Farmacocinética e farmacodinâmica no idoso, cascata de prescrição, fragilidade pelo fenótipo de Fried, IVCF-20 e VES-13, síndrome e carga anticolinérgica, hipotensão ortostática, as cinco categorias dos Critérios de Beers, START, STOPPFrail e o desmame sem síndrome de descontinuação. Nove questões comentadas, entre elas UERJ 2026, UNIFESP 2022 e UEL 2025.
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Para que serve
Da receita do idoso polimedicado à retirada segura de cada droga, com as ferramentas que a banca cobra.
Tabelas traduzidas dos medicamentos a evitar na maioria dos idosos, a evitar em doenças específicas, a usar com cautela, das interações perigosas e do ajuste pelo clearance de creatinina.
O anlodipino que causa edema tratado com furosemida, START no idoso robusto, STOPPFrail no fim de vida e o desmame: metade da dose a cada duas a quatro semanas, de 5% a 25% nos psicotrópicos.
UERJ 2026, sobre uma cascata de prescrição fatal, UNIFESP 2022, sobre delirium e Critérios de Beers, UEL 2025, sobre desprescrição na demência avançada, e outras seis, com gabarito e comentário.
Sumário
Das alterações do envelhecimento ao desmame seguro, na ordem em que a apostila ensina.
Os Critérios de Beers são uma lista explícita de medicamentos potencialmente inapropriados para pessoas com 65 anos ou mais, atualizada periodicamente pela American Geriatrics Society. Eles apontam as drogas cuja relação entre risco e benefício é desfavorável no envelhecimento e servem de ponto de partida para a desprescrição. A apostila os apresenta como a ferramenta de adequação da receita mais cobrada nas provas de residência.
A lista se divide em cinco categorias: medicamentos a evitar na maioria dos idosos, medicamentos a evitar em síndromes ou doenças específicas, medicamentos a usar com cautela, interações droga-droga que devem ser evitadas e medicamentos que exigem ajuste de dose pela função renal. A apostila traz a tabela traduzida de cada uma, com a justificativa clínica e a recomendação.
Estar na lista não significa proibição nem contraindicação absoluta. A droga é potencialmente inapropriada: funciona como sinal de alerta para pesar risco e benefício e buscar alternativas mais seguras, farmacológicas ou não. Quando a decisão é suspender, o desmame deve ser gradual, para evitar abstinência, rebote ou recrudescência da doença de base.
Os campeões de prova do grupo a evitar na maioria dos idosos são os tricíclicos, como amitriptilina, e a paroxetina, pela carga anticolinérgica; benzodiazepínicos e hipnóticos Z, como diazepam e zolpidem; sulfonilureias de longa ação, como glibenclamida; AINEs de uso contínuo; e anti-histamínicos de primeira geração, como prometazina. Trocar diazepam por zolpidem não resolve: o zolpidem também causa delirium, sedação e quedas.
Comparativo
Cada categoria pede um raciocínio diferente diante da receita. A tabela resume os exemplos que a apostila destaca para a prova.
| Categoria | Exemplos da apostila | O que observar |
|---|---|---|
| Evitar na maioria dos idosos | Amitriptilina, diazepam, zolpidem, glibenclamida, AINE contínuo e prometazina | Carga anticolinérgica, sedação, quedas, hipoglicemia prolongada e sangramento gastrointestinal |
| Evitar em doenças específicas | AINE, pioglitazona ou cilostazol na insuficiência cardíaca; metoclopramida ou prometazina no Parkinson; ISRS em quem tem quedas | O fármaco piora a doença de base: retenção hídrica, parkinsonismo, novas quedas e fraturas |
| Usar com cautela | ISRS e mirtazapina; dabigatrana e prasugrel a partir de 75 anos; inibidores de SGLT2 | Hiponatremia por SIADH, sangramento grave, cetoacidose euglicêmica e infecções urinária e genital |
| Interações droga-droga | Três ou mais drogas ativas no SNC; opioide com benzodiazepínico; IECA com espironolactona; varfarina com amiodarona | Quedas e fraturas, overdose, hipercalemia e sangramento |
| Ajuste pela função renal | Espironolactona e tramadol abaixo de 30 mL/min; gabapentina, pregabalina e baclofeno abaixo de 60 mL/min | Creatinina normal no idoso sarcopênico pode esconder clearance baixo: calcule antes de prescrever |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, da queixa nova ao desmame seguro.
