Apostila gratuita · 28 páginas

Antidiabéticos orais no DM2: classes, ajuste pela TFG e o algoritmo de escolha por risco cardiovascular

Metformina, inibidores de SGLT2, agonistas de GLP-1 e tirzepatida, inibidores da DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e acarbose, com mecanismo, efeito colateral e contraindicação de cada classe. Depois, AD1, AD e terapia baseada em insulina, os cinco cenários do algoritmo e o ajuste de dose na doença renal. Três questões comentadas, entre elas UNIFESP 2024 e SES-PE 2025.

PDF de 4,2 MB. Gratuito.

Capa da apostila Antidiabéticos orais: tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em um tablet
Formato
Apostila · 28 páginas
Área da prova
Clínica Médica · Endocrinologia
Produzido por
Equipe Med-Review R1
Atualizado em
Outubro de 2026
Preço
Gratuito

Para que serve

O que a apostila de antidiabéticos orais cobre

Do mecanismo de cada classe à escolha do esquema pelo risco cardiovascular, pelo peso e pela HbA1c.

  • Cada classe em uma linha

    A tabela de abertura junta exemplos, o que a banca cobra e os efeitos colaterais: acidose lática e B12 na metformina, cetoacidose euglicêmica no iSGLT2, carcinoma medular de tireoide no GLP-1, retenção hídrica na pioglitazona.

  • O algoritmo em cinco cenários

    Risco cardiovascular, IMC e HbA1c de corte 7,5% definem monoterapia ou terapia dupla, quando o AD1 entra mesmo com a glicemia boa e quando começar insulina de imediato.

  • Três questões comentadas

    UNIFESP 2024 sobre efeitos colaterais, SES-PE 2025 sobre DM2 com insuficiência cardíaca e uma questão sobre análogos de GLP-1, todas com gabarito e comentário.

Sumário

O que tem dentro das 28 páginas

Das metas de HbA1c ao ajuste de dose na doença renal, na ordem em que a apostila ensina.

  1. 01O que mais cai em prova: classes, exemplos, efeitos colaterais e contraindicações
  2. 02Fisiopatologia do DM2 e metas individualizadas de HbA1c
  3. 03Mudança de estilo de vida: peso, dieta, atividade física, sono e tabagismo
  4. 04O mapa dos antidiabéticos e a metformina
  5. 05Inibidores de SGLT2, sick day rules e cetoacidose euglicêmica
  6. 06Agonistas de GLP-1 e tirzepatida: perda de peso, MASLD e tireoide
  7. 07Questão estratégica: análogos de GLP-1
  8. 08Inibidores da DPP-4, sulfonilureias e glinidas
  9. 09Pioglitazona: MASLD, insuficiência cardíaca e fraturas
  10. 10Questão estratégica: efeitos colaterais
  11. 11Acarbose
  12. 12A mudança de paradigma: AD1, AD e terapia baseada em insulina
  13. 13O algoritmo de decisão: cenários 1 a 5
  14. 14Doença renal crônica: proteção renal e ajuste de dose pela TFG
  15. 15Questão estratégica: conduta na insuficiência cardíaca
  16. 16Resumo em 1 minuto
Página interna da apostila sobre Antidiabéticos orais: tratamento do diabetes mellitus tipo 2
Página da apostila: os cenários de risco cardiovascular baixo ou intermediário, com monoterapia abaixo de 7,5% de HbA1c e terapia dupla a partir dela, separados por IMC.

Quais são as classes de antidiabéticos e como escolher no DM2?

As classes de antidiabéticos cobradas na prova são metformina, inibidores de SGLT2, agonistas de GLP-1 e a tirzepatida, inibidores da DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e acarbose. A escolha no DM2 se apoia em três perguntas feitas antes da prescrição: o paciente tem doença cardiovascular estabelecida ou alto risco, tem sobrepeso ou obesidade, e quão alta está a HbA1c.

Para organizar a resposta, a apostila divide os fármacos pela capacidade de proteger órgãos. Os AD1, com benefício cardiorrenal comprovado, são os agonistas de GLP-1, a tirzepatida e os iSGLT2. Os AD baixam a glicose com segurança cardiovascular, sem mudar desfechos da mesma forma: inibidores da DPP-4, pioglitazona e as sulfonilureias seguras, gliclazida e glimepirida. A terceira via é a terapia baseada em insulina.

