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Descolamento de retina: tipos e tratamento com introflexão escleral

Descolamento regmatogênico, tracional e exsudativo, classificação da PVR, retinosquise e descolamento de coroide no diferencial, e a escolha entre retinopexia pneumática, introflexão escleral e vitrectomia. Com caso clínico e 13 questões do CBO comentadas, de 2013 a 2026.

PDF de 2,6 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 16 páginas
Área da prova
Retina e vítreo · Descolamento de retina
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de descolamento de retina cobre

Do mecanismo de cada tipo de descolamento à escolha da técnica cirúrgica, com as questões do CBO resolvidas dentro do texto. Para residentes que vão prestar a PNO.

  • Três tipos de descolamento e o diferencial

    Regmatogênico, tracional e exsudativo pelo mecanismo, pela superfície da retina e pelas fotopsias, com o DRT diabético, o DR pós-facectomia e, no diferencial, a retinosquise e o descolamento de coroide.

  • Técnica escolhida pela rotura e pelo olho

    Indicações, taxa de sucesso e complicações da retinopexia pneumática, da introflexão escleral e da vitrectomia, com a sequência da vitrectomia, os substitutos vítreos e as causas de insucesso precoce e tardio.

  • 13 questões do CBO comentadas

    Questões de 2013 a 2026 sobre lesões periféricas, diálise após trauma contuso, DR pós-facectomia, retinografia, retinopexia pneumática, introflexão escleral, perfluorcarbono e óleo de silicone, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 16 páginas

Dos fatores de risco do descolamento regmatogênico às causas de insucesso da cirurgia, na ordem do capítulo.

  1. 01Descolamento de retina regmatogênico: fatores de risco e clínica
  2. 02Notas: cirurgia de catarata e DRR
  3. 03Proliferação vitreorretiniana: classificação A, B e C e classificação da Retina Society
  4. 04Caso clínico 04: DRR inferior com descolamento parcial da mácula
  5. 05Descolamento de retina tracional e DRT diabético
  6. 06Descolamento de retina exsudativo: causas e clínica
  7. 07Diagnóstico diferencial: retinosquise degenerativa e descolamento de coroide
  8. 08Aprendendo com questões: CBO 2023, 2024, 2017, 2020 e 2025
  9. 09Tratamento: fatores prognósticos, mácula on e mácula off
  10. 10Retinopexia pneumática: indicações, técnica e complicações
  11. 11Aprendendo com questões: CBO 2021
  12. 12Introflexão escleral: indicações, sucesso e complicações
  13. 13Caso clínico 04 (continuação) e questão CBO 2014
  14. 14Vitrectomia via pars plana: indicações, técnica e substitutos vítreos
  15. 15Causas de insucesso precoce e tardio no tratamento cirúrgico
  16. 16Aprendendo com questões: CBO 2017, 2013, 2022, 2024 e 2026
Página interna da apostila sobre Descolamento de retina: tipos, diagnóstico e tratamento cirúrgico
Página da apostila: complicações da introflexão escleral, desfecho do caso clínico 04, questão CBO 2014 comentada e indicações de vitrectomia.

Quando indicar introflexão escleral no descolamento de retina?

A introflexão escleral está indicada no descolamento de retina regmatogênico de pacientes fácicos, com roturas periféricas ou diálises, únicas ou múltiplas e próximas entre si, sem rotura gigante, sem roturas posteriores, sem opacidade de meios e sem PVR C. O explante de silicone indenta a esclera e fecha a rotura de fora para dentro, com sucesso de cerca de 90-95%.

O explante de silicone (buckle) fica abaixo dos músculos extraoculares, e a crioterapia transescleral cria a adesão coriorretiniana; a drenagem externa do fluido sub-retiniano é opcional. Roturas próximas são o cenário preferido, mas explantes maiores tamponam roturas a até 180º umas das outras, desde que estejam na mesma altura da periferia. A compressão reduz o diâmetro equatorial e aumenta o anteroposterior, o que explica a miopia induzida.

A retinopexia pneumática tampona a rotura por dentro, com gás intraocular (C3F8 ou SF6). Exige roturas nas 8 horas superiores, todas identificadas, meios sem opacidade, ausência de PVR C e de roturas muito extensas e paciente capaz de manter a posição de cabeça, porque o gás sempre sobe. Com as indicações respeitadas, o sucesso primário chega a cerca de 80%, e o fluido é reabsorvido em 6-8 horas.

