Apostila gratuita · 11 páginas

Autofluorescência, OCT e OCT-A na retina: técnica, leitura e questões do CBO

Autofluorescência pela lipofucsina, com hipo e hiperautofluorescência; OCT do time-domain ao swept-source, com as quatro linhas da retina externa e os artefatos; OCT-A com vantagens e limites. Sete questões do CBO, de 2013 a 2024, com gabarito.

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Formato
Apostila · 11 páginas
Área da prova
Retina e vítreo · Exames
Produzido por
Equipe Oft-Review
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de autofluorescência, OCT e OCT-A cobre

Três exames não invasivos da retina, que a prova do CBO (PNO) cobra cada vez mais a partir de imagens.

  • Hipo e hiperautofluorescência pela causa

    Por que disco, vasos e fóvea são escuros no exame normal, por que a atrofia do EPR escurece e por que o EPR em sofrimento pode ficar hiperautofluorescente. Com o papel do exame na serosa central, nas distrofias e na DMRI seca.

  • As quatro linhas da retina externa

    MLE, zona elipsoide, zona de interdigitação e EPR com membrana de Bruch, de dentro para fora, com a zona mioide entre as duas primeiras. Mais time-domain, spectral-domain, swept-source e os artefatos mais encontrados no OCT.

  • Sete questões do CBO com gabarito

    CBO 2013, 2019, 2020, 2022, duas de 2023 e 2024, com gabarito. Inclui a regra do vaso e do disco óptico para reconhecer angiofluoresceinografia, indocianina verde, red-free e autofluorescência na imagem.

Sumário

O que tem dentro das 11 páginas

Do fim da seção de indocianina verde às questões de OCT e OCT-A, na ordem do capítulo.

  1. 01Fim da seção de indocianina verde: hot spots, serosa central e pontos brancos
  2. 02Autofluorescência: luz de 488 nm, filtro de 500 nm e lipofucsina
  3. 03Regiões hipoautofluorescentes normais, atrofia e sofrimento do EPR
  4. 04Papel na serosa central, nas distrofias e na DMRI seca
  5. 05Aprendendo com questões: CBO 2013, 2020, 2022 e 2023
  6. 06OCT: interferometria de baixa coerência, A-scan e B-scan
  7. 07Time-domain, spectral-domain e swept-source
  8. 08Hiper e hiporrefletividade nas escalas de cinza e colorida
  9. 09Notas: as quatro linhas hiperrefletivas da retina externa
  10. 10Aplicações do OCT na retina, no glaucoma e na neuro-oftalmologia
  11. 11Exemplos de alterações: edema cistoide, líquido sub-retiniano, afilamento e atrofia
  12. 12Artefatos do OCT
  13. 13OCT-A: técnica e sinal de decorrelação
  14. 14Vantagens, limitações e artefatos do OCT-A
  15. 15Aprendendo com questões: CBO 2019, 2023 e 2024
Página interna da apostila sobre Autofluorescência, OCT e OCT-A na retina
Página da apostila: técnica do OCT, do time-domain ao swept-source, hiper e hiporrefletividade e a nota sobre as linhas hiperrefletivas da retina externa.

O que é o exame de autofluorescência da retina?

A autofluorescência é um exame rápido, não invasivo e sem contraste que capta a fluorescência intrínseca de certas estruturas do olho: uma luz excitatória de 488 nm estimula os fluoróforos, e filtros de barreira de 500 nm registram a emissão. O principal fluoróforo é a lipofucsina do EPR, por isso o exame funciona como marcador da função do EPR.

No exame normal, o disco óptico é hipoautofluorescente por não ter EPR, os vasos pelo bloqueio do sangue e a região foveal pelo bloqueio parcial da luteína e da zeaxantina. A questão CBO 2023 da apostila, sobre retinografia por autofluorescência, tem como gabarito a atrofia do EPR hipoautofluorescente e descarta contraindicação por alergia a iodo, porque o exame não usa contraste.

