Ficha-resumo gratuita · 27 páginas

Vacinas inativadas e atenuadas: a ficha-resumo de imunizações para a prova de residência

Três partes em um PDF: conceitos e contraindicações, as vacinas do calendário do PNI uma a uma e profilaxias de raiva e tétano. Traz a lista de quem é viva, os eventos adversos da DTP e o calendário do prematuro.

PDF de 3,8 MB. Gratuito.

Capa da ficha-resumo Imunizações na infância em um tablet
Formato
Ficha-resumo · 27 páginas
Área da prova
Pediatria · Imunizações
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a ficha de imunizações cobre

Imunizações pelo que a prova de residência cobra: idade de cada vacina, contraindicação, adiamento e conduta nas profilaxias.

  • Quem é viva, quem é inativada

    As dez inativadas e as sete vivas do calendário lado a lado, com o atalho da ficha: além da BCG, é viva a vacina contra doença de mosquito, a que tem “viral” no nome e a de via oral.

  • VOP aposentada, Pneumo 20 e nirsevimabe

    Pólio de rotina só com VIP desde 2024, Pneumo 20 no lugar da Pneumo 10 em junho de 2026, os prazos-limite do rotavírus de 2025 e o nirsevimabe contra o VSR.

  • Profilaxia antirrábica e do tétano

    A raiva por animal agressor e tipo de exposição, com o esquema D0-D3-D7-D14, e o tétano pelas cinco regras de histórico vacinal e ferida.

Sumário

O que tem dentro das 27 páginas

Três partes: os conceitos que decidem se a vacina pode ser feita, as vacinas do calendário uma a uma e as profilaxias e calendários específicos.

  1. 01Parte 1 · Tipos de imunização: passiva × ativa, natural × artificial
  2. 02Inativadas × vivas atenuadas e a lista de quem é viva
  3. 03Contraindicações vacinais e alergia ao ovo
  4. 04Adiamento vacinal: corticoide, hemoderivados e doença febril
  5. 05Recusa vacinal e o que o ECA determina
  6. 06Vacinação simultânea, bloqueio, pós-exposição e rebanho
  7. 07Parte 2 · BCG e hepatite B
  8. 08DTP e os eventos adversos que mais caem
  9. 09Poliomielite (VIP × VOP) e rotavírus
  10. 10Febre amarela, tríplice viral e varicela
  11. 11HPV, influenza, COVID-19 e dengue
  12. 12Pneumo, meningo C e hepatite A
  13. 13Calendário vacinal do PNI, do nascer aos 4 anos
  14. 14Parte 3 · Profilaxia da raiva e do tétano
  15. 15Calendário do prematuro e do adolescente
  16. 16Imunossuprimido (HIV) e vacinas vivas
Página interna da ficha-resumo sobre Imunizações na infância
Página da ficha: as dez vacinas inativadas e as sete vivas do calendário, com o atalho para memorizar.

Qual a diferença entre vacinas inativadas e atenuadas?

A diferença entre vacinas inativadas e atenuadas está no agente. A inativada usa agente morto ou fragmentos, não causa doença, gera resposta menos intensa, exige várias doses com reforços e pode ser feita em grávida e imunossuprimido. A viva atenuada usa agente vivo enfraquecido, gera resposta intensa com poucas doses e é contraindicada nesses dois grupos.

As vivas do calendário são sete: BCG, febre amarela, dengue, tríplice viral, varicela/tetraviral, rotavírus e VOP. As outras dez, como HPV, hepatite B, DTP e pneumocócicas, são inativadas. Além da BCG, é viva a vacina contra doença de mosquito (febre amarela e dengue), a que tem “viral” no nome e a de via oral.

As três contraindicações absolutas são vacina viva em imunossuprimido ou gestante, viral ou bacteriana; evento adverso grave à dose anterior, como encefalopatia até 7 dias após a DTP; e anafilaxia a componente ou à dose anterior. Na alergia ao ovo, tríplice/tetraviral e influenza são feitas no posto, e a febre amarela vai para o alergologista.

