Localização da membrana cricotireoidea pelas técnicas TACA e colar de pérolas, cricotireoidostomia por punção com ventilação a jato e cirúrgica pela técnica bisturi-bougie, medidas preditoras de via aérea difícil, bloqueios para intubação e confirmação do tubo pelo ultrassom.
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Para que serve
Da anatomia da via aérea à confirmação do tubo, com as técnicas descritas passo a passo e as imagens ultrassonográficas da localização da membrana e da confirmação da intubação.
Técnicas TACA e colar de pérolas com a imagem ultrassonográfica de cada etapa, o transdutor e a posição do paciente e a marcação da pele com marcador metálico antes da indução.
Material e ângulo da punção, montagem da ventilação a jato transtraqueal com pressões e relação I:E, e os 18 passos da técnica cirúrgica fure, gire, bougie, tubo.
Bloqueios do laríngeo superior e translaríngeo guiados por ultrassom, sinais da tempestade de neve e do duplo trato, profundidade do tubo pelos anéis traqueais e intubação seletiva acidental.
Sumário
As seções na ordem da apostila, da anatomia da via aérea à intubação seletiva acidental.
A cricotireoidostomia está indicada quando as manobras não invasivas falharam ou quando ela é o plano primário para garantir a via aérea, como intervenção de emergência prevista nos algoritmos de via aérea difícil. Não é via aérea definitiva: depois dela, planeja-se a retirada do cateter ou a conversão para traqueostomia formal.
A palpação da membrana cricotireoidea é imprecisa, principalmente em mulheres, obesos, pescoço curto ou anatomia alterada. Uma revisão sistemática citada na apostila mostrou que a identificação guiada por ultrassom tem maior precisão, maior sucesso e menos complicações, sobretudo na via aérea difícil. A marcação é feita antes da indução, em extensão cervical, a mesma posição do acesso de emergência.
Em crianças menores de 6 anos, a cricotireoidostomia cirúrgica é contraindicada: o ponto mais estreito da via aérea é a cartilagem cricoide, e o istmo da tireoide costuma chegar ao nível da membrana. Nessa faixa etária, a apostila recomenda a punção associada à ventilação a jato transtraqueal. Fratura ou neoplasia laríngea, estenose subglótica, coagulopatia e anatomia cervical distorcida completam as contraindicações.
Na punção, a ventilação só funciona com fonte de alta pressão: oxigênio da parede ou do cilindro, nunca a saída de gás comum da máquina de anestesia, cuja válvula limitadora abre a 5 psi na maioria das máquinas. A pressão mínima para ventilação a jato efetiva é de 15 psi, e a expiração deve sair pela glote, com via aérea superior desobstruída, para evitar barotrauma e pneumotórax.
Antes do acesso cirúrgico, a apostila frisa que o pescoço não deve ser abordado sem bloqueio neuromuscular completo; se o sugamadex já foi usado, o bloqueador seguinte não pode ser rocurônio nem vecurônio. Durante o procedimento, mantém-se oxigênio a 100% pela via aérea superior. A posição olfativa não é ideal para a técnica: a extensão cervical vem de coxim sob os ombros, cabeceira abaixada ou cabeça além do topo do leito.
Comparativo
As medidas que a apostila resume, com a forma de medir, o ponto de corte e a acurácia descrita. O próprio material trata essa seção como curiosidade, por falta de evidência para triagem.
| Medida | Como se mede | Ponto de corte | Sensibilidade / especificidade |
|---|---|---|---|
| Espessura da língua | Do plano superficial ao profundo, na maior largura da língua, com transdutor convexo de baixa frequência | > 6,1 cm | 71% a 75% / 72% |
| Distância hiomental | Da borda superior do osso hioide à borda inferior do mento, com o pescoço em posição neutra | < 4,0 a 5,29 cm (corte de 5,29 cm) | 96,7% / 71,6% |
| Razão da distância hiomental | Distância em hiperextensão cervical máxima dividida pela distância em posição neutra; a medida em sniffing não entra no cálculo | Abaixo de 1,21 a 1,23 | 100% / 90,5% |
| Distância pele-epiglote (DPE) | Transdutor linear transversal na linha média, acima da cartilagem tireoide, até a epiglote hipoecoica | ≥ 2,54 cm | 82% / 91% |
| Distância da pele às cordas vocais | Da superfície da pele até a comissura anterior, onde as cordas vocais se unem | Variável; literatura controversa | 75% / 72% |
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Na prática
A sequência que a apostila descreve, da marcação antes da indução à conversão para via aérea definitiva.
