O XABCDE do ATLS 11 na ordem de letalidade: torniquete em 5 passos, as 9 indicações de intubação, pneumotórax hipertensivo, túnel da morte, Glasgow e pupilas, tríade letal e um caso resolvido letra por letra.
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Para que serve
A avaliação primária do ATLS 11 em esquemas por letra, com os critérios e as pegadinhas de prova.
Até 2025 só o PHTLS usava o X; no ATLS 11, os dois preconizam o XABCDE. A ficha avisa que bancas antigas podem pôr o sangramento externo só no C.
Traz as 9 indicações de intubação, o que entra e o que não entra no X e o passo a passo do torniquete em 5 itens.
Paciente com amputação sangrante, pneumotórax, FAST positivo e anisocoria. A ficha mostra a ordem correta das condutas e o erro clássico de prova.
Sumário
Oito páginas de conteúdo, da ordem por letalidade ao caso resolvido letra por letra.
O XABCDE do trauma coloca o X, controle da hemorragia exsanguinante externa, antes da via aérea. Até 2025, o PHTLS já usava o XABCDE e o ATLS usava só o ABCDE. No ATLS 11, os dois passam a preconizar o XABCDE. Sangramento interno, como hemotórax maciço e sangramento intra-abdominal ou pélvico, fica no C.
A ordem segue a letalidade: alteração em A é mais letal que em B, e em B mais letal que em C. O atendimento começa pela maior ameaça à vida, sem esperar diagnóstico definitivo nem história detalhada. Só se avança para a próxima letra depois de resolver a anterior.
A ficha marca o X do ATLS 11 como atualização que a banca cobra, com um alerta: bancas antigas podem colocar o controle do sangramento externo só no C. Confira sempre a edição do protocolo cobrada no enunciado. No pré-hospitalar, a segurança da cena vem antes de qualquer letra.
O X vale só para sangramento externo exsanguinante: membros, partes moles e amputação. O controle escalona até cessar, do curativo compressivo local ao empacotamento da ferida e ao torniquete, posicionado 5 a 8 cm proximal à lesão, direto na pele. Anote o horário do torniquete para controlar o tempo de isquemia.
No trauma, o choque é hemorrágico até prova em contrário. FAST positivo com paciente instável leva à laparotomia exploradora, e suspeita de fratura de pelve com choque pede cinta pélvica. Paciente instável não vai para a tomografia. O caso resolvido fecha a ordem: torniquete, drenagem torácica, laparotomia e TC de crânio.
Comparativo
Avaliação primária do ATLS 11: o que cada letra avalia, o sinal de alerta e a conduta.
| Letra | O que avalia | Sinal de alerta | Conduta |
|---|---|---|---|
| X | Hemorragia exsanguinante externa | Sangramento em membro, partes moles ou amputação | Escalonar até cessar: curativo compressivo local, empacotamento da ferida e torniquete |
| A | Via aérea com proteção cervical | Glasgow ≤ 8, apneia, lesão térmica inalatória | O₂ por máscara não reinalante a 12-15 L/min, colar e jaw thrust; intubação se indicada |
| B | Ventilação e oxigenação | Hipertimpanismo, MV abolido e hipotensão | Descompressão por punção imediata, antes da imagem; drenagem de tórax se necessário |
| C | Circulação e controle do choque | Hipotensão, taquicardia, palidez, pele fria e pegajosa | 2 acessos periféricos calibrosos, cristaloide aquecido ou sangue; instável com FAST positivo vai à laparotomia |
| D | Déficit neurológico | Queda no Glasgow; anisocoria | Documentar déficits e lateralidade; evitar lesão secundária |
| E | Exposição e controle do ambiente | Lesões despercebidas, inclusive no dorso; hipotermia | Despir por completo, rodar em bloco e aquecer com manta térmica e fluidos aquecidos |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A ordem da ficha, da segurança da cena à avaliação secundária.
