Apostila gratuita · 26 páginas

Anatomia da parede abdominal e região inguinal: camadas, linha arqueada, triângulo de Hesselbach e orifício miopectíneo

Camadas da parede de fora para dentro, bainha dos retos e linha arqueada de Douglas, vasos epigástricos, nervos ílio-hipogástrico, ilioinguinal, genitofemoral e cutâneo femoral lateral, ligamentos inguinal, lacunar e de Cooper, canal inguinal, triângulo de Hesselbach, orifício miopectíneo de Fruchaud, canal femoral e as zonas de risco da visão laparoscópica. Duas questões comentadas: SCMBH 2020 e FMABC 2019.

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Capa da apostila Anatomia da parede abdominal e região inguinal em um tablet
Formato
Apostila · 26 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Parede abdominal
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de anatomia da parede abdominal cobre

Da pele ao peritônio e da virilha vista por fora à visão laparoscópica, com a anatomia que explica hérnias e complicações.

  • Linha arqueada sem pegadinha

    Acima dela, a aponeurose do oblíquo interno se divide em dois folhetos. Abaixo, todas as aponeuroses passam à frente do reto e a parede posterior fica só com fáscia transversal e peritônio.

  • A virilha vista por dentro

    Y invertido, orifício miopectíneo de Fruchaud e as zonas proibidas para grampos na TAPP e na TEP: o triângulo da morte, com os vasos ilíacos externos, e o triângulo da dor, com os nervos.

  • Duas questões comentadas

    SCMBH 2020, sobre as camadas da região inguinal, e FMABC 2019, sobre os limites do triângulo de Hesselbach, com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 26 páginas

Da parede anterolateral à visão laparoscópica, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de revisão
  2. 02Introdução: o mapa tridimensional da parede abdominal
  3. 03Camadas da parede anterolateral, de fora para dentro
  4. 04Bainha dos retos e linha arqueada de Douglas
  5. 05Vasculatura da parede e os vasos epigástricos
  6. 06Questão estratégica: anatomia de superfície e camadas da região inguinal
  7. 07Inervação: ílio-hipogástrico, ilioinguinal, genitofemoral e cutâneo femoral lateral
  8. 08Lesões nervosas pós-operatórias e inguinodinia
  9. 09Região inguinal: ligamentos inguinal, lacunar e pectíneo
  10. 10Canal inguinal: paredes, teto, assoalho e anéis
  11. 11Triângulo de Hesselbach e a diferença entre hérnia direta e indireta
  12. 12Questão estratégica: limites do triângulo de Hesselbach
  13. 13Orifício miopectíneo de Fruchaud e canal femoral
  14. 14Visão laparoscópica: Y invertido, triângulo da dor e triângulo da morte
  15. 15Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Anatomia da parede abdominal e região inguinal
Página da apostila: os músculos oblíquo interno e transverso do abdome, com o sentido das fibras, as aponeuroses e a linha arqueada de Douglas.

O que é o triângulo de Hesselbach?

O triângulo de Hesselbach é a zona de maior fraqueza da parede posterior da região inguinal. Tem como limites a borda lateral do músculo reto do abdome, medialmente, os vasos epigástricos inferiores, lateralmente, e o ligamento inguinal, embaixo, e o seu assoalho é formado só pela fáscia transversal.

É por ele que se projeta a hérnia inguinal direta, adquirida, por fraqueza da fáscia transversal, medial aos vasos epigástricos inferiores. A hérnia indireta fica fora do triângulo: entra pelo anel inguinal profundo, lateral a esses vasos, pela persistência do conduto peritoneovaginal.

Os vasos epigástricos inferiores, ramos da artéria ilíaca externa, são a referência central da região: formam a prega umbilical lateral e separam as duas hérnias. Confundi-los com os epigástricos superiores, ramos da torácica interna, é uma das pegadinhas que a apostila aponta.

Abaulamento medial aos vasos epigástricos inferiores é hérnia direta; lateral, é indireta. Abaixo do ligamento inguinal e medial à veia femoral, é hérnia femoral, a de maior risco de estrangulamento.

Comparativo

Os quatro nervos da região inguinal: trajeto e território

O trajeto de cada nervo explica a dor crônica e a dormência depois da hernioplastia.

