Camadas da parede de fora para dentro, bainha dos retos e linha arqueada de Douglas, vasos epigástricos, nervos ílio-hipogástrico, ilioinguinal, genitofemoral e cutâneo femoral lateral, ligamentos inguinal, lacunar e de Cooper, canal inguinal, triângulo de Hesselbach, orifício miopectíneo de Fruchaud, canal femoral e as zonas de risco da visão laparoscópica. Duas questões comentadas: SCMBH 2020 e FMABC 2019.
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Para que serve
Da pele ao peritônio e da virilha vista por fora à visão laparoscópica, com a anatomia que explica hérnias e complicações.
Acima dela, a aponeurose do oblíquo interno se divide em dois folhetos. Abaixo, todas as aponeuroses passam à frente do reto e a parede posterior fica só com fáscia transversal e peritônio.
Y invertido, orifício miopectíneo de Fruchaud e as zonas proibidas para grampos na TAPP e na TEP: o triângulo da morte, com os vasos ilíacos externos, e o triângulo da dor, com os nervos.
SCMBH 2020, sobre as camadas da região inguinal, e FMABC 2019, sobre os limites do triângulo de Hesselbach, com gabarito e comentário de cada alternativa.
Sumário
Da parede anterolateral à visão laparoscópica, na ordem em que a apostila ensina.
O triângulo de Hesselbach é a zona de maior fraqueza da parede posterior da região inguinal. Tem como limites a borda lateral do músculo reto do abdome, medialmente, os vasos epigástricos inferiores, lateralmente, e o ligamento inguinal, embaixo, e o seu assoalho é formado só pela fáscia transversal.
É por ele que se projeta a hérnia inguinal direta, adquirida, por fraqueza da fáscia transversal, medial aos vasos epigástricos inferiores. A hérnia indireta fica fora do triângulo: entra pelo anel inguinal profundo, lateral a esses vasos, pela persistência do conduto peritoneovaginal.
Os vasos epigástricos inferiores, ramos da artéria ilíaca externa, são a referência central da região: formam a prega umbilical lateral e separam as duas hérnias. Confundi-los com os epigástricos superiores, ramos da torácica interna, é uma das pegadinhas que a apostila aponta.
Abaulamento medial aos vasos epigástricos inferiores é hérnia direta; lateral, é indireta. Abaixo do ligamento inguinal e medial à veia femoral, é hérnia femoral, a de maior risco de estrangulamento.
Comparativo
O trajeto de cada nervo explica a dor crônica e a dormência depois da hernioplastia.
| Nervo | Raízes | Trajeto | Território e lesão |
|---|---|---|---|
| Ílio-hipogástrico | T12-L1 | Emerge da borda lateral do psoas, perfura o transverso e segue entre o transverso e o oblíquo interno | Sensibilidade suprapúbica; a lesão do ramo motor enfraquece a parede posterior e favorece a recidiva |
| Ilioinguinal | L1 | Dentro do canal inguinal, anterior ao funículo espermático, e sai pelo anel inguinal superficial | Raiz do pênis, escroto anterior e coxa medial; queimação nessa área após a hernioplastia aberta |
| Genitofemoral | L1-L2 | Perfura o psoas maior; o ramo genital entra pelo anel inguinal profundo e o femoral passa sob o ligamento inguinal | Ramo genital: músculo cremáster e pele da bolsa escrotal. Ramo femoral: pele do triângulo femoral |
| Cutâneo femoral lateral | L2-L3 | Medial à espinha ilíaca anterossuperior, sob o ligamento inguinal | Face anterolateral da coxa; dor e dormência após grampo no triângulo da dor, na via laparoscópica |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O caminho da apostila, da incisão na pele à visão laparoscópica.
Pele, fáscia de Camper, gordurosa, fáscia de Scarpa, membranosa, oblíquo externo, oblíquo interno, transverso, fáscia transversal, gordura pré-peritoneal e peritônio parietal. A fáscia de Scarpa continua no períneo como fáscia de Colles.
Fica a meio caminho entre o umbigo e a sínfise púbica. Abaixo dela, todas as aponeuroses passam à frente do músculo reto e a parede posterior da bainha fica só com fáscia transversal e peritônio, um ponto de fragilidade para hérnias.
Os vasos epigástricos inferiores sobem da ilíaca externa rumo à bainha do reto. A hérnia que sai medial a eles é direta, pelo triângulo de Hesselbach; a que sai lateral é indireta, pelo anel inguinal profundo.
Parede anterior: aponeurose do oblíquo externo. Parede posterior: fáscia transversal, reforçada pelo tendão conjunto. Teto: fibras arqueadas do oblíquo interno e do transverso. Assoalho: ligamento inguinal. Anel profundo na fáscia transversal e superficial na aponeurose do oblíquo externo.
Abaixo do ligamento inguinal, o anel femoral tem o ligamento lacunar como borda medial, a veia femoral como lateral, o ligamento inguinal à frente e o ligamento de Cooper atrás. Esse arcabouço rígido explica o maior risco de estrangulamento da hérnia femoral.
O Y invertido tem os vasos epigástricos inferiores na haste, o ducto deferente ou o ligamento redondo no ramo medial e os vasos espermáticos no lateral. Entre deferente e vasos espermáticos fica o triângulo da morte, com os vasos ilíacos externos: sem grampos ali.
Perguntas frequentes
É a linha, a meio caminho entre o umbigo e a sínfise púbica, em que a bainha do reto muda de arquitetura. Acima dela, a folha posterior tem o folheto posterior do oblíquo interno, o transverso e a fáscia transversal; abaixo, todas as aponeuroses passam à frente do reto e a folha posterior fica só com fáscia transversal e peritônio.
De fora para dentro: pele, tela subcutânea com as fáscias de Camper, superficial e gordurosa, e de Scarpa, profunda e membranosa, músculo oblíquo externo, oblíquo interno, transverso do abdome, fáscia transversal, gordura pré-peritoneal e peritônio parietal. Trocar Camper e Scarpa é a pegadinha clássica.
Os três músculos largos, oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome, e o reto do abdome, envolvido pela bainha formada pelas aponeuroses dos três. O oblíquo externo corre de cima para baixo e de fora para dentro, o interno é perpendicular a ele e o transverso tem fibras horizontais.
O canal é um trajeto oblíquo de cerca de 4 cm, logo acima do ligamento inguinal. A parede anterior é a aponeurose do oblíquo externo, a posterior é a fáscia transversal reforçada pelo tendão conjunto, o teto são as fibras arqueadas do oblíquo interno e do transverso e o assoalho é o ligamento inguinal.
A hérnia inguinal direta, por fraqueza adquirida da fáscia transversal, medial aos vasos epigástricos inferiores. No exame da região inguinal, ela empurra a polpa do dedo do examinador, enquanto a indireta, que sai pelo anel inguinal profundo, toca a ponta do dedo.
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Clínica Médica
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Clínica Médica
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Medicina Preventiva
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Medicina Preventiva
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Oftalmologia
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Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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