Descolamento regmatogênico, tracional e exsudativo, classificação da PVR, retinosquise e descolamento de coroide no diferencial, e a escolha entre retinopexia pneumática, introflexão escleral e vitrectomia. Com caso clínico e 13 questões do CBO comentadas, de 2013 a 2026.
PDF de 2,6 MB. Gratuito.

Para que serve
Do mecanismo de cada tipo de descolamento à escolha da técnica cirúrgica, com as questões do CBO resolvidas dentro do texto. Para residentes que vão prestar a PNO.
Regmatogênico, tracional e exsudativo pelo mecanismo, pela superfície da retina e pelas fotopsias, com o DRT diabético, o DR pós-facectomia e, no diferencial, a retinosquise e o descolamento de coroide.
Indicações, taxa de sucesso e complicações da retinopexia pneumática, da introflexão escleral e da vitrectomia, com a sequência da vitrectomia, os substitutos vítreos e as causas de insucesso precoce e tardio.
Questões de 2013 a 2026 sobre lesões periféricas, diálise após trauma contuso, DR pós-facectomia, retinografia, retinopexia pneumática, introflexão escleral, perfluorcarbono e óleo de silicone, com gabarito e comentário.
Sumário
Dos fatores de risco do descolamento regmatogênico às causas de insucesso da cirurgia, na ordem do capítulo.
A introflexão escleral está indicada no descolamento de retina regmatogênico de pacientes fácicos, com roturas periféricas ou diálises, únicas ou múltiplas e próximas entre si, sem rotura gigante, sem roturas posteriores, sem opacidade de meios e sem PVR C. O explante de silicone indenta a esclera e fecha a rotura de fora para dentro, com sucesso de cerca de 90-95%.
O explante de silicone (buckle) fica abaixo dos músculos extraoculares, e a crioterapia transescleral cria a adesão coriorretiniana; a drenagem externa do fluido sub-retiniano é opcional. Roturas próximas são o cenário preferido, mas explantes maiores tamponam roturas a até 180º umas das outras, desde que estejam na mesma altura da periferia. A compressão reduz o diâmetro equatorial e aumenta o anteroposterior, o que explica a miopia induzida.
A retinopexia pneumática tampona a rotura por dentro, com gás intraocular (C3F8 ou SF6). Exige roturas nas 8 horas superiores, todas identificadas, meios sem opacidade, ausência de PVR C e de roturas muito extensas e paciente capaz de manter a posição de cabeça, porque o gás sempre sobe. Com as indicações respeitadas, o sucesso primário chega a cerca de 80%, e o fluido é reabsorvido em 6-8 horas.
A vitrectomia via pars plana está indicada no DR tracional que envolve ou ameaça a fóvea e no DR regmatogênico em olho afácico ou pseudofácico, com rotura gigante ou muito posterior, PVR C, hemorragia vítrea ou opacidade de meios. No DR pós-facectomia, que responde por cerca de 30% de todos os DRR, a vitrectomia posterior é a técnica de escolha. A apostila registra que ela vem substituindo as cirurgias convencionais mesmo em roturas únicas.
O prognóstico visual depende da mácula e do tempo. Na mácula off operada em menos de 7 dias, 75% dos pacientes mantêm 20/70 ou melhor; entre 7 dias e 8 semanas, menos de 50%. A principal causa de insucesso precoce é a rotura não tamponada; a de insucesso tardio, a PVR, que se forma 4-6 semanas após a cirurgia e passa de 8% na primeira intervenção para 18% no terceiro procedimento.
Comparativo
Mecanismo de tamponamento, indicações, taxa de sucesso e complicações de cada técnica, nos critérios que a apostila usa para resolver as questões do CBO.
| Critério | Retinopexia pneumática | Introflexão escleral | Vitrectomia via pars plana |
|---|---|---|---|
| Como fecha a rotura | Gás intraocular (C3F8 ou SF6) tampona por dentro | Explante externo de silicone indenta a esclera e fecha de fora para dentro; drenagem externa do fluido opcional | Remove trações e PVR, drena o fluido por troca fluido-gasosa ou perfluorcarbono e termina com gás ou óleo de silicone |
| Adesão coriorretiniana | Crioterapia transconjuntival antes do gás ou laser após a reaplicação | Crioterapia transescleral; no caso clínico 04, laser ao redor das roturas | Endofotocoagulação das roturas |
| Olho e paciente | Paciente colaborativo para a posição de cabeça no pós-operatório | Pacientes fácicos | Olhos afácicos ou pseudofácicos; também o DR tracional que envolve ou ameaça a fóvea |
| Roturas | Nas 8 horas superiores, todas identificadas, sem roturas muito extensas | Periféricas ou diálises, únicas ou múltiplas, próximas entre si; sem rotura gigante ou posterior | Rotura gigante ou muito posterior, incluindo DR com buraco de mácula |
| PVR e meios | Sem PVR C, sem hemorragia vítrea ou opacidade de meios | Sem PVR C e sem opacidade de meios | Indicada com PVR C, hemorragia vítrea ou opacidade de meios |
| Sucesso | Cerca de 80% (primário) | Cerca de 90-95% | Cerca de 90% (anatômico) |
| Complicações | Gás no espaço sub-retiniano ou na câmara anterior, endoftalmite, novas roturas | Miopia induzida, isquemia do segmento anterior, diplopia, ptose, hemorragia sub-retiniana, encarceramento da retina, rotura em boca-de-peixe | Catarata nuclear, glaucoma, PVR e redescolamento, pucker macular |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, do tipo de descolamento ao manejo do insucesso.