O número de remédios sai da HbA1c: abaixo de 7,5%, monoterapia; a partir de 7,5%, terapia dupla desde o início. No risco cardiovascular baixo ou intermediário sem obesidade, a primeira escolha é a metformina; com obesidade, agonista de GLP-1 ou tirzepatida. No risco alto, o AD1 entra mesmo com a glicemia controlada, com preferência pelo iSGLT2 no paciente sem obesidade e pelo GLP-1 no obeso.

Insuficiência cardíaca e doença renal do diabetes pedem iSGLT2 independentemente da HbA1c. O paciente sintomático, com poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, HbA1c acima de 10% ou glicemia acima de 300 mg/dL, começa terapia baseada em insulina de imediato. Se a HbA1c segue acima da meta, a reavaliação é a cada 3 meses: verificar adesão e intensificar.

Página da apostila Antidiabéticos orais: tratamento do diabetes mellitus tipo 2

Comparativo

Antidiabéticos por classe: mecanismo, efeito no peso e risco principal

O que diferencia cada classe na hora de escolher e o efeito colateral que a banca mais pergunta.

Classes de antidiabéticos com mecanismo, efeito no peso e o efeito colateral ou contraindicação mais cobrado. Fonte: apostila Med-Review R1, “Antidiabéticos orais: tratamento do diabetes mellitus tipo 2”.
ClasseMecanismoPesoRisco que a banca cobra
MetforminaReduz a produção hepática de glicose e melhora a sensibilidade muscularNeutraAcidose lática e deficiência de B12; suspender com TFG < 30
Inibidores de SGLT2Bloqueiam o SGLT2 no túbulo proximal: glicosúria e natriuresePerda leve, 2 a 3 kgCandidíase genital e cetoacidose euglicêmica
Agonistas de GLP-1Insulina dependente de glicose, menos glucagon, esvaziamento gástrico lento e saciedadePerda potenteNáuseas e eventos biliares; contraindicados com história de CMT ou NEM-2
Inibidores da DPP-4Prolongam a ação do GLP-1 e do GIP endógenosNeutrosRaros: dor articular e angioedema; saxagliptina e internação por IC
SulfonilureiasFecham canais de K+ ATP-dependentes e liberam insulina independentemente da glicoseAumentamHipoglicemia, maior com glibenclamida; gliclazida MR é a mais segura
PioglitazonaAgonista PPAR-gama: aumenta a sensibilidade à insulinaAumentaRetenção hídrica com descompensação de IC e fraturas

Arraste a tabela para o lado.

Na prática

Como escolher o antidiabético no DM2, passo a passo

A sequência do algoritmo da apostila, do primeiro dado clínico ao ajuste pela função renal.

  1. Procure IC e doença renal

    Insuficiência cardíaca ou doença renal do diabetes, definida por albuminúria acima de 30 mg/g ou TFGe abaixo de 60 mL/min, tornam o iSGLT2 obrigatório, seja qual for a HbA1c. Se o iSGLT2 for contraindicado ou não tolerado, o agonista de GLP-1 é a alternativa com benefício renal.

  2. Classifique o risco cardiovascular

    Infarto ou AVC prévio e alto risco cardiovascular pedem AD1, mesmo com a glicemia boa. Sem obesidade, prefira iSGLT2; com obesidade, agonista de GLP-1 ou tirzepatida. Se os AD1 forem inviáveis, use metformina.

  3. Olhe o peso no risco baixo

    No risco baixo ou intermediário sem sobrepeso, a primeira escolha é a metformina, eficaz, segura e barata. Com sobrepeso ou obesidade, agonista de GLP-1 ou tirzepatida; se o custo for proibitivo, iSGLT2 ou metformina.

  4. Defina quantos remédios

    HbA1c abaixo de 7,5% pede monoterapia; a partir de 7,5%, terapia dupla desde o início. No alto risco com obesidade e HbA1c alta, considere associar iSGLT2 e agonista de GLP-1. Nunca associe agonista de GLP-1 com inibidor da DPP-4.

  5. Inicie insulina no paciente catabólico

    Com os 4 Ps, HbA1c acima de 10% ou glicemia acima de 300 mg/dL, comece a terapia baseada em insulina de imediato. Depois de estabilizar, dá para tentar retirar a insulina e voltar aos AD1 e AD.

  6. Ajuste tudo pela TFG

    Metformina em dose plena acima de 45, até 1 g/dia entre 30 e 45 e suspensa abaixo de 30. iSGLT2 pode ser iniciado com TFGe a partir de 20; glibenclamida é contraindicada abaixo de 60. Linagliptina é a única gliptina sem ajuste, mesmo em diálise.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre antidiabéticos orais na prova

Quais são os exemplos de sulfonilureias e como elas agem?

