Apostila gratuita · 26 páginas

Câncer de esôfago: CEC e adenocarcinoma, TNM, conduta por estádio e classificação de Siewert

Anatomia sem serosa, CEC e adenocarcinoma, disfagia progressiva, EDA com biópsia, TC, PET-CT e ecoendoscopia, TNM, ESD no T1a, esofagectomia upfront no T1b, neoadjuvância com CROSS e FLOT, paliação com stent, transtorácica e trans-hiatal, complicações do pós-operatório e classificação de Siewert na transição esofagogástrica.

PDF de 3,2 MB. Gratuito.

Capa da apostila Câncer de esôfago: estadiamento, tratamento e Siewert em um tablet
Formato
Apostila · 26 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Aparelho digestivo
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de câncer de esôfago cobre

Dos dois tipos histológicos à escolha entre endoscopia, cirurgia e paliação, com as pegadinhas de estadiamento que a banca usa.

  • A fronteira entre T1a e T1b

    T1a, restrito à mucosa, tem risco de metástase linfonodal menor que 5% e vai para tratamento endoscópico; T1b, na submucosa, passa de 20% e vai para esofagectomia upfront.

  • Siewert: esôfago ou estômago

    Os tipos I e II da transição esofagogástrica são tratados como esôfago, com esofagectomia; o tipo III, de 2 a 5 cm abaixo da linha Z, como estômago, com gastrectomia total e D2.

  • Paliação e complicações cirúrgicas

    Fístula traqueoesofágica contraindica a radioterapia e pede stent recoberto. No pós-operatório, fístula de anastomose cervical ou intratorácica, quilotórax e lesão do nervo laríngeo recorrente.

Sumário

O que tem dentro das 26 páginas

Da anatomia que explica a disseminação precoce à via alimentar do paciente que vai ser operado, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: CEC x adenocarcinoma e classificação de Siewert
  2. 02Anatomia cirúrgica: ausência de serosa e divisões do esôfago
  3. 03Epidemiologia e fatores de risco: carcinoma espinocelular
  4. 04Adenocarcinoma, DRGE e esôfago de Barrett
  5. 05Quadro clínico: disfagia progressiva e sinais de alarme
  6. 06Endoscopia digestiva alta com biópsia
  7. 07Estadiamento: TC e PET-CT na busca de metástases
  8. 08Ecoendoscopia e o refinamento do T e do N
  9. 09Resumo do sistema TNM para a prova
  10. 10Lesões precoces: critérios de curabilidade da ESD
  11. 11Doença localizada: esofagectomia upfront
  12. 12Doença localmente avançada: neoadjuvância com CROSS e FLOT
  13. 13Tratamento paliativo: stents, ostomias, quimio e radioterapia
  14. 14Técnicas cirúrgicas: transtorácica e trans-hiatal
  15. 15Complicações: fístula de anastomose, quilotórax e laríngeo recorrente
  16. 16Adenocarcinoma da transição esofagogástrica: classificação de Siewert
  17. 17Quando tratar como esôfago e quando tratar como estômago
  18. 18Via alimentar e suporte nutricional: SNE, gastrostomia e jejunostomia
  19. 19Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Câncer de esôfago: estadiamento, tratamento e Siewert
Página da apostila: fístula de anastomose cervical e intratorácica, quilotórax com o corte de triglicerídeos e lesão do laríngeo recorrente no pós-operatório da esofagectomia.

O que é a classificação de Siewert?

A classificação de Siewert divide o adenocarcinoma da transição esofagogástrica em três tipos pela posição do centro do tumor em relação à linha Z. O tipo I fica entre 1 e 5 cm acima da linha Z e é o adenocarcinoma do esôfago distal, em geral vindo de um esôfago de Barrett; o tipo II, entre 1 cm acima e 2 cm abaixo, é o tumor da cárdia propriamente dita; o tipo III, entre 2 e 5 cm abaixo, é o tumor subcardial, um câncer gástrico que sobe para a transição.

A classificação decide a cirurgia porque acompanha a drenagem linfática. Os tipos I e II tendem a disseminar para os linfonodos do mediastino e são tratados como câncer de esôfago: esofagectomia subtotal com gastrectomia parcial proximal, reconstrução com tubo gástrico e linfadenectomia que inclui o mediastino inferior e os linfonodos celíacos. O tipo III dissemina para os linfonodos abdominais e é tratado como câncer gástrico: gastrectomia total com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y de Roux.

A apostila marca o 2 como o número do estômago: centro do tumor a mais de 2 cm abaixo da linha Z já é Siewert III. O tipo II é a zona cinzenta, e a tendência é agrupá-lo com o tipo I pelo padrão de disseminação linfonodal. Na neoadjuvância, o FLOT, quimioterapia perioperatória sem radioterapia, é exclusivo do adenocarcinoma e entra especialmente nos tipos II e III.

Do tipo I ao tipo II, a cirurgia é a do esôfago; no tipo III, a do estômago.

Página da apostila Câncer de esôfago: estadiamento, tratamento e Siewert

Comparativo

Conduta no câncer de esôfago por estadiamento

A profundidade da invasão e o status linfonodal decidem entre endoscopia, cirurgia direta, neoadjuvância e paliação.

