Apostila gratuita · 25 páginas

Apendicite aguda: escore de Alvarado, imagem e conduta

Cronologia de Murphy, sinais de Blumberg e Rovsing, escore de Alvarado (MANTRELS) com conduta por faixa, TC e USG, fases intraoperatórias e apendicectomia de intervalo. Três questões comentadas: ENARE 2021, HCPA 2022 e SUS (SP) 2021.

PDF de 3,6 MB. Gratuito.

Capa da apostila Apendicite aguda: diagnóstico, escore de Alvarado e conduta em um tablet
Formato
Apostila · 25 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Abdome agudo
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de apendicite cobre

Do quadro clássico à escolha da técnica cirúrgica, com as pegadinhas que a banca repete.

  • MANTRELS com pontos e faixas

    Os oito critérios do Alvarado, com 2 pontos para dor em FID e para leucocitose, e a conduta por faixa: 0 a 4, 5 a 6 e 7 a 10 pontos.

  • Quando pedir TC e quando USG

    TC com contraste é o padrão-ouro em adultos; USG vem primeiro em crianças, gestantes e mulheres em idade fértil. Diâmetro apendicular acima de 6 mm nos dois exames.

  • Três questões comentadas

    ENARE 2021 (sinal de Rovsing), HCPA 2022 (dor visceral e parietal) e SUS (SP) 2021 (base do apêndice isquêmica), com gabarito e comentário de cada alternativa.

Sumário

O que tem dentro das 25 páginas

Da obstrução da luz do apêndice à prescrição do pós-operatório.

  1. 01O que mais cai em prova: resposta padrão-ouro e pegadinhas
  2. 02Introdução: contexto clínico, fisiopatologia e etiologia
  3. 03Diagnóstico: cronologia de Murphy e sinais semiológicos
  4. 04Questão estratégica: diagnóstico semiológico
  5. 05Escores de risco: Alvarado (MANTRELS), AIR e AAS
  6. 06Exames de imagem: TC com contraste e USG de abdome
  7. 07Achados laboratoriais
  8. 08Classificação: não complicada e complicada, fases I a IV
  9. 09Classificação laparoscópica em graus
  10. 10Questão estratégica: classificação e fisiopatologia
  11. 11Manejo: indicação cirúrgica e via laparoscópica
  12. 12Apendicectomia convencional e laparoscópica, com o Guideline de Jerusalém
  13. 13Apendicectomia de intervalo e rastreio de neoplasia a partir dos 40 anos
  14. 14Antibioticoterapia e tratamento conservador
  15. 15Questão estratégica: tratamento e complicações
  16. 16Criança e gestante, revisão final, resumo em 1 minuto e prescrição na prática
Página interna da apostila sobre Apendicite aguda: diagnóstico, escore de Alvarado e conduta
Página da apostila: limites do escore de Alvarado, AIR e AAS, indicações de imagem e achados típicos da TC de abdome com contraste.

Como calcular o escore de Alvarado?

O escore de Alvarado soma oito critérios, o mnemônico MANTRELS, num total de 10 pontos: migração da dor, anorexia, náuseas ou vômitos, dor à palpação na FID (2), Blumberg, febre acima de 37,3 °C, leucocitose acima de 10.000/mm³ (2) e desvio à esquerda. De 0 a 4 pontos, baixa probabilidade; 5 a 6, imagem; 7 a 10, alta.

Dois critérios valem 2 pontos: dor à palpação na fossa ilíaca direita e leucocitose acima de 10.000/mm³. Os outros seis valem 1 ponto cada: migração da dor da região periumbilical para a FID, anorexia, náuseas ou vômitos, sinal de Blumberg, febre acima de 37,3 °C e segmentados acima de 75%. A soma máxima é 10.

Com 0 a 4 pontos, a probabilidade é baixa: observação clínica, busca de diagnósticos alternativos ou alta com segurança. Com 5 a 6, o risco é intermediário e indica-se imagem (USG ou TC) ou reavaliação seriada. Com 7 a 10, a probabilidade é alta, e em paciente jovem do sexo masculino com quadro típico a cirurgia pode ser indicada de forma clínica.

Isolado, o Alvarado tem especificidade insuficiente para confirmar apendicite em adultos e alta sensibilidade para excluí-la com escore abaixo de 5. O AIR score, que inclui a proteína C reativa, e o AAS são mais recentes. O AIR está entre os de maior poder discriminatório em adultos e ajuda a separar quem tem risco intermediário e precisa de imagem.

Fora do paciente típico, a imagem decide. A TC de abdome com contraste é o padrão-ouro em adultos, com sensibilidade de 90-100% e especificidade de até 99%, de preferência em baixa dose. A USG é a primeira escolha em crianças, gestantes e mulheres em idade fértil. Nos dois exames, apêndice com diâmetro acima de 6 mm sugere apendicite.

Página da apostila Apendicite aguda: diagnóstico, escore de Alvarado e conduta

Comparativo

Critérios de Alvarado: a tabela do MANTRELS

Os oito critérios do escore com o peso de cada um. A soma vai de 0 a 10 e orienta a conduta por faixa.

