Apostila gratuita · 32 páginas

Doença hepática esteatótica: MASLD, MetALD e hepatite alcoólica do diagnóstico ao tratamento

A nova nomenclatura de NAFLD para MASLD e a MetALD, o metabolismo do etanol, CAGE e a relação AST/ALT de 2:1, ultrassom, tomografia e elastografia, hepatite alcoólica com Maddrey, MELD e Lille, FIB-4, perda de peso, GLP-1, pioglitazona e resmetirom. Questões comentadas, entre elas UNICAMP 2021, FAMERP 2024 e HOS 2020.

PDF de 4,5 MB. Gratuito.

Capa da apostila Doença hepática esteatótica: alcoólica (ALD) e metabólica (MASLD) em um tablet
Formato
Apostila · 32 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Gastroenterologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de doença hepática esteatótica cobre

Da doença alcoólica à metabólica, com a nova nomenclatura e o que mais cai em prova de residência.

  • MASLD, MASH e MetALD

    O diagnóstico de MASLD passou a ser de inclusão: esteatose mais pelo menos um fator cardiometabólico. A MetALD abriga quem tem esteatose com fator metabólico e bebe de 140 a 350 g por semana (mulheres) ou de 210 a 420 g (homens).

  • Hepatite alcoólica do Maddrey ao Lille

    Maddrey ≥ 32 ou MELD > 20 definem a forma grave e indicam prednisolona 40 mg/dia por 28 dias. No 7º dia, Lille acima de 0,45 indica falha e manda suspender o corticoide.

  • Questões comentadas alternativa por alternativa

    UNICAMP 2021 sobre MASLD em paciente com IMC normal e cintura alta, FAMERP 2024 sobre a conduta inicial e HOS 2020 sobre histologia, biópsia, transplante e cirurgia bariátrica, com o comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 32 páginas

Da doença alcoólica à metabólica, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: ALD versus MASLD
  2. 02A nova nomenclatura: de NAFLD para MASLD
  3. 03MetALD e a matemática do álcool
  4. 04Doença hepática alcoólica: do etanol ao acetaldeído
  5. 05Diagnóstico da ALD: anamnese, CAGE, AUDIT e o padrão laboratorial
  6. 06Imagem: ultrassom, tomografia e elastografia
  7. 07Sinais de doença hepática avançada
  8. 08Hepatite alcoólica aguda: quadro clínico
  9. 09Estratificação de risco: Maddrey versus MELD
  10. 10Tratamento: prednisolona e escore de Lille
  11. 11MASLD: fisiopatologia dos múltiplos golpes
  12. 12Fatores de risco e associações clínicas
  13. 13Diagnóstico na prática e HOMA-IR
  14. 14Estadiamento: FIB-4, elastografia e biópsia
  15. 15Mudança de estilo de vida e perda de peso
  16. 16Tratamento farmacológico: pioglitazona, vitamina E, GLP-1 e SGLT-2
  17. 17Novas medicações: resmetirom
  18. 18Cirurgia bariátrica
  19. 19Resumo em 1 minuto e revisão final
Página interna da apostila sobre Doença hepática esteatótica: alcoólica (ALD) e metabólica (MASLD)
Página da apostila: o estadiamento da MASLD, com o FIB-4 abaixo ou acima de 1,3, a elastografia em kPa e a biópsia reservada para casos duvidosos.

O que é MASLD?

MASLD é a sigla de Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease, a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, nome que substituiu a NAFLD. O diagnóstico passou a ser de inclusão: esteatose hepática na imagem ou na biópsia mais pelo menos um fator de risco cardiometabólico, como sobrepeso ou obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, triglicérides altos ou HDL baixo.

A troca resolveu dois problemas do termo antigo, que definia a doença pelo que ela não era: o estigma da palavra alcoólica para quem nunca bebeu e o diagnóstico só por exclusão. A forma inflamatória, antes NASH, passou a se chamar MASH. Na prática, ainda é preciso descartar consumo pesado de álcool e outras causas, como hepatite C, doença de Wilson e drogas.

Quem tem fatores metabólicos e bebe de forma moderada entra na MetALD: 140 a 350 g de álcool por semana nas mulheres e 210 a 420 g nos homens. Acima disso, a doença é tratada como alcoólica predominante. Para fazer a conta, a apostila usa a dose padrão de 14 g, o equivalente a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado.

Na MASLD, a principal causa de morte é a doença cardiovascular; na doença alcoólica, a hipertensão portal costuma aparecer mais cedo e ser mais grave.

Página da apostila Doença hepática esteatótica: alcoólica (ALD) e metabólica (MASLD)

Comparativo

Doença hepática alcoólica e MASLD: as diferenças que caem na prova

Perfil, laboratório, histologia e conduta lado a lado, segundo a apostila.

Comparação entre a doença hepática alcoólica (ALD) e a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD). Fonte: apostila Med-Review R1, “Doença hepática esteatótica: alcoólica (ALD) e metabólica (MASLD)”.
CaracterísticaDoença hepática alcoólica (ALD)MASLD
Perfil do pacienteEtilista crônico ou pesadoSíndrome metabólica: obesidade, DM2, dislipidemia e hipertensão
Padrão enzimáticoAST > ALT, relação ≥ 2:1, com GGT muito elevadaALT > AST na maioria; ferritina pode estar alta
HistologiaCorpúsculos de Mallory-Denk e infiltrado de neutrófilosEsteatose macrovesicular e infiltrado mononuclear, na MASH
Principal causa de morteDoença hepática: cirrose e falênciaDoença cardiovascular: IAM e AVC
EscoresMaddrey, MELD e Lille no 7º diaFIB-4 e NAFLD Fibrosis Score
TratamentoAbstinência, nutrição e corticoide se gravePerda de peso com dieta e exercício, mais controle metabólico

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como diferenciar e tratar a doença hepática esteatótica, passo a passo

O raciocínio da apostila, do fígado gorduroso no laudo à escolha do tratamento.

