Apostila gratuita · 59 páginas

Polifarmácia no idoso: cascata de prescrição, Critérios de Beers e desprescrição com START e STOPPFrail

Farmacocinética e farmacodinâmica no idoso, cascata de prescrição, fragilidade pelo fenótipo de Fried, IVCF-20 e VES-13, síndrome e carga anticolinérgica, hipotensão ortostática, as cinco categorias dos Critérios de Beers, START, STOPPFrail e o desmame sem síndrome de descontinuação. Nove questões comentadas, entre elas UERJ 2026, UNIFESP 2022 e UEL 2025.

PDF de 4,9 MB. Gratuito.

Capa da apostila Polifarmácia na geriatria em um tablet
Formato
Apostila · 59 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Geriatria
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de polifarmácia cobre

Da receita do idoso polimedicado à retirada segura de cada droga, com as ferramentas que a banca cobra.

  • As cinco categorias de Beers

    Tabelas traduzidas dos medicamentos a evitar na maioria dos idosos, a evitar em doenças específicas, a usar com cautela, das interações perigosas e do ajuste pelo clearance de creatinina.

  • Da cascata ao desmame

    O anlodipino que causa edema tratado com furosemida, START no idoso robusto, STOPPFrail no fim de vida e o desmame: metade da dose a cada duas a quatro semanas, de 5% a 25% nos psicotrópicos.

  • Nove questões comentadas

    UERJ 2026, sobre uma cascata de prescrição fatal, UNIFESP 2022, sobre delirium e Critérios de Beers, UEL 2025, sobre desprescrição na demência avançada, e outras seis, com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 59 páginas

Das alterações do envelhecimento ao desmame seguro, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: o mapa de prioridades da banca
  2. 02Contexto clínico: polifarmácia e polifarmácia problemática
  3. 03Farmacocinética no idoso: absorção, distribuição, metabolismo e excreção
  4. 04Farmacodinâmica: sistemas colinérgico, dopaminérgico e barorreceptores
  5. 05Questão estratégica: alterações fisiológicas e iatrogenia
  6. 06Cascata de prescrição: conceito e efeito clínico
  7. 07Questão estratégica: cascata de prescrição e iatrogenia
  8. 08Índice de vulnerabilidade: fenótipo de Fried, IVCF-20 e VES-13
  9. 09Questão estratégica: avaliação da fragilidade
  10. 10Risco anticolinérgico: síndrome e carga anticolinérgica
  11. 11Hipotensão ortostática: subtipos, diagnóstico e drogas associadas
  12. 12Questão estratégica: polifarmácia e prevenção quaternária
  13. 13Critérios de Beers: medicamentos a evitar na maioria dos idosos
  14. 14Questão estratégica: delirium e Critérios de Beers
  15. 15Medicamentos a evitar em síndromes e doenças específicas
  16. 16Medicamentos a usar com cautela
  17. 17Questão estratégica: depressão no idoso e psicofármacos
  18. 18Interações medicamentosas perigosas
  19. 19Medicamentos com ajuste pela função renal
  20. 20Questão estratégica: desprescrição no idoso frágil
  21. 21Critérios START e STOPPFrail
  22. 22Questão estratégica: a arte da desprescrição
  23. 23Síndrome de descontinuação e desmame
  24. 24Questão estratégica: prevenção de agravos no idoso
  25. 25Revisão final e resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Polifarmácia na geriatria
Página da apostila: a tabela dos Critérios de Beers com os anticolinérgicos a evitar na maioria dos idosos, de anti-histamínicos de primeira geração e tricíclicos a antiespasmódicos e relaxantes musculares.

O que são os critérios de Beers?

Os Critérios de Beers são uma lista explícita de medicamentos potencialmente inapropriados para pessoas com 65 anos ou mais, atualizada periodicamente pela American Geriatrics Society. Eles apontam as drogas cuja relação entre risco e benefício é desfavorável no envelhecimento e servem de ponto de partida para a desprescrição. A apostila os apresenta como a ferramenta de adequação da receita mais cobrada nas provas de residência.

A lista se divide em cinco categorias: medicamentos a evitar na maioria dos idosos, medicamentos a evitar em síndromes ou doenças específicas, medicamentos a usar com cautela, interações droga-droga que devem ser evitadas e medicamentos que exigem ajuste de dose pela função renal. A apostila traz a tabela traduzida de cada uma, com a justificativa clínica e a recomendação.

Estar na lista não significa proibição nem contraindicação absoluta. A droga é potencialmente inapropriada: funciona como sinal de alerta para pesar risco e benefício e buscar alternativas mais seguras, farmacológicas ou não. Quando a decisão é suspender, o desmame deve ser gradual, para evitar abstinência, rebote ou recrudescência da doença de base.

Os campeões de prova do grupo a evitar na maioria dos idosos são os tricíclicos, como amitriptilina, e a paroxetina, pela carga anticolinérgica; benzodiazepínicos e hipnóticos Z, como diazepam e zolpidem; sulfonilureias de longa ação, como glibenclamida; AINEs de uso contínuo; e anti-histamínicos de primeira geração, como prometazina. Trocar diazepam por zolpidem não resolve: o zolpidem também causa delirium, sedação e quedas.

Página da apostila Polifarmácia na geriatria

Comparativo

As cinco categorias dos Critérios de Beers

Cada categoria pede um raciocínio diferente diante da receita. A tabela resume os exemplos que a apostila destaca para a prova.