Hipoautofluorescência fora dessas regiões aponta redução da lipofucsina: atrofia do EPR, diminuição dos fotorreceptores, como na retinose pigmentar, e áreas fotocoaguladas. Já o EPR em sofrimento pode acumular lipofucsina e exibir hiperautofluorescência. Na DMRI seca, a atrofia geográfica aparece escura, e o padrão das bordas hiperautofluorescentes pode mostrar maior ou menor risco de progressão.

O OCT forma imagens de alta resolução, na escala de micrômetros, por interferometria de baixa coerência com luz infravermelha de laser de diodo de 843 nm. O spectral-domain, com uma série de detectores e cerca de 100.000 A-scans por segundo, substituiu progressivamente o time-domain e segue o mais usado. O swept-source, de 1050 nm, penetra mais e avalia toda a espessura da coroide, com resolução um pouco menor.

O OCT-A repete B-scans da mesma área em curto intervalo. Como a retina é estática, a variação de sinal entre eles marca o movimento das hemácias, registrado como sinal de decorrelação. O exame dispensa contraste e segmenta os plexos, mas faz um retrato estático, na maioria dos aparelhos restrito à região macular, e não detecta extravasamento: mostra apenas fluxo intravascular.

Página da apostila Autofluorescência, OCT e OCT-A na retina

Comparativo

Hipo e hiperautofluorescência: o que cada padrão indica

As regiões e condições descritas na apostila, com o padrão no exame e a causa de cada um.

Padrões da autofluorescência do fundo de olho e suas causas. Fonte: apostila Oft-Review, “Autofluorescência, OCT e OCT-A na retina”.
Região ou condiçãoPadrão no exameCausa ou leitura
Disco óptico (exame normal)HipoautofluorescenteAusência de EPR
Vasos da retina (exame normal)HipoautofluorescentesBloqueio pelo sangue: a hemoglobina impede a passagem da luz para o EPR
Fóvea e fovéola (exame normal)Discretamente hipoautofluorescentesFóvea: menos lipofucsina e mais melanina no EPR; fovéola: bloqueio pela luteína e zeaxantina
Atrofia do EPR, como a atrofia geográficaHipoautofluorescente (escura)Perda do EPR e redução da lipofucsina
Retinose pigmentar e áreas fotocoaguladasHipoautofluorescentesRedução da lipofucsina por diminuição dos fotorreceptores ou nas áreas fotocoaguladas
EPR em sofrimentoPode ficar hiperautofluorescenteAcúmulo de lipofucsina no EPR
Bordas da atrofia geográfica na DMRI secaHiperautofluorescentesO padrão das bordas pode mostrar maior ou menor risco de progressão
Drusas de nervo óptico e astrocitomasHiperautofluorescentesCitadas na apostila entre as outras estruturas hiperautofluorescentes

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como ler autofluorescência, OCT e OCT-A, passo a passo

O raciocínio na ordem em que a apostila ensina, da lipofucsina aos artefatos do OCT-A.

  1. Comece pela lipofucsina

    O exame usa luz excitatória de 488 nm e capta a fluorescência intrínseca com filtros de barreira de 500 nm. O principal fluoróforo é a lipofucsina, acumulada nos lisossomos do EPR a partir de resíduos da fagocitose dos discos dos fotorreceptores. Por isso a autofluorescência avalia a função do EPR.

  2. Separe o escuro normal do patológico

    Disco óptico, vasos e fóvea são naturalmente hipoautofluorescentes. Fora deles, o escuro aponta redução da lipofucsina, como na atrofia do EPR, na retinose pigmentar e em áreas fotocoaguladas. O EPR em sofrimento pode ficar hiperautofluorescente, mas o acúmulo de lipofucsina do envelhecimento não tem, necessariamente, significado patológico.

  3. Reconheça o exame pelo vaso e pelo disco

    Vaso claro indica exame com contraste: disco claro na angiofluoresceinografia, disco escuro na indocianina verde. Vaso escuro indica exame sem contraste: disco claro na red-free, disco escuro na autofluorescência. Na angiofluoresceinografia, o disco se impregna de fluoresceína nas fases tardias. A apostila aplica a regra às imagens das questões CBO 2020 e CBO 2022.