A vitrectomia via pars plana está indicada no DR tracional que envolve ou ameaça a fóvea e no DR regmatogênico em olho afácico ou pseudofácico, com rotura gigante ou muito posterior, PVR C, hemorragia vítrea ou opacidade de meios. No DR pós-facectomia, que responde por cerca de 30% de todos os DRR, a vitrectomia posterior é a técnica de escolha. A apostila registra que ela vem substituindo as cirurgias convencionais mesmo em roturas únicas.

O prognóstico visual depende da mácula e do tempo. Na mácula off operada em menos de 7 dias, 75% dos pacientes mantêm 20/70 ou melhor; entre 7 dias e 8 semanas, menos de 50%. A principal causa de insucesso precoce é a rotura não tamponada; a de insucesso tardio, a PVR, que se forma 4-6 semanas após a cirurgia e passa de 8% na primeira intervenção para 18% no terceiro procedimento.

Comparativo

Retinopexia pneumática, introflexão escleral ou vitrectomia: indicações de cada técnica

Mecanismo de tamponamento, indicações, taxa de sucesso e complicações de cada técnica, nos critérios que a apostila usa para resolver as questões do CBO.

Indicações, taxa de sucesso e complicações das três técnicas de reparo do descolamento de retina regmatogênico. Fonte: apostila Oft-Review, “Descolamento de retina: tipos, diagnóstico e tratamento cirúrgico”.
CritérioRetinopexia pneumáticaIntroflexão escleralVitrectomia via pars plana
Como fecha a roturaGás intraocular (C3F8 ou SF6) tampona por dentroExplante externo de silicone indenta a esclera e fecha de fora para dentro; drenagem externa do fluido opcionalRemove trações e PVR, drena o fluido por troca fluido-gasosa ou perfluorcarbono e termina com gás ou óleo de silicone
Adesão coriorretinianaCrioterapia transconjuntival antes do gás ou laser após a reaplicaçãoCrioterapia transescleral; no caso clínico 04, laser ao redor das roturasEndofotocoagulação das roturas
Olho e pacientePaciente colaborativo para a posição de cabeça no pós-operatórioPacientes fácicosOlhos afácicos ou pseudofácicos; também o DR tracional que envolve ou ameaça a fóvea
RoturasNas 8 horas superiores, todas identificadas, sem roturas muito extensasPeriféricas ou diálises, únicas ou múltiplas, próximas entre si; sem rotura gigante ou posteriorRotura gigante ou muito posterior, incluindo DR com buraco de mácula
PVR e meiosSem PVR C, sem hemorragia vítrea ou opacidade de meiosSem PVR C e sem opacidade de meiosIndicada com PVR C, hemorragia vítrea ou opacidade de meios
SucessoCerca de 80% (primário)Cerca de 90-95%Cerca de 90% (anatômico)
ComplicaçõesGás no espaço sub-retiniano ou na câmara anterior, endoftalmite, novas roturasMiopia induzida, isquemia do segmento anterior, diplopia, ptose, hemorragia sub-retiniana, encarceramento da retina, rotura em boca-de-peixeCatarata nuclear, glaucoma, PVR e redescolamento, pucker macular

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Na prática

Do diagnóstico à escolha da cirurgia, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, do tipo de descolamento ao manejo do insucesso.

  1. Defina o mecanismo do descolamento

    No regmatogênico, fluido do vítreo passa pela rotura e a retina fica convexa e ondulada. No tracional, membranas fibrovasculares puxam uma retina côncava e imóvel, sem fotopsias. No exsudativo, doença da coroide ou do EPR deixa a retina convexa, lisa e muito móvel, com mobilidade do fluido.

  2. Procure sinais de cronicidade e de PVR

    Linha de demarcação após cerca de 3 meses, como na retinografia da CBO 2025, cistos intrarretinianos após um ano e afinamento indicam DR antigo. Classifique a proliferação vitreorretiniana em A (turvação e pigmento), B (dobras de retina interna) ou C (dobras de espessura total ou membranas sub-retinianas), dividida em CA e CP pelo equador.

  3. Afaste retinosquise e descolamento de coroide

    A retinosquise dá escotoma absoluto e superfície lisa, sem fotopsias, tobacco dust ou hemorragia vítrea, e aceita marcas de laser. O descolamento de coroide forma elevações amarronzadas e imóveis, interrompidas nas ampolas das vorticosas, em geral com PIO baixa.

