Apostila gratuita · 43 páginas

Reanimação neonatal: o fluxograma da SBP do briefing ao debriefing

Os fluxogramas da SBP para RN a partir de 34 e abaixo de 34 semanas, as mudanças da diretriz de 2026 em relação à de 2022, doses de adrenalina, saturação alvo e Apgar. Quatro questões comentadas, entre elas FMABC 2025 e USP-RP 2021.

PDF de 5,1 MB. Gratuito.

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Formato
Apostila · 43 páginas
Área da prova
Pediatria · Neonatologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de reanimação neonatal cobre

O protocolo da SBP na ordem em que acontece na sala de parto, com o que as bancas cobram.

  • Os dois fluxogramas da SBP

    Um para RN a partir de 34 semanas e outro para menores de 34, do briefing ao clampeamento, passos iniciais, VPP, intubação, massagem cardíaca e adrenalina.

  • O que mudou de 2022 para 2026

    Estímulo tátil de 15 segundos antes de clampear, ordenha de cordão a partir de 28 semanas, FiO2 de 60% abaixo de 34 semanas, saturação alvo minuto a minuto e CPAP mais restrito.

  • Quatro questões comentadas

    SUS-SP 2022 adaptada, FMABC 2025, USP-RP 2021 e USP-SP 2020: clampeamento com líquido meconial, indicação de VPP, sequência avançada e cálculo do Apgar.

Sumário

O que tem dentro das 43 páginas

Do preparo da sala ao debriefing, na ordem da apostila.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela de condutas
  2. 02Introdução: por que o tema cai e os 10 passos para melhorar os desfechos
  3. 03O preparo: briefing, material e roteiro prático
  4. 04Vitalidade e clampeamento: oportuno, estímulo tátil e imediato
  5. 05Ordenha de cordão
  6. 06Benefícios do clampeamento oportuno
  7. 07Passos iniciais (ASPA) e avaliação de FC e respiração
  8. 08Ventilação com pressão positiva e ventilador manual com peça T
  9. 09Máscara laríngea e indicações de intubação
  10. 10FiO2 pré-determinadas e saturação alvo pré-ductal
  11. 11Reanimação avançada: massagem cardíaca e medicações
  12. 12Quando parar e limites de viabilidade
  13. 13Mecônio, hérnia diafragmática congênita e CPAP na sala de parto
  14. 14Debriefing e transporte para a unidade neonatal
  15. 15Escore de Apgar
  16. 16Principais mudanças da diretriz, revisão final e fluxogramas da SBP
Página interna da apostila sobre Reanimação neonatal: do briefing ao debriefing
Página da apostila: fluxograma de reanimação neonatal da SBP para o RN a partir de 34 semanas, do briefing à massagem cardíaca.

Qual é o fluxograma da reanimação neonatal da SBP?

O fluxograma de reanimação neonatal da SBP pergunta, ao nascer, se o RN tem tônus em flexão e chora ou respira. Sem vitalidade, estímulo tátil por cerca de 15 segundos e, sem resposta, clampeamento imediato e passos iniciais. FC abaixo de 100 bpm ou apneia: VPP. FC abaixo de 60 bpm com ventilação adequada por cânula: massagem.

O protocolo separa os RN pelo corte de 34 semanas. A prematuridade continua definida por 37 semanas, mas o pré-termo tardio segue o fluxograma do termo. Com boa vitalidade, o clampeamento é oportuno, com pelo menos 60 segundos, em qualquer idade gestacional. Líquido meconial não muda o tempo de clampeamento, como cobra a questão SUS-SP 2022 adaptada da apostila.

Sem vitalidade, a diretriz de 2026 manda estímulo tátil delicado no dorso por cerca de 15 segundos antes de clampear. Se o RN respira e ganha tônus, clampeamento oportuno; se não, clampeamento imediato, de preferência até 30 segundos. A partir de 28 semanas, a ordenha do cordão intacto vem logo antes: 20 cm, ao longo de 2 segundos, 3 vezes. Abaixo de 28 semanas, é contraindicada pelo risco de hemorragia peri-intraventricular.

