Ficha-resumo gratuita · 20 páginas

Câncer de colo uterino: resumo do HPV ao estadiamento FIGO

As duas partes em um PDF: vacinação HPV, rastreamento INCA 2016 e diretriz 2025 com DNA-HPV, conduta em NIC 1 e NIC 2/3, estadiamento FIGO 2018 de IA1 a IVB, histerectomia tipo I a III e quimiorradioterapia.

PDF de 3,1 MB. Gratuito.

Capa da ficha-resumo Câncer de colo uterino em um tablet
Formato
Ficha-resumo · 20 páginas
Área da prova
Ginecologia e Obstetrícia · Oncologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a ficha de câncer de colo cobre

Parte 01 com prevenção, rastreamento e lesões precursoras. Parte 02 com diagnóstico, estadiamento e tratamento por estádio.

  • Rastreamento pela diretriz 2025

    DNA-HPV oncogênico a partir dos 25 anos, a cada 5 anos se negativo. HPV 16 ou 18 vai para colposcopia; outros tipos oncogênicos, para citologia reflexa na mesma amostra.

  • NIC 1 separada de NIC 2/3

    NIC 1 tem alta regressão e segue com citologia a cada 6 meses. NIC 2/3 vai para excisão, com a profundidade da EZT definida pelo tipo de ZT.

  • Conduta por estádio FIGO

    IA pela profundidade, IB pelo diâmetro, histerectomia tipo I, II ou III conforme o estádio e quimiorradioterapia a partir de IB3 e IIA2.

Sumário

O que tem dentro das 20 páginas

A Parte 01 vai da infecção pelo HPV ao carcinoma invasor inicial. A Parte 02 vai da epidemiologia e da histologia ao tratamento por estádio e ao seguimento.

  1. 01Parte 01 — HPV e a origem do câncer: JEC e coilocitose
  2. 02Prevenção primária: vacinação HPV
  3. 03Rastreamento clássico (INCA 2016) e situações especiais
  4. 04Populações especiais e diretriz 2025 com DNA-HPV primário
  5. 05Coleta e adequabilidade da citologia
  6. 06AGC e colposcopia: aceto-reação e teste de Schiller
  7. 07Sinais de invasão e história natural das NIC
  8. 08Tratamento das lesões precursoras: NIC 1 x NIC 2/3, tipos de ZT e EZT
  9. 09Do precursor ao invasor inicial: conização, lesão visível e gestante
  10. 10Parte 02 — Epidemiologia, metas OMS e histologia
  11. 11Quadro clínico e fatores de risco
  12. 12Diagnóstico e método do estadiamento FIGO 2018
  13. 13Estádio I: restrito ao colo
  14. 14Estádios II, III e IV
  15. 15Tratamento cirúrgico por estádio e quimiorradioterapia
  16. 16Fertilidade, in situ e seguimento
Página interna da ficha-resumo sobre Câncer de colo uterino
Página da ficha: rastreio LGBT e de homem trans e o fluxograma do DNA-HPV primário da diretriz 2025.

Como é o estadiamento FIGO 2018 do câncer de colo uterino?

O câncer de colo uterino, em resumo, tem estadiamento clínico e complementar pela FIGO 2018: exame físico, imagem e anatomopatológico. No estádio I, restrito ao colo, IA se mede pela profundidade e IB pelo diâmetro. Nos estádios II e III, A indica extensão à vagina e B, à lateral; IIIC é linfonodo. IV atinge bexiga, reto ou órgãos a distância.

Estádio I é doença só no colo. No IA, microscópico e com diagnóstico pelo anatomopatológico, o tamanho não entra: IA1 tem invasão < 3 mm e IA2 < 5 mm de profundidade. No IB, lesão visível ou invasão acima de 5 mm, conta o maior diâmetro. IB1 < 2 cm, IB2 de 2 a 4 cm e IB3 ≥ 4 cm.

Nos estádios II e III, A indica crescimento para a vagina: IIA no terço superior (IIA1 < 4 cm, IIA2 ≥ 4 cm) e IIIA no terço inferior. B indica crescimento para a lateral: IIB atinge o paramétrio sem chegar à parede, e IIIB chega à parede pélvica ou causa hidronefrose. IIIC é sempre linfonodo: IIIC1 pélvicos, IIIC2 para-aórticos.

