Sinais de obstrução, proteção cervical com estabilização manual em linha, jaw-thrust, cânulas, máscara laríngea e Combitube, os critérios e as indicações de via aérea definitiva, os 7 Ps da sequência rápida, indutores e bloqueadores no choque, Sellick e BURP, LEMON, Mallampati e Cormack-Lehane, bougie e videolaringoscópio, cricotireoidostomia cirúrgica e por punção, capnografia, DOPE e situações especiais. Três questões comentadas: SUS SP 2024, UNICAMP 2020 e FMABC 2017.
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Para que serve
Do paciente que não responde ao nome até a via cirúrgica, sempre com a coluna cervical protegida.
Tubo na traqueia, balonete insuflado, conexão a uma fonte de oxigênio e fixação. Máscara laríngea, Combitube e cricotireoidostomia por punção não são via aérea definitiva; a cricotireoidostomia cirúrgica é.
Etomidato e quetamina preservam a pressão; propofol, midazolam e tiopental derrubam. A succinilcolina age em menos de 1 minuto e o rocurônio não altera o potássio, seguro em queimados e esmagamentos.
SUS SP 2024, sobre falha de intubação, UNICAMP 2020, sobre a droga a evitar no choque hemorrágico, e FMABC 2017, sobre trauma maxilofacial grave, com gabarito e comentário.
Sumário
Do acesso básico ao cirúrgico, na ordem em que a apostila ensina.
Cricotireoidostomia é o acesso à via aérea pela membrana cricotireóidea, entre a cartilagem tireoide, acima, e a cricoide, abaixo, um espaço avascular, superficial e fácil de palpar. Na apostila, é a via final comum do trauma: indicada no cenário “não intubo, não ventilo”, depois da falha da intubação e dos dispositivos de resgate, como a máscara laríngea e o Combitube.
A cricotireoidostomia cirúrgica é feita com incisão na pele e na membrana, dilatação do orifício com o cabo do bisturi ou uma pinça hemostática e inserção de uma cânula de traqueostomia pequena ou de um tubo orotraqueal nº 5 ou 6. Com tubo na traqueia e cuff, ela é via aérea definitiva, ao lado da intubação orotraqueal e da traqueostomia.
A cricotireoidostomia por punção usa um cateter calibroso, 12 ou 14, ligado a oxigênio de alta pressão, a 15 L/min ou em sistema de jato. Ela oxigena, mas o CO2 não sai pelo cateter fino e a hipercapnia progride: é medida temporária, de 30 a 45 minutos, e não é via aérea definitiva.
Na criança abaixo de 12 anos, a membrana é pequena e a cricoide é o único anel completo de sustentação da traqueia. Por isso, a apostila indica a punção para oxigenar e a traqueostomia de urgência em seguida, evitando a cricotireoidostomia cirúrgica pelo risco de estenose subglótica.
Comparativo
A banca pergunta se a via aérea estabelecida é definitiva. A tabela reúne a resposta e o papel de cada dispositivo, como a apostila apresenta.
| Dispositivo | É definitiva | Quando usar | Limite |
|---|---|---|---|
| Intubação orotraqueal | Sim | Via preferencial, pela sequência rápida, com estabilização manual em linha | No trauma, toda intubação é via aérea difícil em potencial, pelo colar ou pela estabilização manual |
| Máscara laríngea | Não | Resgate da oxigenação depois da falha da intubação | O balão veda a hipofaringe, não a traqueia, e não protege totalmente contra broncoaspiração |
| Combitube | Não | Resgate inserido às cegas, com ventilação pelo lúmen certo | Ponte para a via aérea definitiva |
| Cricotireoidostomia cirúrgica | Sim | “Não intubo, não ventilo” no adulto e acima de 12 anos | Evitada na criança abaixo de 12 anos |
| Cricotireoidostomia por punção | Não | Oxigenação de emergência, preferida abaixo de 12 anos | Hipercapnia progressiva: 30 a 45 minutos |
| Traqueostomia | Sim | Centro cirúrgico; no trauma agudo, exceções como a fratura de laringe | Demorada para a sala de emergência |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência da apostila, da pergunta pelo nome do paciente à confirmação do tubo.
Voz clara e frases completas indicam via aérea pérvia naquele momento. Agitação sugere hipóxia; torpor, hipercapnia. Roncos apontam para sangue, vômito ou queda da língua; estridor, para obstrução alta; rouquidão, para lesão de laringe ou queimadura de via aérea.
Com estabilização manual em linha, abra a parte da frente do colar e use o jaw-thrust, a manobra mais segura para a coluna cervical. Aspire sangue e vômito. A cânula de Guedel só entra no paciente inconsciente; a nasofaríngea é contraindicada na suspeita de fratura de base de crânio.
Glasgow igual ou menor que 8, apneia, trauma maxilofacial grave, risco de aspiração, obstrução iminente por queimadura ou hematoma cervical em expansão, hipóxia refratária e choque grave sem resposta ao volume indicam o tubo. Antes de sedar, preveja a dificuldade com o LEMON.
Prepare o material, pré-oxigene com O2 a 100% por máscara não reinalante por 3 a 5 minutos, faça o indutor seguido do bloqueador neuromuscular e não ventile com ambu enquanto o efeito chega, em 45 a 60 segundos. No choque, etomidato ou quetamina; intube sem estender o pescoço.
No Cormack III, bougie ou videolaringoscópio. Se o paciente dessatura depois da falha, máscara laríngea ou Combitube para oxigenar. No “não intubo, não ventilo”, cricotireoidostomia cirúrgica no adulto e por punção na criança abaixo de 12 anos.
A ausculta epigástrica vem primeiro e deve ser silenciosa; depois, a pulmonar, bilateral e simétrica. A capnografia é o padrão-ouro, e o raio X de tórax mostra a altura do tubo, sem diferenciar esôfago de traqueia. Se o intubado dessaturar, desconecte o ventilador, ventile com ambu e aplique o DOPE.
Perguntas frequentes
No cenário “não intubo, não ventilo”: a intubação falhou, o dispositivo extraglótico não resolveu e o paciente dessatura. Também quando a intubação é inviável e a nasotraqueal está contraindicada, como no trauma maxilofacial grave da FMABC 2017 comentada na apostila, com deformidade de mandíbula e sangramento intenso pela boca.
A cricotireoidostomia é a via cirúrgica de emergência na sala de trauma, feita pela membrana cricotireóidea, superficial e avascular. A traqueostomia é procedimento eletivo ou de urgência no centro cirúrgico e demora mais; no trauma agudo, fica para exceções como a fratura de laringe e para a criança depois da punção.
O mnemônico LEMON: Look, o aspecto externo; Evaluate, a regra 3-3-2 de abertura bucal, distância mento-hioide e hioide-tireoide; Mallampati, com as classes III e IV como preditores fortes; Obstruction; e Neck mobility. No trauma, todo paciente pontua no N pelo colar ou pela estabilização manual.
Etomidato, que causa mínima alteração na pressão, ou quetamina, que libera catecolaminas e sobe frequência e pressão. Propofol, midazolam e tiopental causam hipotensão e devem ser evitados. Na UNICAMP 2020 da apostila, com pressão de 60 x 38 mmHg após ferimento por arma de fogo, a droga a evitar é o midazolam.
É a passagem de um tubo pela boca até a traqueia, a via preferencial de via aérea definitiva quando o balonete é insuflado, o tubo é fixado e conectado a uma fonte de oxigênio. No trauma, é feita por sequência rápida e com estabilização manual em linha, sem a posição olfativa.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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