Desconto da distância de trabalho, movimento a favor e contra, ponto remoto em cada ametropia, neutralização com e sem astigmatismo e montagem da cruz de poderes com cilindro negativo. Dez questões do CBO, de 2012 a 2024, resolvidas passo a passo.
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Para que serve
O raciocínio que a prova do CBO cobrou em 2012, 2015, 2018 e em todos os anos de 2021 a 2024, do ponto remoto à prescrição com cilindro negativo.
Movimento a favor pede lente positiva e contra pede negativa; na neutralização, o ponto remoto está no orifício do retinoscópio. O desconto é de 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m.
Como reconhecer o astigmatismo pela largura e pela direção da franja, neutralizar cada meridiano e montar a prescrição com cilindro negativo, com o eixo a 90° do meridiano em que o cilindro atua.
Questões do CBO de 2012, 2015, 2018, 2021, 2022, 2023 e 2024 e um exercício da equipe Oft-Review com meridianos oblíquos, com gabarito comentado e a cruz de poderes desenhada em seis resoluções.
Sumário
As seções na ordem do capítulo, do princípio do exame às questões do CBO de astigmatismo, com os esquemas do trajeto da luz até o retinoscópio.
Esquiascopia, ou retinoscopia, é o método objetivo para encontrar o erro refracional do olho com o retinoscópio. O examinador varre os meridianos principais com a faixa luminosa e coloca lentes até o foco secundário coincidir com o ponto remoto: a pupila se enche de luz e o movimento cessa. Ao final, desconta a distância de trabalho.
O exame é feito perto do paciente, e a luz do retinoscópio chega à pupila divergindo, com vergência negativa. Parte da lente encontrada na neutralização serve só para anular essa vergência, por isso subtrai-se o inverso da distância de trabalho: 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m. No CBO 2021, a neutralização sem lentes a 1 m indicava miopia de -1 D.
Movimento a favor, com faixa e reflexo no mesmo sentido, pede lentes positivas: não há cruzamento dos raios entre paciente e examinador, como na emetropia, na hipermetropia e na miopia fraca, cujo ponto remoto fica atrás do examinador. Movimento contra pede lentes negativas: os raios se cruzam no ponto remoto, entre o paciente e o examinador, como cobrou o CBO 2012.
Perto do ponto de neutralização, o reflexo se move mais rápido, fica mais brilhante e mais largo. Na neutralização, toda a pupila é preenchida por um borrão luminoso, sem movimento da faixa, e o ponto remoto foi deslocado para o orifício de observação do retinoscópio. Com a faixa na horizontal (180°), avalia-se o meridiano vertical; com a faixa na vertical (90°), o horizontal.
No astigmatismo, a franja retinoscópica não tem a mesma largura nos diferentes meridianos e assume a direção do meridiano principal da córnea mais próximo da inclinação da faixa. Cada meridiano tem sua linha remota e é neutralizado com uma lente; descontada a distância de trabalho, os dois valores formam a cruz de poderes, base da prescrição com cilindro negativo.
Comparativo
Onde fica o ponto remoto, como a faixa se move no início do exame e o grau final depois do desconto da distância de trabalho, nos exemplos do capítulo.
| Situação | Ponto remoto | Movimento inicial | Exemplo da apostila: lente que neutraliza e grau final |
|---|---|---|---|
| Emetropia | No infinito | A favor: sem cruzamento dos raios antes do retinoscópio | +1,50 a 0,67 m: refração plana |
| Hipermetropia | Virtual, atrás do olho | A favor: a luz sai divergindo | +4,0 a 0,67 m: +2,50; +3,0 a 0,50 m: +1,0 |
| Miopia fraca | À frente da córnea, atrás do examinador | A favor: os raios não se cruzam antes do examinador | +1,0 a 0,67 m: -0,50 D; +0,50 a 0,50 m: -1,50 D |
| Miopia do mesmo valor do desconto | No orifício do retinoscópio | Neutralizada sem lente | Sem lente a 0,67 m: -1,50 D |
| Miopia forte | Entre o paciente e o examinador | Contra: os raios se cruzam no ponto remoto | -1,50 a 0,67 m: -3,0 D; -2,0 a 0,50 m: -4,0 D |
| Astigmatismo | Uma linha remota por meridiano | Franja com largura diferente entre os meridianos | +3,75 no horizontal e +0,25 no vertical a 0,5 m: +1,75 DE <> -3,50 DC a 180° |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
A sequência que resolve as questões do CBO sobre o tema, da escolha da distância de trabalho à transposição do cilindro.
O desconto é o inverso da distância entre o retinoscópio e o paciente, em metros: 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m. No CBO 2023, passar de 1 m para 50 cm muda a lente de neutralização em +1,0 D.