  4. Estime o prognóstico pela mácula

    Descolamento mácula on costuma manter a acuidade visual pré-operatória. Na mácula off, o tempo decide: cirurgia em menos de 7 dias preserva 20/70 ou melhor em 75% dos casos; entre 7 dias e 8 semanas, em menos de 50%.

  5. Escolha a técnica pela rotura e pelo olho

    Rotura única ou duas próximas nos dois terços superiores, meios claros e paciente colaborativo: retinopexia pneumática. Fácico com roturas periféricas próximas e sem PVR C: introflexão escleral, como no caso clínico 04 e na questão CBO 2014. Pseudofácico, rotura gigante ou posterior, PVR C ou hemorragia vítrea: vitrectomia.

  6. Monte a vitrectomia na sequência

    Cheque a infusão, que nunca pode ficar sub-retiniana. Faça core vítreo, DVP (a triancinolona ajuda a ver a hialoide), base vítrea e remoção das trações e da PVR. Drene o fluido por troca fluido-gasosa, perfluorcarbono ou ambos, aplique endolaser, remova o PFC e termine com gás ou óleo de silicone.

  7. Antecipe as causas de insucesso

    A principal causa de falha precoce é a rotura não tamponada: metade dos DRs tem mais de uma rotura, em geral a até 90º uma da outra. A falha tardia é a PVR, que surge 4-6 semanas após a cirurgia e fica mais frequente a cada nova intervenção.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre introflexão escleral, retinopexia e vitrectomia na prova do CBO

Quando indicar retinopexia pneumática no descolamento de retina?

No DR regmatogênico com roturas nas 8 horas superiores, todas identificadas, sem hemorragia vítrea ou opacidade de meios, sem PVR C e sem roturas muito extensas, em paciente capaz de manter a posição de cabeça. Na questão CBO 2022 da apostila, a rasgadura de 155 graus contraindica a técnica; na CBO 2021, as roturas gigantes de mais de 3 horas de relógio também.

Quais as complicações da introflexão escleral?

Miopia induzida, porque o explante reduz o diâmetro equatorial e aumenta o anteroposterior; isquemia do segmento anterior; diplopia, já que o buckle fica abaixo dos músculos extraoculares; ptose palpebral; hemorragia sub-retiniana e encarceramento da retina no local da drenagem externa; e rotura em boca-de-peixe, que pode receber gás ao final da cirurgia.

Quais as indicações de vitrectomia via pars plana no descolamento de retina?

DR tracional que envolve ou ameaça a fóvea e DR regmatogênico em olho afácico ou pseudofácico, com rotura gigante, com rotura muito posterior (incluindo buraco de mácula), com PVR C ou com hemorragia vítrea ou opacidade de meios. O sucesso anatômico é de cerca de 90%; catarata nuclear, glaucoma, PVR e pucker macular são as principais complicações.

Como diferenciar retinosquise de descolamento de retina regmatogênico?

A retinosquise causa escotoma absoluto, e o DRR, relativo. Na retinosquise não há fotopsias, tobacco dust nem hemorragia vítrea, a superfície é lisa e é possível fazer marcas com laser. O DRR tem superfície corrugada, mas fica liso e fino quando crônico. A retinosquise sem DR pode ser observada; a que complica com DR, em cerca de 3% dos casos, deve ser tratada com vitrectomia.

Como é classificada a proliferação vitreorretiniana (PVR)?

PVR A tem turvação vítrea e pigmento no vítreo e na retina inferior; PVR B, dobras de retina interna com retina rígida; PVR C, dobras de espessura total ou membranas sub-retinianas, dividida em CA e CP pelo equador. A apostila também traz a classificação da Retina Society, do tipo 1 (focal) ao tipo 5 (retração anterior). A PVR é a principal causa de falha da cirurgia.

Para que servem o perfluorcarbono e o óleo de silicone na vitrectomia?

O perfluorcarbono é um líquido pesado que auxilia a drenagem do fluido sub-retiniano, resposta da questão CBO 2017. O óleo de silicone é substituto vítreo de tamponamento prolongado, indicado no DR complexo com PVR avançada, e exige remoção posterior (CBO 2013). Gotículas translúcidas na porção inferior da câmara anterior apontam perfluoroctano residual, tema da CBO 2024.

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  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

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    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

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    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

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    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

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    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

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    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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