Lipoproteínas, ApoB e Lp(a), LDL calculado e colesterol não-HDL, rastreamento, escore de cálcio, estratificação do risco baixo ao extremo, EAR e EMAR no diabetes, metas de LDL, não-HDL e ApoB, estatinas, ezetimiba, ácido bempedoico, anti-PCSK9, efeitos adversos e dislipidemia mista. Cinco questões comentadas, entre elas HCPA 2026, SES/PE 2026 e AMP 2026.
PDF de 8,5 MB. Gratuito.

Para que serve
A diretriz brasileira de dislipidemias resumida para a prova: estratificar o risco, fixar a meta e escolher a terapia inicial.
LDL abaixo de 40 no risco extremo, 50 no muito alto, 70 no alto, 100 no intermediário e 115 no baixo, com o percentual mínimo de redução e o não-HDL somando 30 a cada alvo.
No diabetes não existe risco baixo. Idade, um a dois EAR, três ou mais EAR ou um EMAR levam o paciente do intermediário ao muito alto, com os cortes de CAC, albuminúria e retinopatia.
HCPA 2026, SES/PE 2026 e AMP 2026, um caso de estratificação no diabético e uma questão autoral sobre fatores agravantes, todas com gabarito e comentário.
Sumário
Da partícula de LDL à dislipidemia mista, na ordem em que a apostila ensina.
A diretriz brasileira de dislipidemias usa o contínuo de risco, com cinco categorias: baixo, intermediário, alto, muito alto e extremo. Cada uma tem uma meta de LDL: abaixo de 115, 100, 70, 50 e 40 mg/dL, respectivamente, com redução mínima de 30% no baixo e no intermediário e de 50% do alto para cima. O colesterol não-HDL é meta coprimária, com o alvo do LDL mais 30, e a ApoB é meta secundária.
O risco extremo é a categoria criada para a vulnerabilidade vascular máxima: múltiplos eventos ateroscleróticos maiores ou um evento maior com pelo menos duas condições de alto risco. Um evento isolado, CAC acima de 300 ou obstrução arterial igual ou acima de 50% colocam o paciente no muito alto. LDL igual ou acima de 190, Lp(a) acima de 180 mg/dL, CAC entre 100 e 300, placa com obstrução abaixo de 50% e aneurisma de aorta abdominal são atalhos diretos para o risco alto.
Quem não tem atalho é estratificado pelo escore PREVENT, de 30 a 79 anos: abaixo de 5% é baixo, de 5% a 19,9% é intermediário e a partir de 20% é alto. Um fator agravante, como MASLD, doença inflamatória, Lp(a) igual ou acima de 50 mg/dL ou pré-eclâmpsia, sobe o paciente uma categoria, e LDL entre 160 e 189 garante no mínimo o intermediário.
No diabético, o ponto de partida já é o risco intermediário. Idade a partir de 50 anos no homem e 56 na mulher, ou um a dois EAR, levam ao alto; três ou mais EAR ou um EMAR, ao muito alto. Do risco alto em diante, a conduta é terapia combinada desde o início: estatina de alta intensidade com ezetimiba, e anti-PCSK9 no risco extremo.
Comparativo
O alvo de cada categoria e o que prescrever na primeira consulta, segundo a apostila.
| Categoria | Meta de LDL | Meta de não-HDL | Conduta inicial |
|---|---|---|---|
| Extremo | < 40 mg/dL e redução ≥ 50% | < 70 mg/dL | Estatina de alta intensidade + ezetimiba + anti-PCSK9 |
| Muito alto | < 50 mg/dL e redução ≥ 50% | < 80 mg/dL | Estatina de alta intensidade + ezetimiba; considerar anti-PCSK9 |
| Alto | < 70 mg/dL e redução ≥ 50% | < 100 mg/dL | Estatina de alta intensidade + ezetimiba |
| Intermediário | < 100 mg/dL e redução ≥ 30% | < 130 mg/dL | Estatina se o LDL seguir ≥ 130 mg/dL após mudança de estilo de vida |
| Baixo | < 115 mg/dL e redução ≥ 30% | < 145 mg/dL | Estatina se o LDL seguir ≥ 145 mg/dL após mudança de estilo de vida |
Arraste a tabela para o lado.
Na prática
O raciocínio da apostila, do laudo do perfil lipídico ao ajuste depois de 4 semanas.
Colesterol total, HDL, triglicérides, Lp(a) e ApoB são medidos; LDL e não-HDL são calculados. A equação de Martin/Hopkins é a preferencial, e Friedewald perde acurácia com TG acima de 400 mg/dL. Com TG acima de 440, foque no colesterol não-HDL.
Múltiplos eventos maiores, ou um evento com duas condições de alto risco, definem o risco extremo. Um evento isolado, CAC acima de 300 ou obstrução igual ou acima de 50% definem o muito alto.
LDL igual ou acima de 190, Lp(a) acima de 180 mg/dL, CAC entre 100 e 300, placa abaixo de 50% e aneurisma de aorta levam direto ao risco alto. Sem atalho, calcule o PREVENT e promova uma categoria se houver fator agravante.
O diabético nunca é risco baixo. Jovem sem estratificadores fica no intermediário; idade de corte ou um a dois EAR, alto; três ou mais EAR ou um EMAR, muito alto. No DM, o CAC entre 10 e 300 já é EAR.
Do risco alto ao extremo, comece o remédio junto com a mudança de estilo de vida, em terapia combinada; na síndrome coronariana aguda, nas primeiras 24 horas. No baixo e no intermediário, trate se o LDL seguir 30 mg/dL acima do alvo; no diabético, sem essa margem.
Fora da meta, acrescente ezetimiba, anti-PCSK9 ou ácido bempedoico. Com TG igual ou acima de 500 mg/dL, o fibrato vem primeiro para prevenir pancreatite, e a estatina entra depois; se precisar associar, use fenofibrato, nunca genfibrozila.
Perguntas frequentes
É a alteração do perfil lipídico plasmático, um dos principais motores do desenvolvimento e da progressão da aterosclerose. O LDL atravessa o endotélio, fica retido na íntima e dispara a inflamação que forma a placa. Por isso, o tratamento mira as partículas aterogênicas, LDL e não-HDL, e não a elevação do HDL.
Para mapear o risco cardiovascular genético. A Lp(a) é 90% determinada pela genética e estável desde a infância, por isso é dosada uma vez na vida em todos os adultos. Valor igual ou acima de 50 mg/dL é fator agravante; acima de 180 mg/dL coloca o paciente no risco alto. Estatina e ezetimiba não a reduzem; as terapias anti-PCSK9 reduzem cerca de 20% a 30%.
É o LDL acima da meta para o risco do paciente associado a triglicérides elevados, a partir de 150 mg/dL em jejum ou 175 mg/dL pós-prandial. Com TG entre 150 e 499, a escolha inicial segue sendo a estatina de alta intensidade. A partir de 500 mg/dL, a prioridade é evitar pancreatite: fibrato, dieta e suspensão do álcool, e a estatina entra depois.
Abaixo de 70 mg/dL, com redução de pelo menos 50% do LDL basal; a meta de não-HDL é abaixo de 100 mg/dL. No risco alto, a apostila recomenda iniciar estatina de alta intensidade associada a ezetimiba já na primeira prescrição, como na questão AMP 2026 da diabética hipertensa.
É classificar o paciente em uma das cinco categorias do contínuo de risco para definir a meta de LDL e a intensidade do tratamento. Eventos prévios e imagem definem extremo e muito alto; atalhos laboratoriais e de imagem levam ao alto; os demais passam pelo PREVENT e pelos fatores agravantes. No diabético, a estratificação usa idade, EAR e EMAR.
O fibrato é indicado quando os triglicérides passam de 500 mg/dL, para prevenir pancreatite aguda, e não para elevar o HDL. Se for preciso associar à estatina, o fibrato de escolha é o fenofibrato. A genfibrozila inibe a eliminação das estatinas e aumenta muito o risco de miopatia e rabdomiólise.
Sim. Você preenche um formulário curto e recebe o PDF completo, sem custo e sem período de teste. Pedimos os dados para saber quem estuda com a gente e avisar quando sair material novo.
Não. A biblioteca é aberta a estudantes de Medicina e a médicos que vão prestar a prova de residência, com ou sem matrícula nos cursos da Med-Review.
Continue estudando
Onde aprofundar
Extensive R1: preparatório completo para a residência
Aulas, questões comentadas, flashcards e Planner inteligente, com cronograma direcionado por prova.
Quem ensina
Confira abaixo alguns dos professores especialistas que você vai encontrar no Extensive, o curso preparatório da Med-Review para a residência médica.