No regmatogênico, fluido do vítreo passa pela rotura e a retina fica convexa e ondulada. No tracional, membranas fibrovasculares puxam uma retina côncava e imóvel, sem fotopsias. No exsudativo, doença da coroide ou do EPR deixa a retina convexa, lisa e muito móvel, com mobilidade do fluido.
Linha de demarcação após cerca de 3 meses, como na retinografia da CBO 2025, cistos intrarretinianos após um ano e afinamento indicam DR antigo. Classifique a proliferação vitreorretiniana em A (turvação e pigmento), B (dobras de retina interna) ou C (dobras de espessura total ou membranas sub-retinianas), dividida em CA e CP pelo equador.
A retinosquise dá escotoma absoluto e superfície lisa, sem fotopsias, tobacco dust ou hemorragia vítrea, e aceita marcas de laser. O descolamento de coroide forma elevações amarronzadas e imóveis, interrompidas nas ampolas das vorticosas, em geral com PIO baixa.
Descolamento mácula on costuma manter a acuidade visual pré-operatória. Na mácula off, o tempo decide: cirurgia em menos de 7 dias preserva 20/70 ou melhor em 75% dos casos; entre 7 dias e 8 semanas, em menos de 50%.
Rotura única ou duas próximas nos dois terços superiores, meios claros e paciente colaborativo: retinopexia pneumática. Fácico com roturas periféricas próximas e sem PVR C: introflexão escleral, como no caso clínico 04 e na questão CBO 2014. Pseudofácico, rotura gigante ou posterior, PVR C ou hemorragia vítrea: vitrectomia.
Cheque a infusão, que nunca pode ficar sub-retiniana. Faça core vítreo, DVP (a triancinolona ajuda a ver a hialoide), base vítrea e remoção das trações e da PVR. Drene o fluido por troca fluido-gasosa, perfluorcarbono ou ambos, aplique endolaser, remova o PFC e termine com gás ou óleo de silicone.
A principal causa de falha precoce é a rotura não tamponada: metade dos DRs tem mais de uma rotura, em geral a até 90º uma da outra. A falha tardia é a PVR, que surge 4-6 semanas após a cirurgia e fica mais frequente a cada nova intervenção.
Perguntas frequentes
No DR regmatogênico com roturas nas 8 horas superiores, todas identificadas, sem hemorragia vítrea ou opacidade de meios, sem PVR C e sem roturas muito extensas, em paciente capaz de manter a posição de cabeça. Na questão CBO 2022 da apostila, a rasgadura de 155 graus contraindica a técnica; na CBO 2021, as roturas gigantes de mais de 3 horas de relógio também.
Miopia induzida, porque o explante reduz o diâmetro equatorial e aumenta o anteroposterior; isquemia do segmento anterior; diplopia, já que o buckle fica abaixo dos músculos extraoculares; ptose palpebral; hemorragia sub-retiniana e encarceramento da retina no local da drenagem externa; e rotura em boca-de-peixe, que pode receber gás ao final da cirurgia.
DR tracional que envolve ou ameaça a fóvea e DR regmatogênico em olho afácico ou pseudofácico, com rotura gigante, com rotura muito posterior (incluindo buraco de mácula), com PVR C ou com hemorragia vítrea ou opacidade de meios. O sucesso anatômico é de cerca de 90%; catarata nuclear, glaucoma, PVR e pucker macular são as principais complicações.
A retinosquise causa escotoma absoluto, e o DRR, relativo. Na retinosquise não há fotopsias, tobacco dust nem hemorragia vítrea, a superfície é lisa e é possível fazer marcas com laser. O DRR tem superfície corrugada, mas fica liso e fino quando crônico. A retinosquise sem DR pode ser observada; a que complica com DR, em cerca de 3% dos casos, deve ser tratada com vitrectomia.
PVR A tem turvação vítrea e pigmento no vítreo e na retina inferior; PVR B, dobras de retina interna com retina rígida; PVR C, dobras de espessura total ou membranas sub-retinianas, dividida em CA e CP pelo equador. A apostila também traz a classificação da Retina Society, do tipo 1 (focal) ao tipo 5 (retração anterior). A PVR é a principal causa de falha da cirurgia.
O perfluorcarbono é um líquido pesado que auxilia a drenagem do fluido sub-retiniano, resposta da questão CBO 2017. O óleo de silicone é substituto vítreo de tamponamento prolongado, indicado no DR complexo com PVR avançada, e exige remoção posterior (CBO 2013). Gotículas translúcidas na porção inferior da câmara anterior apontam perfluoroctano residual, tema da CBO 2024.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a residentes e especializandos em oftalmologia e a oftalmologistas, com ou sem matrícula nos cursos da Oft-Review.
Onde aprofundar
Extensive: preparatório para a prova do CBO
Mais de 150 horas de aulas, mais de 7.000 questões e mais de 5.000 flashcards.
Para ir além no tema: Retina 360° · módulo de Cirurgia e prática clínica e cirúrgica em retina.
Conhecer o Retina 360°Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Oft-Review para a prova de título do CBO.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

Especialista pelo CBONota recorde na PNO
Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

Especialista pelo CBO
Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

Especialista pelo CBO
Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

Especialista pelo CBO
Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

Especialista pelo CBO
Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
16 páginas com os tipos de descolamento, a classificação da PVR, as indicações de retinopexia pneumática, introflexão escleral e vitrectomia e 13 questões do CBO comentadas. Gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…