Definição de HPP e de HPP maciça, índice de choque, os 4 Ts, a escada de uterotônicos da atonia uterina, bundle E-MOTIVE, inversão uterina, cuidados no puerpério e síndrome de Sheehan. Cinco questões comentadas, entre elas HIAE 2022 e USP-SP 2023.
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Para que serve
Do diagnóstico pelo índice de choque ao puerpério depois da crise, com as doses que a prova pede.
Tônus, trauma, tecido e trombina, com o reconhecimento clínico de cada um: útero amolecido na atonia, globo de segurança de Pinard no trauma, dequitação incompleta no tecido.
Tabela com o gatilho de tratamento a partir de 300 mL, o pacote E-MOTIVE, a ocitocina IV lenta no parto vaginal e o fim da metilergometrina e do tranexâmico na profilaxia.
HIAE 2022, Revalida 2023, USP-SP 2023 e FAMERP 2025 entre elas, resolvidas dentro do capítulo, com gabarito e comentário.
Sumário
Da definição da OMS às complicações tardias, na ordem em que a apostila ensina.
A atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto, com até 80% dos casos: sem contração após a saída da placenta, o miométrio não comprime as artérias espiraladas, que seguem sangrando. No fim da gestação, o fluxo uterino chega a 500-750 mL por minuto. Ao exame, o útero está amolecido, mal contraído e por vezes acima da cicatriz umbilical.
A OMS define HPP como perda ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1.000 mL após cesariana nas primeiras 24 horas, mas qualquer sangramento com instabilidade hemodinâmica fecha o diagnóstico. A HPP primária, até 24 horas, concentra cerca de 80% dos casos e tem a atonia como principal causa; a secundária vai de 24 horas a 12 semanas, com restos ovulares, endometrite e subinvolução do leito placentário.
Na gestante, a pressão demora a cair, porque o volume plasmático aumentado mascara a hipovolemia. O índice de choque (FC/PAS) é o marcador clínico mais precoce de instabilidade: a partir de 0,9 há alerta e risco de transfusão. A estimativa visual subestima a perda, e a apostila traz a quantificação por compressas, pelo diâmetro da poça e por pesagem, além da bolsa coletora calibrada.
Útero firme e contraído com sangramento abundante aponta trauma de trajeto: a conduta é revisar o canal de parto e suturar. Uterotônicos não resolvem laceração, e a questão HIAE 2022 da apostila explora essa pegadinha depois de um parto fórcipe com episiotomia. No acretismo, a extração manual forçada é contraindicada, e o tratamento padrão é cesariana com histerectomia com placenta in situ.
A prevenção universal é a medida de maior evidência: ocitocina 10 UI IM logo após o nascimento em todo parto, ou 10 UI IV lenta em 1 a 2 minutos se a paciente de parto vaginal já tiver acesso venoso. Metilergometrina e ácido tranexâmico não entram na profilaxia. O clampeamento tardio do cordão, após 60 segundos, não substitui a ocitocina.
Comparativo
Massagem, uterotônicos e tranexâmico na ordem da apostila, com o que fazer quando o sangramento não para.
| Medida | Dose e via | Quando e cuidado |
|---|---|---|
| Massagem bimanual (manobra de Hamilton) | Mão na vagina pelo fórnice anterior e mão no fundo uterino pelo abdome | Medida clínica, junto da primeira droga |
| Ocitocina | 5 UI IV lenta + 20 a 40 UI em 500 mL | Primeiro uterotônico |
| Ácido tranexâmico | 1 g IV lento; repetir após 30 min se persistir | Junto do primeiro uterotônico, de preferência nas 3 primeiras horas |
| Metilergometrina | 0,2 mg IM | Contraindicada em pré-eclâmpsia e hipertensão |
| Misoprostol | 800 mcg via retal | Ação em cerca de 15 min; seguro em hipertensas |
| Balão de Bakri ou JADA | Tamponamento ou vácuo intrauterino | Refratário às drogas, antes da laparotomia |
| B-Lynch, desvascularização ou histerectomia | Laparotomia | Última linha: histerectomia puerperal subtotal ou total |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
Da prevenção no terceiro período ao seguimento no puerpério, na sequência da apostila.
Manejo ativo do terceiro período em todas as puérperas, parto normal ou cesárea: ocitocina 10 UI IM após o desprendimento dos ombros ou a saída completa do bebê. No parto vaginal com acesso venoso já puncionado, 10 UI IV lenta em 1 a 2 minutos.
