Apostila gratuita · 36 páginas

Dor pélvica crônica e endometriose: resumo para residência

Endometriose da teoria de Sampson à cistectomia do endometrioma, com os 6 Ds, a ASRM e o papel de USG, RM e CA-125. Traz também adenomiose, congestão pélvica, cistite intersticial, dor miofascial e sete questões comentadas, de SUS-SP a USP-RP.

PDF de 5,4 MB. Gratuito.

Capa da apostila Dor pélvica crônica e endometriose em um tablet
Formato
Apostila · 36 páginas
Área da prova
Ginecologia e Obstetrícia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

Endometriose em resumo: o que a apostila cobre

Recorte da dor pélvica crônica pelo que as bancas de residência perguntam: a endometriose e os diferenciais, que caem cada vez mais.

  • O mapa de prioridades da banca

    Uma tabela abre a apostila com pista do enunciado, diagnóstico e tratamento padrão de endometriose, varizes pélvicas, cistite intersticial e dor miofascial.

  • Tratamento sem esperar a laparoscopia

    USG com preparo intestinal e RM sustentam o diagnóstico presumido e o planejamento cirúrgico. A videolaparoscopia com biópsia segue como padrão-ouro, mas o tratamento clínico empírico já pode começar com suspeita clínica e de imagem.

  • Sete questões comentadas

    Entre elas SUS-SP 2021, HIAE 2023, UNESP 2024, HSL 2022, UERJ 2023 e USP-RP 2025, resolvidas no meio do conteúdo, com gabarito e comentário. Em quatro das sete, o comentário também explica alternativas erradas.

Sumário

O que tem dentro das 36 páginas

Da definição de dor pélvica crônica, com pelo menos 6 meses de dor, ao tratamento de cada causa, com revisão final e resumo em 1 minuto.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades da banca
  2. 02Introdução: contexto clínico e por que o tema cai tanto
  3. 03Endometriose: teorias etiopatogênicas, locais de implante e os 6 Ds
  4. 04Superficial, ovariana e profunda: a classificação e a ASRM
  5. 05Diagnóstico da endometriose: USG com preparo intestinal, RM, laparoscopia e CA-125
  6. 06Adenomiose: reconhecimento clínico e ultrassonográfico
  7. 07Sequela de doença inflamatória pélvica e aderências
  8. 08Miomatose uterina (leiomiomas)
  9. 09Síndromes ovarianas pós-cirúrgicas: ovário remanescente e residual
  10. 10Insuficiência venosa pélvica (síndrome da congestão pélvica)
  11. 11Cistite intersticial (síndrome da bexiga dolorosa)
  12. 12Dor musculoesquelética e miofascial: teste de Carnett
  13. 13Tratamento da endometriose com e sem desejo de engravidar agora
  14. 14Quando indicar cirurgia: conservadora, cistectomia, definitiva e endometriose profunda
  15. 15Tratamento de cistite intersticial, varizes pélvicas e dor miofascial ou neuropática
  16. 16Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Dor pélvica crônica e endometriose
Mapa de prioridades da banca: pistas, diagnóstico e tratamento padrão.

Endometriose em resumo: quais os tipos e quando ela é profunda?

A endometriose, em resumo, tem três apresentações: superficial, com implantes no peritônio que invadem menos de 5 mm; ovariana, que forma o endometrioma, o cisto achocolatado; e profunda, que invade 5 mm ou mais ou distorce de forma significativa a anatomia pélvica. A ASRM estadia a doença de I a IV pelo que o cirurgião vê na videolaparoscopia.

O corte de 5 mm separa a forma superficial da profunda. Na profunda, os locais clássicos são septo retovaginal, ligamentos uterossacros, retossigmoide, bexiga e ureteres. O ligamento uterossacro é o local mais acometido na endometriose profunda, e o ovário é o local isolado mais frequente da doença. Na questão da SUS-SP 2021, espessamento retrocervical e útero pouco móvel no toque levam à forma profunda.