No pré-hospitalar, essa é a primeira conduta, antes de qualquer letra. Cena insegura significa que não há atendimento. Com a cena segura, inicie o XABCDE e trate primeiro a maior ameaça à vida, sem esperar diagnóstico definitivo.
Escalone até cessar: curativo compressivo local, empacotamento da ferida e torniquete. Posicione o torniquete 5 a 8 cm proximal à lesão, direto na pele, nunca sobre articulação. Se não cessar, coloque um 2º torniquete proximal ao 1º e anote o horário.
Todo politraumatizado grave recebe O₂ por máscara não reinalante a 12-15 L/min. Voz normal indica via aérea pérvia. Imobilize com colar e head blocks, use jaw thrust, evite o chin lift se houver suspeita de lesão cervical e intube nas indicações da ficha, como Glasgow ≤ 8, apneia e lesão térmica inalatória.
Inspecione, ausculte e percuta. Hipertimpanismo indica pneumotórax e macicez indica hemotórax. Hipertimpanismo com MV abolido e hipotensão é pneumotórax hipertensivo: descompressão por punção imediata, antes de qualquer exame de imagem. A radiografia confirma depois.
Avalie PA, FC, palidez e pele fria e pegajosa. Contenha os focos, puncione 2 acessos periféricos calibrosos com cristaloide aquecido ou sangue e administre ácido tranexâmico se houver sangramento com menos de 3 h do trauma. Instável com FAST positivo vai à laparotomia exploradora.
Aplique a Escala de Coma de Glasgow e cheque as pupilas: queda na pontuação é sinal de piora, e anisocoria sugere TCE grave com herniação. Depois dispa o paciente por completo, rode em bloco para examinar o dorso e previna a hipotermia com manta térmica e fluidos aquecidos.
A avaliação primária é cíclica: depois de intervir numa etapa, como drenar o pneumotórax, reavalie a anterior antes de seguir. Só depois de concluir o XABCDE e estabilizar vem a avaliação secundária, com exame da cabeça aos pés, história AMPLA e tomografia quando indicada.
Perguntas frequentes
A ordem segue a letalidade: X de hemorragia exsanguinante externa, A de via aérea com proteção cervical, B de ventilação, C de circulação, D de déficit neurológico e E de exposição. A regra de ouro é só avançar para a próxima letra depois de resolver a anterior.
X é o controle da hemorragia exsanguinante externa, feito antes da via aérea. Entram sangramentos de membros, partes moles e amputação. Hemotórax maciço, sangramento intra-abdominal e sangramento pélvico ficam no C. O controle escalona do curativo compressivo local ao empacotamento da ferida e ao torniquete.
Posicione 5 a 8 cm proximal à lesão, direto na pele, nunca sobre articulação. Aperte até o sangramento cessar, vencendo a PA, sem pulso distal palpável. Se não cessar, coloque um 2º torniquete proximal ao 1º. Anote o horário e planeje a retirada em ambiente controlado; sem cirurgia no serviço, transfira.
Sim. Hipertimpanismo, murmúrio vesicular abolido e hipotensão fecham o diagnóstico, que é clínico. A conduta é descompressão por punção imediata, antes de qualquer exame de imagem, e a radiografia confirma depois. No exame do B, hipertimpanismo indica pneumotórax e macicez indica hemotórax, com drenagem de tórax se necessário.
O nível de consciência, pela Escala de Coma de Glasgow (abertura ocular, resposta verbal e resposta motora), e as pupilas, pela fotorreatividade e simetria. Queda na pontuação é sinal de piora, e anisocoria sugere TCE grave com herniação. O objetivo é evitar a lesão secundária, otimizando a perfusão cerebral.
Hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia. O combate é aquecimento ativo com reposição balanceada de sangue e hemoderivados, e cristaloide em excesso piora a tríade. No E, a ficha pede prevenir a hipotermia em qualquer clima, com manta térmica e fluidos aquecidos.
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Clínica Médica
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Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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