Drenagem porta e cava, sequência adenoma-carcinoma, instabilidade de microssatélites e síndrome de Lynch, pólipos, fatores de risco, câncer na doença inflamatória intestinal, rastreamento por grupo de risco, clínica por topografia, colonoscopia e CEA, estadiamento do cólon e do reto, TNM, princípios cirúrgicos, quimioterapia adjuvante, excisão total do mesorreto, neoadjuvância, Miles, watch and wait e urgências. Três questões comentadas: HIAE 2025, USP/SP 2025 e SUS/SP 2021.
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Para que serve
Do pólipo que o rastreamento retira à decisão entre cirurgia, neoadjuvância e estoma, com as distinções que a banca mais cobra.
Início aos 45 anos no risco médio, antecipação para os 40 anos, ou para 10 anos antes do caso mais jovem, conforme o parente de 1º grau, e a regra própria da doença inflamatória intestinal e da colangite esclerosante primária.
Cólon estadiado por TC e operado primeiro; reto extraperitoneal estadiado por RM de pelve, com neoadjuvância antes da cirurgia nos tumores T3, T4, N positivos ou com margem circunferencial ameaçada.
HIAE 2025, sobre o papel terapêutico da colonoscopia, SUS/SP 2021, sobre o reto distal T3N1, e USP/SP 2025, sobre a obstrução do cólon direito, com gabarito e comentário.
Sumário
Da biologia do pólipo às urgências oncológicas, na ordem em que a apostila ensina.
No adulto de risco médio, o rastreamento de câncer colorretal começa aos 45 anos. Risco médio é o assintomático sem pólipo ou câncer colorretal prévio, sem história familiar de câncer colorretal e sem doença inflamatória intestinal. A idade de início era 50 anos e caiu para 45 nas principais diretrizes internacionais, como as da US Preventive Services Task Force e da American Cancer Society, pelo aumento da incidência em adultos jovens.
A colonoscopia é o padrão-ouro: repetida a cada 10 anos quando normal, é o único método que diagnostica e trata no mesmo ato, com a polipectomia. As alternativas são a pesquisa de sangue oculto imunoquímica (FIT), anual, a sigmoidoscopia flexível, a cada 5 anos, e a colonografia por TC, também a cada 5 anos e com o mesmo preparo intestinal. Qualquer exame não invasivo positivo leva à colonoscopia; repetir o sangue oculto é erro.
A história familiar antecipa o início. Um parente de 1º grau com câncer colorretal antes dos 60 anos, ou dois parentes de 1º grau em qualquer idade, levam a colonoscopia aos 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico do parente mais jovem, o que vier primeiro, repetida a cada 5 anos. Parente de 1º grau diagnosticado aos 60 anos ou mais: início aos 40 anos, com o intervalo da população geral. Avós, tios e primos não mudam a conduta.
Na doença inflamatória intestinal, a colonoscopia de vigilância começa 8 anos após o início dos sintomas da colite extensa ou da pancolite, e não da data do diagnóstico. Retocolite com colangite esclerosante primária é a exceção: colonoscopia anual a partir do diagnóstico da colangite.
Comparativo
O grupo de risco define a idade de início e o intervalo. A tabela junta as regras como a apostila apresenta.
| Grupo | Quando começar | Como e com que intervalo |
|---|---|---|
| Risco médio | 45 anos | Colonoscopia a cada 10 anos, FIT anual, sigmoidoscopia ou colonografia por TC a cada 5 anos |
| 1 parente de 1º grau antes dos 60 anos, ou 2 parentes de 1º grau | 40 anos ou 10 anos antes do caso mais jovem, o que vier primeiro | Colonoscopia a cada 5 anos |
| 1 parente de 1º grau aos 60 anos ou mais | 40 anos | Intervalo da população geral |
| Parentes de 2º ou 3º grau | 45 anos | Como risco médio |
| Colite extensa ou pancolite na retocolite ou no Crohn | 8 anos após o início dos sintomas | Colonoscopia de vigilância com cromoscopia ou biópsias em quatro quadrantes a cada 10 cm |
| Retocolite com colangite esclerosante primária | No diagnóstico da colangite | Colonoscopia anual |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, do sintoma que acende o alerta à decisão cirúrgica.