Na avaliação pré-operatória, identifique a traqueia e a membrana cricotireoidea e marque a pele com o paciente em extensão cervical, a posição do acesso de emergência. As posições olfativa e neutra mudam a relação da membrana com a pele. Na emergência, use o ultrassom só se já estiver ligado.
Com transdutor linear transversal, identifique a cartilagem tireoide hipoecoica em V invertido, deslize caudalmente até a interface ar-mucosa hiperecoica da membrana e depois até o arco hipoecoico da cricoide. Volte em direção cefálica e marque o meio da membrana.
Acima da fúrcula esternal, gire o transdutor para o plano sagital e veja os anéis traqueais hipoecoicos. Deslizando em direção cefálica, a cricoide aparece maior e mais superficial, com a membrana acima. Um marcador metálico entre transdutor e pele, com sombra acústica, ajusta o ponto médio.
Em menores de 6 anos, a técnica indicada é a punção com ventilação a jato transtraqueal. Fratura ou neoplasia laríngea, estenose subglótica, coagulopatia e anatomia cervical distorcida ou não identificável contraindicam o procedimento.
Use jelco calibre 12 a 16 no adulto, no terço inferior da membrana, a 30° a 45° em direção caudal, sob pressão negativa até surgirem bolhas de ar. Ventile com oxigênio da parede ou do cilindro, relação I:E de 1:4 a 1:5 e FR de 10 a 12 irpm.
Com bloqueio neuromuscular completo e oxigênio a 100% pela via aérea superior, faça incisão transversal com bisturi nº 10, gire a lâmina 90 graus com o fio para os pés, deslize o bougie e avance-o 10 a 15 cm. Passe o tubo com cuff de 6 mm e confirme pela capnografia.
A cricotireoidostomia não é via aérea definitiva: depois do acesso, planeja-se a retirada do cateter ou a conversão para traqueostomia formal. Na punção, garanta tempo de expiração passiva pela glote, com elevação do mento ou cânula faríngea, para evitar barotrauma por aprisionamento aéreo.
Perguntas frequentes
A cricotireoidostomia é o acesso invasivo de emergência pela membrana cricotireoidea, previsto nos algoritmos de via aérea difícil para quando as manobras não invasivas falham. A apostila frisa que ela não é via aérea definitiva: depois do acesso, planeja-se a retirada do cateter ou a conversão para traqueostomia formal. Facilitar os dois acessos infraglóticos está entre as indicações do ultrassom da via aérea.
Com seringa de 3 a 10 mL cheia de salina até a metade e conectada ao jelco, calibre 12 a 16 no adulto e 16 a 18 em crianças pequenas, punciona-se o terço inferior da membrana a 30° a 45° em direção caudal, sob pressão negativa, até surgirem bolhas de ar. O cateter avança sobre a agulha, e a ventilação exige fonte de oxigênio de alta pressão, com risco de barotrauma.
É a sequência fure, gire, bougie, tubo, com bisturi nº 10, bougie de ponta angulada e tubo com cuff de 6 mm. Com a laringe estabilizada pela mão esquerda, faz-se incisão transversal pela membrana, gira-se o bisturi 90 graus com o fio para os pés, desliza-se o bougie pela lâmina e avança-se o tubo sobre ele. A ventilação é confirmada pela capnografia.
Com transdutor linear e pescoço em extensão. Na técnica TACA, o transdutor transversal parte da cartilagem tireoide em V invertido, desce até a interface ar-mucosa da membrana e até o arco da cricoide e volta para marcar o meio da membrana. Na técnica do colar de pérolas, parte dos anéis traqueais no plano sagital e sobe até a cricoide, maior e mais superficial.
A apostila resume espessura da língua acima de 6,1 cm, distância hiomental abaixo de 4,0 a 5,29 cm, razão da distância hiomental abaixo de 1,21 a 1,23 e distância pele-epiglote de 2,54 cm ou mais. A distância da pele às cordas vocais tem literatura controversa. O material avisa que a evidência ainda não sustenta essas medidas como triagem padrão na população cirúrgica.
Com o transdutor transversal na fúrcula esternal, a passagem do tubo gera o sinal da tempestade de neve; na intubação esofágica, aparece o sinal do duplo trato. Em adultos, o ultrassom transtraqueal tem sensibilidade de 99% e especificidade de 97%. A intubação seletiva é identificada pelo lung sliding, pela excursão diafragmática e pelo lung pulse, e o balonete entre o segundo e o oitavo anel traqueal indica profundidade adequada.
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