Apostila gratuita · 35 páginas

Câncer colorretal: rastreamento, estadiamento TNM, cirurgia do cólon, neoadjuvância no reto e urgências

Drenagem porta e cava, sequência adenoma-carcinoma, instabilidade de microssatélites e síndrome de Lynch, pólipos, fatores de risco, câncer na doença inflamatória intestinal, rastreamento por grupo de risco, clínica por topografia, colonoscopia e CEA, estadiamento do cólon e do reto, TNM, princípios cirúrgicos, quimioterapia adjuvante, excisão total do mesorreto, neoadjuvância, Miles, watch and wait e urgências. Três questões comentadas: HIAE 2025, USP/SP 2025 e SUS/SP 2021.

PDF de 2,7 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 35 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Coloproctologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de câncer colorretal cobre

Do pólipo que o rastreamento retira à decisão entre cirurgia, neoadjuvância e estoma, com as distinções que a banca mais cobra.

  • Rastreamento por grupo de risco

    Início aos 45 anos no risco médio, antecipação para os 40 anos, ou para 10 anos antes do caso mais jovem, conforme o parente de 1º grau, e a regra própria da doença inflamatória intestinal e da colangite esclerosante primária.

  • Cólon e reto em caminhos separados

    Cólon estadiado por TC e operado primeiro; reto extraperitoneal estadiado por RM de pelve, com neoadjuvância antes da cirurgia nos tumores T3, T4, N positivos ou com margem circunferencial ameaçada.

  • Três questões comentadas

    HIAE 2025, sobre o papel terapêutico da colonoscopia, SUS/SP 2021, sobre o reto distal T3N1, e USP/SP 2025, sobre a obstrução do cólon direito, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 35 páginas

Da biologia do pólipo às urgências oncológicas, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: a tabela de distinções
  2. 02Introdução, epidemiologia e vias de disseminação: sistema porta e sistema cava
  3. 03Sequência adenoma-carcinoma
  4. 04Via da instabilidade de microssatélites e síndrome de Lynch
  5. 05Classificação dos pólipos: hiperplásicos, adenomatosos e serrilhados
  6. 06Fatores de risco e prevenção
  7. 07Câncer colorretal na retocolite e na doença de Crohn
  8. 08Rastreamento na população de risco médio: idade de início e métodos
  9. 09Rastreamento no alto risco: histórico familiar e parente de 1º grau
  10. 10Questão estratégica: rastreamento do câncer colorretal
  11. 11Quadro clínico: cólon direito, cólon esquerdo e reto
  12. 12Colonoscopia com biópsia e o papel do CEA
  13. 13Estadiamento no câncer de cólon e no câncer de reto
  14. 14Sistema de estadiamento TNM
  15. 15Princípios cirúrgicos: margens, ligadura vascular na origem e 12 linfonodos
  16. 16Extensão da ressecção pela localização do tumor
  17. 17Quimioterapia adjuvante: estágio III e estágio II de alto risco
  18. 18Reto extraperitoneal: mesorreto, margem circunferencial e excisão total do mesorreto
  19. 19Terapia neoadjuvante total
  20. 20Ressecção anterior com ETM ou amputação abdominoperineal (Miles)
  21. 21Estratégia watch and wait
  22. 22Questão estratégica: câncer de reto extraperitoneal
  23. 23Urgências: obstrução maligna, alça fechada, perfuração e sangramento
  24. 24Questão estratégica: obstrução maligna
  25. 25Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Câncer colorretal (CCR)
Página da apostila: a vigilância na doença inflamatória intestinal e na colangite esclerosante primária, seguida do rastreamento no risco médio a partir dos 45 anos, com a colonoscopia e a pesquisa de sangue oculto imunoquímica.

Quando começar o rastreamento de câncer colorretal?

No adulto de risco médio, o rastreamento de câncer colorretal começa aos 45 anos. Risco médio é o assintomático sem pólipo ou câncer colorretal prévio, sem história familiar de câncer colorretal e sem doença inflamatória intestinal. A idade de início era 50 anos e caiu para 45 nas principais diretrizes internacionais, como as da US Preventive Services Task Force e da American Cancer Society, pelo aumento da incidência em adultos jovens.

A colonoscopia é o padrão-ouro: repetida a cada 10 anos quando normal, é o único método que diagnostica e trata no mesmo ato, com a polipectomia. As alternativas são a pesquisa de sangue oculto imunoquímica (FIT), anual, a sigmoidoscopia flexível, a cada 5 anos, e a colonografia por TC, também a cada 5 anos e com o mesmo preparo intestinal. Qualquer exame não invasivo positivo leva à colonoscopia; repetir o sangue oculto é erro.

A história familiar antecipa o início. Um parente de 1º grau com câncer colorretal antes dos 60 anos, ou dois parentes de 1º grau em qualquer idade, levam a colonoscopia aos 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico do parente mais jovem, o que vier primeiro, repetida a cada 5 anos. Parente de 1º grau diagnosticado aos 60 anos ou mais: início aos 40 anos, com o intervalo da população geral. Avós, tios e primos não mudam a conduta.

Na doença inflamatória intestinal, a colonoscopia de vigilância começa 8 anos após o início dos sintomas da colite extensa ou da pancolite, e não da data do diagnóstico. Retocolite com colangite esclerosante primária é a exceção: colonoscopia anual a partir do diagnóstico da colangite.

Página da apostila Câncer colorretal (CCR)

Comparativo

Rastreamento de câncer colorretal por grupo de risco

O grupo de risco define a idade de início e o intervalo. A tabela junta as regras como a apostila apresenta.

