Apostila gratuita · 20 páginas

Sepse neonatal: precoce, tardia e profilaxia do GBS

Sepse precoce e tardia com agentes e esquemas, quem recebe profilaxia intraparto para GBS, hemocultura, PCR seriada e líquor, as três estratégias da AAP para RN de 35 semanas ou mais e a conduta por faixa de idade na sepse tardia.

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Formato
Apostila · 20 páginas
Área da prova
Pediatria · Neonatologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de sepse neonatal cobre

Da prevenção na mãe à decisão de tratar o RN, o ponto em que as bancas mais confundem.

  • Precoce e tardia: corte de 72 horas

    Precoce: vertical, por GBS, E. coli e Listeria, tratada com ampicilina e gentamicina. Tardia: horizontal ou comunitária, por estafilococos e Gram-negativos hospitalares, com esquema conforme a flora.

  • Profilaxia intraparto do GBS

    As quatro indicações, a cesárea eletiva com bolsa íntegra que dispensa profilaxia, o antibiótico conforme a alergia e a definição de profilaxia adequada: início pelo menos 4 horas antes do nascimento.

  • Questões comentadas de INEP e UNICAMP

    INEP 2024 adaptada sobre bacteriúria por GBS e UNICAMP 2023 sobre RN assintomático de mãe com profilaxia, além de um caso de sepse tardia aos 24 dias pela diretriz da AAP.

Sumário

O que tem dentro das 20 páginas

Da avaliação da mãe ao antibiótico do RN, na ordem da apostila.

  1. 01O que mais cai em prova: tabela de cenários
  2. 02Contexto clínico, incidência e vias de transmissão
  3. 03Classificação: sepse precoce e tardia e seus agentes
  4. 04Avaliando a mãe: fatores de risco para sepse precoce
  5. 05Profilaxia intraparto para GBS: indicações e antibiótico
  6. 06Quadro clínico e fatores de risco do RN
  7. 07Exames complementares: hemocultura, hemograma, PCR, líquor, imagem e urina
  8. 08Sepse precoce: estratégias abaixo e a partir de 35 semanas
  9. 09Sepse tardia por faixa de idade: menos de 8 dias, 8 a 21 e 22 a 28 dias
  10. 10RN sintomático, RN assintomático e esquemas de antibiótico
  11. 11Fluxograma de abordagem da sepse neonatal
  12. 12Questões estratégicas: profilaxia materna e sepse tardia
  13. 13Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Sepse neonatal: precoce, tardia e profilaxia do GBS
Página da apostila: indicações de profilaxia intraparto para GBS, escolha do antibiótico e definição de profilaxia adequada.

Qual a diferença entre sepse neonatal precoce e tardia?

A sepse neonatal precoce ocorre nas primeiras 72 horas de vida, tem origem vertical e é causada sobretudo por GBS e E. coli, com Listeria em casos específicos. A tardia surge após 72 horas, tem origem horizontal ou comunitária e envolve Staphylococcus aureus, estafilococo coagulase negativo e Gram-negativos hospitalares, como Klebsiella e Pseudomonas.

Na sepse precoce, o enunciado traz a história materna: GBS sem profilaxia adequada, corioamnionite (febre intraparto de 38 °C ou mais com sinais como taquicardia fetal ou leucocitose materna), rotura de membranas por 18 horas ou mais, trabalho de parto prematuro e ITU não tratada ou tratada há menos de 72 horas. No RN a termo, o GBS ainda supera a E. coli; abaixo de 28 semanas, a E. coli predomina e é mais letal.

A profilaxia intraparto é indicada com filho anterior com doença invasiva por GBS, bacteriúria por GBS na gestação atual, swab retovaginal positivo colhido entre 36 e 37 semanas e 6 dias, ou status desconhecido com fator de risco. Penicilina cristalina EV é a escolha. Cesárea eletiva com bolsa íntegra e sem trabalho de parto dispensa a profilaxia, mesmo com swab positivo.

Nenhum marcador isolado confirma sepse; os exames servem mais para excluir e suspender antibiótico. A hemocultura é o padrão ouro, colhida antes do antibiótico. Neutropenia e relação I/T acima de 0,2 sugerem mais sepse do que leucocitose, e duas PCR seriadas normais dão valor preditivo negativo de 99,7%. A punção lombar é mandatória: até 38% das meningites neonatais têm hemocultura estéril.

No RN de 35 semanas ou mais, a AAP e a SBP aceitam três estratégias para a sepse precoce: categoria de risco, calculadora de sepse da Kaiser Permanente e avaliação clínica seriada por 36 a 48 horas. Abaixo de 35 semanas, parto prematuro espontâneo, rotura de membranas ou suspeita de corioamnionite definem alto risco. Urocultura fica fora da triagem da sepse precoce e é obrigatória na tardia.

Página da apostila Sepse neonatal: precoce, tardia e profilaxia do GBS

Comparativo

Sepse neonatal precoce e tardia lado a lado

O corte de 72 horas muda a origem da infecção, os agentes, os exames e o antibiótico empírico.

