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Coriorretinopatia serosa central, estrias angioides e miopia patológica

Central serosa aguda e crônica pela angiofluoresceinografia, autofluorescência, OCT-EDI e indocianina verde, com a conduta de cada fase. Estrias angioides pelo mnemônico PEPSI e miopia patológica pela classificação de Ávila. Sete questões do CBO comentadas, de 2019 a 2026.

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Formato
Apostila · 14 páginas
Área da prova
Retina e vítreo · Maculopatias
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de maculopatias cobre

Central serosa, estrias angioides e miopia patológica com imagem multimodal, classificação e conduta, com foco na prova do CBO (PNO).

  • Imagem multimodal da central serosa

    Pontos hiperfluorescentes e fumaça de chaminé na angiofluoresceinografia, hipoautofluorescência em calha na forma crônica, paquicoroide no OCT-EDI e hiperpermeabilidade da coriocapilar na ICG, com o alerta para não confundir DEP seroso com NVM tipo 1.

  • Conduta da fase aguda à crônica

    Observação e suspensão de corticoide e anfetaminas na fase aguda, laser no ponto de vazamento extrafoveal em três situações, PDT com verteporfina como padrão na forma crônica e anti-VEGF só se houver neovascularização.

  • Sete questões do CBO comentadas

    Estrias angioides nas provas de 2019, 2022, 2023 e 2024; central serosa em 2021, 2023 e 2026. Cada questão vem com gabarito e comentário, e as de 2024 e 2026 saíram da prova de imagens.

Sumário

O que tem dentro das 14 páginas

Na ordem do PDF: estrias angioides, miopia patológica e coriorretinopatia serosa central, com questões do CBO ao fim de estrias angioides e de central serosa e um caso clínico que acompanha a central serosa do quadro agudo à conduta.

  1. 01Estrias angioides: rotura da membrana de Bruch e o mnemônico PEPSI
  2. 02Clínica: angiofluoresceinografia, autofluorescência e alterações associadas no fundo de olho
  3. 03Pseudoxantoma elástico e tratamento das estrias angioides
  4. 04Aprendendo com questões: CBO 2019, 2023, 2022 e 2024
  5. 05Miopia patológica: pontos de corte e a distinção do CBO entre patológica e degenerativa
  6. 06Fisiopatologia: estafilomas, disco tiltado, coroide fina e fundo tesselado
  7. 07Atrofia coriorretiniana, lacquer cracks, neovascularização macular e mancha de Fuchs
  8. 08Retina periférica, lattice e retinosquise macular miópica
  9. 09Classificação de Ávila, de M0 a M5
  10. 10Coriorretinopatia serosa central: epidemiologia e fatores de risco
  11. 11Fisiopatologia: paquicoroide e quebra da barreira hematorretiniana externa
  12. 12Clínica, fase aguda, angiofluoresceinografia e caso clínico 03
  13. 13Fase crônica, autofluorescência, OCT-EDI e indocianina verde
  14. 14História natural e fatores de mau prognóstico
  15. 15Tratamento da central serosa aguda e crônica: laser, PDT e estudo VICI
  16. 16Aprendendo com questões: CBO 2026, 2021 e 2023
Página interna da apostila sobre Coriorretinopatia serosa central, estrias angioides e miopia patológica
Página da apostila: indocianina verde, história natural, fatores de mau prognóstico e tratamento da central serosa aguda.

O que é coriorretinopatia serosa central?

A coriorretinopatia serosa central é uma doença coriorretiniana caracterizada por hiperpermeabilidade da coriocapilar e quebra da barreira hematorretiniana externa, com extravasamento de fluido através do EPR e descolamento seroso da retina na mácula. Acomete mais homens, na proporção de 3:1, entre 35 e 55 anos, e tem o corticoide sistêmico entre os fatores de risco.

A coroide fica congesta, espessa, com vasos dilatados e hiperpermeáveis, a paquicoroide. A congestão e o aumento da pressão hidrostática lesam o EPR e levam a descolamento do EPR e acúmulo de fluido sub-retiniano. O quadro costuma ser unilateral, com borramento visual, micropsia e metamorfopsia. A acuidade varia de 20/20 a 20/200, geralmente 20/30 ou melhor, com desvio hipermetrópico, porque o descolamento desloca a retina para frente.

