Apostila gratuita · 35 páginas

DHEG: síndromes hipertensivas na gestação, da pré-eclâmpsia à HELLP

Classificação das síndromes hipertensivas, fisiopatologia em dois estágios, rastreio e profilaxia com AAS e cálcio, critérios de pré-eclâmpsia, sFlt-1/PLGF, crise hipertensiva, Zuspan e Pritchard, momento do parto e HELLP. Seis questões comentadas, entre elas ENARE 2022 e ENARE 2023.

PDF de 2,2 MB. Gratuito.

Capa da apostila Síndromes hipertensivas na gestação (DHEG) em um tablet
Formato
Apostila · 35 páginas
Área da prova
Ginecologia e Obstetrícia · Obstetrícia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de DHEG cobre

Da placentação deficiente à via de parto na HELLP, com as doses e os cortes que as bancas cobram.

  • Classificação e cortes numa tabela

    Hipertensão crônica, gestacional, pré-eclâmpsia, sobreposta, eclâmpsia, sineclâmpsia e HELLP com a definição de cada uma e os valores de LDH, bilirrubina, transaminases e plaquetas.

  • Doses da crise e do sulfato

    Hidralazina, nifedipino de liberação rápida, os esquemas de Zuspan e Pritchard, os três parâmetros checados antes de cada dose e o gluconato de cálcio na intoxicação.

  • Seis questões comentadas

    UFMT 2021, PSU/MG 2022, SUS-SP 2020, ENARE 2022, Revalida 2021 e ENARE 2023, resolvidas dentro do capítulo, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 35 páginas

Da tabela de critérios ao manejo da HELLP, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: classificação e critérios da HELLP
  2. 02Introdução: pré-eclâmpsia e mortalidade materna
  3. 03Fisiopatologia: modelo de dois estágios e sFlt-1
  4. 04Pré-eclâmpsia precoce e tardia
  5. 05Questões estratégicas de fisiopatologia
  6. 06Predição: fatores de alto e moderado risco e rastreamento combinado
  7. 07Prevenção com AAS, cálcio e atividade física
  8. 08Diagnóstico: hipertensão, proteinúria e disfunção de órgãos-alvo
  9. 09Biomarcadores: relação sFlt-1/PLGF e PLGF isolado
  10. 10Nova classificação: com e sem sinais de deterioração
  11. 11Anti-hipertensivos de manutenção e contraindicações
  12. 12Crise hipertensiva: hidralazina, nifedipino e nitroprussiato
  13. 13Sulfato de magnésio: Zuspan, Pritchard e intoxicação
  14. 14Vitalidade fetal e momento do parto
  15. 15Via de parto e síndrome HELLP
  16. 16Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Síndromes hipertensivas na gestação (DHEG)
Página da apostila: esquema de Pritchard, janela terapêutica do magnésio e o reflexo patelar e a frequência respiratória checados antes de cada dose.

Quais são as síndromes hipertensivas da gestação (DHEG)?

DHEG, a doença hipertensiva específica da gestação, tem na pré-eclâmpsia a principal forma de apresentação e pode evoluir para eclâmpsia, sineclâmpsia e síndrome HELLP. A apostila classifica também a hipertensão crônica, a gestacional e a pré-eclâmpsia sobreposta. O corte é PA ≥ 140/90 mmHg; antes de 20 semanas, a hipertensão é crônica.

O mecanismo mais aceito em prova é a placentação deficiente: a falha da 2ª onda de invasão trofoblástica mantém as artérias espiraladas com alta resistência e baixo fluxo. A placenta hipóxica libera sFlt-1, que neutraliza VEGF e PLGF. Disfunção endotelial e vasoespasmo explicam hipertensão, edema, hemoconcentração e glomeruloendoteliose. A forma precoce, antes de 34 semanas, é placentária e mais grave; a tardia liga-se a fatores maternos.

AAS 100 mg/dia é a única droga com evidência convincente na prevenção, com cálcio de 1 a 2 g/dia para quem ingere menos de 900 mg/dia e atividade física de pelo menos 150 minutos por semana. Diagnosticada a pré-eclâmpsia, o AAS é suspenso. Dieta hipossódica é contraindicada, e heparina de baixo peso molecular, vitaminas C e E, ácido fólico, vitamina D e ômega-3 não têm eficácia comprovada na prevenção.

