Apostila gratuita · 27 páginas

Recuperação pós-anestésica: escala de Aldrete e Kroulik, PADSS e alta

Os quatro estágios da recuperação, do despertar à recuperação tardia, o índice de Aldrete e Kroulik modificado para a alta da SRPA-1, o PADSS para a alta ambulatorial, fast-track, as resoluções do CFM 2.174/2017 e 1.886/08 e três questões comentadas.

PDF de 3,6 MB. Gratuito.

Capa da apostila Recuperação pós-anestésica: escala de Aldrete e Kroulik, PADSS e critérios de alta em um tablet
Formato
Apostila · 27 páginas
Área da prova
Período perioperatório
Produzido por
Equipe Anest-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de recuperação pós-anestésica cobre

Escrita para o anestesiologista que conduz o paciente da sala de cirurgia até a alta, com os escores e as resoluções que o material aponta como cobrados em prova.

  • Aldrete-Kroulik e PADSS pontuados

    Os cinco critérios de cada escore com a pontuação de cada nível, a nota 9 ou 10 para alta e as divergências entre SAESP, Miller, Barash e Longnecker na dor e no sangramento do PADSS.

  • Estágios e destino do paciente

    Despertar, recuperação precoce, intermediária e tardia, onde cada estágio acontece no paciente internado e no ambulatorial, SRPA-1, SRPA-2 e fast-track direto da sala de cirurgia.

  • Três questões e as resoluções do CFM

    Questões de pontuação de Aldrete-Kroulik, de PADSS e de estágios da recuperação, com comentário e gabarito, e os pontos das resoluções 2.174/2017 e 1.886/08 sobre transporte, monitorização e alta.

Sumário

O que tem dentro das 27 páginas

As seções na ordem da apostila, do paciente internado ao ambulatorial, com as divergências entre os livros no fim.

  1. 01Os quatro estágios da recuperação da anestesia
  2. 02Paciente internado: despertar e transporte para a SRPA-1
  3. 03Oxigênio no transporte e monitorização na SRPA
  4. 04Estágio 2 e o índice de Aldrete e Kroulik modificado
  5. 05Questão comentada: pontuação de Aldrete-Kroulik
  6. 06Tempo mínimo na SRPA-1 e critérios de alta do Barash
  7. 07Estágios 3 e 4 no paciente internado
  8. 08Paciente ambulatorial: SRPA-1, SRPA-2 e critérios de alta para casa
  9. 09PADSS (escore de Chung) e questão comentada
  10. 10Alimentação, diurese e estágio 3 no ambulatorial
  11. 11Fast-track e local de cada estágio, com questão comentada
  12. 12Resoluções do CFM 2.174/2017 e 1.886/08
  13. 13Como a SRPA é organizada
  14. 14Divergências: fases da recuperação, Aldrete, efeitos colaterais e PADSS
Página interna da apostila sobre Recuperação pós-anestésica: escala de Aldrete e Kroulik, PADSS e critérios de alta
Página da apostila: o PADSS com a pontuação de cada critério, a regra de 9 ou 10 pontos para alta e o enunciado de uma questão de prova, comentada na página seguinte.

Como funciona a escala de Aldrete e Kroulik?

A escala de Aldrete e Kroulik modificada pontua de 0 a 2 cinco critérios: atividade, respiração, consciência, pressão arterial e saturação. A soma de 9 ou 10, com os demais critérios do estágio 2, permite a alta da SRPA-1. Na revisão de 1995, Aldrete trocou a coloração da pele pela oximetria de pulso.

Cada critério tem três níveis: atividade (move 4 membros, 2 ou nenhum), respiração (profunda e com tosse, limitada ou apneia), consciência (acordado, desperta ao chamado ou sem resposta), pressão arterial (variação de até 20%, de 20 a 49% ou de 50% do pré-operatório) e saturação (acima de 92% em ar ambiente, acima de 90% com oxigênio ou abaixo de 90% com oxigênio).