  4. Situe a geração do OCT

    O time-domain usava um único detector móvel e foi abandonado por ser lento e de baixa resolução. O spectral-domain capta cerca de 100.000 A-scans por segundo e segue o mais usado. O swept-source, de 1050 nm, avalia toda a espessura da coroide, inclusive através de hemorragias e do EPR, com resolução um pouco menor.

  5. Leia a retina externa pelas quatro linhas

    De dentro para fora: membrana limitante externa, zona elipsoide, zona de interdigitação e EPR com membrana de Bruch, a linha mais externa e espessa. Entre a MLE e a elipsoide fica a zona mioide, hiporrefletiva. A zona elipsoide é um dos marcos anatômicos e de prognóstico mais importantes.

  6. Descarte artefato antes de interpretar

    Sombreamento por estrutura hiperrefletiva anterior, imagem em espelho quando o tecido fica muito próximo do aparelho, movimento ocular e falha do software que identifica a retina neurossensorial mudam o resultado do OCT sem alteração no tecido. Um operador experiente ajuda a minimizar esses artefatos.

  7. Considere os limites do OCT-A

    O OCT-A identifica vasos pelo fluxo das hemácias, segmenta os plexos e detecta membranas neovasculares subclínicas ou quiescentes. Não faz estudo dinâmico como a angiofluoresceinografia, não mostra extravasamento e costuma se limitar à mácula. Área escura pode ser ausência de fluxo ou fluxo lento, e movimento, projeção e segmentação também geram artefatos.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre autofluorescência, OCT e OCT-A na prova

A tomografia de coerência óptica usa contraste?

Não. A apostila descreve o OCT como exame não invasivo e de não contato, que gera imagens de alta resolução por interferometria de baixa coerência com luz infravermelha. O OCT-A também dispensa contraste e identifica os vasos pelo fluxo das hemácias, gabarito da questão CBO 2019. Entre os exames de retina da apostila, usam contraste a angiofluoresceinografia e a indocianina verde.

Quais as indicações da tomografia de coerência óptica?

A apostila lista quatro aplicações principais: detectar e quantificar fluido sub-retiniano na DMRI exsudativa; quantificar a espessura retiniana no edema macular diabético, nas oclusões venosas e no edema macular cistoide pós-operatório; diagnosticar e classificar doenças da interface vitreorretiniana, como membrana epirretiniana, buraco macular e tração vitreomacular; e quantificar a camada de fibras nervosas peripapilar e o complexo de células ganglionares da mácula no glaucoma e em doenças neuro-oftalmológicas.

Quais regiões são hipoautofluorescentes na autofluorescência normal?

Disco óptico, por não ter EPR; vasos, porque a hemoglobina bloqueia a passagem da luz para o EPR; fóvea, por menos lipofucsina e mais melanina no EPR; e fovéola, pelo bloqueio da luteína e da zeaxantina. Na questão CBO 2023 da apostila, nervo óptico hiperautofluorescente em pessoa normal é uma das alternativas incorretas.

Como diferenciar angiofluoresceinografia, indocianina verde, red-free e autofluorescência?

Olhe primeiro o vaso. Vaso claro indica exame contrastado: angiofluoresceinografia com disco claro e indocianina verde com disco escuro. Vaso escuro indica exame sem contraste: red-free com disco claro e autofluorescência com disco escuro. Na angiofluoresceinografia, o disco se impregna de fluoresceína nas fases tardias. A apostila aplica a regra nas questões CBO 2020 e CBO 2022, ambas com imagem.

O que é a zona elipsoide no OCT?

É a segunda das quatro linhas hiperrefletivas da retina externa, de dentro para fora, depois da membrana limitante externa; entre as duas fica a zona mioide, hiporrefletiva. Corresponde a uma área dos segmentos internos dos fotorreceptores com alta concentração de mitocôndrias, e a apostila a trata como um dos marcos anatômicos e de prognóstico mais importantes.

O OCT-A substitui a angiofluoresceinografia?