A VPP é a manobra mais eficaz e começa no minuto de ouro: 30 a 60 movimentos por minuto, em ciclos de 30 segundos, com FiO2 de 21% a partir de 34 semanas e de 60% abaixo disso. O ventilador manual com peça T passou a ser o dispositivo preferencial para todos os RN, quando disponível. Iniciar a VPP com FiO2 de 100% a partir de 34 semanas é contraindicado.

Massagem cardíaca só com o RN intubado: dois polegares no terço inferior do esterno, 3 compressões para 1 ventilação, 90 compressões e 30 ventilações por minuto, FiO2 de 100% e ciclos de 60 segundos. FC ainda abaixo de 60 bpm indica adrenalina diluída a 1 mg/10 mL pelo cateter venoso umbilical, 0,02 mg/kg (0,2 mL/kg), com flush de 3 mL de soro e repetição a cada 3 a 5 minutos.

Página da apostila Reanimação neonatal: do briefing ao debriefing

Comparativo

Reanimação neonatal acima e abaixo de 34 semanas

As condutas que mudam pelo corte de 34 semanas nos fluxogramas da SBP resumidos na apostila. Massagem 3:1 com FiO2 de 100% e adrenalina valem para os dois grupos.

Diferenças entre os fluxogramas de reanimação neonatal da SBP por idade gestacional. Fonte: apostila Med-Review R1, “Reanimação neonatal: do briefing ao debriefing”.
EtapaRN a partir de 34 semanasRN abaixo de 34 semanas
Boa vitalidade após clampeamento oportunoPele a pele com os paisPele a pele de 32 a 33+6 semanas, com monitorização e temperatura a cada 10 minutos; abaixo de 32, mesa de reanimação
Passos iniciaisAquecer, secar, posicionar e aspirar se necessário; touca simplesNão secar: saco plástico e touca dupla; monitor e oxímetro já nos passos iniciais
FiO2 da primeira VPP21% (ar ambiente)60%
Desconforto respiratório com FC acima de 100 bpmSaturação no alvo: sem suporte; abaixo do alvo: CPAP com cautelaCPAP precoce se houver desconforto e/ou saturação abaixo do alvo
Falha da máscara facialMáscara laríngea se peso estimado de 2000 g ou mais, ou intubaçãoFluxograma prevê intubação

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Reanimação neonatal passo a passo, do briefing ao debriefing

A escada da revisão final da apostila: só se sobe um degrau quando o anterior falha com técnica adequada.

  1. Faça o briefing antes do parto

    Anamnese materna, idade gestacional, sala entre 23 e 25 °C, berço aquecido ligado, material testado e lista de verificação. Defina o líder e anote em papeleta o tamanho e a profundidade da cânula e a dose prevista da adrenalina diluída.

  2. Avalie a vitalidade ao nascer

    Tônus em flexão e choro ou respiração. Tudo sim: clampeamento oportuno, com pelo menos 60 segundos. Algum não: estímulo tátil no dorso por cerca de 15 segundos e reavaliação; sem resposta, ordenha se 28 semanas ou mais e clampeamento imediato.

  3. Faça os passos iniciais em 30 segundos

    Aquecer sob calor radiante, secar, posicionar com leve extensão do pescoço e aspirar só se houver secreção obstruindo a via aérea, mesmo com mecônio. Abaixo de 34 semanas, sem secar: saco plástico e touca dupla. Alvo de temperatura axilar: 36,5 a 37,5 °C.

  4. Ventile se FC abaixo de 100 ou apneia

    Avalie a FC pela ausculta do precórdio (batimentos em 6 segundos vezes 10) e a respiração. Indicada a VPP, monitor cardíaco e oxímetro no membro superior direito passam a ser obrigatórios. Sem melhora, corrija a técnica: 9 em cada 10 RN se recuperam com VPP bem feita.