A meta de manutenção é PA abaixo de 140x90 mmHg, sempre por via oral: metildopa de 750 mg a 2 g/dia, nifedipino retard ou anlodipino, com betabloqueador como terceira droga. IECA e BRA são contraindicados na gestação por causarem oligoidrâmnio e hipoplasia pulmonar a partir do 2º trimestre, sem efeito teratogênico no 1º. No puerpério, captopril e enalapril são liberados na amamentação.

A síndrome HELLP pode surgir com pressão normal e sem proteinúria; a dor epigástrica ou no hipocôndrio direito vem da distensão da cápsula de Glisson. Exige sulfato de magnésio e resolução da gestação, de preferência por via vaginal. Com plaquetas abaixo de 70.000/mm³, raqui e peridural são contraindicadas e a cesárea é feita sob anestesia geral. O diferencial clássico é a PTT, com mais sintomas neurológicos e lesão renal.

Página da apostila Síndromes hipertensivas na gestação (DHEG)

Comparativo

Doses da crise hipertensiva e do sulfato de magnésio na DHEG

As drogas da manutenção, da crise e da prevenção da eclâmpsia, com a dose, a repetição e o ponto que a prova cobra.

Doses e esquemas conforme a apostila; na crise, o sulfato entra mesmo na paciente assintomática. Fonte: apostila Med-Review R1, “Síndromes hipertensivas na gestação”.
DrogaDose inicialRepetição ou manutençãoPonto de prova
Metildopa (manutenção)750 mg a 2 g/dia VODividida em 2 a 4 tomadasAção lenta: nunca para a crise
Hidralazina (crise)5 mg IVA cada 20 min, até 30 mgPico em cerca de 20 min; na hipotensão, elevar os membros inferiores
Nifedipino de liberação rápida (crise)10 mg VOA cada 20 a 30 min, até 30 mgNunca sublingual nem mastigado
Sulfato de magnésio: Zuspan4 g IV em 15 a 20 min1 a 2 g/h IV em bomba de infusãoHospital com estrutura
Sulfato de magnésio: Pritchard4 g IV lento + 10 g IM (5 g em cada nádega)5 g IM profundo a cada 4 hUBS e transporte sem bomba de infusão
Gluconato de cálcio 10%1 g IV lentoSuspender a infusão de magnésioAntídoto: deixar à beira do leito

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir a pré-eclâmpsia, do pré-natal ao parto

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, da classificação à via de parto.

  1. Classifique pela idade gestacional

    PA ≥ 140/90 mmHg antes de 20 semanas ou prévia à gestação é hipertensão arterial crônica. Depois de 20 semanas, sem proteinúria nem lesão de órgão-alvo, é hipertensão gestacional; com proteinúria e/ou disfunção de órgãos-alvo, pré-eclâmpsia. Na hipertensa crônica, a piora após 20 semanas define a pré-eclâmpsia sobreposta.

  2. Estratifique o risco e inicie a profilaxia

    Um fator de alto risco ou dois de risco moderado indicam profilaxia. O rastreamento combinado de 11 a 12 semanas cruza PAM, IP das artérias uterinas, PLGF e PAPP-A, com corte ≥ 1/200 no Brasil. AAS 100 mg à noite, iniciado entre 12 e 16 semanas e mantido até 36, e cálcio.

  3. Confirme o diagnóstico

    PA ≥ 140/90 mmHg em duas medidas com pelo menos 4 horas de intervalo, sentada. Proteinúria: relação P/C ≥ 0,3, urina de 24 horas ≥ 300 mg ou fita ≥ 2+. Sem proteinúria, basta lesão de órgão-alvo: plaquetas abaixo de 150.000/mm³, creatinina ≥ 1,0 mg/dL, transaminases acima de 40 UI/L, edema pulmonar ou sintomas neurológicos.

  4. Procure sinais de deterioração

    A divisão em leve e grave saiu de uso. Crise hipertensiva (PAS ≥ 160 ou PAD ≥ 110 mmHg), iminência de eclâmpsia, eclâmpsia, sineclâmpsia, HELLP, oligúria, edema pulmonar e dor torácica definem pré-eclâmpsia com sinais de deterioração e indicam internação imediata.