Toque e imagem têm funções diferentes. O toque retal avalia a extensão lateral, paramétrio e parede pélvica. A RM é superior ao toque para paramétrios, e o PET-TC é o melhor exame para linfonodos, indicado acima de IB2. Suspeita de invasão de bexiga ou reto pede cistoscopia ou retossigmoidoscopia.

O estádio define o tratamento. IA1 sem invasão linfovascular e com margens livres está tratado pela conização. IA2 vai para histerectomia tipo II; IB1, IB2 e IIA1, para histerectomia tipo III (Wertheim-Meigs). A partir de IB3 e IIA2, a quimiorradioterapia entra com efeito curativo. Paramétrio comprometido (IIB) contraindica a cirurgia.

Página da ficha-resumo Câncer de colo uterino

Comparativo

Câncer de colo uterino: resumo do estadiamento FIGO 2018

Estádio a estádio, o critério da FIGO 2018 e a conduta ou o ponto de prova que a ficha associa a cada um.

Estadiamento FIGO 2018 do câncer de colo uterino e conduta por estádio. Fonte: apostila Med-Review R1, “Câncer de colo uterino”.
EstádioCritério FIGO 2018Conduta ou ponto de prova
IA1Microscópico, invasão < 3 mm de profundidadeConização ou histerectomia tipo I; sem invasão linfovascular e com margens livres, a conização basta
IA2Microscópico, invasão < 5 mm de profundidadeHisterectomia tipo II; com desejo reprodutivo, traquelectomia
IB1 e IB2Lesão visível ou invasão > 5 mm: IB1 < 2 cm; IB2 de 2 a 4 cmHisterectomia tipo III (Wertheim-Meigs)
IB3Maior diâmetro ≥ 4 cm, restrito ao coloQuimiorradioterapia com efeito curativo
IIATerço superior da vagina: IIA1 < 4 cm; IIA2 ≥ 4 cmIIA1: histerectomia tipo III; IIA2: quimiorradioterapia
IIBParamétrio, sem atingir a parede pélvicaContraindica a cirurgia: quimiorradioterapia
IIIA, IIIB e IIICTerço inferior da vagina; parede pélvica ou hidronefrose; linfonodosQuimiorradioterapia; hidronefrose já é IIIB; IIIC1 pélvicos, IIIC2 para-aórticos
IVA e IVBBexiga e reto; metástase a distânciaIVA por contiguidade; IVB por via hematogênica (fígado, osso, pulmão, ovário)

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Do rastreio ao tratamento por estádio, passo a passo

Do resultado do rastreio ao seguimento, na ordem em que a ficha ensina.

  1. Rastreie com DNA-HPV a partir dos 25 anos

    Teste de DNA-HPV oncogênico, a cada 5 anos se negativo. HPV 16 ou 18 positivo vai direto para colposcopia; outros tipos oncogênicos, para citologia reflexa na mesma amostra. Com citologia reflexa normal, o fluxograma da ficha manda repetir em 1 ano.

  2. Confira a amostra e a atipia glandular

    Amostra só com células escamosas repete em 1 ano; a ausência de células metaplásicas não torna a amostra insatisfatória. AGC pede colposcopia com avaliação do canal endocervical e, a partir dos 35 anos, do endométrio. Repetir a citologia isolada é insuficiente.

  3. Leia a colposcopia e biopsie o suspeito

    Epitélio acetobranco denso e iodo negativo (Schiller positivo) são suspeitos e vão para biópsia. Vasos atípicos em saca-rolha, contorno irregular com perda de epitélio e alteração da cor indicam invasão. ZT tipo 3 com ASC-H pede curetagem de canal cervical.

  4. Trate a lesão precursora pelo grau

    NIC 1: citologia a cada 6 meses e, se persistir por mais de 2 anos, tratamento destrutivo. NIC 2/3: EZT, diagnóstica e terapêutica, mais profunda quanto mais endocervical a ZT. Conização a frio, em centro cirúrgico, para EZT maiores e tipo 3; CAF/LEEP, ambulatorial, para as menores.

