Apostila gratuita · 46 páginas

Trauma abdominal e pélvico: FAST, tratamento não operatório, zonas do retroperitônio e fratura de pelve

Trauma contuso e penetrante, abdome oculto, sinal do cinto de segurança, FAST e E-FAST, algoritmos pela estabilidade hemodinâmica, arma de fogo e arma branca, tratamento não operatório de baço, fígado e rim, manobra de Pringle, delgado, cólon, duodeno e pâncreas, zonas do retroperitônio, fratura de pelve e lençol, bexiga, uretra e reto, controle de danos e síndrome compartimental abdominal. Quatro questões comentadas: SUS/SP 2021, ISCMSP 2023, AMRIGS 2024 e FAMERP 2021.

PDF de 5,7 MB. Gratuito.

Capa da apostila Trauma abdominal e pélvico: FAST, tratamento não operatório e controle de danos em um tablet
Formato
Apostila · 46 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Trauma
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de trauma abdominal cobre

Da porta da sala de trauma à decisão entre TC, bloco cirúrgico e angioembolização, com os algoritmos que a banca cobra.

  • O algoritmo pela hemodinâmica

    Instável com FAST positivo vai para a laparotomia; instável com FAST negativo manda procurar pelve e tórax; estável vai para a TC com contraste, mesmo com FAST positivo, e para o tratamento não operatório quando preenche os critérios.

  • Zonas do retroperitônio na laparotomia

    Zona 1 se explora sempre; zona 2 se explora no penetrante e, no contuso, só com hematoma em expansão ou pulsátil; a zona 3 contusa fica com fixação da pelve e angioembolização ou tamponamento extraperitoneal.

  • Quatro questões comentadas

    SUS/SP 2021, sobre FAST positivo no paciente estável, ISCMSP 2023, sobre evisceração, AMRIGS 2024, sobre as zonas do retroperitônio, e FAMERP 2021, sobre pelve instável com e-FAST positivo, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 46 páginas

Dos mecanismos de trauma à síndrome compartimental abdominal, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades
  2. 02Mecanismos: trauma contuso e penetrante
  3. 03Anatomia para a prova: transição toracoabdominal e abdome oculto
  4. 04Exame físico e o sinal do cinto de segurança
  5. 05FAST e E-FAST: janelas, interpretação e limitações
  6. 06Questão estratégica: FAST positivo no paciente estável
  7. 07Trauma penetrante: arma de fogo e arma branca
  8. 08Questão estratégica: trauma penetrante
  9. 09Trauma contuso: o algoritmo da estabilidade hemodinâmica
  10. 10Tratamento não operatório: critérios de sucesso
  11. 11Baço: classificação e vacinação pós-esplenectomia
  12. 12Fígado: manobra de Pringle e packing
  13. 13Rim: classificação e quando explorar
  14. 14Intestino delgado e cólon
  15. 15Duodeno e pâncreas
  16. 16Zonas do retroperitônio: explorar ou não
  17. 17Questão estratégica: anatomia do retroperitônio
  18. 18Trauma de pelve: tipos de fratura, lençol e fixação externa
  19. 19Questão estratégica: trauma pélvico e abdominal
  20. 20Bexiga, uretra e reto
  21. 21Trauma pelviperineal complexo
  22. 22Cirurgia de controle de danos
  23. 23Síndrome compartimental abdominal
  24. 24Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Trauma abdominal e pélvico: FAST, tratamento não operatório e controle de danos
Página da apostila: o algoritmo do trauma contuso pela estabilidade hemodinâmica, com FAST no instável, TC com contraste no estável e o erro comum de confiar no FAST negativo.

O que é trauma abdominal?

Trauma abdominal é a lesão das vísceras e estruturas do abdome por transferência de energia, dividido em contuso, o mais frequente no Brasil, por acidentes, quedas e atropelamentos, e penetrante, por arma branca ou projétil de arma de fogo. No contuso, sangram os órgãos sólidos, com o baço à frente e o fígado em seguida; no ferimento por arma de fogo, o intestino delgado é o mais atingido.

O abdome do trauma vai além da parede anterior. Ferimento penetrante abaixo da linha dos mamilos, na frente, ou abaixo da ponta da escápula, nas costas, é trauma abdominal até prova em contrário, porque o diafragma sobe até o 4º espaço intercostal na expiração. Fígado, baço e estômago ficam sob as costelas, e o retroperitônio esconde rins, pâncreas, aorta e cava.

O exame físico tem sensibilidade de cerca de 50% e engana ainda mais no paciente rebaixado ou alcoolizado. O sinal do cinto de segurança, a equimose em faixa no abdome, manda suspeitar de lesão de víscera oca, lesão pancreática e fratura de Chance da coluna lombar, mesmo com FAST negativo.

A conduta é decidida pela hemodinâmica. O FAST é o exame do instável, e a TC com contraste, a do estável: FAST positivo no instável leva à laparotomia exploradora; no estável, mesmo com FAST positivo, a TC gradua a lesão e abre caminho para o tratamento não operatório.

Página da apostila Trauma abdominal e pélvico: FAST, tratamento não operatório e controle de danos

Comparativo

Trauma abdominal: o exame e a conduta em cada cenário

O estado hemodinâmico e o mecanismo decidem o exame e o destino do paciente. A tabela junta os algoritmos da apostila.