Estadiamento do câncer de esôfago, achado correspondente, conduta e pista na prova. Fonte: apostila Med-Review R1, “Câncer de esôfago”.
EstadiamentoO que significaCondutaPista na prova
T1a N0Tumor restrito à mucosaTratamento endoscópico: mucosectomia ou ESDRisco linfonodal menor que 5%; a ESD só é curativa com lesão restrita à mucosa, bem diferenciada, sem invasão linfovascular e com margens livres
T1b N0Tumor atinge a submucosaEsofagectomia upfront, sem neoadjuvânciaRisco linfonodal acima de 20%; ESD com invasão de submucosa no laudo vira esofagectomia de resgate
T3, T4a ou N+Adventícia, estrutura ressecável ou linfonodo positivoNeoadjuvância (CROSS) e esofagectomiaEsofagectomia direto em T3 ou T4 é erro comum; resposta completa na reavaliação não dispensa a cirurgia
T4bInvasão de aorta, traqueia ou corpos vertebraisTratamento paliativoTosse ao engolir líquidos (fístula traqueoesofágica); rouquidão por lesão do laríngeo recorrente também aponta irressecabilidade
M1Metástase à distância, mais comum em fígado, pulmões e ossosTratamento paliativoStent para a disfagia; com fístula, radioterapia contraindicada

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar e tratar o câncer de esôfago, passo a passo

O raciocínio da apostila, da queixa de disfagia à via de acesso cirúrgico.

  1. Reconheça a disfagia progressiva

    A disfagia do câncer é mecânica e progressiva, de sólidos para pastosos e depois líquidos; quando aparece, a luz já está reduzida em 50% a 70%. Perda de peso, odinofagia e rouquidão são sinais de alarme, e a rouquidão sugere irressecabilidade.

  2. Confirme com EDA e biópsia

    A endoscopia digestiva alta é o padrão-ouro: vê a lesão, mede a distância dos incisivos e permite biópsia, com pelo menos 6 a 8 fragmentos. No CEC precoce, a cromoscopia com lugol mostra as áreas neoplásicas que não coram. O esofagograma não substitui a EDA.

  3. Procure metástase antes do T

    TC de tórax, abdome e pelve para todos. No candidato a tratamento curativo, o PET-CT é o exame de escolha e muda a conduta em até 20% a 30% dos pacientes, por achar metástases que a TC não viu.

  4. Refine o T e o N com ecoendoscopia

    A ecoendoscopia é o padrão-ouro do estadiamento locorregional: separa as cinco camadas da parede e permite punção aspirativa do linfonodo suspeito. A TC é cega para o T precoce.

  5. Trate pelo estádio

    T1a vai para ESD, T1b para esofagectomia upfront e a doença localmente avançada para neoadjuvância. O CROSS associa carboplatina, paclitaxel e radioterapia e serve para CEC e adenocarcinoma; o FLOT é só para adenocarcinoma. Não há protocolo de observação: quem respondeu à neoadjuvância vai para a cirurgia.

  6. Escolha a via de acesso

    Tumor de terço médio ou paciente com boa condição clínica vai para a transtorácica, Ivor-Lewis ou McKeown, com linfadenectomia mediastinal completa. Tumor de terço distal ou paciente frágil ou com DPOC favorece a trans-hiatal, com menor agressão pulmonar.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre câncer de esôfago na prova

Quais os sintomas do câncer de esôfago?

O principal é a disfagia progressiva, que começa com sólidos, passa aos pastosos e chega aos líquidos. Somam-se perda de peso, odinofagia, rouquidão por invasão do nervo laríngeo recorrente, hipoalbuminemia e anemia. Quando os sintomas aparecem, a doença em geral já está avançada.

O que pode causar câncer de esôfago?

No carcinoma espinocelular, tabagismo e etilismo, que juntos multiplicam o risco, além de bebidas muito quentes como o chimarrão, ingestão de cáusticos, acalásia e tilose palmar e plantar. No adenocarcinoma, a escada é DRGE crônica, esôfago de Barrett, displasia e câncer, com obesidade como fator associado.

Como é o câncer de esôfago?

São duas doenças com o mesmo nome. O CEC predomina nos terços superior e médio, no homem de 50 a 70 anos etilista e tabagista; o adenocarcinoma fica no terço inferior, no paciente branco e obeso com pirose crônica e Barrett. Na endoscopia, a lesão costuma ser infiltrativa, ulcerada ou vegetante.

O que é esofagectomia?

É a retirada do esôfago com os linfonodos ao redor. A cirurgia pode atravessar abdome, tórax e pescoço e reconstrói o trânsito com um tubo feito do estômago, que depende da integridade e da vascularização da grande curvatura. Vai direto para a cirurgia no T1b e, na doença localmente avançada, depois da neoadjuvância.

Quais os tipos de esofagectomia?

A transtorácica abre o tórax, nas técnicas de Ivor-Lewis ou McKeown, esta em três campos com anastomose cervical; dá visão direta e linfadenectomia completa, com mais complicações respiratórias. A trans-hiatal abre abdome e pescoço e libera o esôfago pelo hiato sem toracotomia, com dissecção às cegas e linfadenectomia torácica limitada.

Quais as complicações da esofagectomia?

A fístula de anastomose cervical drena pela ferida e costuma se resolver com abertura e curativos; a intratorácica causa mediastinite e sepse, e se suspeita dela com taquicardia, febre e dor torácica no 3º ao 5º dia. O quilotórax tem triglicerídeos acima de 110 mg/dL no dreno, e a lesão do laríngeo recorrente deixa o paciente rouco.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

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    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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