Apostila gratuita · 30 páginas

Urolitíase: cólica nefrética, terapia expulsiva, desobstrução de urgência e cirurgia pelo tamanho do cálculo

Fatores de risco, os três pontos de impactação do ureter, tipos de cálculo por radiopacidade e pH, sinais de alarme, TC sem contraste e ultrassom, AINE na cólica nefrética, quando desobstruir com duplo J ou nefrostomia, terapia expulsiva com tansulosina, LECO, ureterolitotripsia flexível e semirrígida, nefrolitotripsia percutânea e ECIRS, investigação metabólica, gestante, rim único e indinavir. Três questões comentadas: HCPA 2024, ENARE 2023 e UEL 2026.

PDF de 1,1 MB. Gratuito.

Capa da apostila Urolitíase: da cólica nefrética à prevenção de recidiva em um tablet
Formato
Apostila · 30 páginas
Área da prova
Cirurgia Geral · Urologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de urolitíase cobre

Da cólica nefrética no pronto-socorro à prevenção de recidiva no ambulatório, com as condutas que a banca cobra.

  • Quando desobstruir de urgência

    Litíase obstrutiva com infecção ou sepse, rim único ou obstrução bilateral com anúria, injúria renal obstrutiva progressiva e dor intratável: duplo J ou nefrostomia, com antibiótico parenteral e sem litotripsia quando há infecção.

  • Cirurgia pelo tamanho e pelo local

    Cálculo renal abaixo de 2 cm: LECO ou ureterolitotripsia flexível. Acima de 2 cm ou coraliforme: nefrolitotripsia percutânea ou ECIRS. Ureter distal: ureterolitotripsia semirrígida.

  • Três questões comentadas

    HCPA 2024, sobre imagem na cólica renal, ENARE 2023, sobre pielonefrite obstrutiva com sepse, e UEL 2026, sobre a ação do citrato, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 30 páginas

Do pronto-socorro à prevenção secundária, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades e armadilhas
  2. 02Epidemiologia e fatores de risco
  3. 03Anatomia aplicada: os três pontos de impactação ureteral
  4. 04Composição química, radiopacidade e pH urinário
  5. 05Quadro clínico e sinais de alarme
  6. 06Avaliação laboratorial inicial
  7. 07Exames de imagem: TC sem contraste e ultrassom
  8. 08Questão estratégica: imagem na cólica renal
  9. 09Controle da dor: AINEs e o erro da hiper-hidratação
  10. 10Emergência urológica: duplo J ou nefrostomia
  11. 11Terapia expulsiva medicamentosa: indicações e limites
  12. 12Questão estratégica: manejo agudo
  13. 13Cálculos renais: LECO, ureterolitotripsia flexível e nefrolitotripsia percutânea
  14. 14Cálculos ureterais: semirrígida, flexível ou LECO
  15. 15Cálculo coraliforme e cirurgia combinada (ECIRS)
  16. 16Investigação metabólica e urina de 24 horas
  17. 17Prevenção por tipo: oxalato de cálcio, ácido úrico, estruvita e cistina
  18. 18Questão estratégica: ação do citrato
  19. 19Situações especiais: gestante, rim único e indinavir
  20. 20Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Urolitíase: da cólica nefrética à prevenção de recidiva
Página da apostila: as quatro indicações de descompressão renal imediata, com as ilustrações do cateter duplo J e da nefrostomia percutânea.

O que é urolitíase?

Urolitíase é a litíase urinária, a presença de cálculos nas vias urinárias, que acomete cerca de 10% a 15% da população ao longo da vida, com pico entre 20 e 50 anos. O principal fator de risco modificável é o baixo volume urinário: a urina concentrada atinge a supersaturação e facilita a nucleação e a agregação dos cristais.

O cálculo que desce pelo ureter impacta em três estreitamentos: a junção ureteropiélica, o cruzamento com os vasos ilíacos e a junção ureterovesical, o local mais comum nas questões. A obstrução distende a cápsula renal e produz a cólica nefrética, dor súbita no flanco irradiada para virilha e genitália, com o paciente inquieto e sem posição de alívio.

A composição muda a conduta. Oxalato de cálcio é o tipo mais comum; ácido úrico é radiotransparente ao raio X, forma-se em urina ácida e é o único que se dissolve com alcalinização; estruvita forma o cálculo coraliforme na infecção por bactérias produtoras de urease; cistina vem de doença genética, com cristais hexagonais.

TC de abdome e pelve sem contraste é o padrão-ouro no adulto. Na gestante e na criança, o primeiro exame é o ultrassom.

Página da apostila Urolitíase: da cólica nefrética à prevenção de recidiva

Comparativo

Tipos de cálculo urinário: pista, pH e conduta

Radiopacidade, pH e associação clínica apontam o tipo e o tratamento.