  5. Intube quando a máscara falha

    Intubação com VPP por máscara ineficaz após correção, VPP prolongada, necessidade de massagem ou hérnia diafragmática congênita, que exige intubar e passar sonda gástrica. Cada tentativa dura no máximo 30 segundos. Após intubar, FiO2 de 60%, titulada pela saturação alvo.

  6. Massagem e adrenalina com FC abaixo de 60

    FC abaixo de 60 bpm após 30 segundos de ventilação adequada por cânula: massagem 3:1 com FiO2 de 100% por 60 segundos. Persistindo, adrenalina pelo cateter umbilical, 0,02 mg/kg; pela cânula, dose única de 0,1 mg/kg enquanto não há acesso. Na hipovolemia, soro fisiológico 10 mL/kg em 5 a 10 minutos.

  7. Transporte estável e faça o debriefing

    Transporte só após estabilização, nunca com FC abaixo de 100 bpm, em incubadora pré-aquecida a 35-37 °C. Depois, debriefing apenas com quem participou: resumo do atendimento, pontos positivos, o que melhorar e uma mensagem de cada membro.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre reanimação neonatal na prova

O que mudou na reanimação neonatal da SBP em 2026?

Pela apostila: estímulo tátil de cerca de 15 segundos antes de clampear o RN sem vitalidade, ordenha de cordão a partir de 28 semanas, clampeamento oportuno de 60 segundos em qualquer idade gestacional, FiO2 inicial de 60% abaixo de 34 semanas, peça T preferencial para todos, saturação alvo minuto a minuto e CPAP a partir de 34 semanas só com saturação abaixo do alvo.

Qual a saturação alvo pré-ductal na reanimação neonatal?

Medida no membro superior direito, a saturação alvo da diretriz de 2026 é de 65 a 70% aos 2 minutos, 70 a 75% aos 3, 75 a 80% aos 4, 80 a 85% aos 5 e 85 a 95% a partir de 10 minutos. Fora do alvo, a oferta de O2 sobe ou desce 20% a cada 30 segundos, depois de checar e corrigir a técnica.

Quando indicar massagem cardíaca no recém-nascido?

Quando a FC segue abaixo de 60 bpm após 30 segundos de ventilação com técnica adequada por cânula traqueal. Dois polegares no terço inferior do esterno, profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax, 3 compressões para 1 ventilação e FiO2 de 100%. Na UTI neonatal, com causa em geral cardíaca, a relação passa a 15:2, como no PALS.

Qual a dose de adrenalina na reanimação neonatal?

Diluída a 1 mg/10 mL, nunca pura. Pelo cateter venoso umbilical, via preferencial, 0,02 mg/kg (0,2 mL/kg), no intervalo de 0,01 a 0,03 mg/kg, com flush de 3 mL de soro fisiológico e repetição a cada 3 a 5 minutos. Pela cânula traqueal, dose única de 0,1 mg/kg, sem atrasar o acesso vascular. Doses acima de 0,1 mg/kg não se usam.

O RN com líquido meconial precisa ser aspirado?

Não de rotina. Com boa vitalidade, o clampeamento é oportuno e não se aspira. Sem vitalidade, o fluxo é o mesmo do líquido claro: estímulo tátil, clampeamento, passos iniciais e aspiração só se houver obstrução por secreção. A aspiração traqueal sob visualização direta fica para o RN não vigoroso com suspeita de obstrução traqueal por mecônio.

O Apgar orienta as manobras de reanimação neonatal?

Não. O boletim de Apgar é retroativo e só documenta a vitalidade e a resposta às manobras, no 1º e no 5º minuto; abaixo de 7 no 5º minuto, segue a cada 5 minutos até 20 minutos de vida. A diretriz de 2026 reforça o Apgar ampliado. Na questão USP-SP 2020 da apostila, as notas são 3, 6 e 10.

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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