Três situações adiam a vacina viva. Corticoide em dose imunossupressora (mais de 2 mg/kg/dia de prednisona, ou 20 mg/dia ou mais no adulto, por 14 dias ou mais) adia por 30 dias após o término; tópico, inalatório e dose baixa não contam. Imunoglobulina e hemoderivados adiam de 3 a 11 meses; doença febril grave, até a melhora. Antitérmico profilático antes da vacina reduz a imunogenicidade e não é indicado.

A ficha destaca as pegadinhas de prova. No PNI, hepatite A é dose única aos 15 meses; duas doses é esquema da rede privada. A dose zero, dada entre 6 e 11 meses no surto de sarampo ou rubéola, não conta para o calendário. Proteção de rebanho não vale para tétano, que não tem transmissão pessoa a pessoa. A Qdenga é atenuada, proibida em grávida e imunossuprimido.

Página da ficha-resumo Imunizações na infância

Comparativo

Calendário vacinal do PNI, do nascer aos 4 anos

O esqueleto que a ficha manda dominar (nascer, 2-4-6 meses, 9-12-15 meses e reforço dos 4 anos), com o ponto que a prova cobra em cada idade.

Calendário vacinal do PNI do nascer aos 4 anos, com os pontos de prova das páginas de cada vacina. Fonte: apostila Med-Review R1, “Imunizações na infância”.
IdadeVacinas do PNIPonto de prova
Ao nascerBCG e hepatite BBCG adiada se peso abaixo de 2 kg; hepatite B idealmente nas primeiras 24 h
2 e 4 mesesPentavalente, pneumocócica, pólio (VIP) e rotavírusRotavírus: 1ª dose até 11m29d e 2ª até 23m29d; regurgitar ou vomitar não repete a dose
3 e 5 mesesMeningocócica CReforço aos 12 meses; ACWY dos 11 aos 14 anos
6 mesesPentavalente, pólio, influenza e COVID-19Influenza: menor de 9 anos vacinado pela primeira vez faz 2 doses com 30 dias de intervalo
9 mesesFebre amarelaReforço aos 4 anos; com tríplice/tetraviral em menor de 2 anos, intervalo de 30 dias
12 mesesMeningocócica (reforço), tríplice viral e pneumocócica (reforço)Dose zero (6 a 11 meses) do surto de sarampo ou rubéola não conta: as doses dos 12 e 15 meses são mantidas
15 mesesHepatite A, pólio, DTP e tetraviralHepatite A em dose única no PNI; duas doses é esquema da rede privada
4 anosDTP (reforço), varicela (2ª dose) e febre amarela (reforço)DTP só até 6 anos, 11 meses e 29 dias; não vacinado a partir dos 7 anos completa 3 doses com dT

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como decidir se a vacina pode ser aplicada, passo a passo

A ordem da Parte 1, da classificação da vacina à vacinação simultânea, com as regras de atraso e do prematuro da Parte 3.

  1. Classifique a vacina: viva ou inativada

    A viva atenuada é contraindicada em grávida e imunossuprimido e é a que o corticoide e os hemoderivados adiam. A inativada não causa doença e pode ser feita nesses grupos; em troca, pede mais doses e reforços.

  2. Descarte as três contraindicações absolutas

    Vacina viva em imunossuprimido ou gestante, evento adverso grave à dose anterior (como encefalopatia até 7 dias após a DTP) e anafilaxia a componente ou à dose anterior. Presente uma delas, aquela vacina não é aplicada.

  3. Resolva a alergia ao ovo vacina por vacina

    Tríplice/tetraviral e influenza são aplicadas normalmente no posto. A febre amarela tem o maior teor de proteína do ovo: encaminhe ao alergologista, porque ela pode ser contraindicada se houver anafilaxia grave.