Glibenclamida, glimepirida e gliclazida. Elas se ligam ao receptor SUR-1 da célula beta, fecham os canais de potássio dependentes de ATP e liberam insulina independentemente da glicose, por isso causam hipoglicemia, inclusive em jejum, e ganho de peso. A gliclazida MR é a preferida: menor risco de hipoglicemia grave e não gera metabólitos ativos que se acumulam na disfunção renal.

Quais são os exemplos de inibidores de SGLT2?

Dapagliflozina, empagliflozina e canagliflozina, as gliflozinas. Elas bloqueiam o cotransportador SGLT2 no túbulo contorcido proximal e causam glicosúria e natriurese. Reduzem mortalidade e internação por insuficiência cardíaca e a progressão da doença renal; os efeitos colaterais mais cobrados são candidíase genital e cetoacidose euglicêmica.

Quais são os agonistas de GLP-1?

Liraglutida, semaglutida e dulaglutida, análogos do GLP-1 resistentes à DPP-4. A tirzepatida é um co-agonista de GLP-1 e GIP, com a maior perda de peso da classe, de 13% a 15% em média nos estudos. São contraindicados com história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou NEM-2 e não devem ser associados a inibidores da DPP-4.

Por que o iSGLT2 causa cetoacidose euglicêmica?

Com a glicose saindo na urina, a glicemia cai, a insulina endógena diminui e o glucagon sobe. Esse desbalanço estimula a lipólise e a produção de corpos cetônicos, e a cetoacidose aparece com glicemia normal ou pouco elevada, abaixo de 200 mg/dL. Paciente em uso de gliflozina com náuseas, vômitos e dor abdominal pede gasometria e cetonemia, mesmo com HGT normal.

Como ajustar a metformina pela função renal?

Com TFG acima de 45 mL/min, dose plena; entre 30 e 45, reduzir a dose pela metade, com máximo de 1 g/dia; abaixo de 30, suspender pelo risco de acidose lática. A apostila lembra ainda a dosagem anual de vitamina B12 depois de 4 anos de uso contínuo, recomendada pela SBD.

Qual inibidor da DPP-4 não precisa de ajuste renal?

A linagliptina, porque a excreção é biliar e fecal. É a gliptina de escolha nas provas para pacientes dialíticos ou com doença renal grave. As demais gliptinas podem ser usadas até a diálise, desde que a dose seja ajustada pela TFG.

O material é gratuito mesmo?

Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.

Preciso ser aluno da Med-Review para baixar?

Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.

Onde aprofundar

Extensive R1: preparatório completo para a residência

Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.

Conhecer o Extensive

Quem ensina

Quem vai te guiar para a residência médica

Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

  • Raquel Khoury

    Clínica Médica

    Raquel Khoury

    Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

  • Juliana Lacerda

    Clínica Médica

    Juliana Lacerda

    Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

  • Diego Luz

    Clínica Médica

    Diego Luz

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

  • Tiarlles Miller

    Clínica Médica

    Tiarlles Miller

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

  • Davi Khoury

    Clínica Médica

    Davi Khoury

    Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

  • Vitor Arienzo

    Cirurgia Geral

    Vitor Arienzo

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Phellipe Fabrini

    Cirurgia Geral

    Phellipe Fabrini

    Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Luiz Sposito

    Cirurgia Geral

    Luiz Sposito

    Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

  • Paulo Tonaco

    Pediatria

    Paulo Tonaco

    Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

  • Stephanie Lahat

    Pediatria

    Stephanie Lahat

    Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

  • Roberto Guimarães

    Pediatria

    Roberto Guimarães

    Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

  • Juliana Araújo

    Ginecologia e Obstetrícia

    Juliana Araújo

    Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

  • Natalia Cardin

    Medicina Preventiva

    Natalia Cardin

    Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Isabella Zanfra

    Medicina Preventiva

    Isabella Zanfra

    Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

  • Daniel Costa

    Oftalmologia

    Daniel Costa

    Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

  • Flávio Moura

    Oftalmologia

    Flávio Moura

    Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

  • Giovani Pacífico

    Ortopedia

    Giovani Pacífico

    Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

  • Victor Sechin

    Ortopedia

    Victor Sechin

    Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Arraste para o lado para ver toda a equipe

Baixe a apostila de antidiabéticos orais em PDF

28 páginas com as classes de antidiabéticos, o algoritmo de escolha por risco cardiovascular, o ajuste pela TFG e três questões comentadas, em PDF gratuito.

Rolar para cima