As duas partes em um PDF: vacinação HPV, rastreamento INCA 2016 e diretriz 2025 com DNA-HPV, conduta em NIC 1 e NIC 2/3, estadiamento FIGO 2018 de IA1 a IVB, histerectomia tipo I a III e quimiorradioterapia.
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Para que serve
Parte 01 com prevenção, rastreamento e lesões precursoras. Parte 02 com diagnóstico, estadiamento e tratamento por estádio.
DNA-HPV oncogênico a partir dos 25 anos, a cada 5 anos se negativo. HPV 16 ou 18 vai para colposcopia; outros tipos oncogênicos, para citologia reflexa na mesma amostra.
NIC 1 tem alta regressão e segue com citologia a cada 6 meses. NIC 2/3 vai para excisão, com a profundidade da EZT definida pelo tipo de ZT.
IA pela profundidade, IB pelo diâmetro, histerectomia tipo I, II ou III conforme o estádio e quimiorradioterapia a partir de IB3 e IIA2.
Sumário
A Parte 01 vai da infecção pelo HPV ao carcinoma invasor inicial. A Parte 02 vai da epidemiologia e da histologia ao tratamento por estádio e ao seguimento.
O câncer de colo uterino, em resumo, tem estadiamento clínico e complementar pela FIGO 2018: exame físico, imagem e anatomopatológico. No estádio I, restrito ao colo, IA se mede pela profundidade e IB pelo diâmetro. Nos estádios II e III, A indica extensão à vagina e B, à lateral; IIIC é linfonodo. IV atinge bexiga, reto ou órgãos a distância.
Estádio I é doença só no colo. No IA, microscópico e com diagnóstico pelo anatomopatológico, o tamanho não entra: IA1 tem invasão < 3 mm e IA2 < 5 mm de profundidade. No IB, lesão visível ou invasão acima de 5 mm, conta o maior diâmetro. IB1 < 2 cm, IB2 de 2 a 4 cm e IB3 ≥ 4 cm.
Nos estádios II e III, A indica crescimento para a vagina: IIA no terço superior (IIA1 < 4 cm, IIA2 ≥ 4 cm) e IIIA no terço inferior. B indica crescimento para a lateral: IIB atinge o paramétrio sem chegar à parede, e IIIB chega à parede pélvica ou causa hidronefrose. IIIC é sempre linfonodo: IIIC1 pélvicos, IIIC2 para-aórticos.
Toque e imagem têm funções diferentes. O toque retal avalia a extensão lateral, paramétrio e parede pélvica. A RM é superior ao toque para paramétrios, e o PET-TC é o melhor exame para linfonodos, indicado acima de IB2. Suspeita de invasão de bexiga ou reto pede cistoscopia ou retossigmoidoscopia.
O estádio define o tratamento. IA1 sem invasão linfovascular e com margens livres está tratado pela conização. IA2 vai para histerectomia tipo II; IB1, IB2 e IIA1, para histerectomia tipo III (Wertheim-Meigs). A partir de IB3 e IIA2, a quimiorradioterapia entra com efeito curativo. Paramétrio comprometido (IIB) contraindica a cirurgia.
Comparativo
Estádio a estádio, o critério da FIGO 2018 e a conduta ou o ponto de prova que a ficha associa a cada um.
| Estádio | Critério FIGO 2018 | Conduta ou ponto de prova |
|---|---|---|
| IA1 | Microscópico, invasão < 3 mm de profundidade | Conização ou histerectomia tipo I; sem invasão linfovascular e com margens livres, a conização basta |
| IA2 | Microscópico, invasão < 5 mm de profundidade | Histerectomia tipo II; com desejo reprodutivo, traquelectomia |
| IB1 e IB2 | Lesão visível ou invasão > 5 mm: IB1 < 2 cm; IB2 de 2 a 4 cm | Histerectomia tipo III (Wertheim-Meigs) |
| IB3 | Maior diâmetro ≥ 4 cm, restrito ao colo | Quimiorradioterapia com efeito curativo |
| IIA | Terço superior da vagina: IIA1 < 4 cm; IIA2 ≥ 4 cm | IIA1: histerectomia tipo III; IIA2: quimiorradioterapia |
| IIB | Paramétrio, sem atingir a parede pélvica | Contraindica a cirurgia: quimiorradioterapia |
| IIIA, IIIB e IIIC | Terço inferior da vagina; parede pélvica ou hidronefrose; linfonodos | Quimiorradioterapia; hidronefrose já é IIIB; IIIC1 pélvicos, IIIC2 para-aórticos |
| IVA e IVB | Bexiga e reto; metástase a distância | IVA por contiguidade; IVB por via hematogênica (fígado, osso, pulmão, ovário) |
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Na prática
Do resultado do rastreio ao seguimento, na ordem em que a ficha ensina.
