Definição, beta-HCG, TSH e prolactina, teste da progesterona, teste do estrogênio com progesterona e o veredito do FSH, com Asherman, insuficiência ovariana prematura, Sheehan e amenorreia hipotalâmica. Quatro questões comentadas, entre elas AMRIGS 2025 e USP-SP 2022.
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Para que serve
Um roteiro de exclusão, do beta-HCG ao FSH, com as pegadinhas de cada etapa.
Útero, ovário, hipófise e hipotálamo investigados por exclusão, do beta-HCG ao FSH, com as causas de cada etapa e a dosagem única de FSH que as diretrizes passaram a aceitar na insuficiência ovariana prematura.
O que significa sangrar ou não com progesterona e com estrogênio mais progesterona, e para onde cada resultado leva a investigação.
ISCM-SP 2016, AMRIGS 2025 e duas USP-SP 2022, resolvidas dentro do capítulo, com gabarito e comentário.
Sumário
Da pista do enunciado ao tratamento da causa base, na ordem em que a apostila ensina.
A amenorreia secundária, ausência de menstruação por 3 meses em quem tinha ciclos regulares ou por 6 meses com ciclos irregulares, é investigada por exclusão: beta-HCG primeiro, depois TSH e prolactina, teste da progesterona, teste do estrogênio com progesterona e, por fim, dosagem de FSH para separar ovário de causa central.
Excluída a gravidez, TSH e prolactina vêm primeiro porque são causas frequentes e tratáveis. A hiperprolactinemia inibe o GnRH e pode ser medicamentosa (antipsicóticos como a risperidona, antidepressivos tricíclicos, metoclopramida, domperidona e opioides) ou tumoral, pelo prolactinoma. No hipotireoidismo primário, o TRH elevado sobe também a prolactina, e o tratamento é a levotiroxina, sem cabergolina.
No teste da progesterona, o sangramento na retirada mostra útero pérvio e endométrio proliferado por estrogênio. Teste positivo significa anovulação, e a principal causa é a SOP: sem ovular, não há progesterona endógena nem a queda hormonal que descama o endométrio. Teste negativo indica hipoestrogenismo ou obstrução, e o passo seguinte é o ciclo completo com estrogênio e progesterona.
Sem sangramento mesmo com estrogênio e progesterona, a causa é anatômica, no compartimento I. A principal causa na prova é a síndrome de Asherman, com história de curetagem, AMIU ou infecção uterina. Na estenose cervical, o sangue fica retido e forma hematometra, com dor intensa. Se houver sangramento, o útero funciona e faltava estrogênio, e o FSH separa ovário de causa central.
FSH acima de 25 mUI/mL indica hipogonadismo hipergonadotrófico: insuficiência ovariana prematura antes dos 40 anos ou menopausa depois disso. Na IOP, a função pode ser intermitente, com gestação em 5-10% dos casos. FSH baixo ou inapropriadamente normal aponta causa central: amenorreia hipotalâmica (estresse, perda de peso, anorexia, exercício excessivo), síndrome de Sheehan após hemorragia puerperal grave e tumores, como o craniofaringioma.
Comparativo
Os cenários que as bancas montam para amenorreia e o que cada um pede na resposta.
| Pista no enunciado | Diagnóstico provável | O que a banca cobra |
|---|---|---|
| Mulher em idade fértil com atraso menstrual | Gestação | Beta-HCG sempre como primeiro passo |
| Curetagem uterina e não menstrua mais | Síndrome de Asherman | Lesão da camada basal; histeroscopia; teste de E+P negativo |
| Pós-parto com hemorragia grave e agalactia | Síndrome de Sheehan | Pan-hipopituitarismo, com FSH, LH, TSH e ACTH baixos |
| Atleta, bailarina, perda de peso ou estresse | Amenorreia hipotalâmica funcional | FSH e LH baixos; risco de fratura por osteopenia |
| Galactorreia, cefaleia e alteração visual | Hiperprolactinemia (prolactinoma) | Excluir medicamento e hipotireoidismo; cabergolina |
| Fogachos e secura vaginal antes dos 40 anos | Insuficiência ovariana prematura | FSH acima de 25; terapia hormonal até os 50 anos |
| Teste da progesterona positivo | Anovulação (SOP) | Há estrogênio e o trato de saída está pérvio |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência de exclusão que a apostila chama de fluxograma de ouro, com a conduta no fim.