A intensidade da dor não acompanha o estágio. Um foco pequeno que invade terminação nervosa pode deixar acamada a paciente em estágio I, e a paciente em estágio IV, com endometriomas grandes e aderências, pode ser oligossintomática. A banca usa essa dissociação como pegadinha de estadiamento.

No USG transvaginal com preparo intestinal, o endometrioma tem conteúdo espesso e homogêneo em vidro fosco, e o sliding sign negativo indica fundo de saco de Douglas obliterado. Quando o USG não basta, a ressonância magnética de pelve mapeia a endometriose: endometrioma hiperintenso em T1 e hipointenso em T2, o shading.

O CA-125 tem baixa sensibilidade e baixa especificidade, não é recomendado para diagnóstico nem rastreio, não prevê endometriose profunda e fica só para o seguimento. No endometrioma, punção ou drenagem é pegadinha, com recorrência altíssima, infecção e abscesso. Na questão da UERJ 2023, o endometrioma de 8 cm em quem quer engravidar vai para cistectomia videolaparoscópica.

Página da apostila Dor pélvica crônica e endometriose

Comparativo

Principais causas de dor pélvica crônica em uma tabela

Pista do enunciado, diagnóstico e tratamento padrão de cada causa, a partir do mapa de prioridades da banca e dos capítulos da apostila.

Causas ginecológicas e não ginecológicas de dor pélvica crônica cobradas em prova. Fonte: apostila Med-Review R1, “Dor pélvica crônica e endometriose”.
CausaPista do enunciadoDiagnósticoTratamento padrão
EndometrioseDismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade, infertilidade, nódulo retrocervicalUSG com preparo intestinal ou RM; padrão-ouro: videolaparoscopia com biópsiaProgestagênio contínuo (dienogeste) ou COC; cirurgia nos refratários e no endometrioma volumoso
Aderências pélvicasDIP ou cirurgia prévia, dor inespecífica, útero fixoUSG com sliding sign negativo; certeza só na videolaparoscopiaAdesiólise isolada não é recomendada para tratar a dor
Insuficiência venosa pélvicaDor em peso que piora no fim do dia e em ortostatismo; multíparaUSG Doppler (veias > 8 mm) ou RM; padrão-ouro: flebografiaProgestagênios; definitivo: embolização percutânea
Cistite intersticialDor ao encher a bexiga, alívio ao urinar, urgência, frequência, urocultura negativaClínico; cistoscopia não obrigatória, busca lesões de HunnerFisioterapia pélvica sem Kegel, amitriptilina, pentosano polissulfato, instilação de DMSO
Dor miofascialPiora com esforço, cesáreas prévias ou Pfannenstiel, teste de Carnett positivoClínico: pontos-gatilho palpáveis, hiperalgesia, alodíniaFisioterapia, injeção em ponto-gatilho, gabapentina

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como investigar e conduzir a dor pélvica crônica, passo a passo

A ordem de raciocínio da apostila, da primeira consulta à indicação de cirurgia.

  1. Colha os 6 Ds e faça o toque

    Dor pélvica, dismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade, disúria, disquezia e dificuldade para engravidar. No toque vaginal e retal, a banca cobra útero fixo, nódulo retrocervical e uterossacros dolorosos. A intensidade da dor não indica o estágio.

  2. Comece pelo USG com preparo intestinal

    É o exame de primeira linha. Procure endometrioma em vidro fosco com baixa vascularização ao Doppler, espessamento hipoecoico dos uterossacros, sliding sign negativo e kissing ovaries, sinal indireto de doença severa.

  3. Peça RM na doença profunda ou complexa

    A RM de pelve mapeia casos complexos, pacientes virgens, lesões altas e múltiplos sítios antes da cirurgia. Colonoscopia costuma vir normal, porque a lesão invade da serosa para a mucosa. CA-125 fica só para o seguimento.

