Fatores de risco, os três pontos de impactação do ureter, tipos de cálculo por radiopacidade e pH, sinais de alarme, TC sem contraste e ultrassom, AINE na cólica nefrética, quando desobstruir com duplo J ou nefrostomia, terapia expulsiva com tansulosina, LECO, ureterolitotripsia flexível e semirrígida, nefrolitotripsia percutânea e ECIRS, investigação metabólica, gestante, rim único e indinavir. Três questões comentadas: HCPA 2024, ENARE 2023 e UEL 2026.
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Para que serve
Da cólica nefrética no pronto-socorro à prevenção de recidiva no ambulatório, com as condutas que a banca cobra.
Litíase obstrutiva com infecção ou sepse, rim único ou obstrução bilateral com anúria, injúria renal obstrutiva progressiva e dor intratável: duplo J ou nefrostomia, com antibiótico parenteral e sem litotripsia quando há infecção.
Cálculo renal abaixo de 2 cm: LECO ou ureterolitotripsia flexível. Acima de 2 cm ou coraliforme: nefrolitotripsia percutânea ou ECIRS. Ureter distal: ureterolitotripsia semirrígida.
HCPA 2024, sobre imagem na cólica renal, ENARE 2023, sobre pielonefrite obstrutiva com sepse, e UEL 2026, sobre a ação do citrato, com gabarito e comentário.
Sumário
Do pronto-socorro à prevenção secundária, na ordem em que a apostila ensina.
Urolitíase é a litíase urinária, a presença de cálculos nas vias urinárias, que acomete cerca de 10% a 15% da população ao longo da vida, com pico entre 20 e 50 anos. O principal fator de risco modificável é o baixo volume urinário: a urina concentrada atinge a supersaturação e facilita a nucleação e a agregação dos cristais.
O cálculo que desce pelo ureter impacta em três estreitamentos: a junção ureteropiélica, o cruzamento com os vasos ilíacos e a junção ureterovesical, o local mais comum nas questões. A obstrução distende a cápsula renal e produz a cólica nefrética, dor súbita no flanco irradiada para virilha e genitália, com o paciente inquieto e sem posição de alívio.
A composição muda a conduta. Oxalato de cálcio é o tipo mais comum; ácido úrico é radiotransparente ao raio X, forma-se em urina ácida e é o único que se dissolve com alcalinização; estruvita forma o cálculo coraliforme na infecção por bactérias produtoras de urease; cistina vem de doença genética, com cristais hexagonais.
TC de abdome e pelve sem contraste é o padrão-ouro no adulto. Na gestante e na criança, o primeiro exame é o ultrassom.
Comparativo
Radiopacidade, pH e associação clínica apontam o tipo e o tratamento.
| Tipo | Pista na prova | pH urinário | Conduta |
|---|---|---|---|
| Oxalato de cálcio | Tipo mais comum; cristais em envelope ou em haltere; hipercalciúria idiopática e hipocitratúria | Indiferente | Manter o cálcio da dieta, restringir sódio, tiazídico na hipercalciúria e citrato de potássio na hipocitratúria |
| Ácido úrico | Radiotransparente ao raio X e visível na TC; gota e síndrome metabólica | Ácido, abaixo de 5,5 | Alcalinização com citrato de potássio, alvo de pH 6,5 a 7,0; alopurinol reservado à hiperuricosúria ou à gota ativa |
| Estruvita | Coraliforme; Proteus mirabilis e outras bactérias produtoras de urease; cristais em tampa de caixão | Alcalino | Remoção cirúrgica completa, em geral por NLP ou ECIRS, e antibiótico guiado por urocultura |
| Cistina | Doença autossômica recessiva (COLA); cristais hexagonais; aspecto em vidro fosco | Ácido | Hidratação, alcalinização com citrato de potássio e quelante, como a tiopronina, se falharem |
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Na prática
O raciocínio da apostila, da chegada ao pronto-socorro à decisão entre terapia expulsiva e cirurgia.
Dor súbita em cólica no flanco, irradiada para virilha e genitália, com o paciente inquieto, náuseas e vômitos. Cálculo na junção ureterovesical causa polaciúria, disúria e urgência, que imitam cistite.
Febre acima de 37,8 °C ou calafrios, anúria ou oligúria importante, dor refratária e vômitos incoercíveis. Peça urina tipo 1, creatinina antes do AINE e urocultura se houver sinal de infecção, indicação cirúrgica ou gestação.
AINE intravenoso é a primeira linha; opioide fica como resgate ou para quem não pode usar AINE. Hidratação venosa vigorosa distende a cápsula renal e piora a dor: mantenha só a hidratação basal.
A TC de abdome e pelve sem contraste, em baixa dose, localiza o cálculo, mede o tamanho e a densidade em unidades Hounsfield. Na gestante e na criança, o primeiro exame é o ultrassom.
Obstrução com febre ou sepse pede duplo J ou nefrostomia de urgência e antibiótico parenteral; obstrução em rim único ou bilateral com anúria também pede desobstrução imediata. O cálculo é tratado de forma eletiva semanas após a cura da infecção.
Cálculo de ureter distal de 5 a 10 mm, sem infecção, com dor controlada e função renal preservada: tansulosina 0,4 mg/dia por até 4 a 6 semanas. Cálculo maior que 10 mm ou que falhou na terapia expulsiva vai para cirurgia escolhida pela topografia: no ureter distal, ureterolitotripsia semirrígida.
Perguntas frequentes
É a dor do cálculo que obstrui o ureter. A pressão na pelve renal libera prostaglandinas, que dilatam a arteríola aferente e causam espasmo ureteral, e a cápsula renal se distende. A dor é súbita, em cólica, no flanco, com irradiação para virilha e genitália, e o paciente não acha posição, ao contrário do abdome agudo com peritonite.
É a fragmentação do cálculo por via endoscópica retrógrada, pela uretra, bexiga e ureter. A semirrígida é a escolha para o ureter distal; a ureterorrenolitotripsia flexível a laser, ou RIRS, alcança o rim e é opção para cálculos renais abaixo de 2 cm e para o polo inferior com anatomia desfavorável.
É a fragmentação do cálculo por ondas de choque externas, sem incisão, com eliminação dos fragmentos na urina. Perde eficácia com densidade acima de 1.000 UH e distância pele-cálculo acima de 10 cm, e é contraindicada na gestação, na coagulopatia, na infecção urinária ativa, no aneurisma de aorta ou artéria renal e na obstrução distal ao cálculo.
É o cálculo que molda a pelve renal e se ramifica por um ou todos os cálices, em geral de estruvita, por infecção por bactérias produtoras de urease. A meta é deixar o rim livre de cálculos, porque o resíduo guarda bactérias no biofilme: a primeira escolha é a nefrolitotripsia percutânea, com ECIRS nos casos complexos.
Na crise, AINE e, com infecção ou rim único obstruído, desobstrução de urgência. Cálculo de ureter distal de 5 a 10 mm sem complicação recebe terapia expulsiva com tansulosina; os demais são tratados pelo tamanho e pelo local. Depois vem a prevenção, guiada pela urina de 24 horas e pelo tipo de cálculo.
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Clínica Médica
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Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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