  4. Veja se é caso de adiar

    Corticoide imunossupressor adia a vacina viva por 30 dias após o término; imunoglobulina e hemoderivados, por 3 a 11 meses; doença febril grave, até a melhora. Resfriado simples não adia, e antitérmico profilático não é usado.

  5. Na recusa dos pais, siga o ECA

    A vacinação recomendada é obrigatória e a recusa configura negligência. Primeiro, diálogo e orientação dos responsáveis sobre risco e benefício. Falhando o convencimento e havendo risco iminente, acione o Conselho Tutelar.

  6. Aplique juntas, com uma exceção de intervalo

    Vacinas em locais diferentes no mesmo momento em geral não interferem entre si. A exceção cobrada: febre amarela com tríplice/tetraviral em menor de 2 anos exige intervalo de 30 dias.

  7. Atrasado continua; prematuro usa idade cronológica

    Esquema em atraso continua de onde parou e nunca é reiniciado. O prematuro vacina pela idade cronológica, mesmo internado se estável, com BCG só a partir de 2 kg e rotavírus evitado no ambiente hospitalar.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre imunizações na prova

Quais são as vacinas vivas atenuadas?

No calendário, são vivas a BCG, febre amarela, dengue, tríplice viral, varicela/tetraviral, rotavírus e VOP. São inativadas HPV, hepatites A e B, Hib, VIP, DTP/dTpa, meningocócicas, pneumocócicas, influenza e COVID-19. O atalho da ficha: além da BCG, é viva a vacina contra doença de mosquito, a que tem “viral” no nome e a de via oral.

Vacinas vivas atenuadas podem ser usadas em imunocomprometidos e grávidas?

Em regra, não. Vacina viva em imunossuprimido ou gestante é uma das três contraindicações absolutas e vale para vivas virais e bacterianas. No HIV, as vivas são contraindicadas na imunodeficiência clínica ou laboratorial grave e podem ser consideradas em assintomáticos com CD4 alto, com corte que varia pela idade. As inativadas são liberadas, em geral com esquemas reforçados.

Quais as contraindicações da febre amarela e o intervalo com a tríplice viral?

Por ser viva, a febre amarela é contraindicada em imunossuprimido e gestante. Tem o maior teor de proteína do ovo: na alergia ao ovo, a criança vai ao alergologista, e anafilaxia grave pode contraindicá-la. Em menor de 2 anos, exige intervalo de 30 dias da tríplice/tetraviral. Mãe não vacinada que amamenta menor de 6 meses adia a vacina; se inevitável, suspende o aleitamento por pelo menos 10 dias.

Quais são os eventos adversos da DTP?

Os que caem em prova vêm do componente pertussis celular. Episódio hipotônico-hiporresponsivo até 48 h e convulsão até 72 h após a dose: a próxima é feita com DTPa (acelular). Encefalopatia aguda grave até 7 dias contraindica a pertussis, mesmo acelular, e o esquema é completado com DT (dupla infantil).

Qual é a profilaxia do tétano?

Depende do histórico vacinal e do tipo de ferida, e toda ferida é limpa e desinfetada. Esquema completo tem pelo menos 3 doses com componente tetânico. Completo com última dose há menos de 5 anos: nada; entre 5 e 10 anos: vacina só se ferida de alto risco; há mais de 10 anos: sempre vacina. Incompleto ou incerto: vacinar e, se alto risco, associar soro ou imunoglobulina.

Qual a conduta na profilaxia antirrábica?

Toda exposição começa com lavagem com água e sabão. Morcego e mamífero silvestre pedem profilaxia completa (4 doses e soro ou imunoglobulina) na exposição leve ou grave. Cão ou gato observável e sem sinais: observar 10 dias. Não observável ou com sinais: exposição leve, só vacina; grave, vacina e anticorpo. As doses são nos dias 0, 3, 7 e 14.

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Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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