Na fase aguda, a angiofluoresceinografia mostra extravasamento precoce através do EPR, mais comumente como um ou mais pontos hiperfluorescentes que preenchem lentamente o descolamento seroso. O padrão em fumaça de chaminé é característico, mas aparece em só 10% dos casos. Na forma crônica, a autofluorescência mostra lesões hipoautofluorescentes descendentes em calha gravitacional. O OCT-EDI mostra coroide espessa com paquivasos, espessamento que pode aparecer também no olho contralateral não afetado.

Cerca de 90% dos pacientes recuperam a visão por completo, e a maioria regride em 3 a 4 meses. A recidiva ocorre em 30% a 50%, mais no primeiro ano, e há 40% de chance de acometer o olho contralateral ao longo da vida. De 10% a 15% evoluem para a forma crônica, com risco de atrofia do EPR e de NVM; acima de 50 anos, a NVM pode ocorrer em até 20% dos pacientes.

Na central serosa aguda, a conduta inicial é observar, suspender corticoide em uso, por qualquer via, e anfetaminas e orientar suporte psicológico se houver estresse. O laser no ponto de vazamento extrafoveal acelera a recuperação sem mudar a acuidade final, aumenta a incidência de NVM e não reduz recorrência. Na forma crônica, o padrão é a terapia fotodinâmica com verteporfina; o anti-VEGF fica para a neovascularização de coroide.

Comparativo

Coriorretinopatia serosa central aguda e crônica no OCT, na angiografia e na conduta

A duração do quadro separa as fases: a forma crônica passa de 3 a 4 meses. Fundoscopia, angiofluoresceinografia, autofluorescência e OCT mudam de padrão entre uma fase e outra.

Exames e conduta por fase da central serosa. Fonte: apostila Oft-Review, “Coriorretinopatia serosa central, estrias angioides e miopia patológica”.
AspectoFase agudaFase crônica (> 3 a 4 meses)
FundoscopiaÁrea arredondada de elevação da retina envolvendo a fóvea, às vezes com DEP seroso; pode ser sutilAlterações pigmentares maculares, com pigmentação granular do EPR
AngiofluoresceinografiaExtravasamento precoce em um ou mais pontos hiperfluorescentes que preenchem o descolamento; fumaça de chaminé em 10% dos casosMúltiplas áreas de discreto extravasamento através do EPR
AutofluorescênciaHipoautofluorescência nos pontos de defeito do EPR, com ou sem hiperautofluorescência na área de DR serosoLesões hipoautofluorescentes descendentes em calha gravitacional
OCTDescolamento seroso subfoveal regular e paquicoroide no OCT-EDI, sem degeneração das camadas externas, como no caso clínico 03Descolamento seroso pequeno, atrofia dos fotorreceptores e afilamento da retina neurossensorial
EvoluçãoRegressão espontânea em 3 a 4 meses na maioria dos pacientes10% a 15% dos pacientes, com fluido sub-retiniano persistente; NVM e atrofia do EPR são as complicações mais importantes
CondutaObservação e suspensão de corticoide e anfetaminas; laser no ponto extrafoveal em casos selecionadosTerapia fotodinâmica com verteporfina; laser vermelho de pulso curto ou micropulso como alternativa; anti-VEGF só com NVC

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Do diagnóstico ao tratamento da central serosa, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, do perfil do paciente à conduta na forma crônica.

  1. Reconheça o perfil e os fatores de risco

    Predomínio em homens de 35 a 55 anos, na proporção de 3:1; para o CBO, mais comum em brancos, hispânicos e asiáticos, e para a AAO sem diferença entre raças. Fatores de risco: corticoide sistêmico, síndrome de Cushing, HAS, apneia do sono, anfetaminas, gravidez, estresse emocional e personalidade tipo A.

  2. Valorize a queixa e a refração

    Quadro geralmente unilateral, com borramento visual, micropsia e metamorfopsia. A acuidade costuma ficar em 20/30 ou melhor, e o desvio hipermetrópico em relação à refração prévia é pista clínica: o paciente do caso clínico da apostila passou a precisar de correção hipermetrópica.

  3. Confirme na angiofluoresceinografia e no OCT

    Extravasamento precoce em ponto hiperfluorescente que preenche o descolamento, ou fumaça de chaminé em 10% dos casos. O OCT mostra descolamento seroso subfoveal e, no OCT-EDI, coroide espessa com paquivasos, que pode estar presente também no olho contralateral não afetado.

  4. Afaste NVM tipo 1

    DEPs serosos fazem parte da central serosa não complicada, mas um DEP de aspecto fibrovascular levanta suspeita de NVM tipo 1, que exige anti-VEGF. O OCT-A detecta o fluxo intrínseco da membrana, e a ICG ajuda a identificar a neovascularização.