Exame-chave e conduta no trauma abdominal contuso e penetrante. Fonte: apostila Med-Review R1, “Trauma abdominal e pélvico”.
SituaçãoExame-chaveConduta
Contuso, instável, FAST positivoFAST na sala de traumaLaparotomia exploradora imediata, sem TC
Contuso, instável, FAST negativoFAST na sala de traumaBuscar outra fonte: pelve, hemotórax, tamponamento ou ossos longos
Contuso, estávelTC com contraste, mesmo com FAST positivoGraduar a lesão e indicar tratamento não operatório se preencher os critérios
Estável com blush arterial na TCTC com contrasteAngiografia com embolização, mantendo o tratamento não operatório
Penetrante por arma de fogoAvaliação clínicaLaparotomia exploradora na maioria, mesmo no paciente estável
Arma branca no abdome anterior, paciente estávelExploração digital da feridaAponeurose íntegra: sutura e alta; violada: observação seriada, TC ou laparoscopia

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir o trauma abdominal e pélvico, passo a passo

A sequência da apostila, da primeira pergunta na sala de trauma ao controle de danos.

  1. Pergunte primeiro: estável ou instável

    A hemodinâmica define tudo. No penetrante, instabilidade, peritonite ou evisceração levam à laparotomia exploradora imediata, sem FAST e sem TC. Na ISCMSP 2023 da apostila, a saída de um apêndice epiploico pela ferida já é evisceração e indica cirurgia.

  2. No instável, FAST na sala de trauma

    FAST positivo no instável é laparotomia. FAST negativo tira o abdome da suspeita e manda procurar pelve, tórax, tamponamento e ossos longos. O FAST não enxerga bem o retroperitônio: pâncreas, duodeno, rins e grandes vasos podem ter exame negativo.

  3. No estável, TC e tratamento não operatório

    A TC com contraste gradua baço, fígado e rim e mostra sangramento ativo. O tratamento não operatório exige estabilidade, ausência de peritonite, TC de qualidade e estrutura com UTI e cirurgião. O grau da lesão, sozinho, não indica cirurgia, e o blush arterial vai para a angioembolização.

  4. Feche a pelve com o lençol

    Na suspeita de fratura de pelve instável, teste a estabilidade uma vez só e passe o lençol na altura dos grandes trocanteres, não na crista ilíaca, com rotação interna dos membros inferiores. Se seguir instável, faça o FAST: positivo leva à laparotomia, com fixação da pelve e tamponamento pré-peritoneal; negativo, ao tamponamento pré-peritoneal ou à angioembolização, sem abrir o abdome.

  5. Não passe sonda na uretra lesada

    Uretrorragia, próstata flutuante ou não palpável e hematoma perineal contraindicam a sonda vesical. Faça uretrocistografia retrógrada e, confirmada a lesão, cistostomia suprapúbica. Na bexiga, a ruptura intraperitoneal é cirúrgica e a extraperitoneal fica com sonda de demora.

  6. No diamante letal, controle de danos

    Acidose, hipotermia, coagulopatia e hipocalcemia mandam parar a cirurgia definitiva: laparotomia abreviada para conter sangramento e contaminação, sem anastomose, peritoniostomia, reanimação na UTI e reoperação em 24 a 48 horas. Pressão intra-abdominal acima de 20 mmHg com disfunção orgânica é síndrome compartimental e pede descompressão.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre trauma abdominal na prova

Quando indicar laparotomia exploradora no trauma abdominal?

Na instabilidade hemodinâmica com FAST positivo, na peritonite, na evisceração, no pneumoperitônio e no sangramento orificial pós-trauma, como hematêmese ou retorragia. No ferimento por arma de fogo, a laparotomia é a regra na maioria das questões, mesmo com o paciente estável. No contuso estável, a apostila manda fazer TC antes.

Quais são as zonas do retroperitônio?

Zona 1, central, com aorta, veia cava inferior, pâncreas e duodeno: hematoma explorado sempre. Zona 2, lateral, com rins, adrenais, ureteres e cólons ascendente e descendente: explorada no penetrante e, no contuso, só se o hematoma expande ou pulsa. Zona 3, pélvica, com vasos ilíacos, reto, bexiga e plexo venoso pré-sacral: explorada no penetrante; no contuso, a conduta é fixar a pelve e embolizar ou tamponar. A AMRIGS 2024 da apostila cobra essa divisão.

Quais estruturas são pinçadas na manobra de Pringle?

O ligamento hepatoduodenal, no hiato de Winslow, com a tríade portal: colédoco, veia porta e artéria hepática. Se o sangramento hepático para, a lesão está na entrada, artéria ou porta. Se não para, a lesão está na saída, nas veias hepáticas ou na cava retro-hepática, e a manobra não resolve.

Quais são as janelas do FAST?

Pericárdica ou subxifoide, hepatorrenal ou espaço de Morrison, a mais sensível, esplenorrenal ou periesplênica e pélvica ou suprapúbica. O E-FAST estende o exame ao tórax e procura pneumotórax, pela ausência de deslizamento pleural, e hemotórax. O FAST responde se há líquido livre, sem dizer qual órgão lesou.

Quais são os tipos de fratura de pelve?

Na classificação simplificada de Young-Burgess da apostila: compressão anteroposterior, o livro aberto, com abertura da sínfise acima de 2,5 cm, a que mais sangra; compressão lateral, que sangra menos e mais lesa bexiga e uretra; e cisalhamento vertical, por queda de altura em pé, com deslocamento de uma hemipelve.

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    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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