Classificação e conduta da sepse neonatal pelo momento de início. Fonte: apostila Med-Review R1, “Sepse neonatal: precoce, tardia e profilaxia do GBS”.
AspectoSepse precoceSepse tardia
InícioPrimeiras 72 horas de vidaApós 72 horas de vida
OrigemVertical: ascensão pela vagina ou passagem pelo canal de partoHorizontal (mãos, cateteres, ventilação mecânica) ou comunitária
AgentesGBS e E. coli; Listeria com líquido acastanhado ou corioamnionite graveS. aureus, estafilococo coagulase negativo, Klebsiella e Pseudomonas
UroculturaFora da triagem inicialObrigatória, por cateterismo ou punção suprapúbica
Esquema empíricoAmpicilina + gentamicina (ou amicacina)Oxacilina + gentamicina (ou amicacina); vancomicina + cefepime se muito grave

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir a suspeita de sepse neonatal, passo a passo

O raciocínio da apostila, da história materna ao esquema de antibiótico.

  1. Classifique pelo tempo de vida

    Até 72 horas, sepse precoce, de origem vertical; depois disso, tardia, hospitalar ou comunitária. O corte define os agentes prováveis, os exames de triagem e o esquema empírico de antibiótico.

  2. Revise a história materna

    Procure colonização por GBS sem profilaxia adequada, corioamnionite, febre materna nas 48 horas antes do parto, rotura de membranas por 18 horas ou mais, parto antes de 37 semanas, cerclagem ou pessário e ITU sem tratamento ou tratada há menos de 72 horas.

  3. Confira se a profilaxia foi adequada

    Adequada é penicilina, ampicilina ou cefazolina iniciada pelo menos 4 horas antes do nascimento. Mãe com profilaxia adequada e RN a termo assintomático: observação clínica por 36 a 48 horas, sem exames nem antibiótico, como na questão UNICAMP 2023 da apostila.

  4. Trate o RN sintomático de imediato

    Com desconforto respiratório, instabilidade térmica ou má perfusão, colha hemocultura, líquor se estável e urina na tardia, e inicie antibiótico na hora. Na precoce, ampicilina + gentamicina cobre GBS, Listeria e Gram-negativos. Nunca antibiótico oral em sepse neonatal grave.

  5. Estratifique o RN de 35 semanas ou mais

    Escolha entre categoria de risco, sensível e pouco específica; calculadora de sepse da Kaiser Permanente, que cruza incidência local, fatores maternos e estado clínico; ou avaliação clínica seriada por 36 a 48 horas, já que o RN séptico fica sintomático nas primeiras 12-24 horas.

  6. Na sepse tardia, use a faixa de idade

    Abaixo de 8 dias e de 8 a 21 dias: culturas com líquor, internação e antibiótico parenteral. De 22 a 28 dias, com urina negativa e marcadores inflamatórios normais, a punção lombar pode ser dispensada; em observação domiciliar, antibiótico parenteral e retorno em 24 horas.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre sepse neonatal na prova

Quem deve receber profilaxia intraparto para estreptococo do grupo B?

A gestante com filho anterior com doença invasiva por GBS, bacteriúria por GBS na gestação atual em qualquer contagem, swab retovaginal positivo colhido entre 36 e 37 semanas e 6 dias, ou status desconhecido com trabalho de parto prematuro, rotura de membranas por 18 horas ou mais ou febre intraparto de 38 °C ou mais.

O que é profilaxia adequada para GBS?

Antibiótico correto, penicilina, ampicilina ou cefazolina, iniciado pelo menos 4 horas antes do nascimento. A penicilina cristalina EV é a escolha, com ataque e manutenção a cada 4 horas; a ampicilina é a alternativa e a cefazolina, a opção na alergia leve. Na alergia grave, usa-se clindamicina, se sensível, ou vancomicina.

Bacteriúria por GBS na gestação indica profilaxia mesmo sem swab?

Sim. Bacteriúria por GBS na gestação atual, mesmo em baixa contagem e assintomática, indica colonização intensa e profilaxia intraparto obrigatória, sem necessidade de swab. Na questão INEP 2024 adaptada da apostila, a gestante com urocultura de 1.000 UFC/mL de Streptococcus agalactiae, em trabalho de parto com bolsa íntegra, recebe penicilina cristalina EV.

Quais exames pedir na suspeita de sepse neonatal?

Hemocultura antes do antibiótico, de preferência de dois sítios com pelo menos 1 mL; hemograma e PCR seriados a partir de 6 a 12 horas de vida; punção lombar; imagem de tórax quando há desconforto respiratório; e urina na sepse tardia. Na precoce, a urocultura tem baixíssimo rendimento e fica fora da triagem.

Qual o antibiótico na sepse neonatal tardia?

Depende da flora: em geral, oxacilina + gentamicina ou amicacina quando se suspeita de estafilococo de pele, e vancomicina + cefepime no quadro muito grave. A ceftriaxona não se usa nos primeiros dias de vida nem no RN ictérico, pelo risco de kernicterus; a AAP a aceita IM, 50 mg/kg, acima de 21 dias, sem icterícia e em manejo ambulatorial.

RN assintomático de mãe sem profilaxia adequada precisa de antibiótico?

No RN a termo assintomático, a conduta da SBP e da AAP descrita na apostila é, na maioria das vezes, observação clínica rigorosa por 48 horas, com exames e tratamento só se houver piora. Abaixo de 35 semanas, parto prematuro espontâneo, rotura de membranas ou suspeita de corioamnionite indicam hemocultura e antibiótico empírico.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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