  5. Trate a crise e prescreva o sulfato

    Hidralazina 5 mg IV ou nifedipino de liberação rápida 10 mg VO, reduzindo a PA em 15% a 25%, sem quedas bruscas. Na crise, o sulfato de magnésio entra mesmo na paciente assintomática, por Zuspan ou Pritchard, e segue por 24 horas após o parto ou a última convulsão.

  6. Cheque os três parâmetros antes de cada dose

    Reflexo patelar presente, frequência respiratória ≥ 16 irpm e diurese ≥ 25 mL/h. A janela terapêutica é de 4 a 7 mEq/L, e o reflexo some com 8 a 10 mEq/L. Na intoxicação, suspenda a infusão e faça gluconato de cálcio 10%, 1 g IV lento, como na questão Revalida 2021.

  7. Defina o momento e a via do parto

    Sem deterioração, parto com 37 semanas. HELLP, eclâmpsia, DPP, hipertensão refratária a três drogas, edema pulmonar, insuficiência renal progressiva e vitalidade fetal alterada indicam resolução após estabilização. Com deterioração, entre 23 e 33 semanas e 6 dias, internação, com corticoide se o parto for previsto em 48 horas. A via preferencial é a vaginal.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre DHEG na prova de residência

Qual a diferença entre pré-eclâmpsia e eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é a PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas com proteinúria significativa e/ou disfunção de órgãos-alvo. Eclâmpsia é a convulsão tônico-clônica generalizada em paciente com pré-eclâmpsia, sem outra causa neurológica. Sineclâmpsia é o rebaixamento do nível de consciência, até o coma, sem convulsão prévia. As duas indicam resolução da gestação após a estabilização materna.

Quais são os critérios laboratoriais da síndrome HELLP?

Hemólise: LDH ≥ 600 UI/L, bilirrubina total ≥ 1,2 mg/dL, haptoglobina abaixo de 25 mg/dL ou esquizócitos no sangue periférico. Enzimas hepáticas: AST ou ALT ≥ 70 UI/L. Plaquetas abaixo de 100.000/mm³. A HELLP pode ocorrer com pressão normal e sem proteinúria, e a dor epigástrica ou no hipocôndrio direito deve levantar a suspeita.

Como é o esquema de sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia?

Zuspan, só intravenoso: ataque de 4 g IV em 15 a 20 minutos e manutenção de 1 a 2 g/h em bomba de infusão. Pritchard, misto: 4 g IV lento mais 10 g IM profunda, 5 g em cada nádega, e manutenção de 5 g IM a cada 4 horas, útil sem bomba. O sulfato segue por 24 horas após o parto ou a última convulsão.

Qual a via de parto na pré-eclâmpsia e na síndrome HELLP?

A via preferencial nas síndromes hipertensivas, inclusive na HELLP, é a vaginal, porque sangra menos, e a cesárea não é indicação absoluta. A cesárea fica para vitalidade fetal comprometida, instabilidade materna grave, sangramento espontâneo ou colo muito desfavorável com deterioração rápida. Plaquetas abaixo de 70.000/mm³ contraindicam raqui e peridural. A questão ENARE 2023 da apostila cobra esse ponto.

Quem tem indicação de AAS para prevenir pré-eclâmpsia?

Gestante com 1 fator de alto risco (diabetes, doença autoimune, doença renal, FIV, gemelaridade, hipertensão crônica, pré-eclâmpsia prévia ou IMC acima de 30), com 2 de risco moderado ou com rastreamento combinado ≥ 1/200. Dose de 100 mg/dia à noite, idealmente iniciada entre 12 e 16 semanas e mantida até 36. A questão SUS-SP 2020 cobra o AAS.

Quando pedir a relação sFlt-1/PLGF?

Só na suspeita clínica de pré-eclâmpsia entre a 24ª e a 36ª semana e 6 dias, nunca como rastreio. Razão abaixo de 38 exclui a doença por pelo menos uma semana. Acima de 85 antes de 34 semanas, ou acima de 110 depois, indica alta probabilidade de pré-eclâmpsia na paciente com suspeita clínica. Entre 38 e 85, antes de 34 semanas, fica a zona cinzenta.

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    Clínica Médica

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    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

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    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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