Sem astigmatismo, os meridianos principais são o de 180° e o de 90°. Com a faixa na horizontal, avalia-se o poder do meridiano vertical; com a faixa na vertical, o do horizontal. Observe se faixa e reflexo andam no mesmo sentido ou em sentidos contrários.
Movimento a favor pede lentes positivas, porque não há cruzamento dos raios entre paciente e examinador. Movimento contra pede lentes negativas: os raios se cruzam no ponto remoto, situado entre os dois, como na miopia forte.
Perto dela, o reflexo fica mais rápido, mais brilhante e mais largo. Na neutralização, a pupila se enche de luz, a faixa deixa de se mover e o ponto remoto está no orifício de observação do retinoscópio.
Subtraia o desconto de cada lente encontrada. No CBO 2018, +2,0 D a 0,5 m nos meridianos vertical e horizontal resulta em zero, sem erro refracional a corrigir; no CBO 2021, neutralizar sem lentes a 1 m indica miopia de -1 D.
Com cilindro negativo, o esférico é o poder do meridiano mais positivo, o cilindro é a diferença entre os meridianos e o eixo fica a 90° do meridiano em que o cilindro atua. No CBO 2023, +4,00 e +2,00 a 0,5 m viram +2,00 e plano: +2,00 DE <> -2,00 DC a 90°.
Com cilindro positivo, o esférico é o meridiano mais negativo e o cilindro, a diferença positiva. No CBO 2024, a 0,67 m, os meridianos de -5,50 e -0,50 D davam -0,50 DE -5,00 DC × 90°, ausente nas alternativas; a resposta era -5,50 DE +5,00 DC × 180°.
Perguntas frequentes
Sim. Os dois nomes designam o método objetivo para encontrar o erro refracional do olho com o retinoscópio, e as questões do capítulo usam os dois termos. O examinador varre os meridianos principais com a faixa luminosa e busca a lente cujo foco secundário coincide com o ponto remoto do olho.
A favor é quando faixa e reflexo andam no mesmo sentido: não há cruzamento dos raios entre paciente e examinador, e o exame segue com lentes positivas. Ocorre na emetropia, na hipermetropia e na miopia fraca. Contra é o sentido oposto: os raios se cruzam no ponto remoto, entre paciente e examinador, e o exame segue com lentes negativas.
Porque o exame é feito perto do paciente, e a luz do retinoscópio chega à pupila divergindo, com vergência negativa; parte da lente da neutralização só anula essa vergência. O desconto é o inverso da distância em metros: 1,50 D a 0,67 m, 2,0 D a 0,50 m e 1,0 D a 1 m. Neutralizar sem lentes a 0,67 m indica miopia de -1,50 D.
Neutralize cada meridiano principal, desconte a distância de trabalho e anote os dois valores na cruz. Com cilindro negativo, o esférico é o meridiano mais positivo, o cilindro é a diferença entre eles e o eixo fica a 90° de onde o cilindro atua. A 0,5 m, +3,75 no horizontal e +0,25 no vertical dão +1,75 DE <> -3,50 DC a 180°.
No astigmatismo, a franja retinoscópica não tem a mesma largura nos diferentes meridianos e assume a direção do meridiano principal da córnea mais próximo da inclinação da faixa; esse meridiano e o perpendicular a ele são os principais. Sem astigmatismo, a franja tem a mesma largura e segue a direção da faixa, e os meridianos de 180° e 90° são neutralizados com a mesma lente.
O capítulo traz dez questões do CBO, de 2012 a 2024: duas sobre o movimento da faixa, três sobre o desconto da distância de trabalho e cinco de cruz de poderes com astigmatismo, uma delas com resposta em cilindro positivo. Há questões de todos os anos de 2021 a 2024, além de um exercício da equipe com meridianos oblíquos.
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Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

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Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

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Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

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Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

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Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

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Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

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Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

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Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.
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O capítulo de esquiascopia com o desconto da distância de trabalho, o movimento a favor e contra, a neutralização em cada ametropia e a cruz de poderes, com dez questões do CBO resolvidas, em PDF gratuito.
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