O estágio 1, o despertar, é atingido na sala de cirurgia e libera o transporte para a SRPA-1, supervisionado pelo anestesiologista que acompanhou o caso. Com raras exceções, quem recebeu anestesia geral deve ir com oxigênio suplementar: respirar ar ambiente no transporte é o fator isolado mais ligado à hipoxemia na admissão. O paciente sonolento que ventila bem, sem obstrução e estável, pode seguir, sob cuidado de anestesista até despertar.

Não há tempo mínimo na SRPA-1: a alta acontece quando os critérios são cumpridos. Pelo Barash, PA, FC e perfusão periférica estáveis por pelo menos 15 minutos, observação de 15 minutos após opioide EV ou sedativo e monitorização da SpO₂ por 15 minutos após retirar o oxigênio. Pela Resolução CFM 2.174/2017, a alta da SRPA é responsabilidade exclusiva de médico anestesista ou do plantonista da SRPA.

No paciente ambulatorial, a alta para casa usa o PADSS (escore de Chung): sinais vitais, atividade, náuseas e vômitos, sangramento cirúrgico e dor, com 9 ou 10 pontos para alta. O escore atual não inclui alimentação nem diurese, mas após bloqueio de neuroeixo o paciente precisa urinar espontaneamente antes de ser liberado, e a alta exige acompanhante adulto responsável.

Página da apostila Recuperação pós-anestésica: escala de Aldrete e Kroulik, PADSS e critérios de alta

Comparativo

Escala de Aldrete e Kroulik modificada: pontuação

Os cinco critérios com o que vale cada nível. Soma de 9 ou 10, com os demais critérios do estágio 2, libera a alta da SRPA-1.

Índice de Aldrete e Kroulik modificado, com a oximetria no lugar da coloração da pele; a pressão arterial é comparada ao valor pré-operatório. Fonte: apostila Anest-Review, “Recuperação pós-anestésica: escala de Aldrete e Kroulik, PADSS e critérios de alta”.
Critério2 pontos1 ponto0 ponto
AtividadeMove 4 membrosMove 2 membrosNão move membros
RespiraçãoProfunda, tosseLimitada, esforçoApneia
ConsciênciaAcordadoDesperta ao chamadoSem resposta ao chamado
Pressão arterial±20% do pré-operatório±20 a 49% do pré-operatório±50% do pré-operatório
Saturação> 92% em ar ambiente> 90% com O2< 90% com O2

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Da sala de cirurgia à alta, passo a passo

A sequência que a apostila descreve para o paciente internado e para o ambulatorial, com o que o anestesiologista verifica em cada transição.

  1. Confirme o estágio 1 na sala

    Resposta a comandos verbais, vias aéreas pérvias, SpO₂ normal com ou sem oxigênio e complicações mínimas ou ausentes. O paciente sonolento, mas ventilando bem, sem obstrução e estável, pode seguir para a SRPA-1 sob cuidado de anestesista até despertar.

  2. Transporte com oxigênio e supervisão

    Acompanhe o transporte e avalie a patência da via aérea e o esforço respiratório pela excursão torácica, pelos ruídos respiratórios ou sentindo o ar expirado. Com raras exceções, quem recebeu anestesia geral vai com oxigênio; no ambulatorial, acima de 60 anos ou de 100 kg o risco de dessaturação em ar ambiente aumenta.

  3. Monitorize e registre na SRPA-1

    Oxímetro de pulso e ao menos um ECG de derivação única em todos os pacientes. Registre os sinais vitais a cada 5 minutos nos primeiros 15 minutos e depois a cada 15 minutos; a Resolução CFM 2.174/2017 pede intervalos não superiores a 15 minutos na primeira hora.

  4. Pontue o Aldrete para a alta da SRPA-1

    Aldrete 9 ou 10, acordado e alerta, sinais vitais estáveis, SpO₂ normal em ar ambiente, reflexos de tosse e deglutição presentes e ausência de complicações cirúrgicas definem o estágio 2. Não há tempo mínimo de permanência: a alta vem quando os critérios são cumpridos.

  5. Defina o destino do paciente

    O internado segue para a enfermaria, onde alcança os estágios 3 e 4. O ambulatorial vai para a SRPA-2, sem monitorização contínua, ou direto da sala de cirurgia em fast-track, quando atinge os critérios de alta da SRPA-1 ao fim do procedimento.

