Ficha-resumo gratuita · 10 páginas

XABCDE do trauma: o ABCDE atualizado pelo ATLS 11

O XABCDE do ATLS 11 na ordem de letalidade: torniquete em 5 passos, as 9 indicações de intubação, pneumotórax hipertensivo, túnel da morte, Glasgow e pupilas, tríade letal e um caso resolvido letra por letra.

PDF de 1,6 MB. Gratuito.

Capa da ficha-resumo XABCDE do trauma em um tablet
Formato
Ficha-resumo · 10 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Trauma
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a ficha de XABCDE cobre

A avaliação primária do ATLS 11 em esquemas por letra, com os critérios e as pegadinhas de prova.

  • O X antes da via aérea

    Até 2025 só o PHTLS usava o X; no ATLS 11, os dois preconizam o XABCDE. A ficha avisa que bancas antigas podem pôr o sangramento externo só no C.

  • Critérios e condutas em quadros

    Traz as 9 indicações de intubação, o que entra e o que não entra no X e o passo a passo do torniquete em 5 itens.

  • Caso resolvido letra por letra

    Paciente com amputação sangrante, pneumotórax, FAST positivo e anisocoria. A ficha mostra a ordem correta das condutas e o erro clássico de prova.

Sumário

O que tem dentro das 10 páginas

Oito páginas de conteúdo, da ordem por letalidade ao caso resolvido letra por letra.

  1. 01XABCDE do trauma: a lógica que salva vidas
  2. 02Ordem por letalidade e regra de ouro
  3. 03Segurança da cena e o ATLS 11
  4. 04X — hemorragia exsanguinante: do curativo compressivo ao torniquete
  5. 05A — via aérea com proteção cervical e indicações de intubação
  6. 06B — ventilação, oxigenação e pneumotórax hipertensivo
  7. 07C — circulação, controle do choque e túnel da morte
  8. 08D — avaliação neurológica: Glasgow e pupilas
  9. 09E — exposição e controle do ambiente
  10. 10A tríade letal do trauma
  11. 11A avaliação primária é cíclica
  12. 12Aplicando o XABCDE: o caso completo
Página interna da ficha-resumo sobre XABCDE do trauma
Página da ficha: o X, do curativo compressivo ao torniquete.

ABCDE ou XABCDE do trauma: o que mudou no ATLS 11?

O XABCDE do trauma coloca o X, controle da hemorragia exsanguinante externa, antes da via aérea. Até 2025, o PHTLS já usava o XABCDE e o ATLS usava só o ABCDE. No ATLS 11, os dois passam a preconizar o XABCDE. Sangramento interno, como hemotórax maciço e sangramento intra-abdominal ou pélvico, fica no C.

A ordem segue a letalidade: alteração em A é mais letal que em B, e em B mais letal que em C. O atendimento começa pela maior ameaça à vida, sem esperar diagnóstico definitivo nem história detalhada. Só se avança para a próxima letra depois de resolver a anterior.

A ficha marca o X do ATLS 11 como atualização que a banca cobra, com um alerta: bancas antigas podem colocar o controle do sangramento externo só no C. Confira sempre a edição do protocolo cobrada no enunciado. No pré-hospitalar, a segurança da cena vem antes de qualquer letra.

O X vale só para sangramento externo exsanguinante: membros, partes moles e amputação. O controle escalona até cessar, do curativo compressivo local ao empacotamento da ferida e ao torniquete, posicionado 5 a 8 cm proximal à lesão, direto na pele. Anote o horário do torniquete para controlar o tempo de isquemia.

No trauma, o choque é hemorrágico até prova em contrário. FAST positivo com paciente instável leva à laparotomia exploradora, e suspeita de fratura de pelve com choque pede cinta pélvica. Paciente instável não vai para a tomografia. O caso resolvido fecha a ordem: torniquete, drenagem torácica, laparotomia e TC de crânio.

Página da ficha-resumo XABCDE do trauma

Comparativo

O XABCDE do trauma letra a letra

Avaliação primária do ATLS 11: o que cada letra avalia, o sinal de alerta e a conduta.

Avaliação primária pelo XABCDE segundo o ATLS 11. Fonte: ficha-resumo Med-Review R1, “XABCDE do trauma”.
LetraO que avaliaSinal de alertaConduta
XHemorragia exsanguinante externaSangramento em membro, partes moles ou amputaçãoEscalonar até cessar: curativo compressivo local, empacotamento da ferida e torniquete
AVia aérea com proteção cervicalGlasgow ≤ 8, apneia, lesão térmica inalatóriaO₂ por máscara não reinalante a 12-15 L/min, colar e jaw thrust; intubação se indicada
BVentilação e oxigenaçãoHipertimpanismo, MV abolido e hipotensãoDescompressão por punção imediata, antes da imagem; drenagem de tórax se necessário
CCirculação e controle do choqueHipotensão, taquicardia, palidez, pele fria e pegajosa2 acessos periféricos calibrosos, cristaloide aquecido ou sangue; instável com FAST positivo vai à laparotomia
DDéficit neurológicoQueda no Glasgow; anisocoriaDocumentar déficits e lateralidade; evitar lesão secundária
EExposição e controle do ambienteLesões despercebidas, inclusive no dorso; hipotermiaDespir por completo, rodar em bloco e aquecer com manta térmica e fluidos aquecidos

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como aplicar o XABCDE do trauma, passo a passo

A ordem da ficha, da segurança da cena à avaliação secundária.