  1. Quantifique o álcool em gramas

    O paciente costuma minimizar o consumo ou parar dias antes da consulta. Pergunte pelo padrão antes de adoecer e converta em gramas: o risco hepatotóxico começa acima de 30 a 40 g/dia no homem e 20 a 30 g/dia na mulher. No CAGE, duas ou mais respostas positivas indicam alta suspeita de abuso.

  2. Leia o laboratório inteiro

    No álcool, as transaminases sobem pouco, em geral abaixo de 400 a 500 U/L, com AST em geral o dobro da ALT ou mais, GGT alta e macrocitose. Na MASLD, a ALT tende a superar a AST. O fosfatidiletanol (PEth) confirma consumo recente quando o paciente nega.

  3. Confirme a esteatose na imagem

    No ultrassom, o fígado fica hiperecogênico em relação ao córtex renal, mas o exame não enxerga esteatose leve, abaixo de 20% a 30%. Na tomografia sem contraste, a atenuação fica abaixo de 40 UH ou mais de 10 UH abaixo da do baço.

  4. Estratifique a fibrose

    FIB-4 abaixo de 1,3 é baixo risco e segue na atenção primária; a partir de 1,3, vá para a elastografia. Abaixo de 8 kPa o risco é baixo, entre 8 e 12 é zona cinzenta e acima de 12 a 15 sugere fibrose avançada ou cirrose. Não faça elastografia na hepatite alcoólica aguda: a inflamação eleva a rigidez.

  5. Na hepatite alcoólica, meça a gravidade

    Maddrey ≥ 32 ou MELD > 20 definem a forma grave. O tratamento é abstinência, nutrição e prednisolona 40 mg/dia por 28 dias, ou metilprednisolona 32 mg/dia por via venosa. No 7º dia, Lille acima de 0,45 indica falha, e o corticoide é suspenso.

  6. Na MASLD, comece pela perda de peso

    Perder 3% a 5% do peso reduz a esteatose, 5% a 7% reduz a inflamação e 7% a 10% faz a fibrose regredir. Remédio fica para fibrose ≥ F2, MASH comprovada ou alto risco cardiovascular: GLP-1 no obeso ou diabético, pioglitazona, vitamina E só no não diabético e resmetirom na fibrose F2 ou F3. Metformina não trata a doença hepática.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre doença hepática esteatótica na prova

Qual a diferença entre MASLD e MASH?

A MASLD é o espectro da gordura no fígado associada à disfunção metabólica; a MASH é a forma inflamatória, a esteato-hepatite antes chamada de NASH. Para virar MASH, é preciso um segundo golpe de lipotoxicidade: estresse oxidativo, balonização e morte dos hepatócitos, ativação das células de Kupffer e, pelas células estreladas, deposição de colágeno. Na biópsia, a MASH também pode ter corpúsculos de Mallory-Denk.

O que mudou de NAFLD para MASLD?

O nome antigo definia a doença por exclusão de álcool e mantinha a palavra alcoólica para quem nunca bebeu. AASLD, EASL e ALEH adotaram a sigla MASLD, com critério positivo: esteatose mais pelo menos um fator metabólico. NASH virou MASH, e a categoria MetALD passou a abrigar quem tem fatores metabólicos e bebe de forma moderada.

Qual o medicamento para hepatite alcoólica grave?

O corticoide, única classe que reduz a mortalidade aguda: prednisolona 40 mg/dia por 28 dias, ou metilprednisolona 32 mg/dia se a via oral não for possível. A prednisona é evitada porque precisa ser ativada pelo fígado doente. No 7º dia, Lille acima de 0,45 indica falha, e o corticoide é suspenso porque o risco de infecção supera o benefício.

Qual a relação entre esteatose hepática e resistência à insulina?

A resistência à insulina é o ponto de partida da MASLD. O tecido adiposo deixa de obedecer à insulina e libera ácidos graxos livres em excesso, enquanto o fígado, que segue respondendo à hiperinsulinemia, passa a produzir gordura por lipogênese. Na prova, HOMA-IR acima de 2,7 (ou 2,5) e acantose nigricans são as pistas de resistência insulínica.

Como diagnosticar esteatose hepática nos exames de imagem?

O ultrassom é o exame de entrada: o fígado com gordura fica hiperecogênico em relação ao córtex do rim direito, mas o método é cego para esteatose abaixo de 20% a 30%. Na tomografia sem contraste, o fígado esteatótico fica hipodenso, com atenuação abaixo de 40 UH ou mais de 10 UH abaixo do baço. A fibrose é estadiada pela elastografia, em kPa.

A vitamina E serve para esteatose hepática?

Em um grupo restrito: 800 UI/dia para pacientes não diabéticos com MASH comprovada. Há dados conflitantes sobre mortalidade geral e câncer de próstata a longo prazo, e a apostila a trata como opção em desuso frente às novas terapias. No paciente obeso ou diabético com MASLD, a droga de escolha é o agonista de GLP-1, como a semaglutida.

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    Clínica Médica

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    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Juliana Lacerda

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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