Grupos de risco para câncer colorretal, com a idade de início e o intervalo do rastreamento. Fonte: apostila Med-Review R1, “Câncer colorretal (CCR)”.
GrupoQuando começarComo e com que intervalo
Risco médio45 anosColonoscopia a cada 10 anos, FIT anual, sigmoidoscopia ou colonografia por TC a cada 5 anos
1 parente de 1º grau antes dos 60 anos, ou 2 parentes de 1º grau40 anos ou 10 anos antes do caso mais jovem, o que vier primeiroColonoscopia a cada 5 anos
1 parente de 1º grau aos 60 anos ou mais40 anosIntervalo da população geral
Parentes de 2º ou 3º grau45 anosComo risco médio
Colite extensa ou pancolite na retocolite ou no Crohn8 anos após o início dos sintomasColonoscopia de vigilância com cromoscopia ou biópsias em quatro quadrantes a cada 10 cm
Retocolite com colangite esclerosante primáriaNo diagnóstico da colangiteColonoscopia anual

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar, estadiar e tratar o câncer colorretal, passo a passo

O raciocínio da apostila, do sintoma que acende o alerta à decisão cirúrgica.

  1. Leia o sintoma pela topografia

    Cólon direito sangra pouco e sempre: anemia ferropriva sem causa, astenia e massa em fossa ilíaca direita. Cólon esquerdo estreita a luz: alteração do hábito intestinal, fezes em fita, cólica e obstrução. Reto dá hematoquezia, tenesmo e evacuação incompleta.

  2. Confirme com colonoscopia e biópsia

    É o padrão-ouro e ainda procura lesões sincrônicas, presentes em 3% a 5% dos pacientes. Se o tumor obstrutivo não deixa passar o aparelho, colonografia por TC ou colonoscopia completa no pós-operatório. O CEA não diagnostica nem rastreia: serve para prognóstico e para vigiar recidiva.

  3. Estadie o cólon e o reto de formas diferentes

    Cólon: TC de tórax, abdome e pelve com contraste. Reto extraperitoneal: RM de pelve de alta resolução para o T, o N e a margem de ressecção circunferencial, ecoendoscopia na dúvida entre T1 e T2, e TC de tórax e abdome para metástases.

  4. Opere o cólon com princípios oncológicos

    Margem de 5 cm, ressecção do mesocólon em bloco, ligadura vascular na origem e pelo menos 12 linfonodos na peça. A localização decide a colectomia. Quimioterapia adjuvante no estágio III e no estágio II com fator de alto risco, como menos de 12 linfonodos, T4, cirurgia de urgência ou tumor mal diferenciado.

  5. No reto, neoadjuvância antes

    T3, T4, N positivo ou margem circunferencial a 1 mm ou menos da fáscia mesorretal levam a quimiorradioterapia ou terapia neoadjuvante total antes da excisão total do mesorreto. Ressecção anterior quando há margem distal livre de pelo menos 1 cm; Miles quando o tumor invade o aparelho esfincteriano; watch and wait na resposta clínica completa.

  6. Na urgência, estabilidade e local decidem

    Obstrução do cólon esquerdo em paciente estável: stent como ponte para a cirurgia; instável ou com peritonite: Hartmann. Ceco acima de 10 a 12 cm indica alça fechada e risco de perfuração. Reto extraperitoneal obstruído sem perfuração: colostomia em alça, RM e neoadjuvância antes da ressecção.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre câncer colorretal na prova

Quais os sintomas iniciais do câncer colorretal?

Dependem da topografia. No cólon direito, o tumor sangra de forma contínua e imperceptível e aparece como anemia ferropriva sem causa, fadiga e perda de peso. No cólon esquerdo, alteração do hábito intestinal, fezes afinadas e cólica; no reto, sangue vivo nas fezes, tenesmo e sensação de evacuação incompleta.

Câncer colorretal aparece no exame de sangue?

O CEA, o antígeno carcinoembrionário, não serve para diagnóstico nem para rastreamento: costuma ser normal nos estágios I e II e sobe em fumantes, na cirrose, na pancreatite, na insuficiência renal e na doença inflamatória intestinal. A pista no sangue é a anemia ferropriva sem causa clara no idoso ou no homem adulto, que pede colonoscopia imediata.

Como diagnosticar o câncer colorretal?

Pela colonoscopia com biópsia, o padrão-ouro, que localiza a lesão, colhe tecido para o anatomopatológico e procura lesões sincrônicas. Sangramento retal no adulto exige avaliação endoscópica, e atribuí-lo à doença hemorroidária sem toque retal e colonoscopia é o erro clássico.

Quanto tempo o câncer colorretal leva para avançar?

A maioria dos tumores surge de um pólipo adenomatoso assintomático que leva de 10 a 15 anos para se malignizar, pela sequência APC, KRAS e p53. Esse intervalo é o que permite ao rastreamento retirar o pólipo na colonoscopia e interromper a história natural do câncer.

Câncer colorretal é hereditário?

Pode ser. Um parente de 1º grau com câncer colorretal aumenta o risco em 2 a 3 vezes, e a polipose adenomatosa familiar e a síndrome de Lynch são síndromes hereditárias. Na síndrome de Lynch há mutação germinativa em um gene de reparo do DNA, mas nem todo tumor com instabilidade de microssatélites é Lynch: a forma associada à mutação BRAF é esporádica e não passa para os filhos.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

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    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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