  6. Aplique o PADSS antes da alta para casa

    Exija PADSS 9 ou 10 e acrescente diurese espontânea após neuroeixo, realimentação sem forçar, bloqueio regional totalmente ausente e acompanhante adulto responsável. No ambulatorial, o estágio 3 costuma ser alcançado entre 60 e 180 minutos após o término da cirurgia.

  7. Oriente a recuperação tardia

    O estágio 4 se completa em casa no ambulatorial e na enfermaria no internado, com o retorno das funções psicomotoras e cognitivas. O tempo varia muito entre pacientes, e a apostila adota uma postura conservadora: aguardar pelo menos 24 horas para retomar atividades como dirigir.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre Aldrete, PADSS e alta da SRPA

Quando o paciente pode ter alta da SRPA?

Quando atinge o estágio 2: Aldrete 9 ou 10, acordado e alerta, sinais vitais estáveis, SpO₂ normal em ar ambiente, reflexos de tosse e deglutição presentes e sem complicações cirúrgicas. A apostila descarta o tempo mínimo obrigatório, como a tradição de 1 hora. A alta é responsabilidade exclusiva de médico anestesista ou do plantonista da SRPA, pela Resolução CFM 2.174/2017.

Qual a diferença entre o Aldrete-Kroulik e o PADSS?

O Aldrete-Kroulik avalia atividade, respiração, consciência, pressão arterial e saturação e serve para a alta da SRPA-1. O PADSS, descrito por Frances Chung em 1991, avalia sinais vitais, atividade, náuseas e vômitos, sangramento e dor e serve para a alta do paciente ambulatorial para casa. Nos dois, a soma máxima é 10, e 9 ou 10 pontos indicam condição de alta.

Quais são os critérios do PADSS?

Sinais vitais: PA e FC com variação de até 20% do pré-operatório valem 2, de 20 a 40% valem 1, acima de 40% valem 0. Atividade: marcha firme e sem tontura vale 2. Náuseas e vômitos mínimos, tratados por via oral, valem 2. Sangramento sem troca de curativo vale 2. Dor controlada com analgesia oral e aceitável vale 2, e não controlada vale 1, na versão do Barash.

Quais são os estágios da recuperação pós-anestésica?

Quatro: despertar da anestesia, alcançado na sala de cirurgia; recuperação precoce, na SRPA-1; recuperação intermediária, na SRPA-2 do ambulatorial ou na enfermaria do internado; e recuperação tardia, em casa ou na enfermaria. A apostila mostra que o SAESP descreve três fases em um capítulo e quatro estágios em outros, e adota os quatro, com o despertar como estágio 1.

Qual a diferença entre SRPA-1 e SRPA-2?

A SRPA-1 é a sala de recuperação clássica do centro cirúrgico, com normas rígidas de estrutura e equipamentos. A SRPA-2 é a unidade ambulatorial, sem monitorização contínua, para onde vai o paciente ambulatorial após a alta da SRPA-1 até atingir o estágio 3. No fast-track, o ambulatorial que cumpre os critérios ainda na sala de cirurgia vai direto para a SRPA-2.

O que as resoluções do CFM determinam sobre a recuperação pós-anestésica?

A 2.174/2017 determina que o anestesista acompanhe o transporte para a SRPA, define a monitorização mínima, pede registros em intervalos de até 15 minutos na primeira hora e recomenda, sem obrigar, um anestesista na SRPA. A 1.886/08 lista os critérios de alta ambulatorial, como sinais vitais estáveis por pelo menos 60 minutos, ausência de náuseas e vômitos, ingestão de líquidos e ausência de retenção urinária.

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    Dra. Larissa Martins

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    Dra. Patrícia Grobe

    Anestesiologista do Serviço de Anestesiologia de Joinville. Instrutora do CET/SBA Renato A. C. Castro.

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    Dra. Patrícia Kreling

    CET Hospital Cajuru — PUC/PR.

  • UFMGDr. Francisco Biagio

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    Dr. Francisco Biagio

    Médico pela UFMG. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

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    Dra. Mayara Araújo

    Médica pela UFSJ. Anestesiologia pelo IPSEMG.

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