Toda nova queixa, sintoma ou alteração de exame no idoso é evento adverso a medicamento até prova em contrário. Tratar o sintoma com outra droga abre a cascata de prescrição, como o edema do anlodipino tratado com furosemida.
No fenótipo de Fried, três ou mais critérios entre perda de peso, exaustão, fraqueza, lentidão e baixa atividade física definem o idoso frágil. Na triagem, IVCF-20 a partir de 15 pontos indica fragilidade e VES-13 a partir de 3, vulnerabilidade. Marcha lenta e panturrilha abaixo de 31 cm levantam a suspeita no consultório.
Com a sarcopenia, o idoso produz menos creatinina, e uma creatinina normal pode esconder clearance abaixo de 30 mL/min. Estime a filtração por CKD-EPI ou Cockcroft-Gault antes de prescrever e ajuste as drogas de excreção renal.
Procure os medicamentos potencialmente inapropriados, as interações droga-doença e droga-droga e some a carga anticolinérgica: cada droga pontua de 0 a 3, e total a partir de 3 é clinicamente relevante, com mais risco de declínio cognitivo, queda e morte.
No idoso robusto, o START procura o tratamento omitido, como anticoagulante na fibrilação atrial. No idoso com doença irreversível, sobrevida menor que um ano e incapacidade grave, o STOPPFrail retira estatinas, sulfonilureias, drogas para demência terminal e suplementos usados como profilaxia.
A regra geral é reduzir a dose pela metade a cada duas a quatro semanas; nos psicotrópicos, de 5% a 25% a cada duas a quatro semanas. Se surgir reação de retirada, reinicie a dose anterior e, depois de estabilizar, tente de novo com reduções mais lentas.
Perguntas frequentes
É o uso de cinco ou mais medicamentos de uso contínuo. O número de remédios, sozinho, não define erro de prescrição. As provas cobram a polifarmácia problemática, quando o uso se torna inapropriado, com risco maior que o benefício, ou fútil, sem eficácia comprovada. Ela aumenta o risco de eventos adversos a medicamentos e de hospitalizações.
Eventos adversos, internação, quedas e declínio cognitivo, que aumentam a cada novo comprimido. O idoso tem menos água corporal e mais gordura, acumula drogas lipossolúveis como o diazepam, filtra menos pelo rim e tem um sistema nervoso central mais sensível. A cascata de prescrição soma toxicidade sem ganho terapêutico.
É o quadro agudo causado por drogas que bloqueiam a acetilcolina num idoso que já tem menos receptores colinérgicos. Os efeitos centrais são delirium, desatenção, agitação, alucinações, tontura, sedação e quedas; os periféricos, boca seca, visão turva, taquicardia, constipação, retenção urinária e intolerância ao calor. Tricíclico com tramadol pode esconder fecaloma ou bexigoma.
Os Critérios de Beers listam os medicamentos potencialmente inapropriados. Os que mais caem em prova são tricíclicos e paroxetina, benzodiazepínicos e hipnóticos Z, sulfonilureias de longa ação como glibenclamida, AINEs de uso contínuo e anti-histamínicos de primeira geração. Na UNIFESP 2022 da apostila, tricíclicos e relaxantes musculares são as classes a evitar pelo risco de confusão mental.
Revise a receita em toda consulta, identifique o que perdeu indicação ou ficou perigoso e retire de forma gradual: metade da dose a cada duas a quatro semanas e, nos psicotrópicos, de 5% a 25%. IBP, betabloqueador e clonidina causam rebote se suspensos de uma vez. Na UEL 2025 da apostila, a idosa com Alzheimer avançado em uso de amitriptilina e oxibutinina tem sonolência como efeito da carga anticolinérgica.
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Quem ensina
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Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
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