Apostila gratuita · 25 páginas

Critérios diagnósticos do diabetes mellitus: apostila de DM para residência

Da fisiologia glicêmica aos critérios diagnósticos: tipos de diabetes (DM1, DM2, LADA, MODY e 3c), rastreamento com FINDRISC e cortes de glicemia de jejum, HbA1c e TTGO para diabetes e pré-diabetes. Inclui quatro questões comentadas de IAMSPE, UFPA, PSU-MG e SMS.

PDF de 3,5 MB. Gratuito.

Capa da apostila Diabetes mellitus: da fisiopatologia ao diagnóstico em um tablet
Formato
Apostila · 25 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de diabetes mellitus cobre

Recorte do tema pelo que as bancas de residência perguntam: fisiopatologia, tipos de diabetes, rastreamento e diagnóstico.

  • Os quatro tipos lado a lado

    O quadro de abertura resume DM1, DM2, LADA e MODY por mecanismo, faixa etária, peso, anticorpos e história familiar.

  • Os cortes que fecham o diagnóstico

    GJ ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5%, TTGO de 1 h ≥ 209 ou 2 h ≥ 200 mg/dL, glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL no sintomático e a conduta quando os exames divergem.

  • Quatro questões comentadas

    IAMSPE 2025, UFPA 2024, PSU-MG 2026 e SMS 2026 resolvidas dentro do conteúdo, com comentário, gabarito e a conexão com o tópico.

Sumário

O que tem dentro das 25 páginas

Da fisiologia glicêmica ao pré-diabetes, na ordem da apostila. O foco é fisiopatologia, classificação e diagnóstico; tratamento e complicações crônicas ficam fora do recorte.

  1. 01O que mais cai em prova: DM1, DM2, LADA e MODY
  2. 02Fisiologia glicêmica: pós-prandial, jejum e hormônios hiperglicemiantes
  3. 03Fisiopatologia e quadro clínico: catabolismo sistêmico e os 4 P's
  4. 04DM1: etiopatogênese, autoanticorpos, DM1A e DM1B
  5. 05Fases do DM1A e o paciente típico com DM1
  6. 06DM2: resistência insulínica e disfunção da célula beta
  7. 07Quadro clínico da resistência insulínica e o paciente típico com DM2
  8. 08Questão estratégica: fisiopatologia do DM2
  9. 09Outros tipos: diabetes 3c, LADA e MODY
  10. 10Questão estratégica: diagnóstico de MODY
  11. 11Rastreamento: indicações, FINDRISC e periodicidade
  12. 12Exames: glicemia de jejum, HbA1c e TTGO
  13. 13A trilha diagnóstica e a questão de confirmação
  14. 14Pré-diabetes e questão estratégica
  15. 15Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Diabetes mellitus: da fisiopatologia ao diagnóstico
Página 17 da apostila: hemoglobina glicada, do corte de 6,5% ao que eleva ou reduz o resultado.

Quais são os critérios diagnósticos do diabetes mellitus?

Os critérios diagnósticos do diabetes mellitus são glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% e TTGO com 1 h ≥ 209 mg/dL ou 2 h ≥ 200 mg/dL. No assintomático, o diagnóstico exige dois resultados alterados, na mesma amostra ou em amostras diferentes. No sintomático, basta uma glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL. Glicemia capilar não é critério.

Quando só um exame cai na faixa de diabetes, repita o que veio alterado. Se a repetição confirmar, o diagnóstico está fechado; se vier normal, não se faz o diagnóstico e o paciente segue acompanhado de perto. Na questão da PSU-MG 2026, GJ de 117 mg/dL com HbA1c de 6,7% leva a repetir a HbA1c.

A HbA1c reflete a glicemia média dos últimos 3 a 4 meses, porque a hemácia vive cerca de 120 dias. O que prolonga a vida da hemácia eleva o valor: anemia ferropriva e esplenectomia. O que aumenta o turnover reduz: anemias hemolíticas, hemorragia aguda e cirrose. Transfusão nos últimos 3 meses, hemoglobinopatias e suplementação de vitaminas C e E também interferem.

O TTGO, com 75 g de dextrosol após jejum de 8 a 10 horas, é o teste mais sensível: detecta até 31% dos diabéticos que a glicemia de jejum deixa passar. Com GJ ou HbA1c na faixa de pré-diabetes, a SBD recomenda complementar com TTGO. Na questão da SMS 2026, GJ de 104 mg/dL e HbA1c de 5,8% em paciente de alto risco levam ao TTGO.

Na classificação, o resumo da apostila separa os tipos assim: DM1 é autoimune, via de regra anti-GAD positivo, catabólico e com peptídeo C baixo; DM2 soma resistência insulínica, com obesidade, inflamação e acantose nigricans, à falha da célula beta. Jovem com menos de 25 anos, magro, anticorpos negativos, peptídeo C normal e DM na família em 3 gerações sugere MODY.

Página da apostila Diabetes mellitus: da fisiopatologia ao diagnóstico

Comparativo

Critérios diagnósticos de diabetes e pré-diabetes por exame

O corte de cada exame para diabetes e pré-diabetes, com o que observar na coleta e na interpretação.