Pontuação do escore de Alvarado: 0 a 4 pontos, baixa probabilidade; 5 a 6, imagem ou reavaliação seriada; 7 a 10, alta probabilidade. Fonte: apostila Med-Review R1, “Apendicite aguda: diagnóstico, escore de Alvarado e conduta”.
LetraCritérioPontos
MMigração da dor (periumbilical para a FID)1
AAnorexia1
NNáuseas e/ou vômitos1
TTensão ou dor à palpação na FID2
RReação dolorosa (sinal de Blumberg)1
EElevação da temperatura (febre > 37,3 °C)1
LLeucocitose (> 10.000/mm³)2
SSegmentados (desvio à esquerda > 75%)1

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Da suspeita à apendicectomia, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, da anamnese à conduta na forma complicada.

  1. Reconheça a cronologia de Murphy

    A dor começa vaga, periumbilical ou epigástrica, pela distensão do apêndice, com anorexia, náuseas e vômitos; a anorexia é um sintoma muito característico. Com a irritação do peritônio parietal, a dor migra para a fossa ilíaca direita e fica aguda, intensa e bem localizada.

  2. Procure os sinais de irritação peritoneal

    Blumberg é a dor à descompressão brusca no ponto de McBurney; Rovsing, a dor na FID ao palpar o quadrante inferior esquerdo. Psoas, Obturador, Dunphy e Halban completam o exame. Não existe sinal de McBurney: McBurney é o ponto anatômico.

  3. Some o escore de Alvarado

    Pontue os oito critérios do MANTRELS. Com 0 a 4 pontos, busque outro diagnóstico; com 5 a 6, peça USG ou TC ou reavalie de forma seriada; com 7 a 10, em homem jovem com quadro típico, a apendicectomia pode ser indicada sem imagem.

  4. Escolha a imagem pelo paciente

    TC com contraste é o padrão-ouro em adultos, de preferência em baixa dose. USG primeiro em crianças, gestantes e mulheres em idade fértil. Na gestante com USG inconclusiva, o próximo passo é a ressonância; a TC fica para quando a RM não está disponível.

  5. Leia o laboratório sem descartar cedo

    Leucocitose com desvio à esquerda é a alteração mais frequente, mas sua ausência não exclui apendicite, sobretudo em idosos e imunocomprometidos. PCR e VHS são inespecíficos. Leucocitúria ou hematúria na urina 1 não afastam o diagnóstico, porque o apêndice inflamado irrita ureter e bexiga.

  6. Opere por videolaparoscopia

    A apendicectomia laparoscópica é a via preferida nas formas não complicada e complicada. Pelo Guideline de Jerusalém de 2020: ligadura simples do coto, sem bolsa de Ochsner; sucção simples em vez de lavagem; sem dreno de rotina. No instável, estabilize, inicie antibiótico e opere, muitas vezes por laparotomia.

  7. Ajuste antibiótico e conduta na complicação

    Não complicada: profilaxia em dose única, até 60 minutos antes da incisão. Complicada: terapia por 3 a 5 dias. Abscesso de 4 cm ou mais em paciente estável: antibiótico e drenagem percutânea. Apendicectomia de intervalo não é rotina em jovens; a partir dos 40 anos, colonoscopia e TC com contraste para afastar neoplasia.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre apendicite aguda e escore de Alvarado na prova

Qual exame detecta apendicite?

Em quadro típico, o diagnóstico é clínico. Com dúvida diagnóstica, evolução acima de 48 horas ou paciente atípico, a TC de abdome com contraste é o padrão-ouro em adultos, com sensibilidade de 90-100%. A USG é a primeira linha em crianças, gestantes e mulheres em idade fértil; o sinal mais acurado nela é apêndice tubular, não compressível, com mais de 6 mm.

Quais são as fases da apendicite aguda?

Pelos achados intraoperatórios, a apostila descreve quatro fases: I, edematosa (apêndice edemaciado, hiperemiado, com congestão vascular); II, flegmonosa (exsudato fibrinoso); III, necrose (necrose segmentar e abscesso contido); IV, perfurativa (necrose, perfuração e contaminação da cavidade). Na classificação laparoscópica em graus, a necrose da base do apêndice é o grau 4C.

Quando o escore de Alvarado indica cirurgia?

Com 7 a 10 pontos a probabilidade de apendicite é alta, e em paciente jovem do sexo masculino com quadro típico a apendicectomia pode ser indicada de forma clínica. Em mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e idosos, a imagem é mandatória. Com escore abaixo de 5, o Alvarado é muito sensível para excluir a doença.

Qual a diferença entre sinal de Blumberg e sinal de Rovsing?

Blumberg é a dor à descompressão brusca da parede abdominal, classicamente no ponto de McBurney, e indica peritonite localizada. Rovsing é a dor na fossa ilíaca direita provocada pela palpação do quadrante inferior esquerdo. Na questão ENARE 2021 da apostila, dor em FID à compressão do abdome inferior esquerdo é Rovsing: gabarito letra C.

Apendicite não complicada pode ser tratada só com antibiótico?

Em casos selecionados: TC confirmando apendicite não complicada, estabilidade clínica e consentimento do paciente sobre o risco de recidiva, que chega a 39% em 5 anos. Apendicolito na tomografia é preditor de falha, e nesse caso a conduta de prova é cirurgia. A apendicectomia segue como tratamento definitivo e preferencial na maioria dos serviços.

Como diagnosticar apendicite na gestante?

O útero desloca o apêndice cranialmente, e a dor pode ficar no flanco ou no hipocôndrio direito no segundo e terceiro trimestres. A USG transabdominal com compressão gradual é o primeiro exame; se inconclusiva, ressonância. A TC deve ser evitada no primeiro trimestre. O tratamento preferencial é a apendicectomia laparoscópica.

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    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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