Teste de DNA-HPV oncogênico, a cada 5 anos se negativo. HPV 16 ou 18 positivo vai direto para colposcopia; outros tipos oncogênicos, para citologia reflexa na mesma amostra. Com citologia reflexa normal, o fluxograma da ficha manda repetir em 1 ano.
Amostra só com células escamosas repete em 1 ano; a ausência de células metaplásicas não torna a amostra insatisfatória. AGC pede colposcopia com avaliação do canal endocervical e, a partir dos 35 anos, do endométrio. Repetir a citologia isolada é insuficiente.
Epitélio acetobranco denso e iodo negativo (Schiller positivo) são suspeitos e vão para biópsia. Vasos atípicos em saca-rolha, contorno irregular com perda de epitélio e alteração da cor indicam invasão. ZT tipo 3 com ASC-H pede curetagem de canal cervical.
NIC 1: citologia a cada 6 meses e, se persistir por mais de 2 anos, tratamento destrutivo. NIC 2/3: EZT, diagnóstica e terapêutica, mais profunda quanto mais endocervical a ZT. Conização a frio, em centro cirúrgico, para EZT maiores e tipo 3; CAF/LEEP, ambulatorial, para as menores.
Lesão tumoral macroscópica ao especular vai para biópsia direta, sem citologia e sem conização. Confirmado o invasor, estadie pela FIGO 2018 antes de tratar: toque retal para paramétrio, RM para confirmar e PET-TC para linfonodo acima de IB2.
IA2: histerectomia tipo II. IB1, IB2 e IIA1: tipo III (Wertheim-Meigs). Invasão linfovascular positiva no anatomopatológico pede linfonodo sentinela ou linfadenectomia pélvica. A partir de IB3 e IIA2, quimiorradioterapia: teleterapia primeiro, braquiterapia com o tumor já reduzido e quimioterapia concomitante como sensibilizante.
Preservação de fertilidade só em CEC e adenocarcinoma: conização no in situ e no IA1, traquelectomia no IA2 e no IB1 < 2 cm. Após conização por NIC III com margens livres, citologia aos 6 e aos 12 meses; se negativas, anual até 5 anos e depois trienal.
Perguntas frequentes
O método primário passa a ser o teste de DNA-HPV oncogênico, a partir dos 25 anos, com intervalo de 5 anos se negativo. HPV 16 ou 18 positivo leva à colposcopia direta. Outros tipos oncogênicos levam à citologia reflexa na mesma amostra, sem nova convocação da paciente. Com citologia reflexa normal, o fluxograma da ficha manda repetir em 1 ano.
Citologia a partir dos 25 anos, após a sexarca, com 2 exames anuais; se ambos negativos, passa a trienal até os 64 anos. Interrompe aos 64 se houver 2 exames negativos nos últimos 5 anos e nenhuma história de lesão pré-invasiva. Na paciente com HIV, começa após a sexarca em qualquer idade, semestral no 1º ano e depois anual; com CD4 < 200, fica semestral.
NIC 1 tem alta regressão: acompanhar com citologia a cada 6 meses e, se persistir por mais de 2 anos, tratamento destrutivo (crioterapia, cauterização ou laser), que não gera peça para histologia. NIC 2/3 tem baixa regressão e vai para excisão da zona de transformação, por conização a frio ou CAF/LEEP. A excisão é diagnóstica e terapêutica, e quanto maior a profundidade excisada, maior o risco obstétrico futuro.
No IA, lesão microscópica, só a profundidade de invasão define o estádio: IA1 < 3 mm e IA2 < 5 mm, qualquer que seja o diâmetro. No IB, lesão visível ou invasão acima de 5 mm, conta o maior diâmetro do tumor: IB1 < 2 cm, IB2 de 2 a 4 cm e IB3 ≥ 4 cm. Os dois estádios ficam restritos ao colo.
No IIB o tumor cresce para a lateral e atinge o paramétrio, sem chegar à parede pélvica. Paramétrio comprometido contraindica a cirurgia, e a quimiorradioterapia entra com efeito curativo. A teleterapia vem primeiro e reduz o tumor, a braquiterapia vem depois, com o tumor já reduzido, e a quimioterapia concomitante sensibiliza a radioterapia.
O carcinoma de células escamosas (CEC), ligado ao HPV 16. O adenocarcinoma é o segundo tipo mais comum, ligado ao HPV 18. Os subtipos raros, como células claras, seroso, indiferenciado e gástrico, são poucos, mas mais agressivos. A preservação de fertilidade só vale para os subtipos usuais, CEC e adenocarcinoma.
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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