que esse sinal já caiu na prova do CBO.

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  • USPUFSCarDra. Ana Letícia Darcie

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  • USPDr. Flávio Moura

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    Dr. Flávio Moura

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

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    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

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    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

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    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

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    Dra. Marianna Hollaender

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  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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