  5. Biopsie a lesão visível e estadie

    Lesão tumoral macroscópica ao especular vai para biópsia direta, sem citologia e sem conização. Confirmado o invasor, estadie pela FIGO 2018 antes de tratar: toque retal para paramétrio, RM para confirmar e PET-TC para linfonodo acima de IB2.

  6. Escolha entre cirurgia e quimiorradioterapia

    IA2: histerectomia tipo II. IB1, IB2 e IIA1: tipo III (Wertheim-Meigs). Invasão linfovascular positiva no anatomopatológico pede linfonodo sentinela ou linfadenectomia pélvica. A partir de IB3 e IIA2, quimiorradioterapia: teleterapia primeiro, braquiterapia com o tumor já reduzido e quimioterapia concomitante como sensibilizante.

  7. Preserve a fertilidade e faça o seguimento

    Preservação de fertilidade só em CEC e adenocarcinoma: conização no in situ e no IA1, traquelectomia no IA2 e no IB1 < 2 cm. Após conização por NIC III com margens livres, citologia aos 6 e aos 12 meses; se negativas, anual até 5 anos e depois trienal.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre câncer de colo uterino na prova

Como ficou o rastreamento do câncer de colo uterino na diretriz 2025?

O método primário passa a ser o teste de DNA-HPV oncogênico, a partir dos 25 anos, com intervalo de 5 anos se negativo. HPV 16 ou 18 positivo leva à colposcopia direta. Outros tipos oncogênicos levam à citologia reflexa na mesma amostra, sem nova convocação da paciente. Com citologia reflexa normal, o fluxograma da ficha manda repetir em 1 ano.

Como é o rastreamento pelo INCA 2016 e quando ele é interrompido?

Citologia a partir dos 25 anos, após a sexarca, com 2 exames anuais; se ambos negativos, passa a trienal até os 64 anos. Interrompe aos 64 se houver 2 exames negativos nos últimos 5 anos e nenhuma história de lesão pré-invasiva. Na paciente com HIV, começa após a sexarca em qualquer idade, semestral no 1º ano e depois anual; com CD4 < 200, fica semestral.

Qual a conduta em NIC 1, NIC 2 e NIC 3?

NIC 1 tem alta regressão: acompanhar com citologia a cada 6 meses e, se persistir por mais de 2 anos, tratamento destrutivo (crioterapia, cauterização ou laser), que não gera peça para histologia. NIC 2/3 tem baixa regressão e vai para excisão da zona de transformação, por conização a frio ou CAF/LEEP. A excisão é diagnóstica e terapêutica, e quanto maior a profundidade excisada, maior o risco obstétrico futuro.

Qual a diferença entre os estádios IA1, IA2, IB1, IB2 e IB3?

No IA, lesão microscópica, só a profundidade de invasão define o estádio: IA1 < 3 mm e IA2 < 5 mm, qualquer que seja o diâmetro. No IB, lesão visível ou invasão acima de 5 mm, conta o maior diâmetro do tumor: IB1 < 2 cm, IB2 de 2 a 4 cm e IB3 ≥ 4 cm. Os dois estádios ficam restritos ao colo.

Por que o estádio IIB vai para quimiorradioterapia?

No IIB o tumor cresce para a lateral e atinge o paramétrio, sem chegar à parede pélvica. Paramétrio comprometido contraindica a cirurgia, e a quimiorradioterapia entra com efeito curativo. A teleterapia vem primeiro e reduz o tumor, a braquiterapia vem depois, com o tumor já reduzido, e a quimioterapia concomitante sensibiliza a radioterapia.

Qual o tipo histológico mais comum de câncer de colo uterino?

O carcinoma de células escamosas (CEC), ligado ao HPV 16. O adenocarcinoma é o segundo tipo mais comum, ligado ao HPV 18. Os subtipos raros, como células claras, seroso, indiferenciado e gástrico, são poucos, mas mais agressivos. A preservação de fertilidade só vale para os subtipos usuais, CEC e adenocarcinoma.

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    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

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    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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