  5. Defina a fase e o prognóstico

    Mais de 3 a 4 meses de quadro define a forma crônica, com pigmentação granular do EPR e lesões em calha na autofluorescência. São fatores de mau prognóstico DEPs grandes, recorrências, depósitos de fibrina, múltiplos pontos de extravasamento e atrofia do EPR em calha.

  6. Trate a forma aguda com medidas gerais

    Observe, suspenda corticoide por qualquer via e anfetaminas e oriente suporte psicológico. O laser no ponto extrafoveal fica para recuperação visual rápida por questões laborais, acometimento prévio do olho contralateral com evolução ruim ou recorrência em olho com perda visual grave no primeiro episódio.

  7. Indique PDT na forma crônica

    A terapia fotodinâmica com verteporfina é o tratamento padrão: remodela a coroide e reduz espessura e permeabilidade, com recidivas e complicações raras. Laser vermelho de pulso curto e micropulso são alternativas mesmo perto da fóvea. Anti-VEGF só com neovascularização de coroide.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre coriorretinopatia serosa central, estrias angioides e miopia patológica

O que causa a coriorretinopatia serosa central?

A coroide fica congesta e espessa, com vasos dilatados e hiperpermeáveis (paquicoroide). A congestão e o aumento da pressão hidrostática lesam o EPR e rompem a barreira hematorretiniana externa, o que leva ao fluido sub-retiniano. Entre os fatores de risco estão corticoide sistêmico, síndrome de Cushing, HAS, apneia do sono, anfetaminas, gravidez e estresse emocional com personalidade tipo A.

Qual o prognóstico da coriorretinopatia serosa central?

Na maioria das vezes o quadro regride sem tratamento, e cerca de 90% dos pacientes recuperam a visão por completo; 5% ficam com sequelas visuais graves. A recidiva ocorre em 30% a 50%, e 10% a 15% evoluem para a forma crônica. São fatores de mau prognóstico DEPs grandes, recorrências, fibrina, múltiplos pontos de extravasamento e atrofia do EPR em calha.

Quando indicar terapia fotodinâmica na serosa central?

A terapia fotodinâmica com verteporfina é o tratamento padrão da forma crônica, com mais de 3 a 4 meses de quadro. Ela remodela a coroide, reduz espessura e permeabilidade e permite a reabsorção do fluido sub-retiniano. Na forma aguda, a conduta é observar e controlar os fatores de risco, como na questão do CBO 2026 comentada na apostila.

Qual o papel da espironolactona e da eplerenona na central serosa crônica?

Os livros do CBO e da AAO citam os antagonistas de mineralocorticoides, eplerenona e espironolactona, como eficazes na forma crônica. O estudo VICI, de 2019, ensaio randomizado e controlado com placebo que comparou eplerenona e placebo na central serosa crônica, não mostrou diferença entre os dois. A apostila traz os dois lados, e o tratamento padrão da forma crônica é a PDT.

Quais doenças estão associadas às estrias angioides?

O mnemônico PEPSI resume as causas: pseudoxantoma elástico, a principal, também chamada síndrome de Groenblad-Strandberg; Ehlers-Danlos; doença de Paget; anemia falciforme e outras hemoglobinopatias; e a forma idiopática. A dupla doença de Paget e anemia falciforme foi o gabarito da questão do CBO 2019, e o pseudoxantoma elástico, o da prova de imagens do CBO 2024.

Qual o critério de miopia patológica para o CBO?

O CBO chama de miopia patológica a de -6,00 D ou mais, ou comprimento axial de 26,5 mm ou mais, e de degenerativa a de -8,00 D ou mais, ou 32,5 mm ou mais; a AAO não faz essa distinção. O estafiloma é a protrusão localizada da esclera afinada, peripapilar, macular ou inferior, e a classificação de Ávila resume as alterações de M0 a M5.

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  • USPDr. Daniel Costa

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Daniel Costa

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

  • USPDr. Bernardo Moraes

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Bernardo Moraes

    Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

  • USPUFSCarDra. Ana Letícia Darcie

    Especialista pelo CBO

    Dra. Ana Letícia Darcie

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

  • USPDr. Flávio Moura

    Especialista pelo CBO

    Dr. Flávio Moura

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

    Especialista pelo CBO

    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

    Especialista pelo CBO

    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

  • USPDra. Marianna Hollaender

    Especialista pelo CBO

    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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