Não completamente. O OCT-A segmenta os plexos superficial e profundo, dispensa contraste e detecta membranas neovasculares subclínicas ou quiescentes, enquanto a angiofluoresceinografia identifica apenas alterações no plexo superficial, segundo a apostila. Em troca, o OCT-A faz um retrato estático, em geral restrito à mácula, e não avalia permeabilidade nem extravasamento, só fluxo intravascular.

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Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Oft-Review para a prova de título do CBO.

  • USPDr. Daniel Costa

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Daniel Costa

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma pela USP. Bateu recorde de nota na PNO. Co-Fundador do Grupo Med-Review.

  • USPDr. Bernardo Moraes

    Especialista pelo CBONota recorde na PNO

    Dr. Bernardo Moraes

    Oftalmologista pela USP. Preceptor da Clínica Oftalmológica do HC-USP. Bateu recorde de nota na PNO. 1º colocado na PNO 2019. Co-fundador do grupo OFT-Review.

  • USPUFSCarDra. Ana Letícia Darcie

    Especialista pelo CBO

    Dra. Ana Letícia Darcie

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Oftalmopediatria e Estrabismo pela USP. Médica no HU-UFSCar. Médica do setor de estrabismo no Hospital das Clínicas da USP.

  • USPDr. Flávio Moura

    Especialista pelo CBO

    Dr. Flávio Moura

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Catarata e Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • UNIFESPDr. Guilherme Macedo

    Especialista pelo CBO

    Dr. Guilherme Macedo

    Oftalmologista pela UNIFESP. Especialista em Uveítes, Retina Clínica, USG e UBM pela EPM/UNIFESP. Orientador do Ambulatório de Uveítes da UNIFESP.

  • USPDr. Iago Bastos

    Especialista pelo CBO

    Dr. Iago Bastos

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Retina pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP. Médico da FFM USP.

  • USPDr. Pedro Henrique Ribeiro

    Especialista pelo CBO

    Dr. Pedro Henrique Ribeiro

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma e Catarata pela USP. Doutorando do departamento de Oftalmologia da USP.

  • USPUNIFESPDr. Bruno Fortaleza

    Especialista pelo CBO

    Dr. Bruno Fortaleza

    Oftalmologista pela USP. Especialista em Glaucoma, Uveíte e Retina Clínica/Cirúrgica pela USP. Doutor em Oftalmologia pela USP. Médico dos Departamentos de Oftalmologia da USP e UNIFESP.

  • UNIFESPDr. Gustavo Samico

    Especialista pelo CBO

    Dr. Gustavo Samico

    Médico oftalmologista, especialista em Glaucoma e Neuro-Oftalmologia pela UNIFESP. Fellowship em Glaucoma pelo Bascom Palmer Eye Institute, o melhor hospital de oftalmologia do mundo.

  • UNIFESPDr. Lucas Pereira

    Especialista pelo CBO

    Dr. Lucas Pereira

    Oftalmologista pela UNIFESP. Quinto colocado na PNO de 2025. R4 em Retina Clínica, Úvea e Ultrassonografia Ocular na UNIFESP.

  • USPDra. Marianna Hollaender

    Especialista pelo CBO

    Dra. Marianna Hollaender

    Médica pela USP. Oftalmologista pela USP. Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela USP. 4ª colocada na PNO 2019.

  • USPDr. João Lucas Libório

    Especialista pelo CBO

    Dr. João Lucas Libório

    Médico Oftalmologista pela USP. Fellowship em Plástica Ocular pela USP. Coordenador do curso Pálpebras 360°.

  • USPDra. Renata Maia

    Especialista pelo CBO

    Dra. Renata Maia

    Médica pela UFBA. Oftalmologista pela USP. Especialista em Plástica Ocular pela USP. Estudos no setor de Oculoplástica na Universidade de Wisconsin. Doutorado pela USP.

  • UNIFESPDr. Ugor Fernandes

    Especialista pelo CBO

    Dr. Ugor Fernandes

    Oftalmologista pela UNIFESP. 1º colocado geral na PNO 2024. Fellowship em Glaucoma e Catarata pela UNIFESP/EPM.

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