Quantifique a perda com campos coletores calibrados ou pesagem, porque a estimativa visual subestima. Calcule FC/PAS: 0,9 ou mais é sinal de alerta. Pela diretriz OMS/FIGO/ICM, perda ≥ 300 mL com sinal clínico hemodinâmico, ou ≥ 500 mL, já aciona o tratamento.
CALL ou HELP: o primeiro passo é chamar ajuda, depois acesso venoso calibroso. Peça hemograma, tipagem e prova de compatibilidade, coagulograma, fibrinogênio e gasometria com lactato, sem atrasar a reanimação, como cobra a questão Revalida 2023. Considere cedo o protocolo de hemorragia maciça.
Útero amolecido, mal contraído e acima do umbigo é atonia uterina. Útero firme, com globo de segurança de Pinard, aponta trauma de trajeto. Útero subinvoluído com placenta ou membranas retidas sugere tecido; DPP, embolia por líquido amniótico ou HELLP sugerem trombina.
Massagem bimanual, ocitocina 5 UI IV lenta mais 20 a 40 UI em 500 mL e ácido tranexâmico 1 g IV junto do primeiro uterotônico, com fluidos e exame do trajeto. Depois, metilergometrina 0,2 mg IM se a PA for normal e misoprostol 800 mcg via retal.
Tamponamento com balão de Bakri ou dispositivo a vácuo JADA. Se falhar, ou na cesariana, sutura de B-Lynch, embolização das artérias uterinas ou ligadura das uterinas ou hipogástricas. A histerectomia puerperal, subtotal ou total, é a conduta definitiva. Tamponamento com gaze no útero não é recomendado.
Monitorização rigorosa nas primeiras 24 horas, deambulação precoce e compressão pneumática. Enoxaparina só com a hemostasia assegurada. Ferro IV se a anemia exigir correção rápida ou houver intolerância ao oral. Agalactia e amenorreia meses depois sugerem síndrome de Sheehan, por necrose da hipófise anterior.
Perguntas frequentes
Tônus, trauma, tecido e trombina, a ordem de investigação da origem do sangramento. Tônus é a atonia uterina, até 80% dos casos. Trauma, a segunda causa, reúne lacerações do trajeto, rotura e inversão uterina. Tecido é a retenção de placenta ou membranas, incluindo o acretismo. Trombina são as coagulopatias, a causa mais rara.
Massagem bimanual (manobra de Hamilton) com ocitocina IV e ácido tranexâmico 1 g IV junto do primeiro uterotônico. Depois, metilergometrina 0,2 mg IM se a PA for normal e misoprostol 800 mcg via retal. No sangramento refratário, balão de Bakri ou JADA, sutura de B-Lynch, desvascularização e, por fim, histerectomia puerperal.
É um vasoconstritor forte e aumenta o risco de AVC e vasoespasmo na pré-eclâmpsia e na hipertensão crônica. Misoprostol e ácido tranexâmico são seguros nessas pacientes. Na questão USP-SP 2023 da apostila, a puérpera com pré-eclâmpsia e DPP evolui com atonia após massagem e ocitocina, e o próximo passo é o misoprostol.
Divida a frequência cardíaca pela pressão sistólica. O normal na obstetrícia vai de 0,7 a 0,9. A partir de 0,9, ou com FC maior que a PAS, há perda significativa e risco de transfusão; 1,4 ou mais pede terapia agressiva com urgência, e 1,7 ou mais indica alto risco de desfecho materno adverso.
Suspender a tração do cordão, não remover a placenta aderida antes da reposição, interromper os uterotônicos durante a tentativa e considerar anestesia ou relaxamento uterino. A primeira linha é a manobra de Taxe; se falhar, laparotomia com cirurgia de Huntington, como na questão FAMERP 2025. Após a reposição, uterotônico para manter o útero contraído.
A diretriz OMS/FIGO/ICM pede medição objetiva da perda e tratamento a partir de 300 mL com sinal clínico hemodinâmico, ou de 500 mL. O tratamento passa a ser o pacote E-MOTIVE, com as medidas em paralelo. Metilergometrina e ácido tranexâmico saem da profilaxia, a gaze intrauterina é condenada e o ferro IV ganha espaço na anemia.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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27 páginas com os 4 Ts, o índice de choque, as doses dos uterotônicos, a tabela da diretriz OMS/FIGO/ICM e cinco questões comentadas, em PDF gratuito.
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