Cólon direito sangra pouco e sempre: anemia ferropriva sem causa, astenia e massa em fossa ilíaca direita. Cólon esquerdo estreita a luz: alteração do hábito intestinal, fezes em fita, cólica e obstrução. Reto dá hematoquezia, tenesmo e evacuação incompleta.
É o padrão-ouro e ainda procura lesões sincrônicas, presentes em 3% a 5% dos pacientes. Se o tumor obstrutivo não deixa passar o aparelho, colonografia por TC ou colonoscopia completa no pós-operatório. O CEA não diagnostica nem rastreia: serve para prognóstico e para vigiar recidiva.
Cólon: TC de tórax, abdome e pelve com contraste. Reto extraperitoneal: RM de pelve de alta resolução para o T, o N e a margem de ressecção circunferencial, ecoendoscopia na dúvida entre T1 e T2, e TC de tórax e abdome para metástases.
Margem de 5 cm, ressecção do mesocólon em bloco, ligadura vascular na origem e pelo menos 12 linfonodos na peça. A localização decide a colectomia. Quimioterapia adjuvante no estágio III e no estágio II com fator de alto risco, como menos de 12 linfonodos, T4, cirurgia de urgência ou tumor mal diferenciado.
T3, T4, N positivo ou margem circunferencial a 1 mm ou menos da fáscia mesorretal levam a quimiorradioterapia ou terapia neoadjuvante total antes da excisão total do mesorreto. Ressecção anterior quando há margem distal livre de pelo menos 1 cm; Miles quando o tumor invade o aparelho esfincteriano; watch and wait na resposta clínica completa.
Obstrução do cólon esquerdo em paciente estável: stent como ponte para a cirurgia; instável ou com peritonite: Hartmann. Ceco acima de 10 a 12 cm indica alça fechada e risco de perfuração. Reto extraperitoneal obstruído sem perfuração: colostomia em alça, RM e neoadjuvância antes da ressecção.
Perguntas frequentes
Dependem da topografia. No cólon direito, o tumor sangra de forma contínua e imperceptível e aparece como anemia ferropriva sem causa, fadiga e perda de peso. No cólon esquerdo, alteração do hábito intestinal, fezes afinadas e cólica; no reto, sangue vivo nas fezes, tenesmo e sensação de evacuação incompleta.
O CEA, o antígeno carcinoembrionário, não serve para diagnóstico nem para rastreamento: costuma ser normal nos estágios I e II e sobe em fumantes, na cirrose, na pancreatite, na insuficiência renal e na doença inflamatória intestinal. A pista no sangue é a anemia ferropriva sem causa clara no idoso ou no homem adulto, que pede colonoscopia imediata.
Pela colonoscopia com biópsia, o padrão-ouro, que localiza a lesão, colhe tecido para o anatomopatológico e procura lesões sincrônicas. Sangramento retal no adulto exige avaliação endoscópica, e atribuí-lo à doença hemorroidária sem toque retal e colonoscopia é o erro clássico.
A maioria dos tumores surge de um pólipo adenomatoso assintomático que leva de 10 a 15 anos para se malignizar, pela sequência APC, KRAS e p53. Esse intervalo é o que permite ao rastreamento retirar o pólipo na colonoscopia e interromper a história natural do câncer.
Pode ser. Um parente de 1º grau com câncer colorretal aumenta o risco em 2 a 3 vezes, e a polipose adenomatosa familiar e a síndrome de Lynch são síndromes hereditárias. Na síndrome de Lynch há mutação germinativa em um gene de reparo do DNA, mas nem todo tumor com instabilidade de microssatélites é Lynch: a forma associada à mutação BRAF é esporádica e não passa para os filhos.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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