  4. Fora dos 6 Ds, teste os diferenciais ginecológicos

    Mulher de 40 a 50 anos, multípara, com sangramento uterino anormal e útero aumentado e amolecido: adenomiose. DIP ou cirurgia prévia com útero fixo: aderências. Útero aumentado com contorno nodular: mioma. Tecido deixado na ooforectomia: ovário remanescente. Ovário preservado na histerectomia: ovário residual.

  5. Saia do útero: veias, bexiga e parede

    Dor em peso que piora em pé e alivia ao deitar: congestão pélvica. Dor ao encher a bexiga, alívio ao urinar e urocultura negativa: cistite intersticial. Dor que piora ao contrair o abdome no teste de Carnett: miofascial.

  6. Pergunte se ela quer engravidar agora

    Sem desejo de gestar: COC contínuo ou progestagênio na primeira linha e análogo de GnRH na segunda, com add-back therapy para passar de 6 meses. Com desejo: bloqueio hormonal não melhora a fertilidade; videolaparoscopia nos estágios I e II da ASRM e FIV na doença grave.

  7. Saiba quando indicar a cirurgia

    Opere na dor refratária, no endometrioma grande, na lesão que ameaça órgão e, em casos selecionados, pela fertilidade. Endometrioma pede cistectomia videolaparoscópica; drenagem é pegadinha. Estenose ureteral com hidronefrose é cirurgia urgente. Histerectomia só com prole definida.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre endometriose e dor pélvica crônica na prova

Quais as principais causas de dor pélvica crônica?

Entre as ginecológicas, a principal é a endometriose; a apostila também cobre adenomiose, sequela de DIP com aderências, miomatose uterina e síndromes do ovário remanescente e residual. Entre as não ginecológicas, a banca cobra insuficiência venosa pélvica, cistite intersticial e dor miofascial da parede abdominal. Para cada uma, a apostila traz a pista clássica do enunciado.

Qual a diferença entre adenomiose e endometriose?

Na adenomiose, glândulas e estroma endometrial infiltram o miométrio; na endometriose, ficam fora da cavidade uterina. A paciente típica de adenomiose na prova tem 40 a 50 anos, é multípara, tem sangramento uterino anormal, dismenorreia secundária e útero globalmente aumentado e amolecido. O perfil da jovem nulípara é o mais comum na endometriose.

Qual exame detecta endometriose profunda?

O USG transvaginal com preparo intestinal é o exame de primeira linha. A RM de pelve é o melhor método não invasivo para mapear casos complexos, pacientes virgens, lesões altas e múltiplos sítios; na questão do HIAE 2023, endometrioma no USG com septo retovaginal espessado pede RM. A videolaparoscopia com biópsia é o padrão-ouro, mas não é obrigatória para iniciar o tratamento. Colonoscopia costuma vir normal.

Adenomiose ou mioma: como diferenciar no ultrassom?

No USG transvaginal, adenomiose dá aumento uterino global, miométrio heterogêneo, pequenos cistos, limites mal definidos e vascularização difusa ao Doppler. Mioma aparece como nódulo sólido bem delimitado, com contornos uterinos irregulares ou lobulados e vascularização periférica. No toque bimanual, o útero com adenomiose é amolecido e o miomatoso tem contorno nodular.

Por que a congestão pélvica acomete mais a veia ovariana esquerda?

Por três motivos: a veia ovariana esquerda desemboca na veia renal esquerda em ângulo de 90 graus; a veia renal esquerda cruza a aorta, muitas vezes entre ela e a artéria mesentérica superior, o que transmite a pulsação e pode comprimi-la (efeito nutcracker); e há com frequência incompetência das válvulas da veia ovariana esquerda. A veia ovariana direita drena direto na veia cava inferior.

Qual a primeira linha no tratamento da cistite intersticial?

O manejo inicial é comportamental, sem cafeína, cítricos e pimenta, com fisioterapia pélvica para relaxamento e sem exercícios de Kegel, que pioram o espasmo do assoalho pélvico. A primeira linha farmacológica é a amitriptilina. Outras opções são o pentosano polissulfato, com risco de toxicidade macular, e a instilação vesical de DMSO ou lidocaína.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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