Categorias dos Critérios de Beers, com exemplos de medicamentos e o risco a observar no idoso. Fonte: apostila Med-Review R1, “Polifarmácia na geriatria”.
CategoriaExemplos da apostilaO que observar
Evitar na maioria dos idososAmitriptilina, diazepam, zolpidem, glibenclamida, AINE contínuo e prometazinaCarga anticolinérgica, sedação, quedas, hipoglicemia prolongada e sangramento gastrointestinal
Evitar em doenças específicasAINE, pioglitazona ou cilostazol na insuficiência cardíaca; metoclopramida ou prometazina no Parkinson; ISRS em quem tem quedasO fármaco piora a doença de base: retenção hídrica, parkinsonismo, novas quedas e fraturas
Usar com cautelaISRS e mirtazapina; dabigatrana e prasugrel a partir de 75 anos; inibidores de SGLT2Hiponatremia por SIADH, sangramento grave, cetoacidose euglicêmica e infecções urinária e genital
Interações droga-drogaTrês ou mais drogas ativas no SNC; opioide com benzodiazepínico; IECA com espironolactona; varfarina com amiodaronaQuedas e fraturas, overdose, hipercalemia e sangramento
Ajuste pela função renalEspironolactona e tramadol abaixo de 30 mL/min; gabapentina, pregabalina e baclofeno abaixo de 60 mL/minCreatinina normal no idoso sarcopênico pode esconder clearance baixo: calcule antes de prescrever

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como revisar a receita do idoso polimedicado, passo a passo

O raciocínio da apostila, da queixa nova ao desmame seguro.

  1. Trate a queixa nova como efeito adverso

    Toda nova queixa, sintoma ou alteração de exame no idoso é evento adverso a medicamento até prova em contrário. Tratar o sintoma com outra droga abre a cascata de prescrição, como o edema do anlodipino tratado com furosemida.

  2. Meça a fragilidade

    No fenótipo de Fried, três ou mais critérios entre perda de peso, exaustão, fraqueza, lentidão e baixa atividade física definem o idoso frágil. Na triagem, IVCF-20 a partir de 15 pontos indica fragilidade e VES-13 a partir de 3, vulnerabilidade. Marcha lenta e panturrilha abaixo de 31 cm levantam a suspeita no consultório.

  3. Calcule a função renal

    Com a sarcopenia, o idoso produz menos creatinina, e uma creatinina normal pode esconder clearance abaixo de 30 mL/min. Estime a filtração por CKD-EPI ou Cockcroft-Gault antes de prescrever e ajuste as drogas de excreção renal.

  4. Passe a receita pelos Critérios de Beers

    Procure os medicamentos potencialmente inapropriados, as interações droga-doença e droga-droga e some a carga anticolinérgica: cada droga pontua de 0 a 3, e total a partir de 3 é clinicamente relevante, com mais risco de declínio cognitivo, queda e morte.

  5. Ajuste ao perfil do paciente

    No idoso robusto, o START procura o tratamento omitido, como anticoagulante na fibrilação atrial. No idoso com doença irreversível, sobrevida menor que um ano e incapacidade grave, o STOPPFrail retira estatinas, sulfonilureias, drogas para demência terminal e suplementos usados como profilaxia.

  6. Desmame devagar

    A regra geral é reduzir a dose pela metade a cada duas a quatro semanas; nos psicotrópicos, de 5% a 25% a cada duas a quatro semanas. Se surgir reação de retirada, reinicie a dose anterior e, depois de estabilizar, tente de novo com reduções mais lentas.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre polifarmácia e Critérios de Beers na prova

O que é polifarmácia?

É o uso de cinco ou mais medicamentos de uso contínuo. O número de remédios, sozinho, não define erro de prescrição. As provas cobram a polifarmácia problemática, quando o uso se torna inapropriado, com risco maior que o benefício, ou fútil, sem eficácia comprovada. Ela aumenta o risco de eventos adversos a medicamentos e de hospitalizações.

Quais os riscos da polifarmácia em idosos?

Eventos adversos, internação, quedas e declínio cognitivo, que aumentam a cada novo comprimido. O idoso tem menos água corporal e mais gordura, acumula drogas lipossolúveis como o diazepam, filtra menos pelo rim e tem um sistema nervoso central mais sensível. A cascata de prescrição soma toxicidade sem ganho terapêutico.

O que é síndrome anticolinérgica?

É o quadro agudo causado por drogas que bloqueiam a acetilcolina num idoso que já tem menos receptores colinérgicos. Os efeitos centrais são delirium, desatenção, agitação, alucinações, tontura, sedação e quedas; os periféricos, boca seca, visão turva, taquicardia, constipação, retenção urinária e intolerância ao calor. Tricíclico com tramadol pode esconder fecaloma ou bexigoma.

Quais medicamentos são inapropriados para idosos?

Os Critérios de Beers listam os medicamentos potencialmente inapropriados. Os que mais caem em prova são tricíclicos e paroxetina, benzodiazepínicos e hipnóticos Z, sulfonilureias de longa ação como glibenclamida, AINEs de uso contínuo e anti-histamínicos de primeira geração. Na UNIFESP 2022 da apostila, tricíclicos e relaxantes musculares são as classes a evitar pelo risco de confusão mental.

Como fazer a desprescrição no idoso?

Revise a receita em toda consulta, identifique o que perdeu indicação ou ficou perigoso e retire de forma gradual: metade da dose a cada duas a quatro semanas e, nos psicotrópicos, de 5% a 25%. IBP, betabloqueador e clonidina causam rebote se suspensos de uma vez. Na UEL 2025 da apostila, a idosa com Alzheimer avançado em uso de amitriptilina e oxibutinina tem sonolência como efeito da carga anticolinérgica.

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    Clínica Médica

    Raquel Khoury

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    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

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    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

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    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

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    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

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    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

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    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

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    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

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    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

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    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

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