  1. Cheque a segurança da cena

    No pré-hospitalar, essa é a primeira conduta, antes de qualquer letra. Cena insegura significa que não há atendimento. Com a cena segura, inicie o XABCDE e trate primeiro a maior ameaça à vida, sem esperar diagnóstico definitivo.

  2. Contenha a hemorragia exsanguinante externa (X)

    Escalone até cessar: curativo compressivo local, empacotamento da ferida e torniquete. Posicione o torniquete 5 a 8 cm proximal à lesão, direto na pele, nunca sobre articulação. Se não cessar, coloque um 2º torniquete proximal ao 1º e anote o horário.

  3. Garanta a via aérea com proteção cervical (A)

    Todo politraumatizado grave recebe O₂ por máscara não reinalante a 12-15 L/min. Voz normal indica via aérea pérvia. Imobilize com colar e head blocks, use jaw thrust, evite o chin lift se houver suspeita de lesão cervical e intube nas indicações da ficha, como Glasgow ≤ 8, apneia e lesão térmica inalatória.

  4. Examine o tórax antes da imagem (B)

    Inspecione, ausculte e percuta. Hipertimpanismo indica pneumotórax e macicez indica hemotórax. Hipertimpanismo com MV abolido e hipotensão é pneumotórax hipertensivo: descompressão por punção imediata, antes de qualquer exame de imagem. A radiografia confirma depois.

  5. Trate o choque como hemorrágico (C)

    Avalie PA, FC, palidez e pele fria e pegajosa. Contenha os focos, puncione 2 acessos periféricos calibrosos com cristaloide aquecido ou sangue e administre ácido tranexâmico se houver sangramento com menos de 3 h do trauma. Instável com FAST positivo vai à laparotomia exploradora.

  6. Avalie o neurológico e exponha (D e E)

    Aplique a Escala de Coma de Glasgow e cheque as pupilas: queda na pontuação é sinal de piora, e anisocoria sugere TCE grave com herniação. Depois dispa o paciente por completo, rode em bloco para examinar o dorso e previna a hipotermia com manta térmica e fluidos aquecidos.

  7. Reavalie a cada intervenção

    A avaliação primária é cíclica: depois de intervir numa etapa, como drenar o pneumotórax, reavalie a anterior antes de seguir. Só depois de concluir o XABCDE e estabilizar vem a avaliação secundária, com exame da cabeça aos pés, história AMPLA e tomografia quando indicada.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o XABCDE do trauma na prova

Qual a ordem do XABCDE do trauma?

A ordem segue a letalidade: X de hemorragia exsanguinante externa, A de via aérea com proteção cervical, B de ventilação, C de circulação, D de déficit neurológico e E de exposição. A regra de ouro é só avançar para a próxima letra depois de resolver a anterior.

O que significa a letra X no XABCDE do trauma?

X é o controle da hemorragia exsanguinante externa, feito antes da via aérea. Entram sangramentos de membros, partes moles e amputação. Hemotórax maciço, sangramento intra-abdominal e sangramento pélvico ficam no C. O controle escalona do curativo compressivo local ao empacotamento da ferida e ao torniquete.

Como aplicar o torniquete no XABCDE do trauma?

Posicione 5 a 8 cm proximal à lesão, direto na pele, nunca sobre articulação. Aperte até o sangramento cessar, vencendo a PA, sem pulso distal palpável. Se não cessar, coloque um 2º torniquete proximal ao 1º. Anote o horário e planeje a retirada em ambiente controlado; sem cirurgia no serviço, transfira.

No pneumotórax hipertensivo, a punção vem antes da imagem?

Sim. Hipertimpanismo, murmúrio vesicular abolido e hipotensão fecham o diagnóstico, que é clínico. A conduta é descompressão por punção imediata, antes de qualquer exame de imagem, e a radiografia confirma depois. No exame do B, hipertimpanismo indica pneumotórax e macicez indica hemotórax, com drenagem de tórax se necessário.

O que é avaliado no D do ABCDE do trauma?

O nível de consciência, pela Escala de Coma de Glasgow (abertura ocular, resposta verbal e resposta motora), e as pupilas, pela fotorreatividade e simetria. Queda na pontuação é sinal de piora, e anisocoria sugere TCE grave com herniação. O objetivo é evitar a lesão secundária, otimizando a perfusão cerebral.

O que é a tríade letal do trauma?

Hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia. O combate é aquecimento ativo com reposição balanceada de sangue e hemoderivados, e cristaloide em excesso piora a tríade. No E, a ficha pede prevenir a hipotermia em qualquer clima, com manta térmica e fluidos aquecidos.

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    Vitor Arienzo

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    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

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    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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