Ausência de menstruação por 3 meses, ou 3 ciclos, em quem tinha ciclos regulares, ou por 6 meses com ciclos irregulares. Gestação, lactação e menopausa são as causas fisiológicas. O primeiro exame, sempre, é o beta-HCG.
TSH alto com T4 livre baixo é hipotireoidismo primário: trate com levotiroxina, e a prolactina normaliza. Prolactina alta pede revisão de medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, procinéticos, opioides) e investigação de prolactinoma; a conduta é suspender a droga, se possível, ou usar cabergolina.
Progesterona por 5 a 10 dias e suspensão. Se sangrar, há estrogênio e útero pérvio, e o diagnóstico é anovulação, principalmente SOP. Se não sangrar, falta estrogênio ou o trato de saída está obstruído.
Estrogênio para proliferar o endométrio e progesterona para descamar. Sem sangramento, a causa é uterina, com Asherman à frente, confirmada por histeroscopia. Com sangramento, o útero funciona e o problema é a falta de estrogênio.
FSH acima de 25 mUI/mL antes dos 40 anos é insuficiência ovariana prematura; pelas diretrizes atualizadas, uma dosagem basta com amenorreia há mais de 4 meses e quadro compatível. FSH baixo ou normal aponta causa hipotalâmica ou hipofisária: amenorreia funcional, Sheehan ou tumor.
Cariótipo obrigatório na IOP antes dos 30 anos, para mosaicismo e cromossomo Y, pelo risco de gonadoblastoma. Anticorpos anti-21-hidroxilase e anti-TPO rastreiam autoimunidade, e a pré-mutação do X-frágil (FMR1) entra com história familiar de falência ovariana ou deficiência intelectual.
Levotiroxina no hipotireoidismo; suspensão da droga ou cabergolina na hiperprolactinemia; perda de peso, anticoncepcional ou indutor de ovulação na SOP; histeroscopia cirúrgica no Asherman. Na IOP, reposição hormonal até cerca de 50 anos; na atleta, correção do déficit energético.
Perguntas frequentes
Na secundária, a mulher já menstruou e fica sem menstruar por 3 meses, se tinha ciclos regulares, ou por 6 meses, se tinha ciclos irregulares. Na primária, nunca houve menstruação. Hímen imperfurado e septo vaginal transverso são causas anatômicas que costumam dar amenorreia primária, com dor cíclica na adolescência; a síndrome de Kallmann é causa hipotalâmica de amenorreia primária.
É a formação de sinéquias intrauterinas por destruição do endométrio basal, em geral após curetagem pós-aborto ou pós-parto, AMIU ou endometrite. Causa hipomenorreia ou amenorreia secundária, infertilidade e abortamentos recorrentes. O teste do estrogênio com progesterona é negativo, a histeroscopia é o padrão-ouro e o tratamento é a lise histeroscópica das aderências, com estrogênio em altas doses.
Progesterona por 5 a 10 dias e suspensão. Se houver sangramento, a paciente tem estrogênio e trato de saída pérvio, e o problema é anovulação, com a SOP como principal causa, como na questão AMRIGS 2025 da apostila. Sem sangramento, falta estrogênio ou há obstrução, e o próximo passo é o teste com estrogênio e progesterona.
FSH acima de 25 mUI/mL antes dos 40 anos. A regra clássica pede duas dosagens com intervalo de 4 semanas. Pelas diretrizes internacionais atualizadas, uma dosagem basta se a paciente tiver menos de 40 anos, amenorreia há mais de 4 meses e quadro compatível. Em questão antiga, ou que não cite a atualização, as duas dosagens seguem como resposta segura.
No hipotireoidismo primário, o hipotálamo aumenta o TRH para estimular a tireoide, e o TRH também estimula a prolactina. A hiperprolactinemia inibe o GnRH e trava o eixo. Na questão ISCM-SP 2016 da apostila, com TSH alto, T4 livre baixo e prolactina de 80 ng/mL, a conduta é tratar o hipotireoidismo com levotiroxina, sem agonista dopaminérgico.
Na tríade da mulher atleta, o déficit energético suprime o GnRH, com FSH e LH baixos e hipoestrogenismo que leva à perda óssea. A base é corrigir o déficit energético, com nutrição e redução de carga; a reposição hormonal entra como adjuvante para proteger o osso. Na questão USP-SP 2022 da apostila, com fratura por estresse, a resposta é o contraceptivo combinado.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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