Cortes diagnósticos por exame sérico; no assintomático, o diagnóstico de diabetes exige dois resultados alterados. Fonte: apostila Med-Review R1, “Diabetes mellitus: da fisiopatologia ao diagnóstico”.
ExameDiabetesPré-diabetesO que observar
Glicemia de jejum≥ 126 mg/dL100 a 125 mg/dLJejum de 8 a 12 h; estresse agudo, infecção e atividade física recente podem elevar falsamente
HbA1c≥ 6,5%5,7 a 6,4%Média de 3 a 4 meses; anemia ferropriva e esplenectomia podem elevar; hemólise, hemorragia aguda e cirrose podem reduzir
TTGO 1 h≥ 209 mg/dL155 a 208 mg/dL75 g de dextrosol após jejum de 8 a 10 h, com coletas em 0, 1 h e 2 h
TTGO 2 h≥ 200 mg/dL140 a 199 mg/dLMesmo teste da linha acima, o mais sensível; a execução é mais complexa
Glicemia ao acaso≥ 200 mg/dL com sintomas—Um resultado basta no paciente sintomático
Glicemia capilarNão é critério—Só valem exames séricos

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como fechar o diagnóstico de diabetes, passo a passo

A sequência do material, da suspeita clínica à confirmação.

  1. Reconheça os 4 P's

    Poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal. Quando a glicemia passa de cerca de 180 mg/dL, o limiar de reabsorção renal, a glicose sai na urina e puxa água por diurese osmótica. Com esse quadro, o paciente entra na trilha do sintomático.

  2. Defina quem rastrear

    Rastreie adultos a partir dos 35 anos; em qualquer idade, adultos com IMC ≥ 25 kg/m² e um fator de risco ou FINDRISC ≥ 12; crianças e adolescentes a partir dos 10 anos ou da puberdade, com sobrepeso ou obesidade e fator de risco. Com exames normais, repita em 3 anos; alto risco, todo ano.

  3. Peça glicemia de jejum e HbA1c

    São os exames iniciais de escolha, pela praticidade. A GJ exige jejum de 8 a 12 horas e pode subir falsamente com estresse agudo, infecção e atividade física recente. Na HbA1c, confira anemia ferropriva, esplenectomia, hemólise, sangramento, cirrose e transfusão recente.

  4. Aplique a regra dos dois exames

    No assintomático, o diagnóstico exige dois resultados alterados: GJ ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou TTGO com 1 h ≥ 209 ou 2 h ≥ 200 mg/dL, na mesma amostra ou em amostras diferentes. No sintomático, basta uma glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dL.

  5. Repita o exame que veio alterado

    Se só um resultado está na faixa de diabetes, repita esse exame. Se confirmar, o diagnóstico está fechado; se vier normal, não se faz o diagnóstico e o paciente segue acompanhado de perto. Glicemia capilar nunca entra como critério.

  6. Complemente o pré-diabetes com TTGO

    GJ de 100 a 125 mg/dL ou HbA1c de 5,7 a 6,4% pedem TTGO, por recomendação da SBD. TTGO na faixa de diabetes revela o DM que os outros exames não mostraram; normal ou na faixa de pré-diabetes confirma o pré-DM, com GJ e HbA1c repetidas todo ano.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre classificação e diagnóstico do diabetes na prova

Quais são os 4 P's do diabetes mellitus?

Poliúria, polidipsia, polifagia e perda ponderal. Acima de cerca de 180 mg/dL a glicose ultrapassa o limiar de reabsorção renal e sai na urina, puxando água por diurese osmótica. A desidratação ativa a sede, a fome celular aumenta o apetite e o catabolismo de gordura e músculo leva à perda de peso.

Qual a diferença entre diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2?

O DM1 é autoimune, associado aos haplótipos HLA DR3 e DR4, com deficiência absoluta de insulina, início súbito e peptídeo C baixo; via de regra, anti-GAD positivo. O DM2 soma resistência à insulina e falha progressiva da célula beta, com instalação insidiosa, obesidade e história familiar. No diagnóstico, o paciente com DM2 muitas vezes já perdeu cerca de 50% da função das células beta.

Quais autoanticorpos aparecem no DM1?

Anti-GAD65, o mais frequente e persistente no adulto; anti-IA2, associado a destruição mais agressiva; anti-insulina, mais comum em crianças, que perde utilidade depois do início da insulina exógena; e anti-ZnT8, útil quando os outros vêm negativos. Deficiência absoluta de insulina com anticorpos negativos é o DM1B, a forma idiopática.

Qual a diferença entre diabetes MODY e LADA?

LADA é um DM1 de início tardio, acima dos 30 anos, de evolução lenta, com anticorpos positivos, principalmente anti-GAD; no começo pode dispensar insulina e parecer DM2. Suspeite em adulto magro com outras doenças autoimunes e falha rápida aos antidiabéticos orais. MODY é monogênico e autossômico dominante: jovem com menos de 25 anos, magro, anticorpos negativos, peptídeo C normal e DM na família em 3 gerações.

O que é diabetes tipo 3c?

Diabetes tipo 3c é o diabetes secundário a doença do pâncreas exócrino, como pancreatite crônica, neoplasia pancreática, fibrose cística ou hemocromatose. A lesão estrutural destrói células beta e alfa. Sem glucagon, o paciente perde a principal defesa contra a queda da glicose, e o diabetes fica lábil, com alto risco de hipoglicemia grave.

Quais são os critérios de pré-diabetes?

Basta um único resultado em uma destas faixas: glicemia de jejum de 100 a 125 mg/dL, HbA1c de 5,7 a 6,4%, TTGO de 1 h entre 155 e 208 mg/dL ou de 2 h entre 140 e 199 mg/dL. O pré-DM já confere maior risco cardiovascular e de evolução para DM. Com GJ ou HbA1c nessa faixa, a SBD recomenda complementar com TTGO; no pré-DM, GJ e HbA1c são repetidas todo ano.

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  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

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    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

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    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

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    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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