Clínica Médica
Médica pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Aprovada em Neurologia: UFMG. Neurologista pela UFMG.

Clínica Médica
Médica pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovada em Anestesiologia: HC-UFMG, IPSEMG e Felício Rocho. Residente de Anestesiologia do HC-UFMG.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Clínica Médica: USP-SP, USP-RP, UNIFESP, UNICAMP e IAMSPE. Hematologista subespecializado em transplante de medula pela USP-SP.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG. Anestesiologista pelo HC-UFMG, Semper e Unimed.

Clínica Médica
Médico pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Aprovado em Anestesiologia: PSU-MG, SUS-SP, USP-RP, SUS-BA. Anestesiologista pelo HC-UFMG.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela PUC-SP. Aprovado em Cirurgia Geral: HIAE. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Cirurgia Geral
Médico pela Universidade Federal do Goiás. Aprovado em Cirurgia Geral: ENARE, HIAE, UNIFESP, UNICAMP, HBDF. Residente de Cirurgia Geral no HIAE.

Pediatria
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, PSU-MG, Odilon Behrens, ISCMBH. Pediatra pelo FHEMIG.

Pediatria
Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aprovada em Pediatria: USP-SP e ISCMSP. Pediatra pela USP-SP.

Pediatria
Médico pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Aprovado em Pediatria: HC-UFMG, CGP, ISCM-BH. Pediatra pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Ginecologia e Obstetrícia
Médica pela Universidade Católica de Brasília. Aprovada em Ginecologia e Obstetrícia: HUB e HMIB. Ginecologista e Obstetra pelo HUB e fellow em reprodução humana USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela UNIFESP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Medicina Preventiva
Médica pela USP-SP. Aprovada em Medicina Preventiva: USP-SP. Médica especializada em Medicina Preventiva pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal do Maranhão. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, SUS-SP, UERJ e HCPA. Oftalmologista pela USP-SP.

Oftalmologia
Médico pela Universidade Federal da Paraíba. Aprovado em Oftalmologia: USP-SP, USP-RP, IAMSPE, UFPB e SES-PE. Oftalmologista subespecializado em retina e catarata pela USP-SP.

Ortopedia
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Aprovado em Ortopedia: HIAE, UNESP, UNIFESP, INTO. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.

Ortopedia
Médico pela Universidade do Estado do Pará. Aprovado em Ortopedia: USP-SP, HIAE, SUS-SP, ISCM-SP, UFPR e UEPA. Ortopedista e Especialista em Ombro e Cotovelo pelo HIAE.
Arraste para o lado para ver toda a equipe
46 páginas com a estratificação do risco baixo ao extremo, metas de LDL, não-HDL e ApoB, terapia combinada inicial e cinco questões comentadas, em PDF gratuito.
Preencha para liberar o download.
Carregando formulário…