Tipos de cálculo urinário. Fonte: apostila Med-Review R1, “Urolitíase”.
TipoPista na provapH urinárioConduta
Oxalato de cálcioTipo mais comum; cristais em envelope ou em haltere; hipercalciúria idiopática e hipocitratúriaIndiferenteManter o cálcio da dieta, restringir sódio, tiazídico na hipercalciúria e citrato de potássio na hipocitratúria
Ácido úricoRadiotransparente ao raio X e visível na TC; gota e síndrome metabólicaÁcido, abaixo de 5,5Alcalinização com citrato de potássio, alvo de pH 6,5 a 7,0; alopurinol reservado à hiperuricosúria ou à gota ativa
EstruvitaCoraliforme; Proteus mirabilis e outras bactérias produtoras de urease; cristais em tampa de caixãoAlcalinoRemoção cirúrgica completa, em geral por NLP ou ECIRS, e antibiótico guiado por urocultura
CistinaDoença autossômica recessiva (COLA); cristais hexagonais; aspecto em vidro foscoÁcidoHidratação, alcalinização com citrato de potássio e quelante, como a tiopronina, se falharem

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como conduzir a cólica nefrética, passo a passo

O raciocínio da apostila, da chegada ao pronto-socorro à decisão entre terapia expulsiva e cirurgia.

  1. Reconheça a cólica

    Dor súbita em cólica no flanco, irradiada para virilha e genitália, com o paciente inquieto, náuseas e vômitos. Cálculo na junção ureterovesical causa polaciúria, disúria e urgência, que imitam cistite.

  2. Procure os sinais de alarme

    Febre acima de 37,8 °C ou calafrios, anúria ou oligúria importante, dor refratária e vômitos incoercíveis. Peça urina tipo 1, creatinina antes do AINE e urocultura se houver sinal de infecção, indicação cirúrgica ou gestação.

  3. Trate a dor com AINE

    AINE intravenoso é a primeira linha; opioide fica como resgate ou para quem não pode usar AINE. Hidratação venosa vigorosa distende a cápsula renal e piora a dor: mantenha só a hidratação basal.

  4. Confirme com TC sem contraste

    A TC de abdome e pelve sem contraste, em baixa dose, localiza o cálculo, mede o tamanho e a densidade em unidades Hounsfield. Na gestante e na criança, o primeiro exame é o ultrassom.

  5. Desobstrua se houver infecção ou rim único

    Obstrução com febre ou sepse pede duplo J ou nefrostomia de urgência e antibiótico parenteral; obstrução em rim único ou bilateral com anúria também pede desobstrução imediata. O cálculo é tratado de forma eletiva semanas após a cura da infecção.

  6. Escolha entre terapia expulsiva e cirurgia

    Cálculo de ureter distal de 5 a 10 mm, sem infecção, com dor controlada e função renal preservada: tansulosina 0,4 mg/dia por até 4 a 6 semanas. Cálculo maior que 10 mm ou que falhou na terapia expulsiva vai para cirurgia escolhida pela topografia: no ureter distal, ureterolitotripsia semirrígida.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre urolitíase na prova

O que é cólica nefrética?

É a dor do cálculo que obstrui o ureter. A pressão na pelve renal libera prostaglandinas, que dilatam a arteríola aferente e causam espasmo ureteral, e a cápsula renal se distende. A dor é súbita, em cólica, no flanco, com irradiação para virilha e genitália, e o paciente não acha posição, ao contrário do abdome agudo com peritonite.

O que é ureterolitotripsia?

É a fragmentação do cálculo por via endoscópica retrógrada, pela uretra, bexiga e ureter. A semirrígida é a escolha para o ureter distal; a ureterorrenolitotripsia flexível a laser, ou RIRS, alcança o rim e é opção para cálculos renais abaixo de 2 cm e para o polo inferior com anatomia desfavorável.

O que é a litotripsia extracorpórea (LECO)?

É a fragmentação do cálculo por ondas de choque externas, sem incisão, com eliminação dos fragmentos na urina. Perde eficácia com densidade acima de 1.000 UH e distância pele-cálculo acima de 10 cm, e é contraindicada na gestação, na coagulopatia, na infecção urinária ativa, no aneurisma de aorta ou artéria renal e na obstrução distal ao cálculo.

O que é cálculo coraliforme?

É o cálculo que molda a pelve renal e se ramifica por um ou todos os cálices, em geral de estruvita, por infecção por bactérias produtoras de urease. A meta é deixar o rim livre de cálculos, porque o resíduo guarda bactérias no biofilme: a primeira escolha é a nefrolitotripsia percutânea, com ECIRS nos casos complexos.

Qual o tratamento da urolitíase?

Na crise, AINE e, com infecção ou rim único obstruído, desobstrução de urgência. Cálculo de ureter distal de 5 a 10 mm sem complicação recebe terapia expulsiva com tansulosina; os demais são tratados pelo tamanho e pelo local. Depois vem a prevenção, guiada pela urina de 24 horas e pelo tipo de cálculo.

O material é gratuito mesmo?

Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.

Preciso ser aluno da Med-Review para baixar?

Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.

Onde aprofundar

Extensive R1: preparatório completo para a residência

Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.

Conhecer o Extensive

Quem ensina

Quem vai te guiar para a residência médica

Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Arraste para o lado para ver toda a equipe

Baixe a apostila de urolitíase em PDF

30 páginas com tipos de cálculo, cólica nefrética, imagem, desobstrução de urgência, terapia expulsiva, cirurgia pelo tamanho do cálculo, prevenção de recidiva e três questões comentadas, em PDF gratuito.

Rolar para cima