Nervos da parede abdominal e da região inguinal. Fonte: apostila Med-Review R1, “Anatomia da parede abdominal e região inguinal”.
NervoRaízesTrajetoTerritório e lesão
Ílio-hipogástricoT12-L1Emerge da borda lateral do psoas, perfura o transverso e segue entre o transverso e o oblíquo internoSensibilidade suprapúbica; a lesão do ramo motor enfraquece a parede posterior e favorece a recidiva
IlioinguinalL1Dentro do canal inguinal, anterior ao funículo espermático, e sai pelo anel inguinal superficialRaiz do pênis, escroto anterior e coxa medial; queimação nessa área após a hernioplastia aberta
GenitofemoralL1-L2Perfura o psoas maior; o ramo genital entra pelo anel inguinal profundo e o femoral passa sob o ligamento inguinalRamo genital: músculo cremáster e pele da bolsa escrotal. Ramo femoral: pele do triângulo femoral
Cutâneo femoral lateralL2-L3Medial à espinha ilíaca anterossuperior, sob o ligamento inguinalFace anterolateral da coxa; dor e dormência após grampo no triângulo da dor, na via laparoscópica

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como localizar as estruturas da parede abdominal e da virilha, passo a passo

O caminho da apostila, da incisão na pele à visão laparoscópica.

  1. Atravesse as camadas na ordem

    Pele, fáscia de Camper, gordurosa, fáscia de Scarpa, membranosa, oblíquo externo, oblíquo interno, transverso, fáscia transversal, gordura pré-peritoneal e peritônio parietal. A fáscia de Scarpa continua no períneo como fáscia de Colles.

  2. Encontre a linha arqueada

    Fica a meio caminho entre o umbigo e a sínfise púbica. Abaixo dela, todas as aponeuroses passam à frente do músculo reto e a parede posterior da bainha fica só com fáscia transversal e peritônio, um ponto de fragilidade para hérnias.

  3. Use os vasos epigástricos como marco

    Os vasos epigástricos inferiores sobem da ilíaca externa rumo à bainha do reto. A hérnia que sai medial a eles é direta, pelo triângulo de Hesselbach; a que sai lateral é indireta, pelo anel inguinal profundo.

  4. Monte o túnel do canal inguinal

    Parede anterior: aponeurose do oblíquo externo. Parede posterior: fáscia transversal, reforçada pelo tendão conjunto. Teto: fibras arqueadas do oblíquo interno e do transverso. Assoalho: ligamento inguinal. Anel profundo na fáscia transversal e superficial na aponeurose do oblíquo externo.

  5. Desça ao canal femoral

    Abaixo do ligamento inguinal, o anel femoral tem o ligamento lacunar como borda medial, a veia femoral como lateral, o ligamento inguinal à frente e o ligamento de Cooper atrás. Esse arcabouço rígido explica o maior risco de estrangulamento da hérnia femoral.

  6. Inverta o olhar na laparoscopia

    O Y invertido tem os vasos epigástricos inferiores na haste, o ducto deferente ou o ligamento redondo no ramo medial e os vasos espermáticos no lateral. Entre deferente e vasos espermáticos fica o triângulo da morte, com os vasos ilíacos externos: sem grampos ali.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre anatomia da parede abdominal na prova

O que é a linha arqueada de Douglas?

É a linha, a meio caminho entre o umbigo e a sínfise púbica, em que a bainha do reto muda de arquitetura. Acima dela, a folha posterior tem o folheto posterior do oblíquo interno, o transverso e a fáscia transversal; abaixo, todas as aponeuroses passam à frente do reto e a folha posterior fica só com fáscia transversal e peritônio.

Quais são as camadas da parede abdominal?

De fora para dentro: pele, tela subcutânea com as fáscias de Camper, superficial e gordurosa, e de Scarpa, profunda e membranosa, músculo oblíquo externo, oblíquo interno, transverso do abdome, fáscia transversal, gordura pré-peritoneal e peritônio parietal. Trocar Camper e Scarpa é a pegadinha clássica.

Quais são os músculos da parede abdominal?

Os três músculos largos, oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdome, e o reto do abdome, envolvido pela bainha formada pelas aponeuroses dos três. O oblíquo externo corre de cima para baixo e de fora para dentro, o interno é perpendicular a ele e o transverso tem fibras horizontais.

Quais são os limites do canal inguinal?

O canal é um trajeto oblíquo de cerca de 4 cm, logo acima do ligamento inguinal. A parede anterior é a aponeurose do oblíquo externo, a posterior é a fáscia transversal reforçada pelo tendão conjunto, o teto são as fibras arqueadas do oblíquo interno e do transverso e o assoalho é o ligamento inguinal.

Qual hérnia passa pelo triângulo de Hesselbach?

A hérnia inguinal direta, por fraqueza adquirida da fáscia transversal, medial aos vasos epigástricos inferiores. No exame da região inguinal, ela empurra a polpa do dedo do examinador, enquanto a indireta, que sai pelo anel inguinal profundo, toca a ponta do dedo.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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